10 histórias bizarras de transplantes de órgãos

Publicado em 4.03.2012

Quando um paciente precisa receber um órgão de outra pessoa para salvar a própria vida, nem sempre pode se dar ao luxo de escolher todas as condições da operação. Ao longo da história, foram registrados alguns casos onde um transplante acabou sendo de uma maneira um pouco diferente do que os pacientes haviam imaginado. Confira uma lista com dez destas inusitadas situações:

10 – A mulher que recebeu um rim da amante do marido

Meliha Avici era uma mulher turca que estava casada por quatro anos. Um belo dia, um de seus rins parou de funcionar, iniciando um período de sofrimento que incluía diálises de quatro horas de duração, três vezes por semana. Durante esse período, o marido de Meliha, Mehmet, conheceu outra mulher. Ele manteve relações com a amante e a fez se mudar para a casa da mãe dele, disfarçada de babá do filho de Meliha.

Quando a esposa descobriu a traição, já estava conformada com o próprio estado de saúde, e autorizou que Mehmet se casasse novamente após a morte dela. Mas Meliha não morreu, justamente porque a amante, Imdat, doou a ela um de seus rins. “Nós dividimos um marido, agora dividimos também um rim”, declarou Imdat sobre o motivo da doação.

9 – A medula doada em troca da mudança do time do coração

O inglês Paul Warburton era, aos 59 anos, um fanático torcedor do Manchester City. Quando ele precisou de um transplante de medula óssea, seu irmão Martin se prontificou imediatamente a fazer a doação. Mas com uma condição: Paul deveria largar a paixão pelo Manchester City e passar a torcer pelo arqui-rival Manchester United, time de Martin. O transplante foi feito, Paul se salvou da leucemia, e os dois irmãos torcem agora pelo mesmo clube.

8 – A menina que teve a mão costurada à perna por três meses

A pequena chinesa Ming Li, de 9 anos, estava indo para a escola quando foi atropelada por um trator e perdeu a mão esquerda. Havia esperança de reimplantá-la, mas o braço estava muito ferido, era preciso esperar ele melhorar um pouco. Enquanto o braço se recuperava, a solução foi implantar a mão da garota em sua perna. Durante três meses, a menina teve uma mão saindo do próprio tornozelo.

A boa notícia é que a operação para reunificar a mão ao braço foi um absoluto sucesso. Ming Li já consegue mexer os pulsos novamente, e deve apenas fazer duas cirurgias para melhorar as funções motoras e remover cicatrizes.

7 – O homem que tirou fora seu pênis transplantado porque a mulher não aprovou

2006 foi um marco na cirurgia como o ano do primeiro transplante de pênis da história. O paciente, de 44 anos de idade, teve que se submeter à cirurgia porque um acidente o havia deixado com um pênis danificado de um centímetro de comprimento, o que o impedia até de urinar.

Na cirurgia, os doutores levaram 15 horas para implantar no paciente um pênis doado pelos pais de um rapaz de vinte, que havia falecido recentemente. Depois de dez dias, o fluxo de sangue pelo novo pênis estava normal e o homem podia urinar normalmente.

Entretanto, se o corpo do homem aceitou o novo membro, a esposa do paciente o rejeitou. Não mais do que duas semanas depois do transplante, eles removeram o pênis cirurgicamente devido a “severos problemas psicológicos” da mulher em relação à novidade.

6 – O homem que doou um rim à sua caixeira favorita

O americano Dan Coyne frequentava o mesmo supermercado há 18 anos, e sempre gostava de passar suas compras com uma caixeira específica, a funcionária Myra de La Vega. Um belo dia, conversando sobre saúde, ela lhe contou que estava fazendo diálise, e ele se prontificou imediatamente a doar um de seus rins! Como o rim da irmã de Myra não era compatível, não restou outra alternativa senão aceitar a oferta de Dan Coyne, que acabou salvando a vida da mulher que passara suas compras durante tanto tempo.

5 – A mulher salva por um transplante de fezes

O médico Alexander Khortus diagnosticou, em uma paciente, um complicado caso de infecção por Clostridium, uma nociva bactéria que ataca todo o sistema digestivo. Não havia chance de fazer um transplante de estômago ou intestino, mas Khortus encontrou uma solução criativa.

Ele coletou fezes do marido da paciente, preparou uma solução salina em que as bactérias intestinais estivessem presentes, e “transplantou” as fezes no cólon da mulher. Em pouco tempo, a biologia fez seu serviço, a diarréia limpou os órgãos e a infecção sumiu.

4 – A mulher que deu à luz com o útero doado pela mãe

Eva Ottoson era uma mulher saudável, com um útero normal, e teve uma filha, Sarah. A menina Sarah, no entanto, não teve a mesma sorte: uma rara anomalia genética fez com que ela nascesse sem útero! Agora, já adulta, ela terá que receber um de transplante, pois decidiu engravidar. E o útero que será implantado em Sarah é exatamente o mesmo do qual ela nasceu: é o útero de Eva.

Haverá duas cirurgias, ambas programadas ainda para 2012. A primeira é uma histerectomia, destinada a retirar o útero de Eva. A segunda, mais complicada e arriscada, é a implantação do útero em Sarah. Os médicos alertam para os perigos deste procedimento inédito.

3 – O homem que pediu o rim de volta à esposa que o traiu

O casal Richard e Dawnell Batista vivia feliz até que o dia em que a mulher precisou de um transplante de rim. Richar doou contente e Dawnell sobreviveu, mas o casamento duraria apenas mais quatro anos até eles se divorciarem porque Dawnell estava traindo seu marido com outro homem.

De coração partido e com um rim a menos, Richard exigiu de Dawnell que ela devolvesse o órgão doado. Como isso pareceria ridículo, ele concordou em pedir uma indenização de 1,5 milhões de dólares pela perda que sofreu. O caso segue na justiça.

2 – A menina cujo tipo sanguíneo mudou depois de um transplante

A australiana Demi Lee Brennan, de 15 anos, teve seu fígado destruído por um vírus. Ela teria apenas 48 horas de vida se não recebesse um transplante imediatamente, mas o único doador disponível tinha um tipo sanguíneo (O+) diferente do dela (O-), o que significava que Demi teria que tomar remédios antirrejeição do órgão pelo resto da vida.

Incrivelmente, depois de nove meses nesta nova realidade, aconteceu um milagre. Os médicos descobriram que o sangue de Demi é que se adaptou ao novo fígado! Ela deixou de ser O negativo e passou a ser O positivo, o que a livrou da preocupação eterna do corpo rejeitar o novo fígado.

1 – A menina que já teve três corações

Dezesseis anos de idade, terceiro coração desde o nascimento. Estes são os dados da britânica Debbie Ward. Com apenas quinze meses de idade, ela teve de ser submetida ao primeiro transplante porque seu coração original não possuía a Valva Tricúspide, que é responsável por conduzir o sangue para o lado direito.

Debbie viveu bem com o novo coração por mais de dez anos. Certo dia, no ônibus da escola, ela começou a se contorcer em dores no peito: as artérias do novo coração da garota estavam entupindo sem razão aparente. Pela terceira vez, Debbie foi forçada a trocar de coração aos 15 anos de idade. Mais uma vez ela sobreviveu, e já declarou que quer ser uma enfermeira pediátrica quando crescer. [Oddee]

Autor: Dalane Santos

Dalane Santos tem 21 anos, é recém-formada em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e escreve para o Hypescience desde fevereiro de 2012.

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63 Comentários

  1. O nº7 foi ridículo, se eu fosse o médico dessa mala eu arrancaria na base da força, sem anestesia, e enfiaria o pênis na boca da mulher.
    15 horas de operação, tecido aceitando o implante e a pessoa resolve querer desfazer pq a outra teve “severos problemas psicológicos”. Às vezes as pessoas inventam mimimi p/ tudo só p/ complicar.

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  2. deve ser muito foda
    o médico faz a operação com todo cuidado e os ignorante falam que quem salvou foi deus

    mas se erra ja sabe de quem é a culpa…

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    • e o “milagre” que aconteceu com o sangue da moça?
      e ah, você deveria rever ..”e os ignorante falam”…
      e ter fé não tem nada de ignorante

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    • Ela não deixa de estar certa.
      Quanto às minhas crenças espirituais, elas remontam a um deus-serpente com cabeça humana do século II chamado Glycon, que foi revelada como sendo, na verdade, um boneco de ventríloquo, há quase dois mil anos. Encontrado em todo o Império Romano, Glycon foi a criação de um empresário conhecido como Alexander, o Falso Profeta, um nome terrível para se começar qualquer negócio. O boneco tinha corpo de jiboia de verdade, viva, e sua cabeça artificial tinha olhos grandes e um longo cabelo loiro. Glycon se parecia bastante, na verdade, com Paris Hilton, mas talvez mais adorável e com um corpo biologicamente mais verossímil. Visual à parte, meu interesse pelo deus-serpente é puramente simbólico. Na verdade, esse é um dos símbolos mais antigos da humanidade, que significa sabedoria, ou, de acordo com o etno-botânico Jeremy Narby, o próprio formato da espiral de DNA. Mas eu também estou interessado em ter um deus que é assumidamente um boneco de ventríloquo. Afinal de contas, não é assim que usamos a maioria das novas divindades? Podemos ler nossos livros sagrados e escolher uma passagem ambígua específica e uma interpretação em detrimento de outra e podemos fazer nossos deuses justificarem assim qualquer desejo imediato. Podemos fazê-los dizer o que quisermos. A maior vantagem de endeusar um boneco de meia de verdade e que, se as coisas começarem a fugir do controle, ou parecerem injustas, você pode jogá-lo na gaveta. E ele não tem opção a não ser ir para a gaveta.

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