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10 Ocorrências próximas e pós-morte

Por em 11.01.2012 as 21:00

O corpo humano é um complexo sistema de troca de energias. Mas o que acontece quando a saúde de alguém se deteriora e a pessoa fica cara a cara com a morte?

Para entender como o corpo funciona, precisamos entender como ele não funciona. O que acontece com as células quando elas não têm mais ATP (energia) disponível? Nesses momentos, próximos do fim, o corpo funciona de maneira anormal.

Essa lista traz para você, sem ordem estrita, 10 mudanças significativas que ocorrem durante e depois da morte.

10. Chocalho da morte

Esse é um termo comum usado nos hospitais para descrever o som feito por um indivíduo muito próximo de morrer. Isso ocorre após a perda do reflexo da tosse e da habilidade de engolir – o que causa uma acumulação de saliva na garganta e nos pulmões. Apesar de raramente causar dor ao paciente, o som é um pouco assustador. Alguns medicamentos são administrados para aliviar o desconforto da pessoa.

9. Respiração de Cheynes-Stokes

Esse é um padrão de respiração muito anormal, caracterizado por ser muito rápido e ter períodos sem respirar (apneia). Nessas situações o coração está fraco e já trabalhou demais, o que exige que o corpo hiperventile (respire muito rápido) e depois, quando acaba a energia, pare de respirar.

Isso significa que os órgãos estão recebendo menos sangue, e consequentemente menos oxigênio. Sem ele, as células começam a morrer, e depois, a própria pessoa. Apesar de ocorrer em pessoas com problemas cardíacos e respiratórios, é muito comum em momentos de morte iminente.

8. Defecação

Perto da morte, cada músculo do corpo humano deixa de receber energia (ATP). Como resultado, os intestinos relaxam. Isso é ainda mais comum naqueles que comeram uma refeição pouco antes do período da morte. Outro fator que pode contribuir para essa situação é a rapidez da digestão da pessoa. Esse caso é mais esperado nas pessoas saudáveis, que se alimentam continuamente e acabam tendo uma morte inesperada.

7. Rigor mortis

Todos já ouviram falar de rigor mortis, ou até já encontraram um animal nessa situação. Esse é a ocorrência da morte mais famosa. Após morrer, o corpo não consegue reverter o processo de contração – ficando em um estado de rigidez. Na maioria dos casos, o processo começa entre uma e três horas após a morte, e começa a passa após 24 horas. Até as pálpebras passam por isso.

Já que afeta todos os músculos do corpo, por fazer o coração ficar maior, sêmen ser liberado e dar a aparência de susto ao cadáver.

6. Livor Mortis

O livor mortis é a coloração roxo-avermelhada que aparece quando o sangue vaza para as partes dependentes do corpo. Isso não acontece nas áreas em que o corpo está encostado no chão ou recebendo pressão, porque os capilares estão comprimidos.

Isso ajuda a determinar a posição da morte e a presença ou ausência desses sintomas podem também ajudar a estipular a hora da morte. O processo começa geralmente uma a duas horas após a morte, e se torna permanente ou fixo entre seis e doze.

5. Algor Mortis

O “sopro gelado” da morte: é a redução da temperatura corporal que ocorre após a morte. Isso acontece apenas se a temperatura ambiente for menor do que a temperatura do corpo no momento da morte.

O nível de resfriamento tem algumas variantes: localização do corpo (sombra ou sol), roupas e temperatura ambiente. Pessoas obesas tendem a esfria mais devagar do que crianças, que gelam rapidamente. Geralmente, demora 24 horas para o corpo ficar na mesma temperatura do ambiente.

4. Tache Noire

Tache noire significa, literalmente, “ponto escuro”. É uma linha vermelho-escuro que se forma horizontalmente no globo ocular. Durante a vida, o olho é protegido pelas piscadas, mas após a morte ele perde essa proteção. Portanto, esse processo acontece naqueles que não têm as pálpebras fechadas no post mortem.

Similarmente, outras membranas mucosas como a língua acabam escurecendo, após uma exposição prolongada ao ar. Se o indivíduo se afogou, ou foi encontrado na água, o tache noire não estará presente.

3. Remoção de fluídos

É um líquido vermelho e marrom, com cheiro muito ruim, que pode emergir da boca e do nariz. Geralmente é confundindo com dano cerebral ou sangue. Ele emerge como resultado de gases que se formam pelo corpo. Quando um gás é formado no estômago e intestinos, o abdome pode ficar tenso e distender. Consequentemente, esse processo pode fazer com que um fluído saia pela boca, vagina e nariz. Uma mistura similar com fezes pode sair do reto. Esse processo é importante para determinar a hora da morte, e em locais com clima muito quente, ele pode acontecer em menos de 24 horas.

2. Perda de pele

Esse processo acontece principalmente com os dedos e unhas, formando aglomerados de pele. Isso ocorre como resultado de acúmulo de gases no pescoço, tronco e membros, podendo parecer que estão “obesos”. Quando esses gases ficam sob muita pressão, os tecidos finos começam a se desintegrar. Como a maioria dos outros processos, esse também pode ajudar a identificar a hora da morte.

1. Maceração

Macerar é amolecer algo encharcando. Isso se refere aos fetos que morrem no útero, entre o sexto e o novo mês de gravidez. A decomposição nesse caso acontece de maneira diferente, decorrente da exposição prolongada ao fluído amniótico. O feto lembra um corpo encharcado de água. A pele parece queimada, quase saindo do corpo, e os ossos ficam moles e flexíveis. Se ficar tempo demais no útero, o crânio se parte e o cérebro fica liquefeito. No caso do feto ser retirado do útero, até 24 após a morte, entrando em contato com o ar, o processo passa a ser o comum, de putrefação. [ListVerse]

Bernardo Staut é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

135 comentários

  1. JOSÉ FERNANDES /

    O amigo que se assina ALGONKIANO, diz ser budista e não acreditar em espíritos, mas o que ele descreve é EXATAMENTE
    o que preconiza a doutrina ESPÍRITA!!!!!

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  2. Caio /

    a 8 me lembrou South Park
    kkkkkkkkkk

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  3. everaldo /

    q.u.e.p.e.s.q.u.i.s.a.m.a.i.s.m.ó.r.b.i.t.a

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  4. Algonkiano /

    sou budista e não acredito em mundos espirituais,alias não acredito em espiritos, acredito em um universo completamente consistente,que todas as coisas no universo são movidas por uma força ou lei insondavel e atemporal e que tudo passa por um processo de nascimento doença envelhecimento e morte que nada mais é que uma reciclagem até um novo nascimento tudo passa por uma mudança de estado sem desaparecer do universo (nada se perde,tudo se transforma)a morte e a decomposição é a mudança de estado da
    materia organica.

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    • CristianoR /

      kkkkkkkkk Excelente comentário, é aí que os espíritas caem em contradição……abs. Yuken…

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    • ligia /

      Pois é. E os espíritas dizem que a cada encarnação a pessoa evolui. Se fosse assim o mundo estaria melhor, mas não vejo isso.

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    • Ezio Jose /

      Não sou espirita mas acredito na Lei da Reencarnação. Acredito que a reencarnação “é uma oportunidade que é dada à alma/espírito para corrigir suas falhas e purificar-se”. Uma oportunidade não significa que esta seja aproveitada com os fins que lhe fora proposto.

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    • terrorista /

      E O QUE EXISTIA ANTES DE TUDO EXISTIR? OU TUDO SEMPRE EXISTIU? E SE NADA EXISTIU ANTES, COMO A UM DADO MOMENTO COMEÇOU A EXISTIR?

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  5. oscar luis alves moreira /

    não conhecia esta música, mas, sinceramente, é a coisa mais certa da vida, a certeza da morte, não devemos ter medo da morte, pois ela realmente não existe,o que acontece é a transição, é a passagem para outro plano, devemos sim é nos preparar-mos enquanto estamos aqui com boas atitudes, agora as reações da morte isto só interessa para a medicina, e também a causa mortis pouco importa.

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  6. Ezio Jose /

    “Canto Para A Minha Morte”
    —————-
    Eu sei que determinada rua que eu já passei
    Não tornará a ouvir o som dos meus passos.
    Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
    E que nunca mais eu vou abrir.
    Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
    Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
    A morte, surda, caminha ao meu lado
    E eu não sei em que esquina ela vai me beijar

    Com que rosto ela virá?
    Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
    Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque?
    Na música que eu deixei para compor amanhã?
    Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
    Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
    E que está em algum lugar me esperando
    Embora eu ainda não a conheça?

    Vou te encontrar vestida de cetim,
    Pois em qualquer lugar esperas só por mim
    E no teu beijo provar o gosto estranho
    Que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
    Vem, mas demore a chegar.
    Eu te detesto e amo morte, morte, morte
    Que talvez seja o segredo desta vida
    Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

    Qual será a forma da minha morte?
    Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
    Existem tantas… Um acidente de carro.
    O coração que se recusa abater no próximo minuto,
    A anestesia mal aplicada,
    A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
    O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
    Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio…

    Oh morte, tu que és tão forte,
    Que matas o gato, o rato e o homem.
    Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres me buscar
    Que meu corpo seja cremado e que minhas cinzas alimentem a erva
    E que a erva alimente outro homem como eu
    Porque eu continuarei neste homem,
    Nos meus filhos, na palavra rude
    Que eu disse para alguém que não gostava
    E até no uísque que eu não terminei de beber aquela noite…

    Vou te encontrar vestida de cetim,
    Pois em qualquer lugar esperas só por mim
    E no teu beijo provar o gosto estranho que eu quero e não desejo,mas tenho que encontrar
    Vem, mas demore a chegar.
    Eu te detesto e amo morte, morte, morte
    Que talvez seja o segredo desta vida
    Morte, morte, morte que talvez seja o segredo desta vida

    __________________
    (Raul Seixas)

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  7. RACHEL /

    AINDA SOBRE A CATALEPSIA: Salvo pelo gongo: O ditado tem origem na na Inglaterra. Lá, antigamente, não havia espaço para enterrar todo os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados para o ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz.

    Só que, às vezes, ao abrir os caixões,os coveiros percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo (catalepsia – muito comum na época).

    Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino.

    Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento do braço faria o sino tocar. Desse modo, ele seria salvo pelo gongo.

    Com o tempo, a expressão passou a significar “Escapar de se meter numa encrenca por uma fração de segundos”.

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  8. arcy /

    ” Que venha com o mais belo vestido de setin”. Ó morte, morte…

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    • Ezio Jose /

      Raul Seixa…. Saudoso Raul…
      Só que é cetim e não setin.

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