“Super cérebro”: responsável pelo desenvolvimento da linguagem, arte, tecnologia

Publicado em 27.04.2011

Você sabe como a mente humana evoluiu? O arqueólogo John Hoffecker parece ter descoberto evidências.
Segundo ele, o poder da mente de evoluir e criar uma variedade de pensamentos comunicados através da linguagem, arte, movimento e tecnologia é atribuído ao “super cérebro”.

A formação do super cérebro teria ocorrido 75.000 anos atrás na África, onde a rara capacidade de compartilhar pensamentos complexos entre os cérebros individuais aconteceu.

Hoffecker acredita que desenhos abstratos rabiscados em pigmento mineral há 75.000 anos na África são o ponto de partida de uma explosão criativa, e a prova da capacidade da fala. Esta explosão criativa levou a novos tipos de artefatos, como ferramentas de pedra, e pode até mesmo ter levado a outros aspectos da evolução humana, como o bipedalismo (andar sobre os pés).

Através destas mudanças evolucionárias, os seres humanos foram capazes de se comunicar em pensamentos complexos fora do cérebro individual. Hoffecker também observou que as primeiras ferramentas de pedra foram feitas 2,5 milhões de anos atrás e, em seguida, o primeiro sinal do super cérebro veio 1,6 milhões anos atrás, com a primeira elaboração do machado de pedra, que mostrou que o cérebro humano era capaz de imaginar algo que não existia e, em seguida, o criar.

Os machados refletem um desenho ou modelo mental armazenado nas células nervosas do cérebro e criado sobre a rocha. Eles parecem ter surgido de uma relação forte entre as mãos, os olhos, o cérebro e as próprias ferramentas. Os seres humanos, em seguida, começaram a criar outras ferramentas e ornamentos 75.000 anos atrás.

John Hoffecker também teorizou que o homem moderno migrou da África para a Europa cerca de 50.000 a 60.000 anos atrás, o que pode ser a “data mínima” para a formação da linguagem. Com o aparecimento de símbolos e da linguagem, e a consequente integração de cérebros em um super cérebro, a mente humana criou uma força criativa potencialmente ilimitada.

Como todas as línguas têm basicamente a mesma estrutura, Hoffecker acha inconcebível que elas tenham evoluído de forma independente em diferentes épocas e lugares.

Em estudos anteriores, Hoffecker encontrou ossos antigos e agulhas de marfim de 45.000 anos atrás, uma pequena estatueta de 40.000 anos atrás, e instrumentos musicais antigos datados de 30.000 anos atrás, que incorporam mais evidências para a evolução da mente criativa do ser humano. [DailyTech]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 25 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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2 Comentários

    • Por outro lado, vc falou pouquinho, mas disse absolutamente tudo, hehehe! Exatamente o que eu estava pensando ao ler…

      Thumb up 0

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