10 momentos “sinistros” de filmes da Disney

Publicado em 18.10.2011

Disney é sinônimo de infância, não? Quantos de nós não passamos um bom tempo de nossas vidas assistindo histórias, literaturas e mitos reescritos com arco-íris, borboletas e músicas fofas?

Para a Disney, A Pequena Sereia, em vez de dissolver-se em névoa e spray, casa-se com um príncipe e vive feliz para sempre no seu reino à beira-mar. O Hércules da Disney torna-se um deus quando coloca a vida de outra pessoa acima de sua própria, enquanto o Hércules mitológico se torna um deus quando implora para ser incendiado para acabar com a dor de estar preso em uma camisa envenenada.

Embora todos os contos da Disney tenham finais felizes para sempre, muitos filmes, em algum momento, tomaram um rumo mais obscuro, assustando as criancinhas amáveis que torciam pelo melhor. Confira alguns desses momentos:

1 – Morte da mãe do Bambi

A morte da mãe de Bambi é um momento obscuro por excelência. Ela morre no meio do filme, horrivelmente, depois de termos a chance de conhecê-la, depois de a vermos criar Bambi e ensinar-lhe os caminhos da floresta.

Um inverno rigoroso segue um verão escasso, e, um dia, quando estão no prado, ela sente o perigo: há caçadores na floresta.
A mãe pede que Bambi corra sem olhar pra trás. Há estalos de tiros. Quando Bambi chega com segurança ao mato, ele se vira, alegremente dizendo: “Conseguimos, mamãe”. Não há ninguém além dele. Sozinho, neve caindo, ele procura por sua mãe. Ele a chama, mas só há silêncio. Põe tristeza nisso.

2 – Pinóquio virando um menino de verdade

Pinóquio é a história do boneco que se torna um menino de verdade. Porém, até isso acontecer, a história é pura insanidade: ele é sequestrado por vigaristas e obrigado a trabalhar em um teatro de fantoches para não ser jogado no fogo. Daí foge só para ir parar em uma ilha onde meninos “bobos” se transformam em burros (literalmente) e são vendidos para trabalhar nas minas de sal e circos.

Depois de escapar da maldita ilha, ele é engolido por uma baleia gigante que também engoliu Gepeto, seu criador. Eles enfurecem a baleia com seus esforços para escapar, e Pinóquio se sacrifica para salvar Gepeto. A Fada Azul, vendo seu altruísmo, o traz de volta à vida e, finalmente, o transforma em um menino de verdade. O que é isso, Disney?

3 – Mulan e o mensageiro

Parece um momento obscuro minúsculo em um filme sobre guerra, e devem existir momentos piores, mas esta cena curta em Mulan sempre surpreende com sua crueldade. Dois soldados imperiais são capturados por Shan-Yu, líder Hun, que lhes dá uma mensagem para levar para ao imperador da China. Conforme eles fogem, Shan-Yu pergunta a um dos seus companheiros quantos mensageiros são necessários para entregar uma mensagem. A resposta é “Um”. É impressionante como a vida humana é tratada de modo insignificante entre os dois lados em uma guerra.

4 – Copper caçando Tod em O Cão e a Raposa

No início, O Cão e a Raposa parece um filme encantador sobre a forma como a amizade transcende tudo, mas, em algum lugar no terceiro ato, a história toma uma virada.

O “mestre” (dono) de Copper é atropelado por um trem em um acidente causado por Tod. Copper promete “pegá-lo”. Slade, o dono de Copper, coloca armadilhas, e logo Tod é pego em uma toca com fogo em uma extremidade, e Slade e Copper na outra.

Tod salta através do fogo. Copper o persegue. Eles se chocam, lutando e uivando, todos os vestígios de sua amizade de infância esquecidos. Tod consegue escapar quando um urso negro aparece e Copper corre para defender Slade.

Mas, então, Tod volta. Ele vê seu velho amigo em perigo, e atrai o urso de olhos vermelhos para baixo de uma cachoeira correndo. O final que se segue é surpreendentemente adulto e dolorosamente agridoce. Tod e Copper estão em suas respectivas casas. Uma conversa antiga aparece: “Nós seremos amigos para sempre, não é?”, diz Tod. “Sim”, responde Copper. “Para sempre”.

5 – A família desfeita de Lilo & Stitch

A tristeza de Lilo & Stitch é de um tipo muito diferente de outros momentos sinistros de filmes da Disney, mas ainda significativa.

É um momento sobre a dor de uma família desarticulada, uma família “quebrada” (desfeita), como Lilo diz. Depois de uma visita de uma assistente social, Nani tem de provar que está apta para cuidar de sua irmã mais nova, Lilo. Quando ela ouve Lilo orando por uma estrela cadente por um amigo, decide dar a ela um animal de estimação.

Esse animal acaba por ser um alienígena. Mais desastres acontecem em seguida. A assistente social retorna, dizendo que Nani não é a melhor opção para Lilo. Naquela noite, Stitch, vendo o problema que causou, vai embora. Lilo lhe diz: “Eu vou lembrar de você, eu lembro de todo mundo que vai embora (me deixa)”.

Na sua essência, Lilo & Stitch é sobre a solidão, encontrar um lugar para encaixar, sobre a necessidade de companheirismo e as famílias que criamos. Adulto demais para um filme infantil, não?

6 – A morte de Clayton em Tarzan

Neste ponto do filme, as motivações de Clayton são claras. Ele planeja capturar gorilas e vendê-los na Inglaterra, uma tarefa muito mais fácil com Tarzan fora do caminho.

Clayton atira em Kerchak, uma ferida fatal, e Tarzan vai atrás de um Clayton maníaco ao longo da floresta tropical. Depois de algumas dificuldades, Tarzan consegue apontar a arma de Clayton contra sua garganta.

Clayton desafia Tarzan a matá-lo, dizendo-lhe para ser um homem. Ao invés disso, Tarzan destrói a arma, jogando-a no chão da floresta. Clayton puxa seu facão e segue Tarzan segurando-se em vinhas, mas na tentativa de cortar Tarzan, ele corta a vinha segurando a si mesmo. Clayton corta todas as vinhas, exceto uma contra o seu pescoço. Há uma queda curta e uma parada repentina. Contra um relâmpago, há a sombra de Clayton sem vida, pendurado. Dramático.

7 – Morte de Mufasa em O Rei Leão

Um número surpreendente de filmes da Disney têm personagens principais com pais mortos, ou simplesmente “inexistentes”.

Nos primeiros filmes da Disney, suas ausências eram raramente mencionadas e nunca explicadas. Há os pais desaparecidos da Branca de Neve, e as mães ausentes de Bela e Ariel. Em O Rei Leão, Simba tem ambos os pais, mas o momento mais climático de seu pai é sua morte.

Simba ouve que ele é responsável por essa morte. Mas o assassinato de Mufasa é conivente, de coração frio, feito por Scar, seu irmão, que imediatamente faz com que Simba fuja e, posteriormente, manda hienas para matá-lo. No final, a justiça é feita: Scar morre. E, claro, existe o momento ícone de Simba chorando sob seu braço morto.

8 – Música “Savages” em Pocahontas

A música entra em uma altura do filme em que os nativos e os colonos estão à beira da guerra. A intensidade de letras como “O que se esperar/Desses pagãos nojentos?/Essa sua maldita raça é como uma maldição/A sua pele é um vermelho meio satânico/Só são bons quando falecem” é incrivelmente cruel para o primeiro filme da Disney que lidou abertamente com o racismo e o imperialismo. Embora esta história tenha um final feliz, ainda há uma obscuridade e urgência neste número de música que é desconhecido em outros filmes da Disney.

9 – Música “Hellfire” de O Corcunda de Notre Dame

Como “Savages”, “Hellfire” é uma canção de vilão que toca em tabus. Em vez de imperialismo, racismo e guerra, no entanto, esses tabus são de sexo, sensualidade e estupro – muitos mais proibidos para a Disney.

O juiz Frollo, tendo acabado de assistir Esmeralda realizar, essencialmente, uma dança exótica (no poste) e, posteriormente, salvar Quasimodo de sua punição, fica excitado e enfurecido por ela em partes iguais, uma combinação assustadora.

Consumido pela luxúria, ele a procura da única maneira que sabe – pedindo-lhe que “escolha entre ele ou a pira”. Letras como “destruir Esmeralda/e deixá-la saborear incêndios do inferno/ou então deixá-la ser minha e só minha” transmitem imagens de furor e religião, em uma canção sobre morte iminente e frustração sexual.

10 – O Caldeirão Mágico

Considerado o filme animado mais obscuro da Disney, O Caldeirão Mágico é a história de Taran, um jovem com sonhos de heroísmo que deve encontrar e destruir um caldeirão preto encantado para que o Rei de Chifres não possa usá-lo para levantar um exército de mortos-vivos.

O Caldeirão Mágico foi o primeiro filme da Disney a ser classificado como contendo imagens sombrias e violentas, uma das quais deve ter sido o Rei de Chifres.

Modelado após Satanás em ambos temperamento e aparência, o Rei de Chifres era uma figura do mal implacável. Sob o seu manto escuro, ele não era nada mais que um esqueleto com chifres e brilhantes olhos vermelhos. Complete isso com um assustador castelo em ruínas cheio de cadáveres apodrecidos, um calabouço onde Taran está no início do filme, uma adega úmida onde o Caldeirão nasceu das águas e pronto: como um todo, O Caldeirão Mágico é um filme assustador e profundamente perturbador.

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Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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143 Comentários

  1. A Mãe da Ariel, eu sei como ela morreu, e foi uma das mortes mais marcantes dos desenhos da Disney. Em um Filme dela “A Pequena Sereia” a história é simples: Sua Mãe e Suas filhas, estavam recolhendo joias e outros objetos precisos em um certo local. Quando um navio estava chegando e o rei Tritão consegue recuperar todas as filhas. Quando sua esposa vai tentar pegar o resto das joias que havia deixado para trás, o navio se aproximou e bateu em um mero barranco de pedras, esmagando-a. E assim, o rei e suas filhas continuaram o rumo de suas vidas dolorosamente em vão.

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  2. ” Eu assisti os filmes da Disney e nunca me afetaram” ,claro que afetaram mas é algo que você não consegue enxergar com clareza,e sim as crianças devem saber o que é a vida mas não se bombardeadas com coisas sobre relações sexuais,não ter uma parte da família é normal.Eu estava conversando com minhas amigas e nós acabamos percebendo que sempre tem aquele personagem que é “BOM” mas que você percebe que não aquilo mesmo,e algumas cenas são fortes para uma criança como as cenas citadas lá em cima,pq semana passada eu vi todas essas cenas e fiquei aterrorizada imagina uma criança.Como o filme A caverna amaldiçoada ele nunca é passado durante o dia por não ser classificado para crianças,que é verdade,eu não conseguia assistir o filme todo por ter medo do final.Na Branca de Neve porque não foi mostrada a madrasta sendo morta ou algo do tipo apenas foi mostrada ela aparentemente morrendo,mas será ela mesmo ou outra pessoa?E na cena de Vida de inseto que o marido da Mariposa fala que “Eu invoco os espíritos de sei la o que” se você ver a cena você não consegue ouvir pq vc se distrai com a caixa,inúmeras cenas dos filmes da Disney são classificadas “pesadas”.Essa coisa de colocar a criança em uma bolha não é verdade e sim,ensinar ela a lidar com coisas da vida sem expor tanto ela e acabar matando a inocência.Admito vi todos os filmes da Disney e todas as cenas citadas e que não foram citadas causou um certo impacto como não consigo lidar com mortes,doenças e etc.E essa coisa fantasia e tals,OK mas como minha empregada ficava comigo ela não escolhia tanto minha programação que ficava o dia todo vendo Disney e essas paradas de fantasia que acabei até hoje na minha fantasia que EU hoje não consigo me livrar mas talvez não seja a única.Enfim questão de opinião.

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  3. Cenas fortes, impactantes e memoráveis. Um fato inquestionável acerca dos filmes animados da Disney, mas sabe de uma coisa? Não troco um desenho da Disney que foi lançado nos anos 90~2000, por nenhum dos de atualmente. Por qual motivo? Simples, conteúdo. Tarzan, Alladin, Rei Leão, independente das cenas fortes seja de morte, ou de violência, ou um vocabulário um pouco mais pesado para uma animação infantil, essas animações trabalharam a realidade aliada muito bem a ‘fantasia’, fazendo com que uma criança conseguisse enxergar facilmente, ou quase isso, certos valores essenciais para vida.

    As pessoas são tão “covardes” em relação a violência ou a vocabulário pesado, que preferem esconder seus filhos (pelo menos ao meu ver grande parte age assim) desses temas, do que sentar com o filho e explicar bem para ele, o que pode e o que não pode.

    E quando aparecer certas cenas, como foi citado no post a morte do Clayton, que sim, foi bastante impactante, ainda me lembro do frio que eu senti na espinha quando vi essa cena com 7 anos de idade, tem que chegar e explicar para a criança o que aconteceu com ele e porque que aconteceu.

    Agora, se preferem que seus filhos vejam desenhos bobos, e sem conteúdo algum, depois não venham reclamar deles serem pessoas completamente complexadas ou de certa forma sem conteúdo e atitude. Já que, grande parte da infância de uma criança, está voltada a assistir desenhos/animações, e elas conseguem abstrair e muito bem certas coisas passadas por cada desenho.

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  4. Há muito mais por detrás de simples e infantis filmes e desenhos animados. pesuqisem sobre mensagens subliminares e entenderão o que é poder de massificação obscuro…

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  5. Não vejo nada demais em mortes em histórias infantis, já que servem apenas para dar continuidade e um tema obscuro a história, crianças não brincam próximas dos pais, é necessário que elas conheçam pessoas com suas idades e de uma forma diferente temas tão naturais da vida como a morte e a sexualidade,toda boa história tem momentos sinistros, elas gostam e tiram prazer dessas coisas,são emoções humanas saúdavéis e inevitáveis, os filmes da disney tem comédia e drama, sexo explicito é diferente, e falar critica de nudez hoje em dia é hipocrisia, a não ser para quem vive detro de uma bolha, eu nem gostava de assistir a morte de Mufasa e respeitavam isso, até hoje acho sinistra a bruxa da Bela adormecida, a transformação de pinoquio também, mas sei que isso tudo foi feito por adultos talentosos e que por perversidade ou não souberam causar grandes imprenssões sem exageiros, as animações da disney são obras-primas que agradam adultos também, assistia dezenas de vezes 101 Dalmatas e nem dava atenção as palavras da Crúela, Dica:Pais assistam esses filmes com seus filhos abertos a falar a respeito e perguntar, sem preconceitos agridoces.

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  6. Educação e dicernimento palavras chaves para uma criança tornar-se um bom adulto.

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  7. Ora Naty, opiniões são opiniões só isso, não tenho nada contra os filmes da disney,mas que algumas cenas podiam ser evitadas, podiam.. também os cresci a ver e meu filho os viu, penso, como já disse no outro comentário os pais devem saber o que pôr os filhos a ver…
    Acho ó que infância é para ser vivida com inoência e um pouco de fantasia, eles(as) têm muito tempo depois, para se aperceberem da dureza da vida…

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    • Tudo bem, opiniões são opiniões, só não acho justo ficarem falando de alguns filmes da Disney sem ver o resto. Não só a infância, mas a vida toda uma pessoa deve viver com no mínimo um pingo de inocência. A criança tem que viver a fantasia, mas também tem que viver a realidade. A infância inocente já se perdeu há algum tempo. As crianças não ligam mais pra desenhos animados, você poder ver isso em uma criança de 8 anos que anda com maquiagem e de salto alto. Cada vez mais vejo crianças brincando na rua e falando palavrão, brigando e batendo como se fosse um delinquente adulto. E enquanto vocês estão falando mal de algumas cenas da Disney, eu acho que vocês deveriam falar mal da criação dessas crianças, por que eu duvido muito que uma criança desse jeito tenha assistido um filme da Disney.

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