10 fatos bizarros sobre o homem mais alto que já existiu

O homem mais alto a pisar no mundo, reconhecido pelo Guinness Book, foi Robert Wadlow. Ele nasceu na cidade de Alton (EUA), e ficou conhecido como Gigante de Alton ou Gigante Gentil. Sua altura máxima foi de 2,72m, aos 22 anos de idade. Esta estatura impressionante o levou a ter uma vida única, tornando-se uma celebridade nos Estados Unidos. Mas ser a pessoa mais alta do mundo tem duas dificuldades e desafios, confira alguns deles:

10. Ele nasceu com tamanho normal


Robert Pershing Wadlow nasceu no dia 22 de fevereiro de 1918, na cidade de Alton, no estado de Illinois, ao longo do rio Mississippi. Ele foi o primeiro filho do casal Harold e Addie, e nasceu completamente normal, com 3,8kg. Os pais e seus outros quatro irmãos mais novos tinham altura normal.

Depois do nascimento, porém, Robert começou a crescer muito rápido. Com apenas seis meses de idade, ele pesava 14kg, o dobro de um bebê deste tamanho normalmente pesa. Com um ano, ele pesava 20kg, e com um ano e meio pesava 30kg. Quando tinha dois anos, já tinha 91cm de altura.

9. A maior criança da turma


Com apenas cinco anos de vida, Robert já media 1,63m e pesava 48kg. Esse é o tamanho médio de uma mulher adulta atualmente. Quando ele entrou na pré-escola, ele já usava roupas de adolescentes de 17 anos. Suas professoras relataram que ele era muito bem comportado e inteligente para sua idade. Sua maior dificuldade era encontrar carteiras grandes o suficiente para que ele sentasse confortavelmente.

Quando ele fez oito anos, poucas lojas tinham roupas do tamanho dele, e ele virou cliente fiel de alfaiates. Com nove anos, Robert já conseguia levantar o próprio pai e carregá-lo por um lance de escadas inteiro. Com dez anos, ele tinha 1.95m e pesava 95kg.

Com 13 anos, Robert entrou para o grupo local de escoteiros, e se tornou o maior escoteiro do mundo, com 2,24m. Ele usava um uniforme feito sob medida, assim como saco de dormir e barraca. Com esta idade, ele tinha que consumir cinco vezes mais calorias por dia quando comparado com outros meninos da sua idade. Ao se formar no ensino médio, ele media 2,54m e pesava 177kg.

8. A causa


Logo antes de seu 12o aniversário, sua família o levou para ser examinado no hospital Barnes, em St. Louis. Ali, o menino de mais de dois metros de altura finalmente foi diagnosticado com uma hipófise muito ativa. A pequena glândula que fica na base do crânio é a responsável pelos hormônios do crescimento.

A causa mais comum para que esta glândula seja muito ativa é um tumor benigno (adenoma) que faz com que hormônios sejam produzidos excessivamente. Atualmente, intervenções médicas podem controlar o problema, como medicação ou cirurgia. Mas na década de 1930 não havia tratamentos disponíveis. Por isso, Robert continuou a crescer.

7. As dificuldades de ser o mais alto


Ser literalmente um gigante não é fácil. Para começar, Robert precisava de muita comida. Um café da manhã típico da sua adolescência era composto por oito ovos, 12 fatias de pão, vários copos de suco de laranja, cinco xícaras de café e muito cereal matinal.

Ter um corpo tão grande também era uma dificuldade para seus órgãos. Seu coração precisava trabalhar demais para bombear sangue para todas as partes. Com apenas 10 anos, seus pés não recebiam circulação sanguínea suficiente, ficando azuis. Por isso, ele não tinha muita sensibilidade nas extremidades. Ele poderia ter machucados nessas regiões e só percebia quando a situação já estava muito séria.

Quando tinha 14 anos, Robert tropeçou de leve enquanto empurrava um menino em um triciclo, e quebrou dois ossos do pé. Depois disso, ele precisou usar naquele pé um aparelho ortopédico de ferro para o resto da vida. Quando adulto, ele também precisava de aparelhos nas pernas e de uma bengala para conseguir andar.

Além dos problemas físicos, também haviam as dificuldades de viver em um mundo muito pequeno para ele. Para usar mesas comuns, ele precisava manter suas pernas totalmente esticadas, sendo que seus pés ficavam expostos do outro lado da mesa, fazendo com que outras pessoas tropeçassem nele.

As cadeiras também se quebravam sob o seu peso com frequência. Ele também tinha que se abaixar para passar pelas portas e a maioria dos tetos não eram altos o suficiente para que ele ficasse de pé. Se ele ficasse hospedado em um hotel, ele precisava que várias camas fossem colocadas lado a lado para que ele coubesse. Atividades comuns como ir ao cinema eram impossíveis para ele.

6. Vida adulta


Conforme Robert foi ficando mais velho, ele não parou de crescer. Com 19 anos, ele tinha 2.62cm e foi declarado o homem mais alto do mundo. Suas mãos tinham 32,4cm e quando ele erguia os braços ao lado do corpo, eles mediam 2,9m. Seus sapatos mediam 47cm. Seu maior peso foi 223kg e ele consumia 8 mil calorias por dia.

Em 1936, aos 18 anos, Robert fez um tour dos EUA com o circo Ringling Brothers. Em geral, sua maior fonte de renda vinha de suas aparições públicas. Quando ele tinha 20 anos, ele virou garoto-propaganda da empresa de sapatos International Shoe Company, que fornecia os enormes e caros calçados para ele de graça. Nessas viagens, ele visitou 800 cidades em 41 estados dos EUA, percorrendo mais de 500 mil km.

5. Produtos gigantes


Robert precisava de roupas e móveis gigantes. Todas as suas roupas eram feitas por um alfaiate e precisavam de três vezes mais tecido que um tamanho normal. Seus sapatos custavam cerca de US$100 e precisavam de armações reforçadas para suportar seu peso. Ele também tinha uma cama de quase 3 metros em casa.

Para que ele pudesse viajar de carro pelo país, seu pai adaptou o carro da família para que ele pudesse se sentar no banco traseiro e esticar as pernas até a parte da frente. Para isso, o assento do carona da frente foi retirado, e o carro que originalmente podia carregar sete pessoas passou a carregar apenas três.

Quando ele tinha 19 anos, seus pais fizeram um plano para construir uma casa toda adaptada, com portas de quase 3 metros de altura e teto de 3,4m. Todos os móveis seriam proporcionalmente grandes e até a banheira teria 3m de comprimento. Para ser feita sob medida, a peça do banheiro foi orçada em US$1 mil. O projeto nunca saiu do papel.

4. O Gigante Gentil


Robert era conhecido por sua personalidade calma e bondosa. Por isso, foi apelidado de Gigante Gentil. Quando não estava participando de eventos públicos, Robert gostava de fotografia e de colecionar selos. Uma coisa que ele gostava de fazer quando estava cercado por multidões era esconder uma câmera em sua enorme mão e fazer fotos das pessoas sem que elas percebessem.

Quando não estava em sua cidade natal, Robert mal podia andar pelas ruas em paz, que uma multidão de curiosos já o seguia. Questionado se toda essa comoção o incomodava, ele respondia: “não, eu olho por cima deles”.

Algumas coisas o irritavam, porém, como quando perguntavam a ele quanto ele comia por dia e se o clima estava frio lá em cima. Quando tinha 18 anos, Robert disse em entrevista que não havia ouvido uma única piada nova sobre sua altura nos três anos anteriores.

3. O processo judicial


No dia 2 de junho de 1936, o médico Charles Humbert visitou Robert e sua família. De acordo com os Wadlows, ele foi muito mal-educado, e Robert se recusou ser examinado. Humbert então publicou um artigo na revista The Journal of American Medical Association (JAMA) descrevendo Robert como pessoa abaixo da capacidade intelectual normal e com problemas de humor.

Os Wadlows entraram com um processo contra o médico pelas alegações ofensivas, e reuniram várias testemunhas que desmentiram as descrições do médico. Mesmo assim, a família perdeu o processo, pois o juiz considerou que não poderia ser provado que naquele dia Robert não tenha se comportado da forma descrita pelo médico no artigo. A família não entrou com recurso contra a decisão.

2. A morte de Robert


No feriado norte-americano de 4 de Julho de 1940, aos 22 anos de idade, Robert participou de um desfile em Michigan. Na manhã seguinte, ele tinha uma febre de 41°. Um médico foi chamado e constatou que seu novo aparelho ortopédico para as pernas havia causado uma séria ferida na pele. Em situações normais, essa ferida seria terrivelmente dolorosa e a pessoa procuraria atendimento médico mais rápido, mas como sua circulação das extremidades era comprometida e Robert não tinha sensibilidade nessa região, ele não percebeu o problema.

Robert não pode ser levado para um hospital porque não havia cama grande o suficiente para ele, então ele continuou em seu hotel, recebendo atendimento médico. Apesar de enorme esforço da equipe médica, sua situação não melhorou e ele morreu da infecção enquanto dormia, na madrugada do dia 15 de julho de 1940.

1. O velório


O velório e enterro de Robert aconteceram em sua cidade natal de Alton, com a presença de 40 mil pessoas. Todos os estabelecimentos comerciais da cidade fecharam as portas naquele dia em sinal de respeito. Ele foi enterrado no cemitério Oakwood, ocupando o equivalente a duas covas de tamanho normal.

Seu caixão pesava 450kg, com 3,3m de comprimento. Foram necessárias 18 pessoas para carregar seu corpo e caixão.

Como sua família temia que curiosos ou pesquisadores ilegais roubassem o corpo do cemitério, ele foi colocado em uma cova cercada por paredes de concreto. Seu epitáfio diz apenas “descansando”.

Depois de sua morte, a família destruiu a maior parte de suas possessões para que elas não se tornassem souvenires de mal gosto e para que não fossem vendidas pelo mundo. Em 1985 uma estátua de tamanho real foi construída em homenagem a Robert na Universidade de Medicina Dentária da Universidade do Sul de Illinois, na cidade de Alton. [Listverse]

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