10 curiosidades sobre a tragédia de Pompeia

Após a erupção do Monte Vesúvio, em 24 de agosto do ano 79, toda a cidade de Pompeia, na baía de Nápoles, na Itália, foi sepultada e esquecida até meados do século 18. Hoje, é um dos sítios arqueológicos mais emblemáticos do mundo e ocupa um lugar especial na imaginação das pessoas.

Quando o gás vulcânico e as cinzas atingiram Pompeia e selaram seu destino, a cidade foi “pausada” no tempo. Quando o sítio foi redescoberto, o seu excelente estado de conservação se tornou aparente. Em termos de volume de dados arqueológicos detalhados, nenhum outro sítio arqueológico pode rivalizar com Pompeia.

Esta lista contém 10 fatos interessantes que permitirão que recriemos em nossas mentes alguns detalhes fascinantes desta incrível e lendária cidade.

10. Bordéis

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As escavações em Pompeia identificaram cerca de 25 edifícios onde a prostituição era praticada. A maioria destes lugares era composta apenas por um quarto individual, mas há um edifício conhecido como Lupanar (“lupa” em latim significa loba e é uma gíria para prostituta), que era relativamente grande e altamente organizado.

O Lupanar tem dois níveis, com cinco quartos em cada um deles. Os arqueólogos acreditam que este edifício funcionava como um bordel desde o início. O interior é decorado com pinturas eróticas que visavam provocar a imaginação dos clientes.

Com base nos estudos de nomes das prostitutas preservados em grafite, acredita-se que elas eram escravas, a maioria grega ou oriental. A taxa cobrada era relativamente razoável: o equivalente a alguns copos de vinho.

9. Graffiti, eleições e sinais

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Pompeia ainda preserva um grande número de graffiti e pinturas em suas parede, que oferecem-nos uma rara oportunidade de ler diretamente as palavras e pensamentos da sociedade romana antiga. A natureza dessas inscrições é ampla, variando de mensagens privadas até diversos tipos de comunicações, tais como avisos eleitorais. Abaixo, alguns exemplos:

“Eu não me importo sobre a sua gravidez, Salvilla; Eu a desprezo”. [Mensagem privada]

“Se você vai lutar, saia!” [Escrito na parede de uma taberna]

“O grupo de gladiadores de Aulus Suettius Certus vai lutar em Pompeia em 31 de maio. Haverá uma caça e barracas”. [Anúncio]

“Parede, estou espantado que você não tenha caído em ruínas por suportar os rabiscos tediosos de tantos escritores”. [Encontrado em quatro paredes diferentes]

“Myrtis, você chupa bem”. [Encontrado em um prostíbulo]

Há também uma série de anúncios eleitorais, normalmente pintados nas paredes em locais centrais e áreas ocupadas para maximizar sua exposição. Nem todos eram favoráveis aos candidatos. Uma amarga ironia era praticada com frequência:

“Todos os bebedores boêmios pedem que você eleja Marcus Cerrinius Vatia como magistrado da cidade”.

“Os pequenos ladrões pedem que você eleja Vatia como magistrado da cidade”.

8. Primeiras ocupações

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Embora Pompeia seja identificada como uma cidade romana, os arqueólogos têm boas razões para acreditar que o local tenha sido anteriormente ocupado pelos gregos. Os mais antigos vestígios arquitetônicos da cidade, datados do século VI aC, são fragmentos de um templo grego dórico.

Isto é consistente com o fato de que durante o século VI aC, a área costeira onde Pompeia está localizada teve assentamentos de vários postos avançados gregos. Pompeia tornou-se parte do mundo romano alguns séculos mais tarde.

Há evidências de ocupações ainda mais antigas também, mas os vestígios arquitetônicos parecem indicar que os gregos foram o primeiro grupo que conseguiu construir edifícios ainda identificáveis hoje. Os colonos originais, quem quer que fossem, não perceberam que a terra que ocupavam havia sido formada por uma erupção anterior do Vesúvio.

A impressionante fertilidade do solo era, de fato, o resultado de material vulcânico depositado pela atividade do Vesúvio. Seria interessante saber quantas comunidades antes de Pompeia sofreram o mesmo destino violento.

7. Alertas da erupção

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A maioria de nós já ouviu falar sobre a erupção devastadora que enterrou Pompeia, mas é menos conhecido o fato que a cidade recebeu alguns alertas precoces sobre o desastre que estava por vir. Em 62 dC, Pompeia foi seriamente danificada por um terremoto.

Seus habitantes não sabiam a razão por trás disso, mas nós sabemos: o choque foi o resultado de uma pluma de magma em movimento sob o Monte Vesúvio. Durante os anos anteriores à erupção, Pompeia foi afetada por terremotos menores de forma bastante frequente. O Vesúvio estava prestes a acordar.

6. Um vívido relato em primeira mão

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Plínio, o Jovem testemunhou a erupção de uma distância segura e escreveu o que viu, deixando para nós um registro em primeira mão valioso e realmente vívido da erupção que enterrou Pompeia. Plínio estava hospedado em Misenum, uma cidade localizada na baía de Nápoles, no lado oposto de Pompeia.

De acordo com seu relato, uma nuvem de forma estranha sobre a localização de Pompeia chamou sua atenção durante o início da manhã de 24 de agosto de 79. Plínio descreveu a nuvem como um guarda-chuva com aparência de pinho com um tronco longo vertical e um topo plano. Seu relato afirma que ele sentiu uma série de terremotos durante a noite.

Ao amanhecer de 25 de agosto, ele deixou a casa onde estava vivendo, com medo de que ela poderia entrar em colapso. Ele também viu o mar sendo sugado a partir da costa, como resultado de outro forte terremoto, “deixando as criaturas do mar encalhadas na areia seca”.

As águas voltaram para a costa depois de um tempo. Mais tarde, o vento mudou e trouxe a nuvem vulcânica em cima de Misenum, deixando a cidade na escuridão.

5. A força da erupção

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É um fato bem conhecido que a erupção do Monte Vesúvio teve uma força cataclísmica, mas quão forte exatamente? Perguntas como esta nunca são fáceis de responder. A melhor estimativa, neste caso, afirma que as erupções tiveram uma força de 500 vezes a da bomba atômica lançada sobre a cidade de Hiroshima, no Japão.

O poder devastador do Monte Vesúvio foi considerado proverbial por algumas pessoas. Martial, um antigo poeta romano, escreveu: “Tudo em volta do Vesúvio está submerso em chamas e cinzas tristes; nem mesmo os deuses acima gostariam de ter tanto poder” (Epigramsa 4.44.7-8)

4. Baixas

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A contagem de corpos em Pompeia está entre 1.000 a 1.500 cadáveres, mas considerando que as primeiras escavações são mal registradas, estes números não são confiáveis. Se somarmos os corpos não registrados mais os corpos ainda a serem descobertos nas áreas não escavadas, o número de vítimas estimado sobe para cerca de 2.500.

É impossível saber o número de pessoas que fugiram durante a erupção. Isso significa que a contagem de corpos estimada, embora seja uma informação relevante, tem pouco ou nenhum uso no quesito descobrir a população total de Pompeia.

3. Consequências da erupção

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Alguns dos detalhes sobre a sequência de eventos que se seguiram à erupção estão disponíveis para nós graças à pesquisa geológica recente. Depois que o Monte Vesúvio acordou em 24 de agosto de 79, uma espessa nuvem de cinzas vulcânicas se moveu em direção a Pompeia, depositando uma camada de cinzas e detritos em cima das ruas e edifícios.

Conforme as cinzas e resíduos vulcânicos continuaram a cair sobre a cidade, alguns dos edifícios e estruturas começaram a sucumbir. Eles começaram a ceder quando o peso do material vulcânico acumulado tornou-se cada vez mais e mais pesado. Neste ponto, a camada de cinza pode ter tido cerca de 2,8 metros de espessura. Os habitantes de Pompeia também foram capazes de sentir alguns tremores intensos da Terra, e o calor da encosta do Vesúvio deve ter sido perceptível.

Em 25 de agosto, possivelmente por volta das 7:30 da manhã, um fluxo piroclástico alcançou Pompeia, destruindo as moradias ao redor da cidade. Uma segunda onda de gás quente vulcânico e pedra movendo-se a 100 quilômetros por hora atingiu Pompeia um pouco mais tarde, desta vez transbordando os muros da cidade e matando todos os seres vivos lá dentro.

Mais algumas ondas se seguiram. No momento em que estava tudo acabado, Pompeia foi enterrada sob 5 metros de material vulcânico. As pontas dos edifícios mais altos eram a única coisa visível.

2. Redescoberta acidental

Plato’s academy. Mosaic from Pompeii (Villa of T. Siminius Stephanus). Second style. Early 1st century B.C. Inv. No. 124545. Naples, National Archaeological Museum.
Pompeia foi redescoberta acidentalmente em 1594, durante a escavação de um canal de água. Por puro acaso, os trabalhadores descobriram afrescos nas paredes e uma inscrição contendo o nome da cidade.

Naquela época, o nome Pompeia foi interpretado como uma referência a Pompeu, o Grande, um renomado comandante militar romano que viveu no primeiro século aC. Como resultado desse erro, os restos descobertos foram inicialmente interpretados como fragmentos de uma casa grande que (supostamente) pertencia a Pompeu, o Grande.

1. Moldes de gesso conservados

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Quando o arqueólogo italiano Giuseppe Fiorelli assumiu o controle das escavações em Pompeia, em 1863, notou a ocorrência regular de espaços vazios ocasionais nas camadas de cinza vulcânica. O tamanho e forma destas áreas vazias eram consistentes com o tamanho e a forma de corpos humanos.

Ele então percebeu que os vazios eram o resultado de corpos humanos que haviam sido decompostos, deixando para trás uma pista nas cinzas. Em 1870, ele desenvolveu uma técnica que permitia recuperar a forma dos corpos mortos através da injeção de gesso para dentro das cavidades.

Os vazios atuaram como um molde, e o produto final foi a recriação da forma das vítimas com precisão surpreendente. Esta técnica foi melhorada mais tarde, utilizando uma fibra de vidro transparente em vez de gesso.

A fibra de vidro tem uma vantagem: os restos nas cavidades (por exemplo, ossos e vários artefatos) foram mantidos dentro do molde, de forma visível. Centenas de moldes de gesso podem ser vistos hoje, tanto nas ruínas de Pompeia quanto no Museu Arqueológico de Nápoles. [Listverse]

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