13 “golpes de sorte” que permitiram o surgimento da vida na Terra

Não são poucos os astrônomos que dedicam tempo, energia e recursos em busca de evidências de vida em outros planetas espalhados pelas galáxias afora, e um número crescente de pessoas parece acreditar que não estamos sozinhos no universo.

Mas você só está hoje lendo este texto e respirando neste mundo graças a um intrincado conjunto de condições ambientais, e sem qualquer uma das quais este planeta seria tão deserto quanto qualquer rocha cósmica por aí.

Confira uma compilação de “acasos” que se juntaram para permitir a prosperidade dos seres vivos da nossa Terra:

13 – Distância exata para o sol

A distância que separa a Terra do sol é de aproximadamente 150 milhões de km (uma Unidade Astronômica – UA). Se estivéssemos alguns milhões de quilômetros mais próximos, seria quente demais. Um pouco mais distantes, seria frio demais. A razão para haver esta zona habitável é simples: a temperatura é ideal para haver água em estado líquido.

12 – Influência da lua

Você já parou para pensar que as primeiras formas de vida da Terra, que surgiram no mar, jamais teriam como alcançar o solo seco se o oceano fosse apenas um grande lago de água parada? E não é mais novidade que a lua é responsável por controlar as marés. Sem um empurrãozinho das ondas, é possível que a vida em nosso planeta ficasse restrita aos mares.

11 – Rotação

Se a rotação de nosso planeta não fosse regular, um dos lados estaria exposto aos raios solares permanentemente, enquanto o lado oposto jamais receberia esta benção. Obviamente, a vida seria inviável em qualquer uma das condições, com calor ou frio extremos. Dessa maneira, mesmo que você não goste de acordar de madrugada antes do sol nascer, ou que escureça à tardinha, é graças a isso que estamos aqui.

10 – Gravidade constante

Grande parte dos conceitos físicos que permeiam a vida, de maneira geral, é possível apenas graças à famosa força de atração que Newton enunciou. A forma e o peso dos objetos só podem ser definidos devido a isso. Atividades básicas da vida, tais como movimentar objetos e os próprios corpos, seriam muito mais complicadas sem a gravidade.

9 – Campo magnético

Uma força invisível, mas facilmente comprovável, nos protege de sermos atingidos por partículas que o vento solar carrega até a Terra. Tal campo funciona, segundo as teorias mais aceitas, exatamente como um escudo. Tal escudo é formado a partir de uma linha circular, como um bolsão, traçada entre os polos magnéticos sul e norte da Terra. Sem esta proteção, estaríamos fritos. Literalmente.

8 – Zonas temperadas

Compare o número de espécies animais das quais você já ouviu falar nas extremidades da Terra: provavelmente, não irá muito além de pinguins no polo sul, ursos no norte, além de alguns peixes exóticos que conseguiram se adaptar a condições tão adversas. Agora pense na tropical floresta amazônica: incontáveis variedades de bichos, desde pequenos insetos até grandes mamíferos. O fato de haver áreas atingidas pelo sol em quantidades equilibradas é considerado essencial para a manutenção da vida.

7 – Água, água por todos os lados

Não é à toa que qualquer avanço na observação de possíveis fontes de água em marte ou na lua é sempre comemorado e incita novas investigações: a existência de água em estado líquido é um dos indicativos mais claros de condições para haver vida em um planeta. A Terra, com 70% de sua superfície coberta de oceanos, é privilegiada por essa razão.

6 – Nível do mar estável

Ainda falando de oceanos: é realmente muita sorte que o nível geral do mar, sob condições normais, se mantenha estável. O fato de as águas não invadirem o continente com periodicidade e constância indefinidas facilita o estabelecimento de seres vivos em ambos os ambientes. É uma pena, no entanto, que esta situação esteja mudando para pior com o aquecimento global e o derretimento das calotas.

5 – Plantas verdes

Uma interessante teoria afirma que a cobertura vegetal da Terra em seus primeiros milhões de anos pode ter sido roxa, e não verde. Apenas quando foi concluído o “esverdeamento” de nossos vegetais é que a vida animal teve condições de surgir. A razão para isso é muito simples: plantas verdes são sinais da existência de clorofila, que por sua vez é um indicativo de fotossíntese, que produz oxigênio para nós. Na época do planeta roxo, os vegetais usavam alguma outra molécula para seus processos biológicos.

4 – Eletricidade

Há quase 60 anos, dois cientistas americanos simularam a origem da vida na Terra em laboratório, com o experimento batizado de Miller-Urey em homenagem a eles próprios. Os pesquisadores utilizaram, em estado primitivo, os gases e outros componentes químicos que estariam originalmente envolvidos no surgimento do primeiro ser vivo. A partir disso, foram-se criando os mais básicos aminoácidos, que dariam o pontapé inicial da vida na Terra. Como essas reações se ativaram? Segundo tal experimento, foi graças a descargas elétricas. Exatamente iguais às que hoje observamos pela janela em noites de trovoada.

3 – Movimentos geológicos

A existência de placas tectônicas é um ponto crucial, segundo as teorias mais aceitas, para que a vida no planeta pudesse se desenvolver. A constante movimentação da crosta terrestre a partir de vulcões e terremotos nos primórdios da Terra permitiu que houvesse maior circulação de componentes químicos importantes para tal surgimento. Se toda a superfície terrestre fosse agrupada em um único e estático bloco, estes eventos poderiam não ter acontecido jamais.

2 – O espaço a nossa volta

Cientistas concordam que a Terra não “nasceu” com tudo o que era necessário para que tenhamos vida atualmente: alguns elementos, possivelmente até a água, foram trazidos de fora por gigantescos corpos celestes que colidiram com nosso planeta ainda nas primeiras etapas de sua formação. Além disso, o consenso básico é que a Terra jamais poderia abrigar vida se estivesse no vácuo: é necessário que ela esteja inserida no ambiente do sistema solar.

1 – “Tempo de maturação”

Hoje em dia é difícil impressionar alguém citando a atual idade aproximada da Terra: embora 4,54 bilhões de anos seja um período de tempo incomensurável, já nos acostumamos à ideia de que sim, o planeta é velho. Mas nem todos os planetas já observados têm tanto tempo de vida assim: alguns nascem e são destruídos em questão de poucos milhões de anos ou ainda menos. Por essa razão, é válido destacar que a vida só prosperou no planeta porque ele mesmo resistiu. Os ancestrais mais antigos do ser humano surgiram há cerca de 4 milhões de anos, menos de um centésimo da idade do planeta. [Live Science/Educação.T.E]

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165 respostas para “13 “golpes de sorte” que permitiram o surgimento da vida na Terra”

  1. [email protected] disse:

    Além de todas essas coincidências, creio ainda ter + uma.
    O tamanho da lua ser 400 vezes menor que o sol e estar 400 vezes mais perto tb é uma coincidência bem interessante…

  2. aguiarubra / 11.03.2013
    Mesmo assim, a comunicação seria impossível. Até agora não conseguimos nada, o que indica que a cerca de 50 anos luz de distância não existe nada e se tiver, não haverá tempo para receber uma resposta nossa. Nossa população não deve durar 100 anos luz. Enfim tudo é possível.

    • Alberto Carvalhal Campos

      O Projeto S.E.T.I. existe pq. há gente suficiente que aposta e investe na ideia de se comunicar com outros seres vivos inteligentes.

      Para eles, não há impossibilidades nesse tipo de comunicação. Por outro lado, uma forma de comunicação não acessível ao público foi explorado no filme e livro “Contato”, de Carl Sagan.

  3. aguiarubra / 7.03.2013
    Concordo em parte com você. Agora coloque a maior coincidência que pode existir: É a existência de vida na mesma época que a nossa. Isto é: Vida inteligente ainda em condições de se comunicar conosco. Marte poderia ser habitado no passado, mas agora é um planeta morto. Estas hipóteses tira toda a nossa esperança. Ainda mais, vamos supor que recebamos comunicações de uma galáxia (andrômeda, por ex.) e sua população já foi extinta a 1 bilhão de anos. Seria totalmente inútil.

    • Alberto Carvalhal Campos

      P.: “…Agora coloque a maior coincidência que pode existir: É a existência de vida na mesma época que a nossa…”

      Comentário: vide “17 bilhões de Terras derrotam conservadorismo científico” https://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=1&cad=rja&ved=0CC4QFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.inovacaotecnologica.com.br%2Fnoticias%2Fnoticia.php%3Fartigo%3Dvia-lactea-bilhoes-terras&ei=MkY9Uan0A4aI8QTO9oHYDw&usg=AFQjCNEG8-h287NjELWFLQtdEHEd3dAKjQ

      P.: “…Isto é: Vida inteligente ainda em condições de se comunicar conosco…”

      Comentário: não sou UFÓLOGO, mas não sou daqueles que descartam “fácil” a ideia de que já somos visitados há muitos milhares de anos por E.T.s. Isso, com relação a seres mais inteligentes que nós.

      As séries “Star Trek” já me responderam essas questões, embora seja ainda tudo especulação científica. Stephen Hawking é mais da linha “Independence Day”!!! Não duvido dele, não!!!

      E E.T.s no mesmo nível que nós ou menos avançados, também está no repertório de Star Trek.

      P.: “…Marte poderia ser habitado no passado, mas agora é um planeta morto…”

      Comentário: parece-me que Carl Sagan já tratou disso em sua série “Cosmos”, considerando a existência de “seleção natural” nos planetas habitados. Nós, os Homo Sapiens, talvez não passemos no teste da sobrevivência, já que o avanço da tecnologia parece apontar para uma “humanidade borg” ou completamente maquínica! Ou seja, auto-extinção dos seres humanos.

      Outra ideia é que nós somos descendentes de marcianos “migrados” de uma época em que Marte não suportava mais vida.

      P.: “…Estas hipóteses tira toda a nossa esperança…”

      Comentário: não sei porquê. Não sabemos o que será o nosso futuro distante.

      P.: “…Ainda mais, vamos supor que recebamos comunicações de uma galáxia (andrômeda, por ex.) e sua população já foi extinta a 1 bilhão de anos. Seria totalmente inútil…”

      Comentário: vc acredita, mesmo, que a Ciência do Homo Sapiens já esgotou tudo o que há para se saber a respeito da evolução de seres vivos NA GALÁXIA? Ora, vários cientistas concluiram que, tendo em vista a Vida na Terra…

      …não há vida no resto do Universo!!!…rsrsrsrsrs…Mas aceitam que as propriedades físico-químicas das “nossas” moléculas são as mesmas em todo o Universo, não é mesmo? Prá mim, soa muito contraditório! Por isso, prefiro “inguinorá” o Paradoxo de Fermi e aderir ao Princípio da Mediocridade de Sagan e Frank Drake.

      Assim, seres inteligente evoluidos após 1 bilhão de anos podem muito bem ter colonizado muitas galáxias, desenvolvendo tecnologia muito além de nossos sonhos e terem deixado nós como descendentes aqui neste planeta! Aliás, essa é uma das hipóteses dos defensores da ideia de Erich von Daniken sobre antigos astronautas terem visitado e influencia nosso planeta há muito tempo atrás. Essa hipótese foi aproveitada nas séries Star Trek também.

    • A única física viável da viagem espacial estelar acaba envolvendo o tempo – espaço-tempo, dobras espaciais, buracos de vermes… O tempo não seria, em hipótese alguma, uma limitação a seres capazes de tal tecnologia, como é pra nosso atual status tecnológico – um porém, com pouco tempo de evolução, já tivemos ciência capaz de estimar essas pluralidades, o que deixa margem a grandes chances de outras civilizações, com sociedades e união mais plena do que a nossa, terem concretizado nossas ficções científicas. Portanto, você está certo, é o que acho. 😀

    • Costa

      Acho que o termo “único” se refere à vida. A chance da Terra ser o único planeta com vida é de 1 em 10 milhões.

      Os proponentes da hipótese da Terra Rara estão em péssimos lençóis!!!

  4. Não tive tempo de ler todos os comentários. Pode acontecer de alguém ter tido a mesma opinião. Eu acredito que a terra seja o único planeta habitado no universo. São tantas as coincidências que seria quase impossível acontecer novamente. Talvez esteja sendo exagerado, mas isto pode ser verdade.

    • Respeito sua opinião mas acredito que é mais estranho ainda supor que a “loteria” no Universo (a que deu origem a vida) só tenha tido uma única versão em que ela deu certo o suficiente para que haja vida inteligente somente na Terra.

      E há outra peculiaridade na nossa inteligência: podemos repetir “ad infinitum” uma série de coincidências, “escolhendo” arranjos altamente improváveis que nos faça construir artefatos inexistentes neste Universo. Já observou um automóvel? Somando todas as coincidencias que deram vida aqui na Terra (incorrendo na descartada teoria da abiogênese) àquelas que permitiram existir um cérebro pensante como o nosso, o fato de se alinharem objetos metálicos que “funcionem” como um carro são outras milhares de coincidencias a serem consideradas no conjunto todo de coincidências.

      Isso me faz suspeitar que os defensores ateus da “Hipótese da Terra Rara” estão “infectados” de teologia cristã, de modo inconsciente, e por isso estejam mesmo inventando essa hipótese, que exige uma “fé” nada científica!

      Isaac Asimov também acredita na hipótese da Terra Rara e escreveu seus contos de ficção científica baseada nela, onde os Homo Sapiens criaram um “Império Galáctico” sem concorrentes de igual inteligência (não sei se Charles Darwin consideraria isso um “exagero”, pois a Vida na Terra é muito variada e ele teria que aceitar que essa “lei” não é válida no Universo!!!). Quando Gene Roddenberry lançou o conceito de “Império Galáctico” cheio de espécies inteligentes de vida, Isaac lamentou não ter tido a mesma ideia, mas escreveu alguns contos onde haviam outros seres inteligentes com quem nós teríamos que lidar.

  5. ” Campo Gravitacional – Uma força invisível, mas facilmente comprovável, nos protege de sermos atingidos por partículas que o vento solar carrega até a Terra. Tal campo funciona, segundo as teorias mais aceitas, exatamente como um escudo. Tal escudo é formado a partir de uma linha circular, como um bolsão, traçada entre os polos magnéticos sul e norte da Terra. Sem esta proteção, estaríamos fritos. Literalmente.”
    Interessante, o nosso belo planeta possui esse “escudo” para nos proteger das poderosas radiações solares. Enquanto os astronautas com algumas folhas de alumínio conseguiram se proteger e “pousar” na lua.

  6. Quem sabe se Deus não é o próprio universo, a energia e a matéria, o espaço vazio entre o próton e o elétron e Seu Amor não é aquilo que une tudo, pois o amor é atração…
    Quem sabe se não foi Ele mesmo que criou essas cabeças pensantes que
    tentam desvendar os mistérios da vida e do cosmo, com o pouco que têm disponível para tal ?
    Tantos comentários inteligentes nesse post… de onde será que vêm toda essa inteligência e sabedoria ?
    Talvez quando nos tornemos seres incorpóreos estejamos mais perto da verdade do que nunca estivemos… ou não, como diria Caetano.

    • Não concordo que foram 13 golpes de sorte. Nada acontece por acaso. Faz parte da criação. Acredite, #golpe de sorte# não existe. Há uma inteligência superior por tras destes ##13 golpes de sorte##. É minha opinião. Acrescento: CIÊNCIA É TUDO. Abraços, Francisco.

    • Com um mínimo de 100 bilhões de estrelas nesta galáxia, e a grande maioria delas com planetas, as 13 coincidências podem ser explicadas pelo acaso, sem precisar de nenhuma “inteligência superior”.

      Devem ter centenas de milhares de planetas em que 12 destes fatores estão presentes, milhões deles que tem entre 7 e 11 destes fatores, estão presentes, dezenas de milhões em que até 6 destes fatores estão presentes.

      Quantos deles também tem os 13 fatores? Se for um tipo de coisa de 1 em 1 bilhão, significa que tem pelo menos 100 planetas gêmeos da Terra. Se for 1 em 1 milhão, então existem 100.000 deles por aí.

      Agora, se este fosse o único planeta, na única estrela, em um universo vazio…

  7. “O universo evolui de algo desconhecido que nenhum homem ou consciência, por mais elevada que seja, pode investigar. Ele evolui em sete planos, ou em sete modos e métodos, em todos os mundos, e essa diferenciação sétupla faz com que todos os mundos do universo, e por conseguinte todos os seus seres, tenham uma constituição setenária. Como foi ensinado antigamente, os pequenos e grandes mundos são cópias do todo, e tanto o inseto mais diminuto como o ser mais desenvolvido são réplicas, em pequena ou grande escala, do vasto original que tudo abrange. Daí veio a máxima “assim em cima como embaixo”, que os filósofos herméticos usavam.
    As divisões do universo setenário podem ser descritas de maneira rudimentar como: o Absoluto, o Espírito, a Mente, a Matéria, a Vontade, o Akasha ou Éter e a Vida. Em lugar de “Absoluto”, podemos usar a palavra “Espaço”. Porque o Espaço é aquilo que sempre é, e é nele que toda manifestação deve acontecer. O termo Akasha, vindo do sânscrito, é utilizado no lugar de Éter porque as línguas ocidentais não desenvolveram ainda uma palavra apropriada para designar aquele tênue estado da matéria que tem sido chamado algumas vezes de Éter pelos cientistas modernos. Quanto ao Absoluto, nada podemos fazer além de dizer ELE É. Nenhum dos grandes professores da Escola atribui qualidades ao Absoluto, embora todas as qualidades existam Nele. Nosso conhecimento começa com a diferenciação, e todos os objetos, energias ou seres manifestados são apenas diferenciações do Grande Desconhecido. O máximo que pode ser dito é que o Absoluto periodicamente se diferencia, e periodicamente recolhe de novo o diferenciado para dentro de si.”
    (Extraído de http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=255#.UBSVgbSe67A)

    PERGUNTO:

    – Quais cientistas modernos chamam “aquele tênue estado da matéria” de éter, e o que de fato significa esse “tênue estado da matéria”?
    – Quer dizer que o espaço é absoluto? Eu ignorava que a Teoria da Relatividade havia sido revogada, sendo restaurada a física newtoniana.
    – Onde estão as provas da “divisão setenária do mundo”?
    – Se o “Grande Desconhecido” é tão desconhecido assim, como é que alguém descobriu que dele fazem parte todos os seres?

    É com disparates dessa natureza que algumas “mentes científicas” desde debate se ocupam. Depois eu é que estou debochando.
    Francamente… é do balacobaco.

    • BODIVINO

      Valeu pelas informações, camarada. Gostei da aula.

      Parece que tem gente, por aqui, que não sabe buscar informações na internet: é só digitar “Éter”!

      Francamente…é do balacobaco.

  8. Isso lembra o paradigma holográfico, o universo budista e o entrelaçamento quântico. Quem sabe possa haver ligações com premonição ou outras coisas fantásticas no campo da percepção extra-sensorial, estou só especulando, é claro. De qualquer forma é muito interessante.

  9. Jairo R. Morales

    P.: “…Uma maquina não possui aquilo que há de mais importante no homem, sua inteligência emocional: Ela não cria conceitos novos, apenas melhora os que já conhecem. Um computador jamais seria capaz de elaborar a “Teoria da Relatividade” como Einstein fez, por que isso exige muito mais do que capacidade de analise,…”

    Comentário: Einstein (e outros gênios) representam o limite futuro das capacidades criativas do Homo Sapiens. Não sei pq. duvidar que nossa espécie não poderá desenvolver essas capacidades em grande número; se conseguirmos sobreviver as crises econômicas e guerras que estão surgindo no horizonte próximo por causa da ganância de alguns, um cenário ficcional como “Jornada nas Estrelas” deverá proporcionar esse salto de genialidade para muitas pessoas, não possível hoje por inúmeras causas que não estão sendo cuidadas, principalmente em se considerando que, de fato, ainda não temos uma educação pública e privada voltada, realmente, ao desenvolvimento das massas (vide obras de Phillippe Perrenoud e GIORDAN, A.; DE VECCHI, G. As origens do saber: das concepções dos aprendentes aos
    conceitos científicos. Porto Alegre: Artmed, 1996).

    P.: “…mas poderia perfeitamente aperfeiçoar o cálculos já existentes…”

    Comentários: Isaac Asimov escreveu uma série sobre robôs e um império galáctico (só de humanos! Parece que ele era adepto da hipótese da Terra Rara), onde um de seus robos podia ler a mente dos humanos.

    Eu não deveria ficar surpreso com notícias sobre computadores que realmente começam a fazer isso, no entanto, isso já está acontecendo antes que os “homens mecânicos” tenham sido inventados e antes que o “cérebro positrõnico” esteja operando!

    Tal possibilidades de leitura da mente poderia fazer com que um robô real seja até superior ao robô asimoviano! Tal robô poderia reunir num banco de dados toda a criatividade humana obtida de humanos “plugados” ao estilo de Matrix e fazer o que se vê em “A.I. – Inteligência Artificial” onde existe um robô “sábio”, ou como o “Data” de “Jornada nas Estrelas – A Nova Geração”.

    De qualquer modo, acredito que a evolução biológica não parou no Homo Sapiens e os próximos seres a nos substituir não serão “maquínicos”, mas biológicos como os “X-Men” ou como os do filme “Scanners – Sua Mente pode Destruir”, com capacidades paranormais que permitiriam modificar a matéria em nível sub-atômico:

    “…No creo en brujas, pero que las hay, las hay…”

    • @aguiarubra

      “(…) Einstein (e outros gênios) representam o limite futuro das capacidades criativas do Homo Sapiens. Não sei pq. duvidar que nossa espécie não poderá desenvolver essas capacidades em grande número; se conseguirmos sobreviver as crises econômicas e guerras que estão surgindo no horizonte próximo por causa da ganância de alguns, um cenário ficcional como “Jornada nas Estrelas” deverá proporcionar esse salto de genialidade para muitas pessoas, não possível hoje por inúmeras causas que não estão sendo cuidadas, principalmente em se considerando que, de fato, ainda não temos uma educação pública e privada voltada, realmente, ao desenvolvimento das massas.”

      Oh mas eu acredito nessa possibilidade tambem! O Homo Sapiens ainda se encontra em processo de evolução: Segundo li em uma matéria, parece que a evolução humana se acelerou nos últimos 100.000 anos e esta acontecendo 100 vezes mais rápida do que antes.

      “(…) Isaac Asimov escreveu uma série sobre robôs e um império galáctico (só de humanos! Parece que ele era adepto da hipótese da Terra Rara), onde um de seus robôs podia ler a mente dos humanos.”

      Pois é as obras de Asimov tinham essa peculiaridade, mas eu até entendo 😀

      “Eu não deveria ficar surpreso com notícias sobre computadores que realmente começam a fazer isso, no entanto, isso já está acontecendo antes que os “homens mecânicos” tenham sido inventados e antes que o “cérebro positrõnico” esteja operando!

      Tal possibilidades de leitura da mente poderia fazer com que um robô real seja até superior ao robô asimoviano! Tal robô poderia reunir num banco de dados toda a criatividade humana obtida de humanos “plugados” ao estilo de Matrix e fazer o que se vê em “A.I. – Inteligência Artificial” onde existe um robô “sábio”, ou como o “Data” de “Jornada nas Estrelas – A Nova Geração”.”

      Não posso discordar quanto a essa possibilidade, até porque se a tecnologia IBrain já permite isso (dentro de certas limitações). Mas no exemplo usado, a criatividade ainda teria como fonte a mente humana.

      Uma vez conversando com um amigo, surgiu uma historia bem interessante: Dois astronautas e um robô estão diante do fim eminente. O robô, avançadíssimo, possui uma programação complexa que lhe permite emular certos sentimentos humanos, seguindo certo parâmetros de identificação é claro.

      Assim, ele entende que a “resposta” correta a perda de um companheiro é a tristeza, ainda que ele mesmo não esteja sentindo tristeza alguma.

      Voltando a historia, faltam poucos minutos para o fim… o robô (seguindo sua programação) passa a emular um sentimento de tristeza, até que percebe que os seus dois companheiros humanos estão gargalhando insensatamente!

      Mas porque isso acontece? – pensa ele – Como podem eles rir diante de tal desgraça?

      Existe muitas características humanas que ainda são desconhecidas: Porque nos abraçamos, porque rimos ou ficamos corados quando com vergonha. Até agora parece que não encontramos as respostas para essas perguntas, mas gosto de pensar que é justamente esse tipo de coisa que faz o humano ser “humano” e não uma maquina biologica.

      Mas como tudo envolvendo A.I e tecnologia, duvidar de algo não é a postura mais sensata a se ter 😉

      “De qualquer modo, acredito que a evolução biológica não parou no Homo Sapiens e os próximos seres a nos substituir não serão “maquínicos”, mas biológicos como os “X-Men” ou como os do filme “Scanners – Sua Mente pode Destruir”, com capacidades paranormais que permitiriam modificar a matéria em nível sub-atômico.”

      A evolução biológica não parou mesmo! Ainda que raro, existem pessoas com características fenomenais. Estou consciente que a mente tem uma poderosa influência sobre nossos corpos, podendo através da meditação melhorar nosso sistema imunológico ou ate mesmo curar doenças (efeito placebo?), também sei que algumas correntes da física quântica abrem margem para que os pensamentos possam atuar de forma mais direta sobre o mundo material.

    • Jairo R. Morales

      P.: “…Existe muitas características humanas que ainda são desconhecidas: Porque nos abraçamos, porque rimos ou ficamos corados quando com vergonha. Até agora parece que não encontramos as respostas para essas perguntas, mas gosto de pensar que é justamente esse tipo de coisa que faz o humano ser “humano” e não uma maquina biologica…”

      Comentário: o que me dá pavor e saber que há pensadores (Daniel C. “Demmentt”) tentando demonstrar que ser humano é ser uma “máquina” biológica.

      Diferentemente dos físicos, os biologistas ainda não encontraram seu “Einstein” e “Niels Bohr”, vivendo e ensinando uma versão frankensteiniana da Mecânica Clássica de Newton (o Universo é uma máquina???)

  10. Ihhhh!!!…Chegou um “especialista”…
    Quanta honra estar nas preocupações de um especialista, hein?

    P.: “…para cada pessoa existe apenas um tipo de vácuo…”

    Comentário: será que o LHC se interessa em pesquisar o ‘vácuo Gil Cleber’?

    Isso deve revolucionar a Ciência e ensinar tudo o que há para saber em todo o Universo!!!

    Desse “vácuo” gerou-se tudo, né?

    • Ok, não perderei mais tempo, então.

      Eu tentei deletar, mas não há mais essa facilidade aqui nos comentários e não consegui apagar o comentário que fiz.

  11. Exatamente, Jairo R. Morales.
    Eu não gosto de falar nisto, mas Einstein errou e errou feio. Quando digo isto recebo uma saraivada de criticas, mas pelo que já li, muitos cientistas foram contra suas teorias. Só que foram obrigados a calar a boca, devido a pressão que sofreram na ocasião. Como acontece agora com a necessidade urgente de se confirmar a descoberta do boson de higgs, a mesma coisa ocorreu quando foi aceito o big bang e um erro que Einstein cometeu, foi aceitar o big bang, que nos nos enganou por décadas e nos meteu nesta enrascada que estamos hoje. Me desculpe os fanáticos pelo big bang.

  12. @Aguiarubra e os demais senhores:
    Desculpem-me fugir de novo do esquema de respostas mas a endentação excessiva me confunde bastante.

    Foram levantadas interessantíssimas questões.
    O lance que quero levantar agora, simplificando ao máximo essa filosofia-científica-religiosa (e as permutações entre as três, lembrem) é o seguinte:
    a) – A Inteligência (aqui na Terra na forma dos seres vivos) é um resultado não objetivo que o Universo obteve inconscientemente, ou sem uma inteligência inicial (minha visão do início dos comentários está aqui).

    b) – A Inteligência (aqui na Terra na forma dos seres vivos) é um resultado objetivo que o Universo obteve conscientemente, ou com uma inteligência inicial (foi construído).

    c) – A Inteligência (aqui na Terra na forma dos seres vivos) é um resultado objetivo ou não objetivo que o Universo obteve inconscientemente, mas com uma inteligência inicial (foi programado).

    • @Jonatas

      “a) – A Inteligência (aqui na Terra na forma dos seres vivos) é um resultado não objetivo que o Universo obteve inconscientemente, ou sem uma inteligência inicial (minha visão do início dos comentários está aqui).”

      Inicialmente essa foi a minha postura, mas após ler diversas vezes os comentários sobre o assunto cheguei às seguintes conclusões:

      I) Não existem “acasos” no sentido literal da palavra, o que existe é uma longa cadeia de ação e reação que permitiu que a vida se desenvolvesse na forma como nós a conhecemos a hoje: Em um universo tão vasto como esse, não seria impossível achar outros planetas que permitiram o surgimento de vida (inteligente ou não), em condições iguais a nossa ou diferentes.

      II) O fato de o universo ter sido aparentemente feito sob medida para a existência do homem (ou outros seres) pode ou não significar a existência de uma força superior ( por sua vez consciente ou não) por de trás de tudo, essa hipótese porem carece de verificações mais precisas para poder se afirmar ou refutar essa idéia.

      III) A compreensão do homem sobre o mundo ainda esta em estagio inicial, por isso devemos tomar cuidado com o extremismo de posições: Não devemos reduzir tudo a efeitos mecânicos e biologicos ou se entregar a conceitos místicos com facilidade, mais do que nunca é preciso bom senso e o compromisso com a verdade, sem se deixar levar por crenças ou opiniões pessoais.

      Ainda estou terminando de formular uma opinião sobre tudo, mas essas foram às conclusões que cheguei.

    • Eu me conheço assim, na mesma situação também. E isso perdurará até a velhice e acho que é o jeito melhor de se viver, sem nunca definir arrogantemente verdades que não nos pertencem.
      Já cantava Raul *Prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..

  13. Com todo o respeito aos cavalheiros que estão participando dessa discussão, acredito que este assunto já tenha rendido tudo o que deveria.

    Todos nós aqui já possuímos uma opinião bem formada a respeito: Concordo que a idéia por trás do “Principio Antropico” não deva ser rejeitada por tocar nessa sensível questão para ciência que é Deus.

    Entretanto, volto a repetir, seria um erro tomar ela como correta havendo outras teorias que também ajudam a explicar todos esses “acasos” por trás do surgimento da vida.

    A física moderna se encontra em constante construção: A pouco tempo atrás quando vivíamos a expectativa da descoberta do bóson de higgs, era unânime a idéia que caso essa tentativa falhasse, muito do conhecimento da física das ultimas décadas teria que ser repensado.

    Mesmo a teoria da relatividade de Einstein, apesar de todas as conquistas em explicar a realidade, ainda pode ser posta em duvida: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=singularidade-nao-prevista-einstein&id=010130120725

    Penso que só o tempo poderá dizer qual das duas se mostra a mais plausível, uma fez que esperar que o homem com o seu atual nível de tecnologia e conhecimento das forças da natureza encontrem a resposta definitiva para essa questão seria, no mínimo, uma arrogância muito grande.

    Ainda há muito a ser descoberto, muito a ser verificado. Quem pode garantir que daqui a 30 anos não seja descoberto uma evidencia que “ponha por baixo” a teoria do “Principio Antropico”? Ou mesmo algo que venha a dar mais força a essa idéia? Só o tempo dira.

    Vamos ter o cuidado de não cometer o mesmo erro que Lord Kelvin, ao afirmar que “Não há nada de novo a ser descoberto na física agora.Tudo o que resta são apenas medidas mais precisas.” 😉

    • Concordo inteiramente; só gostaria de reiterar que o Princípio Antrópico é uma hipótese válida levada à sério pela ciência e formulada por renomados astrofísicos de verdade e não por teólogos ou fanáticos religiosos sem nenhuma formação científica.

      Ora, se Deus realmente existe e é um ente necessário para a origem do universo e da vida, a ciência não pode descartá-lo a priori (e acredito que não faça isso); à custa de se afastar da busca pela VERDADE!

    • “Concordo inteiramente; só gostaria de reiterar que o Princípio Antrópico é uma hipótese válida levada à sério pela ciência e formulada por renomados astrofísicos de verdade e não por teólogos ou fanáticos religiosos sem nenhuma formação científica.”
      Não tenho duvidas quanto a isso @D.R.! Diferente de outros comentários do gênero que já li no Hypescience, você e alguns outros leitores me apresentaram argumentos plausíveis para essa possibilidade.

      Apesar de não estar totalmente de acordo com ela, por acreditar que talvez no futuro uma nova teoria venha a explicar de maneira satisfatória todas essas “coincidências”, reconheço “Princípio Antrópico” como uma hipótese seria e valida para se explicar o universo, e não um delirio religioso feito por algum fanatico.

  14. @Edisno_Hype
    Depois disso só há duas explicações plausíveis: Ou você entende mais do que os Físicos Quânticos e dos autores da teoria do Caos, ou não se deu ao trabalho de pelo menos ler…
    1 – “e você não considera sistemas moleculares geniais, sinceramente, não sei o que seria genial para ti”. A natureza gera moléculas complexas o tempo todo espontaneamente, nos rios daqui, nos lagos de Titã, nas nuvens de Júpiter e nos diamantes sob altas pressões. Formar moléculas é algo que os átomos fazem, e formar vida é algo que os sistemas moleculares fazem. Vou dizer o que é genial para mim: criar uma obra de arte, usar da química para criar compostos novos, usar da anatomia para curar doenças e melhorar a vida. Em fim, genial é o ser pensante manipulando as propriedades, atributos e funções dos objetos do Universo, da Natureza, tendo em fim um objetivo ou só curiosidade, o ato da criatividade.
    2 – Nenhuma teoria engole outra sobre pretextos de empirismo, por favor digo eu, veja a motivação, a observação, os cálculos e toda a pesquisa que existe antes de se criar uma teoria científica. Veja os frutos que as teorias científicas que foram taxadas de tolice um dia já nos proporcionaram, você tecla em cima de uma delas.
    3 – “Deixa de tolice, a ciência ultimamente está tão freneticamente em busca de explicações que vêm com cada prato pra servir que parece palhaçada.” Engano seu. Ela não está frenética, a única frenesia está no público. Os cientistas estão mais cautelosos do que nunca e a descoberta do Bóson de Higgs não é visto como uma conclusão, mas um novo começo, muito a ser aprendido.
    4 – “Cadê o “empirismo” quando diversos cientistas se divergem em pontos muitas vezes tão básicos. Explicar como as coisas funcionam em alguns escopos não dá explicação para o Universo” primeiramente, divergências são o que há de mais importante para atestar a confiabilidade de uma teoria, elas põe tudo a prova, e a ciência precisa delas. Não são as certezas, mas as dúvidas, que movem a ciência. Explicar como as coisas funcionam em alguns escopos não da uma explicação exata do Universo? sim, mas ajuda muito mais do que se pensa. Estamos no Universo, pra começar, e estudar o que tem aqui pode responder muito do que tem no geral, pois está tudo conectado. Dum ponto de vista distinto, peguemos a hipótese holográfica, e vemos que uma pequena parte do todo reflete toda a imagem original. É por isso e muito mais o empenho científico no estudo da matéria, da energia, dos colisores de Hádrons as respostas podem ser mais reveladoras do que dos telescópios, à cerca do Universo e sua evolução.
    5 – “E a idéia de que a matéria é tudo que temos para estudar é estranha por demais, pois nela mesma se encerra tantos mistérios…”, é, tem razão, os mistérios da Matéria são latentes mas a diferença é que temos acesso à ela, onde mais procuraríamos o entendimento senão na mesma?
    Os espiritistas científicos – espiritismo Não é ciência, mas pode aplica-la em campo se quiser, assim como qualquer religião, doutrina ou sociedade é livre pra isso desde que siga os métodos que definem a confiabilidade de ciência – acreditam ter acesso ao mundo espiritual, e quem sabe tenham mesmo, mas nós não sabemos, não da pra acessar em nossos laboratórios, se um dia eventualmente der, se um dia se mostrar FATO empírico, aí sim, vamos ter que ver.

    • Em relação ao princípio do teu comentário, digo que sim, me dei o trabalho de ler sim.

      1 – Se as cópias genéticas e as máquinas moleculares não são geniais para ti, se você considera obras de arte geniais em detrimento daquelas, sinceramente, não tenho o que falar meu amigo…

      2 – Há frutos sim na ciência e eu reconheço isso… Espere aí… você está me consideranto um anti-cientista, vamos com calma que a interpretação a meu respeito é totalmente equivocada.

      3 – Está frenética sim, mal anunciaram o bóson e já cogitaram ser um “impostor”…

      4 – Há inúmeros absurdos também e muitas discussões antagônicas entre cientistas a respeito de coisas básicas sim senhor… Cientistas se divergem até sobre o big bang e espaço tempo

      5 – Não se sabe o que é a matéria\energia em seu conceito mais profundo, e o mundo é tão fantástico e intrigante que independe de lado físico ou espiritual para torná-lo misterioso…

    • Francamente, a tua interpretação do que eu disse está diferente. Mas vou tentar esclarecer:
      1 – o que era molecular tu pegou agora e passou pra genética, aí te sugiro biografias da área da bioquímica e da genética, simples assim, nelas se baseia a teoria da evolução – que não expica só organismos, mas também e principalmente genética, mas peolo jeito duvidas dessa também… Não vejo traços de projeto, nem de genialidade, mas apenas o natural agindo seguindo as propriedades consequentes.
      2 – Sei lá se tu é anti-cientista ou não, nem te conheço pra te rotular de algo. Estou debatendo com a opinião que me apresentas, não contigo, entenda isso.
      3 – O que tu chama de frenesia eu chamo de grande arma da ciência: questionar em vez de estabecer certezas. Vá nas fontes, existe diferença entre fontes de informação e fontes de notícias. Um exemplo claro: Os cientistas detectaram desde o principio uma partícula que PODE ser o bóson, essa é a informação desde o início. A notícia já bem sabemos o que foi.
      4 – Eu nunca disse que não há, não sei de onde tirou isso.
      Meu ítem 4 está bem diferente da tua resposta, acho que se perdeu.
      5 – Eu nem havia descordado disso. Só disse que temos acesso científico ao mundo material – e encontramos grandes avanços e outros mais estão por vir, e do espiritual – se existe – não.

      ps: desculpe os erros de português mas escrevi no celular – e ta bem ruim…

      Pedido de programador para programador Esqueça essas opiniões opostas que temos e sabemos que são superficiais demais. Quem sabe entremos em detalhes, vamos aplicar a “engenharia reversa” o que pudermos desse software cósmico, vamos ver se foi programado por alguém ou não *quem sabe tenha documentação ou comentários em alguns trechos do código*.

    • É muita arrogância da tua parte me sugerir leituras colega e você gosta muito desse tipo de coisa. E você não foi abrangente quando eu disse processos moleculares, você apenas se situou em combinações atômicas, e até aonde eu sei, genética se baseia em mecanismos moleculars…Analise bem e profundamente que verá que não me perdi na questão 4 não… só seja mais profundo… Você entra em contradições o tempo todo mas não aceita isso… O teu Universo Holográfico onde partes se assemelham ao todo não se adequa a exemplos de inteligência parte x inteligência universal que você colocou em outro comentário… Você se sentiu ofendido por eu ter lhe taxado de materialista nato mas não viu problemas em me encaixar entre os prepotentes por acreditar em algo sobrenatural… Isto é muito incoerente… Sinceramente, pelos teus discursos não sei como pode se esquivar de ser taxado de materialista nato… Assuma sua posição como eu assumo a minha… Mas acho que isso não chegará a lugar nenhum… Afinal como alguém ou alguns já disseram, você é o “especialista” aqui… Vamos fechar o seguinte: Eu creio que a vida é fantástica e que os mecanismos da vida são geniais e que há algo sobrenatural por detrás disso tudo e você crê que não, pra você a vida é algo “simples”, fruto de consequências e nada lhe intriga, como você mesmo afirmou em seus comentários…
      Pronto… tá feito…

    • Escute, amigo, se não sabe debater sem partir para essas extravagâncias não devia nem ter começado. Desculpe ter sugerido as leituras, foi um erro de minha parte, eu só quis mostrar no que me baseio, e não o que lhe falta. Quem sou eu pra saber se tu não está mais por dentro delas do que eu? Nem lhe encaixei entre os prepotentes, tudo que disse é que acho uma prepotência querer definir “o que e como Deus teria feito as coisas”, e não é?
      Só tenho que fazer uma observação: se tu conhece mesmo a Teoria do Caos, devia ter lembrado que os defensores da Inteligência Suprema conseguem usa-la como argumento da mesma forma que os ateístas, essa é uma questão em aberto bem volúvel aos paradigmas.
      Não é o Meu Universo Holográfico, é O Universo Holográfico, e não há contradição, numa maior profundidade da Hipótese Holográfica. Eu disse desde o início e tu se recusou a entender: Não afirmo certezas, só apresento uma visão. Eu queria chegar a um lugar: comparar os paradigmas em análises bem pensadas, e não fatos flutuantes apresentados como dogmas, mas você me rotula de especialista materialista, sei lá eu mais o quê, e se recusa a aceitar e debater cordialmente. Aí só me resta concordar: Não se chegará a lugar nenhum.

    • Jonatas veja o teu comentário:

      “Desculpe ter sugerido as leituras, foi um erro de minha parte, eu só quis mostrar no que me baseio, e não o que lhe falta”.

      Que é isso? Que raciocício é esse? Quando eu ofereço água para alguém, eu parto do princípio que a pessoa possa estar com sede e não que esteja me sobrando água…

    • Ah… foi um erro de expressão, percebe? eu sugeri uma referência bibliográfica em que eu me apoio, ou quis sugerir. Sei lá desde a tua primeira resposta mais questiona o “meu jeito de pensar” do que argumenta sobre as “razões da tua visão ser diferente”, esse aspecto é muito chato, não é o que eu queria. *Vê se não concorda comigo?
      “muito me surpreende que você, sendo um programador, tenha se prendido
      pelos cabrestos da ciência puramente materialista”
      Sem falar que em seguida já está comparando as profissões como se isso fosse relevante à confiabilidade daquele que apresenta uma opinião. Está certo que em minha primeira postagem já falo a minha profissão mas só queria mostrar que o meu modo de pensar é analítico. Sou da ideia que profissão ou nível de intelecto não define sabedoria, e se comparar a outros é a maior perda de tempo que uma pessoa pode fazer na vida *cada um tem seus conhecimentos maiores num ponto do que nos outros, variando de pessoa a pessoa, acho que concordas comigo.

    • Jonatas, em momento algum eu desprezo a importancia de qualquer profissão que seja, desde as mais humildes… Eu só expus um pouco a respeito disso porque (não estou dizendo que é o teu caso) alguns, digo alguns, céticos e ateus tendem a achar que sempre quando lidam com pessoas crédulas, lidam com pessoas sem cultura, formação e sem visão, pior, menos inteligentes… Apenas isso…

      Jônatas, o mais importante de tudo é que, apesar de nossas visões serem antagônicas, sei que nem eu e nem ti teríamos problemas caso fôssemos conhecidos um do outro… Tenho certeza de que seriamos grandes amigos independentemente de nossas visões e, cara, eu com certeza lhe estenderia as mãos em um momento de fragilidade tua e creio que vice-versa… É esse o meu caráter, é isso que aprendi com o meu Senhor, e tenho certeza de que é esse também o teu caráter… Me desculpe se em algum momento eu tenha lhe ofendido, pode ter a certeza de que não foi essa a intenção, assim como reconheço que não foi tua quando senti o mesmo… Mas é inevitavel que isso ocorra, faz parte de um debate quente sobre um assunto tão importante… Desejo tudo de bom a ti e um grande abraço amigo! Embora não acredite, fique com Deus carinha!!!!

    • Já disse em alguns comentários que pessoalmente não acredito mas também não desacredito, considero uma questão da qual não se pode ter certeza, nunca se sabe o que vai descobrir amanhã. De qualquer forma, tem muita razão no seguinte, as pessoas fazem esses errados julgos de religioso=ignorante, sobre esse aspecto fez bem então em cita-lo na tua postagem. Em fim, o que aprendeu com o teu Senhor, aprendeu bem. Um abraço;

  15. “Experiências espirituais, experiências mentais, meditação…” e quejandas tolices.
    Será que alguém estaria compartilhando informações hoje, através desta telinha, se o homem se limitasse a essas “experiências” tão profundas e criadoras?
    Por que é que num artigo científico sempre tem gente pra falar besteiras e dizer “não acredito nisto”, “não acredito naquilo”?
    Que não acredite, não leia, vai embora pra casa, mas não ponha comentários esdrúxulos, não escreva besteira, que já há de sobra na internet.

  16. My friends, vamos elevar o nível disso *sem campanha, nem teísta nem ateísta. Eu sou Programador de Computadores e reconheço um projeto inteligente quando vejo um, mas estudo a astronomia, estudo química e estudo astrobiologia. Já que como vi em algum comentário que o problema são os “especialistas”, conversem comigo, pois não sou especialista nessas áreas *só na Programação, minha profissão.
    Premissa da Probabilidade: se eu atiro um monte de bolinhas para cima, acredite, a probabilidade delas caírem formando a palavra Universo é a mesma delas caírem formando qualquer outra forma aleatória sem significado pra mim.
    “No início era o verbo”. Não, no início era a verba, na verdade, a falta de verba, não havia nada. 🙂
    Percebem como nosso português peca nessa expressão? se um estadunidense traduz literalmente vai ficar tipo “qual é?”. “Não havia nada”, se não havia nada então havia algo? certo, a singularidade, o único ponto remoto, o ponto zero. Acho que a maior dificuldade existente numa visão fundamental, seja do ponto de vista crivo ou não crivo em deus, é entender o que realmente significa, do ponto de vista científico, o Caos e o Nada, são completamente diferentes do senso comum que temos. O Big Bang não ocorreu em um ponto do espaço e nem em um ponto do tempo, visto que tempo e espaço são uma consequência dele, assim como a energia que posteriormente se condensou em matéria, mas essa descrição toda não caberia em um comentário, e nem as restantes, então se permitem vou ter que ir saltando os níveis.
    Teoria do Caos: Ainda estou no início do entendimento sobre os fractais e a espetacular matemática que existe nessa teoria, mas já pude ver: A Teoria do Caos exclui o acaso, o acaso não existe. O que antes se entendia como acaso passa a ser uma consequência, um Estado complexo, dinâmico consequente de uma gama de variáveis, variáveis estas que são resultados de outras variáveis, isto é, equações. O Universo não é inteligente, ele é consequencial. Numa abordagem simples, peguemos esse exemplo da Wikipédia:
    “A formação de uma nuvem no céu, por exemplo, pode ser desencadeada e se desenvolver com base em centenas de fatores que podem ser o calor, o frio, a evaporação da água, os ventos, o clima, condições do Sol, os eventos sobre a superfície e inúmeros outros.”
    O que não se pode confundir é a ideia de que essa ordem equacionaria é definitivamente fruto de uma criação, é um fruto da aleatoriedade dos fatores.
    Vou pular a parte da evolução da energia para a matéria porque essa física é relativamente tranquila para alguém que alguma vez tenha lido Einstein: a relação entre energia e matéria. Mas esse processo e a posterior nucleossíntese estelar só mostra o quanto a natureza é consequência, e não acaso, muito menos projeto. Por isso a física quântica conseguiu criar um modelo padrão de partículas, e por isso pôde antever a descoberta do Bóson de Higgs: O Universo é consequencial via variáveis, e podemos estuda-lo *bom, dentro de nossas limitações, o que já deu ótimos frutos * via equações.
    Chegamos aonde eu queria: Química. A vida não tem nenhum grande segredo, honestamente não acho ela algo tão fora do normal que precise de uma mente extra-universal por trás dela. Vamos usar agora o Universo atômico: por características adquiridas consequentemente do Universo sub-atômico, o átomo tem suas funções e seus atributos. Ele fica estável com oito elétrons na última camada. À exceção dos gases esnobes *opa, nobres*, todos os átomos se combinam para completar essa função, formando as moléculas. Isso é química básica, acredito que todo mundo aqui tem que lembrar da química do ensino médio, que culmina na química orgânica. Porque o Carbono? porque ele é especial? Sim, os atributos do Carbono, os quatro elétrons da última camada, o permitem formar as mais complexas cadeias atômicas, reagir com ácidos nucleicos formando a química pré-biótica. Em toda a parte do Universo tem química pré-biótica se formando espontaneamente: Titã, Encélados, Júpiter, Tritão, até Plutão estão minados de compostos orgânicos, quiçá a galáxia inteira.
    Essa ideia de exclusividade da Terra que as pessoas estão deduzindo dessa matéria do Hype está equívoca demais da conta, por mais que essas variáveis pareçam projetadas, desculpem a forma de falar, mas não são, em hipótese alguma. Isso acontece em um Universo cheio de possibilidades, aqui, assim como ali, um pouquinho diferente de lá, mas deu certo daquele outro jeito? nossa, quem diria, a vida sobrevive nas profundezas da fossa das marianas, não deveria, não há um projeto nem golpes de sorte lá, mas opa, houveram outros…
    Quanto à evolução celular, do pro ao eucoarionte, do unicelular ao pluricelular, do pluricelular aos organismos, a estrutura corporal e tudo mais, a seleção natural e as mutações, outros vastos sistemas complexos frutos das consequências, não deram certo porque algum projeto definiu, não progrediram porque deram certo, mas deram certo porque progrediram.
    Vivemos num Universo holográfico, vibrante, cheio de marolas, flutuações, variáveis, possibilidades. Se tudo fosse ordenado e harmonioso, não creio que haveria vida. Ele não funciona na ordem, mas na aleatoriedade das consequências que geram os sistemas, que vão se tornando cada vez mais complexos, e espontaneamente, a Vida é só uma consequência, não um projeto, e também causa as suas consequências… fermentação, fotossíntese, bomba atômica… E cada vez mais, da física quântica ao mapeamento genético, poderemos equacionar os níveis da existência, poeticamente, somos o Universo tentando entender a si mesmo. Talvez eu tenha acabado voltando ao antropocentrismo das primeiras religiões e filosofias… quem seria eu para considera-las erradas?
    Concluindo, eu não afirmo certezas, eu apresento uma visão, bem cética, admito, mas aberta a todo o questionamento e contrariedade que vier, não sou um “especialista”. E nessa visão concluo: Nem o Universo, nem esse bom planeta e nem a Vida parecem ter precisado de um Deus para existirem.

    • P.: “…o problema são os “especialistas”…”
      Comentário: eles estão perto demais das árvores para perceber que “há uma” floresta!!! Pior, cada especialista “acha que” tudo se resume à seu próprio modo de pensar e devoram-se uns aos outros para provar ísso.

      Premissa: “…“No início era o verbo”. Não, no início era a verba, na verdade, a falta de verba, não havia nada…”
      kkkkkkkkkkkk…É isso que leva a seguinte:

      Conclusão: E “…no começo era o Caaaooossss…” (Teogonia, Hesiodo, há 27 séculos). Mudam-se as pintas, mas não muda o pelo e/ou nada há de novo debaixo do Sol.

      Marcelo Gleiser diz que se forem construidos LHC 10.000 vezes mais poderosos, coisas inimagináveis hoje surgirão para complicar todos os nossos “parcos” cálculos sobre o que ocorre na Natureza (Canal Livre – Marcelo Gleiser explica partícula de Deus – parte 2 > 5min15s do início) http://videos.band.com.br/Exibir/Marcelo-Gleiser-explica-particula-de-Deus–parte-2/ddae4de6b89442fc54fdadfba7a79fa5?channel=626

      Assim, “…no início era a verba, na verdade, a falta de verba, não havia nada…”.

    • Desculpa aguiarubra mas a tua resposta era a que eu mais esperava, preciso de mais conteúdo e pensamentos teus, essa entrevista do físico eu já havia assistido. 😀

    • Concordo com o @Jonatas e ainda acrescento: Ainda acho muito cedo para se aceitar o “Princípio Antrópico” como unica explicação verdadeira para a realidade, até porque a existencia de multiversos (ideia essa bastante discutida hoje) tambem oferece uma explicação satisfatoria para todas essas aparentes “obras do acaso”.

    • Senhor Jonas,
      Respeitosamente, um comentário com muitos argumentos e sem teor.
      Também passei dessa fase em que eu era super gênio e os outros humanos não conseguiam me entender… Eu tinha resposta pra tudo. Me sentia bem mais entendido que qualquer outra pessoa ou filosofia. Eu conhecia, pela literatura, de fato muito o que tinha no papel, de todas as áreas da Ciências. Isso foi antes de me aventurar a experiências espirituais. Quando me aventurei por essa área aprendi e experimentei coisas que muitos cientistas (e até espiritualistas) dariam a vida pra experimentar. Mas um dia eu percebi algo que me mudou completamente: Descobri que … (deixa pra lá).

    • A primeira parte é uma opinião tua e minha obrigação aceita-la, mesmo que não faça sentido ao meu ver. Mas esta aqui:
      1 – “Também passei dessa fase em que eu era super gênio e os outros humanos não conseguiam me entender”, estás duplamente equivocado: Não sou um super-gênio (nem gênio) E as pessoas conseguem SIM me entender.
      2 – Não tenho respostas para tudo, eu tenho o meu modo de ver para tudo, e analiso todos os pontos de vista antes de chegar a uma visão, mesmo assim não ouso afirmar certezas, isso é coisa de “tolos”.
      3 – Quem te disse que não me aventuro a experiências espirituais? Saibas que sou Budista (ainda bem iniciante), e também já frequentei centros espíritas e o valor filosófico dos mais racionais (porque alguns infelizmente estão virando mais religiosos do que estudiosos no espiritismo) é considerável. O fato do meu ceticismo ser amplo nunca me impediu de frequentar esses ambientes, e embora nunca tenha vivido um evento sobrenatural, eu considero todas as experiências válidas.
      Pessoalmente, escolhi o Budismo por ser mais racional, mais antigo e sem essa apologia de fé religiosa condicionada por outros, não por mim; ser mais focado no ser humano que no sobrenatural. Esse é o melhor caminho, conhecer a si mesmo antes de qualquer outra coisa, é nessa “fórmula” que eu estou aplicando as minhas fichas.

    • Sr Jonatas,
      Sinceramente, perdão pelo meu descontrole e irritabilidade ao te responder o teu comentário. Creio que o sr não merecia este princípio de ataque de minha parte. Nem mesmo as entrelinhas do teu texto justificam minha atitude.
      Quando ao demais, você mesmo respondeu acima, confirmando ou não o meu comentário anterior, ainda que com reticências.
      Cordialmente,
      Palobao.

    • E se o Universo não é inteligente, o Jonatas escreveu “aleatoriamente” esse comentário, não é mesmo? rsrsrsrsrs

    • Ora, Jonatas, faça um parenteses na ironia e verá que, por trás dela, dá prá perceber que o que eu quis destacar é que:

      >>> se vc pode escrever com tanta inteligência, é porque nós, seres humanos, somos uma parte do Universo que revela inteligência!

      No seu comentário de 24/07/2012 está escrito: “…O Universo não é inteligente, ele é consequencial…”.

      Vou fazer uma pequena digressão sobre essa ideia, recorrendo a esse trecho da wikipédia (verbete “Daniel C. Dennett”): http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&ved=0CGkQFjAA&url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FDaniel_Dennett&ei=VH8SUOywFIai8ASAlIHoAg&usg=AFQjCNHWxM3pP4AnToJEeeXpsNPy1fUgbQ

      “…Para Dennett, os estados interiores de consciência não existem. Em outras palavras, aquilo que ele chama de “teatro cartesiano”, isto é, um local no cérebro onde se processaria a consciência, não existe, pois admitir isto seria concordar com uma noção de intencionalidade intrínseca. Para ele a consciência não se dá em uma área especifica do cérebro, como já dito, mas em uma sequência de inputs e outputs que formam uma cadeia por onde a informação se move…”, ou seja, bem ao gosto de programadores de sofware.

      Por esse pensamento eu costumo escrever “Demmentt” no lugar de Dennett, já que essas proposições dele implicam na não existência da mente!!!

      A mídia o celebrizou como o mais proeminente ateu da atualidade e ele é uma autoridade em Filosofia da Mente (coisa que me deixa desconfiado).

      Numa resenha do livro “A Mente segundo Dennett”, pode-se ler que Dennett está situado “…na tradição naturalista, compreendendo o pensamento como um dos aspectos da natureza. ‘Dennett acredita que desta forma poderemos explicar o funcionamento da mente, primeiro “desmontando-a” para depois replicá-la em modelos’…” http://www.filosofia.com.br/vi_res.php?id=18

      Assim, posso dizer que a sua opinião está de acordo com a de Daniel C. “Demmentt”. Adicionalmente, há a informação de que o psicólogo evolucionista Geoffrey Miller, influenciado por “Demmentt”, tem uma obra denominada “Cérebros, computadores e Mentes”, que mais especificamente envolve a discussão da mente na informática.

      Eu não sou tão demente prá discutir com autoridades como Daniel C. Dennett e Geoffrey Miller!

      Sendo assim, não tenho base para refutar essa sua opinião de que não há inteligência no Universo! Talvez vc até esteja com a razão, mas eu não consigo “inteligir” e engulir, sem mais nem menos, o que o ‘magister dixit’ (Dennett e Miller) sobre essas questões.

      Gostaria de estar vivo quando a tecnologia estivesse avançada o suficiente para desmontar e remontar a mente (cérebro), coisa que eu não acredito que aconteça em breve.

      Portanto, me reservo ao direito “sagrado” de duvidar desses gênios da demencia e navegar contra a “sem razão” deles.

    • Bom meu caro amigo, muito me surpreende que você, sendo um programador, tenha se prendido
      pelos cabrestos da ciência puramente materialista… Bem, vejamos, eu sou um profissional
      de ciências computacionais muito respeitado e sou um dos poucos no mundo que desenvolveu um
      sistema altamente complexo de visão artificial e provavelmente o único que o tenha com os
      recursos inerentes. Também estudei química, física, biologia, astronomia e isto não para
      cumprir as disciplinas escolares, mas por vontade própria. Também fui um dos melhores
      alunos de classe, incluindo faculdade, ou seja, um CDF como você demonstra ser. Sendo assim,
      prepare um coliseu porque haverá um duelo de titãs… Cof.. cof…, deixa isso pra lá porque não
      não seria mérito instigar a antipatia dos colegas. Então, não me sinto intimidado com discursos de
      cunho intelectual. Voltemos ao problema: Precisamos dar uma explicação para as coisas que se mostram coerentes, e
      não adianta vir com sentenças puramente “consequenciais” para explicar o coração que bate no
      teu peito neste momento, por que isso não pode ser provado apenas porque existem as tais
      “variáveis”, caos, fractais, elementos pré-bióticos, etc… Negar o propósito de muitas coisas
      não me parece inteligente. Fato é que existem muitos, e digo
      muitos mesmo, sistemas complexos que para “evoluirem”, para chegarem aonde chegaram foi preciso
      inteligência, de algum lugar, de alguma coisa, isso é inegável e não pode ser derrubado
      com argumentos friamente materialistas. A ciência ainda está longe de explicar o Universo e o fato descobrir o bóson
      de higgs, sinceramente, meu caro, não é a chave que abre a porta para o existencialismo, mas não é mesmo. O que é a energia? Se pudéssemos
      infinitamente aumentar um elemento subatômico, aonde chegaríamos? Porque houve o big bang? O que havia antes dele? Estas questões
      não podem ser respondidas, e estão na cabeça dos maiores cientistas e até de um quase analfabeto. Podem ser cogitadas, mas não respondidas
      com honestidade. Pode ter a certeza de que o maior cientista tem grande chance de ter
      seus pilares abalados com uma simples pergunta do filho de 3 anos em um belo dia de sol em seu laboratório. Não há explicação
      definitiva, nem por caos, nem por consequência, nem por aleatoriedade, e nem por encélafos supostamente super dotados, pois explicar a organização a partir da desorganização é
      um problema incomensurável, e nenhum empirismo poderá fazê-lo. O resultado são as intermináveis discussões, teorias absurdas, exposições arrogantes e
      guerras frias intelectuais como essa. Façamos um exercício simples: Convidemos 100 pessoas e as coloquemos dentro de 10 metros quadrados e peçamos que
      cada uma delas fique balançando as pernas e braços. Digamos que cada uma é uma molécula e o conjunto forma o mais simples dos seres vivos. Agora, vamos
      acender uma lanterna em direção a elas e dizer: “Bom, agora vocês precisam começar a forma um olho, apenas começar, e passar isso adiante, para que vocês possam interpretar
      a luz futuramente, mas para isso é necessário que vocês mudem de posição, alterem alguns lugares, mexam de forma diferente, ou seja, façam algo para que essa informação
      passe adiante para lá na frente termos um olho.” E agora, macaco? Nós, os donos do experimento, o que teremos logo em seguida? Teremos pessoas de olhos arregalados
      sem saber o que fazer. Então eloquentemente digo que muito me surpreende que átomos consigam “trocar idéias”, “pensar”, “fazerem coisa” por sí mesmos, etc, e etc.
      Temos mesmo um problemão, porque não dá para negar que ações planejadas sejam necessárias para termos um sistema organizado, não é mesmo meu caro programador? Sei que esse debate não terá fim, e
      que poderá suscitar “iras intelectuais” afinal todos querem a última palavra. Mas meu querido, como eu sempre digo: “Não dá para ser tão materialista… Mas não dá mesmo…”

    • Bom esse comentário devia estar na moderação e só saiu agora, o resto estivemos debatendo nos demais comentários por isso não há razão para responde-lo aqui. Só vou concordar e descordar do final:
      concordo: “Não dá para ser tão materialista… Mas não dá mesmo…”
      descordo: eu não sou materialista, meu comentário o foi, e propositalmente, eu queria levantar essas questões.

    • Parabéns, EDSON-HYPE, pelo teu sábio comentário!

      Sei que a ciência sempre nos surpreende; mas (até prova em contrário) se tem algo que acho que um programa de computador ou um robô nunca fará é sentir algo de verdade em vez de apenas interpretar sinais, como: cores, sons, dor, amor, raiva, etc.

      Os sentimentos parecem algo totalmente fora da realidade desse mundo físico, lógico e matemático em que vivemos. Estamos tão acostumados com a visão, a dor e os demais sentidos e sentimentos que nem nos damos conta do quanto isso é ESPANTOSO!

      O que é mais correto dizer: “Penso, logo existo” ou “Sinto, logo existo”?

      Devemos lembrar que a ciência, embora seja uma ferramenta de extrema importância na busca pela VERDADE e que já nos levou tão longe, é apenas um invenção humana tão limitada quanto o próprio homem que a criou. Só podemos ter certeza absoluta daquilo que podemos observar através da ciência empírica; além dessa fronteira, nos resta a física teórica, a matemática, a metafísica, a filosofia, a teologia, a fé e até mesmo a mera especulação!

      Até quando a ciência poderá avançar para saber o que há além das fronteiras do universo, ou o que realmente causou o Big Bang, ou até quando uma partícula pode ser dividida, ou como surgiu a vida e a informação do código genético, ou o que faz emergir a consciência do sentidos e dos sentimentos, ou o que há por detrás de um milagre, etc. Muitas coisas ela ainda irá descobrir; mas, talvez, outros mistérios ela jamais desvendará!

      Realmente, há mais mistérios entre o Céu e a Terra do que supõe a nossa vã filosofia e a nossa limitada ciência!

    • Os pontos anteriores estão sujeitos a vastas abordagens e modos de ver, geralmente exitem um fatorial de modos de ver: religião, ciência e filosofia – e as permutações entre elas (filosofia-científica, ciência-religiosa, religião-filosófica, etc… e etc…).
      Vamos focar no quinto: Inteligência.
      Inteligência é habilidade cognitiva, racionalizar, fazer a escolha certa, fazer certo a coisa certa.
      Conhecimento podemos definir como informação, um pacote de informações, dados.
      Quem não conhece a expressão: “conhecimento é poder”? está errada. Conhecimento é poder em potencial, no máximo. Um computador tem conhecimento, tem dados, informações que não acabam mais. Nós já conseguimos a tempos criar o processamento de dados, o conhecimento artificial.
      Mas inteligência? não. Uma criança tem inteligência, um animal tem inteligência. Quando um ratinho leva um choque numa caixa, ele não volta a ela ou volta com muito mais cautela. Logo, ele adquiriu conhecimento que ali é perigoso, e se não fosse capaz de raciocinar voltaria do mesmo jeito, mas isso não acontece. Um robô pode me derrotar numa partida de Xadrez – o processamento dele é mais rápido que o meu – e não se tocar que se ele ficar na chuva seus circuitos serão comprometidos, a menos que eu programe para sair dali. O ratinho saberia.
      Quanto mais inteligente é a aplicação do conhecimento, maior a SABEDORIA. Imaginemos aqueles mestres orientais que acredita-se, podem comungar com o Universo: eles tem um alto-conhecimento tão profundo que nem uma outra palavra pode defini-los melhor que essa: Sábio.
      O Universo, nessa minha visão, é o maior computador com o maior processamento que existe, uma carga de conhecimento, dados, informações, variáveis, sem comparação, inimaginavelmente grande. Aqui aceito um erro de português gritante: Muito Mais Maior de Grande do que podemos supor.
      Mas não é inteligente. Em tudo o que aprendi até hoje, não vejo o Universo agindo como ser pensante, apenas como máquina, com reações condicionadas por leis naturais, aleatórias, e caóticas. Como os fractais aqui no meu PC: eles se formam sozinhos, e formam estruturas, sem que eu precise comanda-los, e eles não são inteligentes, mas tem informação.

    • Há uma diferença gritante entre estruturas formadas por fractais e organismos vivos. Engraçado que você entra em muitas contradições quando diz não vê inteligência no Universo, apenas informação, mas cita a inteligência do rato que, como você mesmo diz, faz parte do Universo…

    • A contradição está apenas na tua imaginação. Eu me inspiro nos fractais porque estou aprendendo e tendo bons frutos, eu disse claramente desde o início desse debate: NÃO afirmo certezas, só apresento meu ponto de vista: e não o criei de uma hora para a outra.
      Vamos voltar ao que pensas ser “contradição”.
      Universo: Uma sequência de muitas, mas muitas consequências, aleatórias, formando sistemas cada vez mais complexos por uma miríade de erros e acertos que só bilhões de anos e uma vasto conjunto de informações poderiam conceber: a origem e a evolução da vida. Não que ele tivesse esse objetivo, mas a vida acaba sendo uma consequência de seus processos.
      Rato: Um ser VIVO, um resultado complexo das cadeias do Universo, uma forma de vida evoluída, um organismo com um órgão especial: Cérebro. O que é o cérebro senão um conjunto de coisas que existem no Universo – eletricidade nas sinapses neurais, a estrutura física-química herdada de uma gama de bilhões de anos de evolução, em fim, a capacidade de pensar e fazer uma escolha. Enquanto o explosivo Universo esteve condicionado às variedades inconscientes para “acertar”, só depois de tantas variáveis e erros, o Rato já é capaz de raciocinar e fazer a escolha certa diretamente. Numa visão simplificada ao máximo, a diferença entre inteligência e processamento aleatório é essa.

    • EDSON_HYPE

      Nada no Universo é inteligente.
      Crianças e ratos são inteligentes.

      Portanto, crianças e ratos não pertencem ao Universo, entende?

    • Não… aí está numa implicação de textos, não de ideias:
      Eu não quero dizer que NADA no Universo é Inteligente: mas que o Universo não é inteligente, no geral, coletivo.
      As crianças e os ratos são inteligentes, fazem parte do Universo, são um resultado do mesmo – resultado esse dotado de inteligência.

    • JONATAS

      P.: “…Universo: Uma sequência de muitas, mas muitas consequências, aleatórias,

      Comentário: a aleatoriedade é a absoluta indeterminação e imprevisibilidade: portanto, não há “lógica” possível que possa encadear fenômenos aleatórios, como não há cálculo para predizer o resultado de uma loteria.

      Mas, se um dado resultado de loteria for prevista por cálculos, então isto é indício de fraude, ou seja, não haverá mais aleatoriedade e/ou casualidade.

      Então, ligar “aleatório” com “consequencias (…) formando sistemas cada vez mais complexos…etc., etc. é um equívoco no significado dos termos!

      “Aleatórios” são inconsequentes por auto-definição!!!!

      P.: “…Rato: Um ser VIVO, um resultado complexo das cadeias do Universo, [até] a diferença entre inteligência e processamento aleatório é essa…”

      Comentário: no momento, isso é uma proposição naturalista a ser confirmada.

      Craig Venter ainda está tentando “montar” uma estrutura complexa que “viva” sem ter sido causada por outra vida.

      Mas um novo problema surgiria, então: a vida é “propriedade” da matéria?

      Se sim, então teremos mais um problema: sendo a matéria uma manifestação de energia, a vida é “propriedade” da energia?

      Daí, se não se derrubar, a partir disso, a Lei de Conservação de Energia, os “naturalistas” estarão falando de “espíritos” sem mesmo se darem conta disso.

      Se “energia” cria “matéria”, então a Vida é capaz de criar seres complexos como um rato, revertendo completamente a tese inicial naturalista.

      Taí mais um desafio no meio de tantos outros que a Ciência terá que enfrentar em nosso século XXI.

      Essa não é uma questão resolvida, como querem os torcedores do time dos naturalistas.

    • Esse, era exatamente o tipo de resposta que eu esperava. Tudo o que mais quero é que num debate entre nós aqui não sejam definidos grupos prós e contras como se fossem torcidas de times de futebol, mas apenas conhecimentos compartilhados. Eu não gosto da ideia absolutista de opinião formada, eu gosto de opiniões e fatos comparados, como fizeste. Não importa eu citar os pontos em que discordo, mas me sinto inspirado pela excelente resposta. Em especial no final, fostes genial.

    • Jonatas / 26.07.2012

      “…Não… aí está numa implicação de textos, não de ideias…”

      Ok, eu vou lhe passar algo que encontrei para “trabalhar” com essas implicações de textos e/ou ideias:

      “p” é uma necessidade metafísica se, e só se, “p” é uma verdade em todos os mundos possíveis

      “p” é uma possibilidade metafísica se, e só se, “p” é uma verdade em alguns mundos possíveis

      Fonte: “Visualização do arquivo Essencialismo Naturalizado: Aspectos da Metafísica da Modalidade.” página 31

      http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=8&ved=0CHIQFjAH&url=http%3A%2F%2Fbuscapdf.com.br%2Fver%2F%3Fws%3Dgl%26vol%3DwJ4FlfaPBpgC%26ttl%3DEssencialismo%2520Naturalizado%3A%2520Aspectos%2520da%2520Metaf%25C3%25ADsica%2520da%2520Modalidade%26pgs%3D104&ei=yqoSUJnYOuf10gGP1IHQCA&usg=AFQjCNHrtD57vMgq8YWMCJfofL6MkjgGGA

      Proposição: “…Eu não quero dizer que NADA no Universo é Inteligente:…”

      Comentário: então, posso concluir, que vc nega uma ‘necessidade metafísica’ de um Universo Inteligente em todos os mundos possíveis.

      Proposição: “…mas que o Universo não é inteligente, no geral, coletivo…”

      Comentário: vide a contraproposição metafísica “orkut – SÍNTESE DA TEORIA DO BIOCOSMOS”, onde se defende a hipótese de que o Universo é um “biocosmos” (um ser vivo em que, nós, “sub-partículas atômicas” desse Universo, não percebemos ainda).

      http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=biocosmos&source=web&cd=3&sqi=2&ved=0CGoQFjAC&url=http%3A%2F%2Fwww.orkut.com%2FCommMsgs%3Ftid%3D5213646846290633281%26cmm%3D815859%26hl%3Dpt-BR&ei=KY0SUJDKAZO30QGV2YCgCw&usg=AFQjCNECO26juQhoMTjsacAj2q9jKFUT5w

      P.: “…As crianças e os ratos são inteligentes, fazem parte do Universo, são um resultado do mesmo – resultado esse dotado de inteligência…”

      Comentário: então, posso concluir, que vc aceita uma ‘possibilidade metafísica’ de um Universo Inteligente em alguns dos mundos possíveis (no caso, o “Universo crianças e ratos” => Universo Vivo).

    • JONATAS

      Proposição: “…Eu não quero dizer que NADA no Universo é Inteligente:…”

      Comentário: então, posso concluir, que vc nega uma ‘necessidade metafísica’ de um Universo Inteligente em todos os mundos possíveis.

      CORREÇÃO: então, posso concluir que vc nega uma ‘necessidade metafísica’ de um Universo SEM INTELIGÊNCIA em todos os mundos possíveis.

    • Aceito a correção; só acrescento que é só uma visão parcial sujeita a muitas controvérsias (e não uma certeza ou não aceitação-minha de outras ideias diferentes). A ideia é essa mesma: questionamentos, não “definições”. 🙂

    • Jonatas

      P.: “…A ideia é essa mesma: questionamentos, não “definições”…”

      Comentario: muito bem escrito.

      E por causa desses ‘debates’, acabei achando um livro prá comprar e escarafunchar:

      ESSENCIALISMO NATURALIZADO: Aspectos da Metafísica da Modalidade
      Autor: Desidério Murcho
      Editora: Angelus Novus (Coimbra, 2002)

      Resumo
      Intuitivamente, Sócrates não poderia ter sido um chinelo de quarto. Todavia, as doutrinas empiristas com origem em Hume declaram que essa intuição está errada, dado que a frase “Sócrates poderia ter sido um chinelo de quarto” não é uma contradição lógica. O desafio que esta posição de Hume representa para a filosofia é tal que motivou Kant a escrever a Crítica da Razão Pura, tentando mostrar que, apesar dos argumentos de Hume, as leis científicas poderiam ser necessárias. Hoje, contudo, filósofos como Plantinga, Kripke e Putnam apresentam uma alternativa viável ao idealismo de Kant — uma alternativa realista. É essa alternativa que é defendida neste livro.

      Do interesse de estudantes e professores de filosofia, este livro constitui uma introdução a uma das áreas mais fascinantes da filosofia contemporânea: a metafísica da modalidade. Numa linguagem clara e acessível, rigorosa e sóbria, o autor guia-nos por algumas das ideias centrais da deslumbrante selva da metafísica contemporânea.

    • Na minha opinião, as contradições permanecem, pois somos nós que definimos o que é o Universo, com nossos limites. Somos nós que definimos tamanho, sempre tendo como base nós mesmos. Se o nosso “Universo” fosse apenas uma partícula de um outro ainda maior e tivesse a tal “inteligência”, com certeza você diria que ele é resultado de bilhões de anos de tentativas e erros da sua coletânea maior, então sempre haveria a “não inteligência”. É cômico como materialistas nato criticam a fé de algums, chamando de simplicidade, mas resolvem tudo, explicam tudo, inclusive os sistemas gêniais moleculares apenas utilizando velha sentença: “bilhões e bilhões de anos de “cataclismas”…

    • Desculpe mas descordo em gênero, número e grau da tua opinião: Não somos nós que definimos o que é Universo, nós só interpretamos. Você acha mesmo que o fato de você pensar – e interpretar – diferente de mim me incomoda? Muito pelo contrário, visões diferentes sobre a mesma coisa e sendo defendido com a mesma intelectualidade era o que eu queria desde o primeiro comentário que postei.
      Vou dizer o que realmente me incomoda: Os rótulos, definir alguém só porque o pensamento dele é diferente do seu, esquecendo que cada ser humano é um *universo* e em outros pontos ele vai coexistir em opinião contigo (por exemplo, seguimos profissões parecidas, eu lembro disso). Eu já fiz essa injustiça com outras pessoas e não estou reclamando não, mas senti isso vindo de ti: materialista nato, e com visão cômica criticando a crença de outros?
      Não… nada disso. Nem me considero materialista, eu cheguei nessas conclusões observando os fatos, interpretando empiricamente como a ciência legítima sempre faz. Minha conclusão parcial é diferente da tua, só isso.
      – sistemas moleculares não são geniais, são consequentes e estruturados via propriedades atômicas.
      – átomos não são geniais, são a mesmo coisa advinda dos níveis subatômicos…

      Há dúvidas na minha mente? ô… e que bom que há. Nunca descartei a existência de Deus, nem plano espiritual, por mais que pareça, até por isso afirmei: conclusões parciais. Posso mesmo parecer um “materialista”, mas matéria é tudo que se têm pra estudar (a grande questão é ver nesse estudo a conclusão de existir ou não um gerenciamento ou projeto transcendental, e não parece haver, eis minha parcial conclusão), como alguém pode querer falar de Deus se não tem ele em suas vias de estudo? francamente, é o cúmulo da prepotência. Por isso considero todas as religiões e suas definições, leis, dogmas a esse respeito um abuso do direito de ser… plausíveis.

      Quanto a níveis sobre-universais, prefiro nem pensar, já da dor de cabeça entender esse.

    • Jonatas, quando eu disse “definir” é lógico que eu quis dizer “interpretar”. Rapaz, se você não considera sistemas moleculares geniais, sinceramente, não sei o que seria genial para ti. Se você acha prepotência uma visão que acredita em algo transcedental, me admira muito, quando um cientista vêm com 11 dimensões, criação a partir do nada (vácuo quântico) e tantas outras teorias e são “engolidas” com o pretexto de “empirismo”. Deixa de tolice, a ciência ultimamente está tão freneticamente em busca de explicações que vêm com cada prato pra servir que parece palhaçada. Cadê o “empirismo” quando diversos cientistas se divergem em pontos muitas vezes tão básicos. Explicar como as coisas funcionam em alguns escopos não dá explicação para o Universo… E a idéia de que a matéria é tudo que temos para estudar é estranha por demais, pois nela mesma se encerra tantos mistérios…

    • Einstein já fez essa previsão :D. Só seguindo a minha definição de sabedoria: Aplicar o Conhecimento de Forma inteligente – os EUA possuem conhecimento, alguns traços de inteligência mas nenhuma Sabedoria.

  17. Senhores, tenho acompanhado o debate, visto os dois lados da moeda. Uma questão me pareceu essencial para prosseguir com as argumentações.
    Sugiro que seja definido, em primeiro lugar, o que é ACASO, sob o ponto de vista de cada um.
    Tenho meu conceito formado, e gostaria muito de conhecer o de vocês.
    Sou evolucionista, ainda que a teoria não consiga explicar td. Acredito sim que td deriva do acaso. ACASO, PARA MIM, SIGNIFICA DESENVOLVIMENTO NATURAL, NÃO GUIADO POR QUALQUER CONSCIÊNCIA, MAS QUE TEM REGRAS INERENTES QUE DELIMITAM SUAS TRANSFORMAÇÕES. Assim, acredito que a própria consciência, como tudo o mais, seja decorrência desse acaso, por conta da ordem advinda dessas regras (leis naturais).

    • Esse termo “acaso” não pode ser usado assim, incluindo “desenvolvimento natural”, pois esse desenvolvimento seria aleatório e, por isso mesmo, SEM REGRAS, SEM INERENCIAS, SEM DELIMITAÇÕES e não haveria “transformações”, apenas “caos absoluto”!!!

      E se aplicar isso àquilo que, equivocadamente, se denomina “matéria”, foi POR ACASO que há 4 forças, mais espaço-tempo? E agora, o “acaso” fez surgir o campo de Higgs (o “antigo” nada no qual se deram os “acasos”????).

      O conceito de acaso é tão arrazador e irracional, que surgiu uma verdadeiro ramo matemático conhecido como “TEORIA DAS CATÁSTROFES” (na qual a TEORIA DO CAOS é tão somente um dos componentes, por assim dizer) para enterrar, nos abismos da História das Ciências, essa ideia literalmente “maluca” de “acaso absoluto”.

      “Acaso” e “Nada” são parentes próximos, mas o “acaso” parece um pouco melhor que o Nada Absoluto que, até por auto-definição, é o supremo absurdo impensável.

      O Acaso absoluto não pode fundamentar coisa nenhuma no Universo, e portanto não existe e não pode existir. Mas o “Acaso Quântico” não é algo destituido de lógica, de regras (quantícas, é claro, mas regras, ordem, padrão matemático).

      Há uma estranha confusão entre o que seria o “Acaso Absoluto” e o que a Fisica Quântica demonstra ocorrer no mundo subatômico.

      Em se considerando que algo como a “Teoria M” ainda está longe de ser confirmada (ou negada), misturar os campos de observação (microcosmos quântico e macrocosmos newtoniano) não tem a menor base experimental para se proceder.

      Há experiências ocorrendo nas fronteiras entre uma e outra dimensões, onde do “acaso” surgiria a “ordem” apenas metaforicamente.

      Quem fez da metáfora uma “realidade” não foram físicos de partículas, mas os divulgadores “ateus” de Ciência.

    • A “Teoria dos Universos Bebês”, por exemplo, sugere que os universos nascem de buracos negros e que haveria uma espécie de “seleção natural” (por falta de termo melhor) entre eles: http://super.abril.com.br/tecnologia/universo-esta-vivo-445535.shtml

      Alias, já saiu uma matéria aqui no Hypescience sobre o assunto: http://hypescience.com/nosso-universo-pode-estar-dentro-de-um-%E2%80%9Cburaco-de-minhoca%E2%80%9D-que-estaria-dentro-de-um-buraco-negro/

      Penso a postura mais coerente para todos aqui seria então não tomar nenhuma das duas teorias (Principio Antropico x Teoria M) como verdadeira: Tanto a “Teoria M” quanto o “Princípio Antrópico” oferecem interpretações satisfatórias da realidade, mas AMBAS carecem de verificações mais profundas, existindo por enquanto só no mundo da metafísica.

  18. D.R. obrigado pela aula, concordo plenamente, realmente são coincidências demais para ser mera coincidência!
    Não sei por que as pessoas lutam tanto para acreditarem na inexistência de um ser hiper-sábio e hiperinteligente que construiu tudo isso.
    A vida seria tão mais fácil acreditar em Deus do que não acreditar!
    Como o homem é burro!

    • Será que os maiores cientistas e físicos da Terra são burros, e inteligentes são os amadores científicos teístas e seus textos filosóficos bonitinhos sem embasamento científico?
      É de fato mais fácil simplesmente acreditar em deus, se jogar nas cordas e não pesquisar mais nada. Mas a ciência não trabalha desse jeito, não é desse jeito que se descobre a verdade, não é do jeito fácil, é na pesquisa, nos cálculos e na excelência do empirismo, investigação e estudos racionais, e não simplesmente escolhendo acreditar porque algo parece mais provável.
      Temos duas opções muito bem definidas:
      Ponha na mesa a beleza e simetria da vida, a aparente ordem cósmica e a magnífica estrutura dos sistemas naturais dos organismos vivos e aí sim, é mais fácil crer em projeto de um ser superinteligente, Deus.
      No entanto:
      Ponha na mesa as evidências e descobertas de campo, o processo evolutivo, a seleção natural, o caos cósmico, as extinções, as mutações, os acidentes, os processos químicos pré-bióticos, e verá que cientificamente, é muito mais fácil descrer do que crer de deus.
      Vais querer lembrar dos cientistas que creem, mas se a eles perguntar se a escolha é científica ou pessoal, a resposta óbvia será a segunda alternativa.
      Isso invalida a questão Deus para a ciência? Não, provavelmente. Quando a questão atinge patamares significativos, com isso quero dizer fora das questões de fé e indo ao campo da razão científica, o debate entre teísmo e ateísmo ganha um corpo muito mais singular, a questão das leis fundamentais, essa sim, aniquila de vez o mito religioso, as bíblias e os dogmas, mas não derruba em definitivo a questão Deus, entretanto, também não a confirma.

    • JONATAS

      P.: “…Será que os maiores cientistas e físicos da Terra são burros, e inteligentes são os amadores científicos teístas e seus textos filosóficos bonitinhos sem embasamento científico?…”

      Comentário: os maiores cientistas e físicos da Terra são burros quando tentam sair de seus nichos de pesquisa, se metendo onde não foram chamados a se meter, ou seja, nas crenças religiosas!!!

      P.: “…É de fato mais fácil simplesmente acreditar em deus, se jogar nas cordas e não pesquisar mais nada…”.

      Comentário: certamente! Há centenas de anos houve separação entre os trabalhos da Ciência e da Teologia. Essa frase sua não tem o menor sentido, pois um cientista pode ou não ser religioso e, sendo ou não religioso, suas pesquisas são um trabalho condizente a profissão que abraçam! O que se deve tomar muito cuidado (e muitas vezes isso não é feito e, por isso, há a necessária “revisão pelos pares”) é não se deixar influenciar por “ateismo” (como Richard Dawkins & quejandos) ou por “teismo” (como os famigerados “criacionistas” retrógrados) na investigação de um fenômeno “reduzido” aos limites de uma metodologia “minimalista” e tentar generalizar essa “merreca investigatória” para toda a cultura humana.

      Que não se use E = m.c² para “provar” que “Deus não existe” e o que existe “é o nada”!!! Ou usá-la igualmente para “provar” que essa fórmula “explica” o segredo do Fiat Lux bíblico!

      Ora, tenha-se muita paciência com esse tipo de abuso, que piora quando se faz disso uma falácia do tipo “argumentum magister dixit”!!! Eu não tenho espaço para postar, aqui, quanta besteira foi dita por um Lord Kelvin, por exemplo, a cerca da própria “Ciência” que ele defendia! Agora, saber que um “gênio da Física” (Stephen Hawking) “acha que” não há “deuses” por aí deve ser considerado uma opinião simplória demais para ser levado em consideração, quanto mais ser entendida como “fato científico” (como tentou e tenta aquele “coistado” do Richard Dawkins, bem menos coerentemente que Hawking ou Carl Sagan, aos quais admiro muito pela divulgação científica de primeira qualidade que oferecem ao público leigo, descontando-se as “opiniões” sobre Religião, obviamente!).

      P.: “…Mas a ciência não trabalha desse jeito,…”

      Comentário: sim, e isso foi uma conquista feita, literalmente, sob ferro e fogo da Inquisição católica.

      P.: “…não é desse jeito que se descobre a verdade, não é do jeito fácil, é na pesquisa, nos cálculos e na excelência do empirismo, investigação e estudos racionais, e não simplesmente escolhendo acreditar porque algo parece mais provável…”

      Comentário: repito, aqui, um trecho escrito por Fritz Kahn (1888-1968, foi médico alemão e autor de livros sobre ciências do quotidiano, Astronomia e Medicina) em sua obra ““O Livro da Natureza”, v. 1 – 6ª ed. – Ed. Melhoramentos, p.15:

      “…Só quem bem compreende a natureza da Ciência poderá com proveito e prazer, e sem perplexidades, aplicar-se aos estudos científicos. Ciência não é “coleção de conhecimentos” nem “busca da verdade”, mas sim formação de conceitos. A Física não nos conta “fatos”, pois os seus termos: massa, energia, velocidade, não são realidades, e sim os “conceitos fundamentais da Física”, como aliás muito bem se diz, mas que frequêntemente nos escapa durante a leitura. São instrumentos do pensamento, artificialmente construidos, tais, como as chaves de parafusos, são instrumentos que servem para abrir um motor, o qual nada tem a ver com chaves de parafusos; são escadas, pelas quais subimos a uma casa eternamente fechada…”

      P.: “…Temos duas opções muito bem definidas:
      Ponha na mesa a beleza e simetria da vida,…”

      Comentário: estamos todos sendo enganados com esse sentimentalismo “científico” que acompanha as divulgações da mídia. Os trabalhos de Craig Venter pretendem, apenas, “mecanizar” os processos da Vida e substituir-lhe o senso estético “natural” por doses “específicas” de Prozac (vide as críticas à “Psiquiatria Biológica” feita em vários programas da TV Cultura no site “Invenção do Contemporâneo” e “Café Filosófico”: é de estarrecer!).

      Richard Dawkins e Daniel C. “Demmentt” usam “memética” e “Filosofia da Mente” para transformar tudo isso em uma simples questão de engenharia (robótica “evolucionista”).

      P.: “…a aparente ordem cósmica e a magnífica estrutura dos sistemas naturais dos organismos vivos e aí sim, é mais fácil crer em projeto de um ser superinteligente, Deus…”

      Comentário: vc usou os termos “aparente ordem cósmica”! Ou seja, já se implantou no seu inconsciente alguns parâmetros do niilismo filosófico, que “prega” a “meme neoliberal” que só há o caos na Natureza, associada ao existêncialismo sartreano que “prega” a ideia que só a mente humana é capaz de “dar ordem” a esse caaaaosssss… Tomamos o lugar de ‘Deus’, através da tecno-ciência?

      P.: “…No entanto:
      Ponha na mesa as evidências e descobertas de campo, o processo evolutivo, a seleção natural, o caos cósmico, as extinções, as mutações, os acidentes, os processos químicos pré-bióticos, e verá que cientificamente, é muito mais fácil descrer do que crer de deus…”

      Comentário: nada disso trata de fenômenos “religiosos”, visto que “Religião” não faz parte da pesquisa científica. Cada uma desses ‘fatos científicos’ estão presos ao paradigma newtoniano-cartesiano e nem de perto chegam do ‘mistério’ da vida e da consciência, muito menos explicam a “inteligência” (????) do Homo Sapiens ou até onde essa capacidade poderá “evoluir”…

      P.: “…Vais querer lembrar dos cientistas que creem, mas se a eles perguntar se a escolha é científica ou pessoal, a resposta óbvia será a segunda alternativa.
      Isso invalida a questão Deus para a ciência? Não, provavelmente. Quando a questão atinge patamares significativos, com isso quero dizer fora das questões de fé e indo ao campo da razão científica, o debate entre teísmo e ateísmo ganha um corpo muito mais singular, a questão das leis fundamentais, essa sim, aniquila de vez o mito religioso, as bíblias e os dogmas, mas não derruba em definitivo a questão Deus, entretanto, também não a confirma…”

      Comentário: aqui, sim, vc foi perfeito em seu raciocínio. Que cada um fique no seu pedaço.

      Mas que não se tente “criticar” os trabalhos de grandes cientístas, como Gregor Mendel e Georges Lemaitre (sem falar em Teilhard de Chardin!) por eles terem sido padres católicos: afinal, eles não tocaram no “problema” de Deus em suas pesquisas!!!

    • @claudiohagra

      Ainda acho muito cedo para aceitar o “Princípio Antrópico” como unica explicação verdadeira para a realidade, até porque como fou sugerido pelo próprio D.R. a existencia de multiversos (ideia essa muito discutida hoje) tambem oferece uma explicação satisfatoria para todas essas aparentes “obras do acaso” 😉

      Mas teoria por teoria, até que saia algo mais conclusivo, as pessoas sempre vão acreditar na que mais lhe convem.

  19. Caramba,como me sinto analfabeto no meio de tantas explicações,ou melhor ainda,sabedorias infinitamente humanas…
    Me leva, a pensar que a ciência de pobres mortais podem fazer outras coincidências para a formação de outro planeta…..
    ___Na minha pobre ignorância,me levam a pensar,porque em momento nenhum afirmam,ou porque tanto mêdo em dizer:”ESTA FORÇA PODEROSA CRIADORA DE COINCIDÊNCIAS,PENSOU ANOS E ANOS PARA FAZER ESTE PLANETA,FEZ NOS MINÍMOS DETALHES,DEPOIS DISSE AGORA É A VIDA””fácil assim…..PRA “ÊLE””

  20. Em primeiro lugar, estamos falando da vida como a conhecemos… quero dizer que a vida poderá ser encontrada em outros planetas, sem que possamos reconhece-la como tal. Mas, a vida na Terra deve-se únicamente à… mesmo considerando sua distância média do Sol… grande quantidade de água em sua superfície e subsolo, e a um grande continente que teria dado origem aos continentes que atualmente afastam-se entre si para acomodar-se ao seu nível anterior, antes de o continente original estufar de um dos lados da Terra… um dia, quando provávelmente não mais habitaremos a Terra, pelo menos como o fazemos atualmente, os continentes estarão submersos. Como isto poderá ter ocorrido? Só vejo uma explicação lógica: O que são planetas? …Estrelas mortas? É uma possibilidade, pois o Universo é formado por estrelas gasosas que um dia, após gastarem todo o combustível de que são compostas, apagam e esfriam. …Vejamos se em outros planetas encontraremos continentes e oceanos. Bem, nossa pequena estrela após esfriar externamente e solidificar uma crosta, poderia ter sido visitada de passagem por algo muito grande que a forçaria a interromper seu momento de rotação e estufar em um dos lados devido à imensa força gravitacional sobre si exercida… talvez nem mesmo fosse esta sua distância média do Sol quando isto aconteceu. Mas, o que poderia ter sido? …Algo vindo do espaço exterior, ou, quiçá, um de nossos vizinhos gigantescos que ainda não tivesse uma órbita estável definida? Acredito que nem um nem outro: Onde termina realmente nosso sistema, a atual Astronomia não logrou ainda dize-lo, mas, sabemos que não é em Plutão. Pode ser que algo muito grande nos visite com intervalos de um bilhão ou mais de anos… poderíamos até fazer parte de um sistema binário e os astrônomos não o terem descoberto ainda. Voltando à questão “vida”, é de supor-se que uma tração que faria o planeta estufar de um dos lados, após gradativamente fazer cessar seu movimento de rotação… ou quase, fá-lo-ia despedaçar-se e não seríamos mais que uma faixa de asteróides. Não sendo a Terra, porém, tão pequena assim e estando firmemente aprisionada em sua órbita ao redor do Sol, poderá ter explodido em um dos lados… o que estava voltado para essa imensa força que tentava arrastá-la… em eum vulcão como nunca antes houve e nem mais haverá. A matéria expelida da Terra terá sido arremessada com tal força, que não mais caiu, passando a orbitar a Terra e formando nosso atual satélite: a Lua. Mas, nem tudo teria ido parar aí! Imaginemos a quantidade de gases lançados do centro da Terra, sendo capturados por nossa própria força gravitacional e formando, ou engrossando uma tênue atmosfera como a que devia existir à época. Isto combinado com o hidrogênio que permeia todo o espaço ao nosso redor e cada vez mais, devido a sermos um conjunto de corpos sólidos e estarmos constantemente atraindo-o com nossa força gravitacional… todo o sistema… teria, uma parte, sido transformada en água, que cairia para formar o Oceano, lavando, de passagem, toda a superfície que ficaria exposta, dos diversos elementos expelidos do centro da terra, que ficaram sobre ela depositados, mais o que cairia da própria recém formada, ou engrossada, atmosfera onde haviam ficado retidos… inclusive, e principalmente o carbono.
    Sei que isto parecerá loucura para quem o ler, mas, é esta a minha receita para criar vida em um planeta como o nosso… portanto, minha dúvida sobre se encontraremos em outros planetas, vida, como a que estamos acostumados a reconhecer.

  21. Acho é o raciocínio que está ao contrário.
    Não é que a vida surgiu na Terra por esses fatores. A Terra existe e existe nestas condições para que exista vida na Terra.
    Além dos “acasos” na matéria acima, existe muitos e muitos outros acasos para que existisse vida da Terra da forma como é hoje.
    Não posso crer em tantas coincidências, e tantos acasos e tantos golpes de sorte. Aliás, golpe de sorte de quem?
    Palobão, 21/07/2012.

    • kkkkk!
      Fiz a pergunta porque para se dar ou ter o golpe seria necessário existir de alguma forma. Ganhar na MegaSena 13 vezes seguidas (e ainda sozinho), ainda que seja difícil é matematicamente possível. Aliás conheço alguns deputados que conseguiram essa proeza… (deixa pra lá). Eu diria que, em virtude do tempo, a escala seria ganhar na Megasena sempre, todas as semanas (e sozinho), e ainda tendo cada vez mais apostadores.
      E quanto ao programa poderia ser também em “Acredite se Puder”.
      Abraços.

  22. Não só estes 13 fatores e sim muito mais. A distância do nosso sistema solar do centro da galáxia é um fator muito importante. Muito próximo receberíamos uma grande radiação deste centro, além de estarmos sujeitos a impactos; afastado demais, ficaríamos sujeitos as intempéries externas. Uma grande sorte de não sermos atingido por colisão de outro planeta ou um enorme asteroide. Não sermos atingido por descarga de raios gama mortíferos, etc. São tantos os fatores que acho mesmo que somos o único planeta abitado no universo.

  23. Uma prova da vaticanização da discussão a este respeito é que artigos como este, geralmente são excluídos da discussão, porque o interesse é ampliar o número de seguidores da “toeria”. Vou começar a denunciar os veículos que excluem as ideias contrárias e divulgar o movimento cientíifico que não compartilha da idéia de apresentar teorias como fatos científicos.

    • Você fala muita besteira e não chega a lugar algum. Pois saiba que “TEORIAS” no que chamamos de “método de científico” NÃO SÃO HIPÓTESES CRIADAS EM ALGUMA ESQUINA!!! Teorias, na realidade, são explicações, são tão verdadeiras como um lei, uma “teoria” coloquial e uma “teoria” na ciência são praticamente opostos. Vou ser bem direto e colocar em linhas gerais o que é cada coisa:
      Lei é aquilo que se observa.
      Hipóteses explicam com embasamento lógico algo.
      Teoria é um hipótese comprovada, que explica de forma completa e correta os fatos.

      Logo, “Teoria da Evolução” é 100% correta e perfeita até que surja um concorrente ao mesmo nível, “Teoria do Big Bang” é 100% correta e perfeita até que surja um concorrente ao mesmo nível etc. Até que surja outra “TEORIA” com o mesmo nível de clareza apresentando idéias verificáveis cientficamente, uma “teoria” é a verdade. Uma teoria é uma verdade tanto quanto uma lei, as duas são diferentes e se complementam, explicando o questionamento “o que?” e o questionamento “por que?”.

  24. E o mais impressionante é ver um grande número de seguidores dessa seita que vaticaniza a discussão em torno dessa TEORIA, como se denota dos comentários aqui, todos feitos com natureza de axiomas, fechando os olhos ao FATO de que existem outras teorias possíveis.
    Nem sempre uma possibilidade é um fato!

  25. Me impressiona que uma certa ramificação da “ciencia” esteja se tornando, cada dia mais, numa expressão de fé muito maior do que a fé de um religioso comum.
    A religião ainda cre num ser absoluto, mas essa “ciencia” tornou consensual uma teoria, elevando-a à condição de fato científico, e criando, eles mesmos (‘os cientistas’), as condições essenciais ao surgimento da vida e empenhando todas suas energias (e bilhões de dólares) na criação do “fato”.
    Verdadeira ciencia trata teoria como teoria (dentre tantas) e fato como aquilo que está provado, e não como aquilo que “poderia” ser provado.
    É muito simples, ao invés de afirmar como certeza basta empregar a palavra “poderia’, “é possivel que”, etc.
    Gosto mais da ciencia que se fundamenta em fatos!

    • Sim, a Terra, um planeta entre um número impossível atualmente de se dizer de planetas, em um período de mais de 13 bilhões de anos de universo, teve “sorte”. São muitos laboratórios celestes por aí, e muito tempo para fazer suas experiências loucas, a Terra foi um planeta em que a vida como conhecemos foi capaz de surgir por causa de suas condições, assim como algum outro lugar pode ter conseguido o mesmo, apenas não os encontramos ainda.
      A questão é, não há necessidade de criaturas imaginárias, parece difícil, concordo, mas nós dificilmente vivemos 100 anos e estamos presos aqui no sistema solar em meio a vastidão que é o universo, o universo é grande pra chuchu, tem muito espaço pra muita coisa ocorrer.
      Deus não é provado, sem provas não há fato, sua sentença não é cientificamente correta, sustenta-se em fé (um sinônimo elegante de ignorância).

    • BO-DIVINO

      P.: “…Que o universo se criou do nada, também não é provado…”

      Comentário: e agora que “quase existe” o Campo de Higgs, ficou bem mais difícil dizer que o “nada” é o substrato último do Universo. No lugar desse nada, temos agora uma “barreira” entre o nosso mundo “bariônico” e o domínio das partículas “virtuais” (as partículas do nada…rsrsrsrs…). O nada tá muito “povoado” ultimamente, não?

      P.: “…Que a vida surgiu por acaso, também não é provado…”

      Comentário: essa ideia ridícula não se sustenta em si mesma, pois se o acaso dominasse qualquer “coisa”, não existiriam “coisas” para subsistir no Universo!

      Além do mais, que “lei” científica poderia ser estabelecida onde não há “ordem” (padrão) nenhuma para ser abarcada por artifícios matemáticos? Já pensou jogar uma pedra e “por acaso” ela ir prá Lua “por acasos quânticos” ou sei lá o quê?

      Na enciclopédia da Abril Cultural “Mitologia”, v. 1 (1976), capítulo 1 – Divindades Primordiais, pg. 17 pode-se ler o seguinte (retirado de “Teogonia”, de Hesíodo):

      “…’No começo era o CAOS’, conta o poeta Hesíodo. Era o espaço aberto, a pura extensão ilimitada, o abismo sem fundo.

      De repente, surgiu a primeira realidade sólida: GAIA, a Terra. Ela deu ao CAOS um sentido: limitou-o. Instalou nele o chão, o palco da maravilha e da miséria da vida.

      Depois veio A NOITE, a treva profunda. E abaixo da Terra fez-se o ÉREBO, morada das sombras.

      Restava ainda um espaço vazio, sobre GAIA. Para preenchê-lo, ela “criou um ser igual a si mesma, capaz de cobrí-la inteira”. Criou, sozinha, URANO, o Céu Estrelado.

      Na mesma solidão, originou também as Montanhas, as Ninfas e Ponto, o Mar.

      Como a Terra, sem unir-se a força alguma, A NOITE engendrou o ÉTER – luz que iluminaria os deuses nas mais altas regiões da atmosfera – e o DIA, claridade dos mortais, que, no espaço, se alterna com sua mãe para não cansá-la.

      Por esse tempo rondava NO CAOS [presta atenção!] o poderoso EROS, Amor Universal. Nenhuma força poderia mais fecundar sozinha.

      Levada por EROS, GAIA uniu-se a URANO, seu primogênito e apaixonado amante, gerando com ele muitos e muitos filhos. Uma raça violenta povoou a Terra e animou-a de nova forma de vida.

      O palco do mundo está pronto. As personagens preparam-se para viver seu drama…”

      Obs.: se vc ler esta descrição teogônica grega com olhos da nossa Ciência, verá que não fica difícil perceber de onde se inspiraram os niilistas para afirmar que do Caos surgiu a Ordem (…Por esse tempo rondava NO CAOS o poderoso EROS…). Isso “lembra”-lhe algo como “Teoria do Caos”, por exemplo? E Eros seria o que: “atrator estranho” ou “gravidade”?

      Veja que antes de Eros aparecer, Gaia e Noite criavam “sozinhas” (isso é, sem a intermediação de “deuses”)o Céu, as Montanhas, as Ninfas e Ponto, o Mar, a luz, etc…!!!

      Use um pouco a imaginação e vc terá alusões mitológicas ao “Campo de Higgs” (Gaia limitou o Caos, dando-lhe chão) e “Supersimetria” (Gaia criou Urano, um ser igual a si mesma)…rsrsrsrsrs…

      “As pessoas não se deixam transformar por fatos, mas sim pela visão que têm deles. ” (Epictetus, 55-135 d.C.)

      Isso vale para todo aquele que quer revelar a “Cosmogonia” do Universo, com nossa Cosmologia tão incompleta como ainda está. Não dá prá escapar da Mitologia dos gregos, que formam o “inconsciente coletivo” ocidental.

      P.: “…Que todas essas coincidência são realmente coincidências também não é provado. São todas hipóteses…”

      Comentário: hipóteses “contaminadas” com Hesíodo!!!

      P.: “…Entretanto, a maioria dos cientistas ACREDITAM nisso…”

      Comentário: na educação básica do 1º mundo, a Mitologia Grega é parte da formação geral!!!

      P.: “…O fato da ciência não ter competência para provar as coisas, não significa que elas não sejam verdadeiras…”

      Comentário: de fato, a Ciência não prova coisa nenhuma, principalmente porque lhe compete “descrever”, usando artifícios matemáticos. E “Matemática Aplicada” não é “exata” com Matemática Pura. É na Matemática Pura que se provam, por demonstração, os axiomas. E “Axiomas” não tem nada a ver com “Física” ou outra ciência. Já estão longe os tempos em que os “dogmas religiosos” (axiomas “provados” com versículos bíblicos) eram inquestionáveis e passíveis de punir “infratores” com a morte.

      Hoje em dia, uma teoria científica “tem que” mostrar falhas em suas previsões para permanecer válida por si mesma (vide “A pérola de Popper, o bule de Russell” http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&ved=0CFUQFjAA&url=http%3A%2F%2Fcarlosorsi.blogspot.com%2F2011%2F08%2Fperola-de-popper-o-bule-de-russell.html&ei=AwYOUKntF6em6wGp0YHIDg&usg=AFQjCNHGE5s1MPUveXypCvUXaCTAQNIgpg

      P.: “…Portanto vale o mesmo raciocínio: sem provas não há fato, sustenta-se em fé (um sinônimo elegante de ignorância)…”

      Comentário: vida CIÊNCIA, UMA QUESTÃO DE FÉ?

      “Acreditar cegamente naquilo que ninguém viu nem comprovou faz parte do dia-a-dia dos pesquisadores, e mostra que a ciência nem sempre tem base científica”

      http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&ved=0CFcQFjAA&url=http%3A%2F%2Fsuper.abril.com.br%2Fciencia%2Fciencia-questao-fe-447815.shtml&ei=4QYOUPvMKYno6wGT44DgBA&usg=AFQjCNG5emzGZS42SisXzR7fV7wciqM5CA

  26. se considerarmos os fatores q contribuíram pro surgimento da vida na Terra, o quinto tópico está fora desta lista, pois a fotossintese É atualmente o processo bioquimico mais importante do planeta, pois transforma a energia advinda do sol em energia quimica e depois disponibiliza-a para os outros seres do planeta, que obtem esta energia através da herbivoria.

    creio que se fosse criada uma lista chamada de “fatores responsaveis pela manutençao da vida na terra”, a fotossintese estaria em primeiríssimo lugar.

  27. Realmente o mundo e um mistério, muitas descobertas foram feitas mas não se pode somente engolir as informações, deve-se ter um ponto de vista critico que não devera ser de um individuo que não se encontre capacitado ou por outras um individuo que não seja formado nesta área.

  28. Os vulcões contribuiram muito para que a vida na Terra prosseguisse.A indícios em que um período da Terra ocorreu uma grande era glacial cobrindo todo o globo as temperaturas poderiam ter chegado á -50 graus negativos e o gelo refletia mais calor do Sol do que o absorvia,por tanto a vida poderia estar ameaçada,a Terra precisava ser aquecida então aí que os vulcões desempenharam um papel importante,não aqueceram o planeta apenas por causa da lava mas principalmente pelo CO2 por causa da sua grande quantidade na atmosfera ajudou a aquecer e manter a temperatura da Terra aí a vida pode se expandir pelo mundo!!!

  29. Excelente artigo; realmente, são coincidências incríveis! É o que os físicos chamam de Princípio Antrópico e o ajuste fino das constantes cosmológicas. É como se o universo, desde o Big Bang, tivesse sido feito na medida para a existência do homem; o que, necessariamente, nos leva a um criador extremamente inteligente; já que são tantas as coincidências que (como o JHR bem disse) fica quase que matematicamente impossível ser pura sorte.

    A ideia do Princípio Antrópico é tão forte, que a única alternativa para dispensar um criador seria a existência do multiverso com infinitos universos, cada um com leis e constantes físicas distintas, para termos a probabilidade de um universo ajustado para a vida como o nosso. Ou, então, que o nosso universo fosse quase infinito e as leis e constantes físicas variassem de ponto a ponto do universo e nós estaríamos numa região favorável.

    Por isso, além das coincidências do artigo e as que o Jonatas citou, gostaria de acrescentar mais algumas estarrecedoras coincidências sem a qual não seria possível a vida nem na Terra e em nenhum outro lugar do universo:

    “…

    No outono de 1973, os astrônomos e físicos mais eminentes do mundo se reuniram na Polônia para a comemoração do 500º aniversário do pai da astronomia moderna, Nicolau Copérnico.

    Agrupados para a série de simpósios que durariam duas semanas encontravam-se algumas das mais ilustres mentes científicas de nosso tempo: Stephen W. Hawking, Roger Penrose, Robert Wagoner, Joseph Silk, John Wheeler, só para citar alguns. O clima era festivo, mas apesar das inúmeras palestras apresentadas durante as festividades, somente uma seria lembrada décadas depois, ecoando muito além do salão de convenções em Cracóvia, onde foi pronunciada, por ter ido muito além do campo da astronomia ou mesmo da própria ciência. Seu autor, Brandon Carter, um astrofísico e cosmólogo bem estabelecido na Universidade de Cambridge, amigo íntimo e antigo estudante de doutoramento e companheiro do posteriormente famoso Stephen Hawking.

    Carter denominou sua noção de “Princípio Antrópico”, do grego anthropos, “homem”. O nome era um pouco desconcertante, e a definição de Carter sobre a ideia apresentou-se altamente técnica. Basicamente, o Princípio Antrópico traz à observação que um sem número de leis físicas foram orquestradas ordenadamente desde o início propriamente dito do universo até a criação do homem – o universo que habitamos aparenta ser explicitamente planejado para o surgimento da vida e dos seres humanos.

    Mas, o inesperado aconteceu e, ironicamente, quando se comemorava o 500º aniversário de Copérnico, o inspirador de Galileu Galileu, o pai da moderna ciência. O Princípio Antrópico oferecia um tipo de explicação para um dos mistérios mais básicos da física – os valores das constantes fundamentais. Os físicos jamais puderam explicar por que os valores das assim denominadas constantes fundamentais – como, por exemplo, os valores da força gravitacional ou da força eletromagnética eram da maneira como eram. Eram apenas “constantes”; tinham de ser aceitas. Além do mais, existiam determinadas relações matemáticas misteriosas entre algumas dessas constantes. Por exemplo, as forças que uniam determinadas partículas aparentavam estar relacionadas matematicamente ao número da idade do universo. Por que essas forças deveriam estar relacionadas à idade do universo? No passado, físicos como Sir Arthur Eddington e Paul Dirac apresentaram teorias um tanto exóticas para explicar tais coincidências. Tomemos exemplos:

    – A gravidade é cerca de 10 elevado à potência de 39 vezes mais fraca que a força eletromagnética. Se a gravidade fosse 10 elevado a 33 vezes mais fraca, as estrelas teriam um bilhão de vezes menos massa e queimariam um milhão de vezes mais rápido, quer dizer, o universo teria se esgotado no seu início.

    – A energia nuclear fraca tem 10 elevado à potência de 28 a força da gravidade. Se a energia nuclear fraca fosse ligeiramente mais fraca, todo o hidrogênio do universo teria se transformado em hélio, impossibilitando a existência da molécula da água.

    – Uma energia nuclear apenas 2% mais forte teria impedido a formação de prótons, produzindo um universo sem átomos. Decrescendo seu valor em 5%, teríamos um universo sem estrelas.

    – Se a diferença em massa entre um próton e um nêutron não fosse exatamente o que é – cerca de duas vezes a massa de um elétron – todos os nêutrons se transformariam em prótons ou vice-versa. E diríamos adeus à química como a conhecemos, e á vida.

    – A água é a única molécula que é mais leve no estado sólido (gelo) do que no líquido: o gelo flutua. Se isso não acontecesse, os oceanos, lagos e rios congelariam de baixo para cima no inverno e a Terra agora estaria coberta de gelo sólido. Por sua vez, esta propriedade pode ser atribuída às propriedades exclusivíssimas do átomo de hidrogênio.

    – A síntese do carbono – a base química da vida, o núcleo vital de todas moléculas orgânicas – envolve aquilo que os cientistas denominam de uma estarrecedora coincidência na proporção da energia forte (strong force) para o eletromagnetismo. Esta proporção permite ao carbono 12 atingir um estado estimulado de exatidão da ordem de 7,65 Me V (milhões de eletron-volts) na temperatura típica do centro das estrelas, o que cria uma ressonância que envolve o Hélio 4, o Berilo 8 e o Carbono 12, possibilitando a ligação necessária que ocorre durante uma janela diminuta de oportunidade que dura 10 elevado à potência de menos 17 segundos – é mesmo estarrecedor.

    Mas, não é só isso, a lista prossegue e uma compilação abrangente dessas coincidências pode ser encontrada no livro ‘UNIVERSES’ de John Leslie.

    O físico Fred Hoyle, que cunhou ironicamente o famoso termo ‘big bang’ para o início do universo captou bem o dilema; ele afirmou: ‘é muito mais fácil um furacão passar por cima de um ferro velho e montar um Boeing 707 do que o universo ter sido montado por mero acaso’.

    “.

    FONTE: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=art&cat=110&scat=82&id=5240

    Além dessas todas, uma outra coincidência que eu acho bem interessante é que o tamanho e a distância média da Lua em relação ao Sol faz com que ela seja vista praticamente do mesmo tamanho que o Sol no céu; o que pode ser mais bem percebido quando ocorre um eclipse solar total.

    É COINCIDÊNCIA DEMAIS PARA SER MERA COINCIDÊNCIA!!!

    • Confesso que não li o seu texto td (estou com muito sono agora =\), mas discordo das “coincidências”! Baseado em que podemos supor q esses acontecimentos são raros? Praticamente soh “conhecemos bem” nosso sistema solar. Sem parâmetros de outros sistemas, não podemos afirmar se é coincidência ou não! Pelo menos, cientificamente.

    • Olá, D.R.,

      A questão da “necessidade e acaso” (nome de um livro muito interessante), PARECE bem abordada pelo seu comentário. Mas deixa muito a desejar, pois o determinismo contido nos que enxergam as coincidências como obras planejadas padecem das mesmas falácias dos que acham que que as obras ocorrem ao acaso. Para resumir (redutivamente, coisa que não gosto de fazer, mas sou obrigado pelo contexto), a ciência de verdade não pensa assim, não considera as questões de necessidade e de acaso, de coincidências ou coisas fortuitas.

      A postura da ciência em geral é a de elaborar modelos que sejam adequados para explicar fenômenos. Se optarmos por uma visão estruturalista, estes modelos são chamados de “estruturas” que são testadas pelos laboratórios com a característica da reprodutibilidade exigida pelos princípios básicos do método científico. Caso continuem explicando os fenômenos, os modelos permanecem. Caso sejam falhos, são descartados e eventualmente substiuidos por outro, que por sua vez será testado, e assim por diante.

      Se, de outra forma, nossa opção for pela dialética, teremos modelos (como teses)produzindo antíteses (sua negação), e a interação entre tese e antítese cria uma síntese, que funcionará como tese até que surja outra antítese, e assim por diante.

      Ao final, não faz muita diferença se optamos por uma ou por outra abordagem epistemológica: sempre teremos modelos para explicar fatos e relacioná-los de forma lógica (mesmo que com lógica aristotélica ainda em muitos casos, mesmo nas ciências atuais).

      Não importa se isto coincide com aquilo.

      Se o modelo cosmogônico do antropocentrismo pré-helênico fosse sem falhas, teria subsistido. Se o modelo geocêntrico fosse correto, ainda seria usado, e assim por diante.

      Enfim, D.R., os fatalismos, a crença no destino, os moldes de Linus Pauling ou outros para a explicação das coisas pertence ao reino da religião, ou da crença antroposófica ou literatura, e não da ciência.

      Garretereis no comentário acima (ou abaixo, não sei), disse discordar das “coincidências”. Talvez nem se trate de discordar, mas de saber se elas cabem neste discurso.

      O texto apresentado É CIENTÍFICO ou mais precisamente de DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA, já que escrito – e muitíssimo bem escrito – por uma jovem jornalista de mão cheia – Stephanie D’Ornelas. Fala de fenômenos observados. E, certamente, deriva de modelos para a explicação da origem da vida na terra e dos fenômenos envolvidos nesse processo.

      Suas observações não se aplicam, portanto, neste contexto.

      Ainda assim, dentro de SEU próprio contexto, é muito fácil dizer, depois que uma pessoa sofreu um abalo: “eu avisei” ou perguntar “eu não disse?” Da mesma forma é muito fácil olhar A POSTERIORI para um fenômeno e dizer HÁ UMA (ou várias) COINCIDÊNCIA, ou a vida existe por um número tão grande de coincidências que isso só pode ter sido planejado.

      O OPOSTO, D.R. também se aplica – NÃO EXISTE VIDA EM JÚPITER (OU NA LUA ou em outros muitos trilhões de locais do universo) pois várias situações NÃO OCORRERAM NESSE LOCAIS. Você só enxerga as “COINCIDÊNCIAS” como as chamou, em locais ou situações em que a VIDA OCORREU. Aí passamos a achar interligações e associações numéricas e/ou de outros tipos. Muito fácil, A POSTERIORI.

      Enfim, amigo, seu comentário não é científico. É interessante do ponto de vista do “realismo” chamado de “FANTÁSTICO”.

      Dr. Jailson F. Sanchez, médico, físico e filósofo, por formação acadêmica, e não apenas por títulos.

    • Analisando com visão universal, parece haver nenhum Plano Divino mesmo assim. O fato é um Universo vasto, tão imensamente cheio de variáveis que em algum momento daria certo, e deu aqui, e provavelmente em muitos outros lugares. As condições da Terra são especiais, mas comuns, e não se pode ter certeza de que são as únicas especificamente capazes de formar vida.

    • “(…) Ou, então, que o nosso universo fosse quase infinito e as leis e constantes físicas variassem de ponto a ponto do universo e nós estaríamos numa região favorável.”

      Segundo alguns físicos teóricos, é justamente isso o que acontece: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=deus-joga-dados&id=010130120714

      Estou de acordo com a opinião do @Jonatas: Imagino que, matematicamente falando, mesmo que todas essas coincidências só surgissem na proporção de 1 para 1 bilhão (como exemplo) ainda sim a vida seria muito mais um “feliz acidente cósmico” do que uma certeza.

    • Jairo R. Morales

      Separei um trecho nesse artigo deste link

      P.: “…afirmações extraordinárias exigem evidências extraordinárias. O que estamos descobrindo é extraordinário, não há dúvida sobre isso,” diz Murphy.

      Talvez. Mas tudo recomenda que se espere até que o artigo seja revisado por outros cientistas e aceito para publicação em uma revista conceituada…”

      Comentário: “eles” sabem se salvaguardar de exageros, não?

    • P.: “…As condições da Terra são especiais, mas comuns, e não se pode ter certeza de que são as únicas especificamente capazes de formar vida…”

      Comentário: é isso aí, Jonatas!!! Religiosos e ateus (que defendem a hipótese da Terra Rara) se esfalfam uns com os outros, mas concordam num ponto: só existe vida aqui na Terra, ou através do “mecanicismo divino” ou através do “mecanicismo caótico”…

      Eu não vejo como ou porque a vida só possa se manifestar sob as “rígidas” (???) condições que temos por aqui e o tal de Princípio Antrópico é um conceito por demais antropológico para ser aceito sem atitude crítica.

      Ainda falta muito para entendermos os segredos da Vida para dizer-se como esse fenômeno se comporta in totum et totaliter, considerando “…O fato é um Universo vasto, tão imensamente cheio de variáveis que em algum momento daria certo, e deu aqui, e provavelmente em muitos outros lugares…”

    • Incrível que, mesmo com tantas páginas sobre o tema “VIDA” e com a “quase” início de pesquisas incluindo o “campo de Higgs”, os mecanicistas não acharam coisa alguma que confirme a “hipótese-máquina” que tanto defendem!

      A Ciência sobrevive da quebra de paradigmas. Parece que a Vida vai exigir várias quebras desse tipo, antes de começar a adaptar seus modelos à Vida e à Consciência.

      Talvez nem a Teoria M seja suficiente para isso!

      Um “Einstein” da Biologia, que finalmente torne “viva” esta disciplina, ainda está para nascer!!!

    • JHR

      AMITI GOSWAMI
      FRITJOF CAPRA
      FRED ALAN WOLF
      JEAN-EMILE CHARON…

      Taí um time de físicos “precursores” de uma física para além o mecanicismo reducionista newtoniano que ainda domina as pesquisas científicas.

      Goswami lançou o “Ativismo Quântico” (em livro e DVD) para conclamar pessoas a reagirem a atual deturpação da Ciência que anda engajada à agenda neoliberal.

      E estamos precisando dessa forma de “paradigma holístico”, que inclua “CONSCIÊNCIA GLOBAL” (que é o inverso de “globalização”) pois a economia de orientação neoliberal está desagregando todas as conquistas recentes e passadas em todas as áreas da cultura humana, ameaçando a empregabilidade até mesmo da geração atual, “conectada e preparada”…mas sem perspectivas de emprego.

      O jornal FOLHA DE SÃO PAULO entrevistou DON TAPSCOTT, o autor de livros como “WIKINOMICS: COMO A COLABORAÇÃO EM MASSA PODE MUDAR SEU NEGÓCIO” e “A HORA DA GERAÇÃO DIGITAL: COMO OS JOVENS QUE CRESCERAM UTILIZANDO A INTERNET ESTÃO MUDANDO TUDO, DAS EMPRESAS AO GOVERNO”.

      A entrevista se intitula: “JOVEM SEM TRABALHO E INFORMADO É ESTOPIM DE DISTÚRBIOS GLOBAIS” (…) “que farão os acontecimentos dos anos 1960 parecerem coisas de criança”.

      Vide OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
      http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&ved=0CEoQFjAA&url=http%3A%2F%2Fwww.observatoriodaimprensa.com.br%2Fnews%2Fview%2F_ed704_o_estopim_dos_disturbios_globais&ei=krAOUN7wMuq-6QG_joHQBQ&usg=AFQjCNHHyocs2Fp9ogQNhyNVwErx5BDxjQ

    • Também vi o vídeo do físico Amit Goswami e, apesar de não concordar com algumas de suas idéias e de ter um certo exagero, achei bem interessante.

      Além do Big Bang, parece que as esquisitices da Mecânica Quântica têm levado muitos físicos a acreditarem em algo além da matéria e energia do nosso universo.

      E esse negócio do colapso da função de onda quando sendo observada, além da sobreposição e do entrelaçamento quântico, é uma das coisas mais estranhas dessa teoria. É realmente difícil acreditar em coisas tão contra-intuitivas; chega a ser demais para a minha cabeça.

      Não é a toa que mesmo o próprio Einstein (pai da Teoria da Relatividade que já é bem contra-intuitiva) relutava tanto em aceitá-la e, certa vez, disse: “Será que a Lua só existe quando olhamos para ela?”.

      Parece que foi essa reflexão sobre a Mecânica Quântica que fez com que Amit se convertesse do materialismo e passasse a acreditar num universo autoconsciente e numa consciência cósmica.

      A coisa parece que é tão séria, que já li que alguns físicos quânticos acreditam que o universo só existe porque está sendo observado por um grande observador além de nós: no caso, DEUS!

      Certo ou errado, essa teoria de Amit e as diversas outras teorias científicas à respeito do universo, mostra que não devemos “apostar todas as nossa fichas” no ‘status quo’ da ciência atual.

    • D.R.

      “…A coisa parece que é tão séria, que já li que alguns físicos quânticos acreditam que o universo só existe porque está sendo observado por um grande observador além de nós: no caso, DEUS!…”

      Comentário: mas colocar DEUS (O ILIMITADO, O INCOGNOSCÍVEL) como O OBSERVADOR é limitá-LO e conhecê-LO.

      Pode-se admitir “DEUS” como “O OBSERVADOR ABSOLUTO” (metafísico).

      Mas se se admitir um OBSERVADOR RELATIVO (um Universo AUTOCONSCIENTE de Goswami, um ser vivo EM EVOLUÇÃO, como em “BIOCOSMOS – O UNIVERSO VIVO), tal “sujeito” faria a mesma coisa que um Deus metafísico, ok?

      Mas é tudo especulação.

    • Olá, tudo bem? =D Muito boas as informações que você colocou, mas devo acrescentar algumas coisas:

      É uma afirmação muito forte dizer que ”o universo foi feito para a vida” quando não se sabe muito sobre a singularidade que o criou (ou que havia antes dela), como você colocou no texto, existe a teoria dos multiversos, que anularia a premissa que o texto desenvolveu. Existe também o ”Big Crunch”, que diz que o universo, em determinado momento, voltaria a se contrair, formando novamente a singularidade e, mais uma vez, o Big Bang. Isso nos leva a acreditar que existiam OUTROS universos antes do nosso, que, por meio do processo citado, deram origem a este 😛 Mas, para ser justo, esta teoria já não é mais aceito entre a maioria dos físicos conceituados (só não falo todos pois não tenho certeza lol). O que quero demonstrar é que não temos conhecimento suficiente para afirmar que ”o universo foi feito para nós”.

      Enfim, você também disse que os ajustes finos complexos do universo levam ”Necessariamente” um criador inteligente. Bom, temos um grande problema em aceitar isso: é aceito que as coisas começam do mais simples (seres unicelulares evoluem até chegar a nós, sementes viram árvores, rochas viram planetas e assim vai) para o mais complexo. Quando você diz que um ser hiperinteligente criou o universo, está aceitando que ele é muito complexo que a própria (afinal, orquestrou tudo lol). O conceito complexo de Deus neste caso vai contra tudo o que sabemos sobre o universo, ele é uma causa-não causada (chamamos de causa primeira) e não é simples, na verdade, é incrivelmente complexo. Por tamanha complexidade, não podemos deixar de perguntar: E o que causou Deus?

      É possível teorizar que, por ser complexo, Deus não foi a causa primária, existia algo antes dele. Obviamente, isso não o tira da posição de ”criador do nosso universo”, mas já abre as portas para outras premissas: se Deus não é a causa primeira, ele não é onipotente, algo antes dele o limita.

      Para exemplificar minha teoria, alguns cientistas e físicos consideram a hipótese de nosso universo ter sido criado por um computador alienígena (e esse ”alien” é no sentido de universo mesmo) SUPER avançado, esses aliens, no caso, fariam o papel de ”design inteligente” que o autor colocou no texto, ao invés de Deus.

    • Hum, interessante o que você postou:

      ”Quanto à Deus, a maioria dos ateus não aceitam a existência eterna de Deus por achar que ele seria antropomórfico, com mãos, olhos, cérebro, neurônios, etc. Assim, realmente, fica difícil acreditar que um Deus tão complexo possa sempre ter existido; ainda mais, num mundo físico, matemático e lógico como o nosso.”

      E, no segmento, você sabiamente diz que a existência de Deus só seria possível em uma realidade totalmente diferente da nossa. Eu concordo plenamente. O foda é que quando você começa a teorizar como Deus seria nessa realidade, as coisas perdem totalmente o sentido. Pois, se ele existe em outra realidade, é plausível aceitar que a lógica de lá seja paralela à nossa, logo, QUALQUER raciocínio baseado em razão vai falhar em captar a essência Dele (tanto para o lado bom, quanto para o lado ruim)

      Teríamos que, por definição, aceitar por fé. Mas, mesmo assim, pessoal, não dá para pular de uma Causa Primária consciente (nesta realidade, claro) para ”Deus pessoal” (cristão, islâmico, muçulmano) lol. Exige muitos outros raciocínios para se chegar isto.

    • D.R.

      P.: “…que Deus seja algo simples (como especula Craig)…”

      Comentário: se Craig especula isso, roubou essa especulação de Tomás de Aquino e de Santo Agostinho! Mas Aquino e Agostinho são bem mais geniais que Craig, pois eles não “emperequetam” Deus com “acidentes” como: amor, o poder, a razão ou o Logos dos filósofos gregos, etc.

      Vide Tomás de Aquino na Summa Theologica, questão 3: DA SIMPLICIDADE DE DEUS
      http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=6&ved=0CGIQFjAF&url=http%3A%2F%2Fpermanencia.org.br%2Fdrupal%2Fnode%2F149&ei=alcPUPToHKGC6QHXxICgDg&usg=AFQjCNGOUXOPpLpNrApu11pLk4wyL3_7qQ

      P.: “…NO PRINCÍPIO ERA O VERBO (ou LOGOS) E O VERBO ESTAVA COM DEUS E O VERBO ERA DEUS…”

      Comentário: “verbo” e “logos”, hoje em dia, são as “vibrações das cordas e supercordas” da Teoria M. Ídem para o Universo Paralelo ao qual pertenceria Deus (e os deuses, pq. não???).

      E, como já escreveu Jonatas, para comprovar isso será necessário muita “verba” para montar máquinas muito mais poderosas que o LHC de hoje em dia.

      E, sem verba, nada existe!!!

    • Aguiarubra,

      fazendo justiça a Craig, apesar dele não ser católico, já vi o mesmo citando São Tomás e Santo Agostinho (que, realmente, eram gênios brilhantes da teologia e, apesar de tão antigos, muitos de seus pensamentos ainda são válidos); provavelmente, ele retirou essa ideia da Suma Teológica.

      Mas, esse caso de Deus poder ser o próprio amor, a sabedoria, etc., como disse, é apenas especulação minha por causa de algumas passagens bíblicas. Talvez, eu esteja pensando até mesmo uma heresia; mas, é o máximo que consigo imaginar sobre a substância de Deus!

      O link que você passou sobre a Suma Teológica de São Tomás de Aquino é realmente muito interessante e seus textos deviam ser mais divulgados.

      Confesso que só havia lido algumas poucas passagens dela e não conheço os pensamentos completos de Santo Agostinho e São Tomás. Futuramente, pretendo ler suas obras; embora deu para perceber que é uma leitura difícil que requer muita meditação e reflexão devido à profundidade intelectual e lógica de seus pensamentos.

    • D.R.

      P.: “…fazendo justiça a Craig (…) já vi o mesmo citando São Tomás e Santo Agostinho…”

      Comentário: e Richard Dawkins defende a Bíblia em seu site, como relíquia valiosa da cultura ocidental, sem a qual não se consegue compreender a literatura inglesa, por exemplo.

      Esses ativistas ateus, ao que parece, desenvolvem suas assertivas sob um base desconhecidíssima aos teistas cristãos, ou seja, A ESCOLÁSTICA e o modo de raciocínio deles tem a mesma “forma” (lógica aristotélica), mas a “matéria” são termos como: o nada, acaso, caos, entropia e assemelhados como “aleatoriedade”.

      P.: “…a Suma Teológica de São Tomás de Aquino é realmente muito interessante e seus textos deviam ser mais divulgados…”

      Comentário: não são divulgados pq. sofrem “ataques” dos contemporâneos. No entanto, o pedagogo americano Mortimer Jerome Adler escreveu A ARTE DE LER (há um pdf. desse livro na internet) onde ele denuncia uma ‘conspiração’ educacional que afastou os estudantes dessas fontes desde Comenius! Ele foi cognominado “O Educador da América” nas décadas posteriores a 1939, data em que publicou este livro que abriu os olhos de muita gente lá nos EUA.

      Entre os livros de leitura necessária a boa formação de quem vive no ocidente, ele relaciona os pré-socráticos, Sócrates, Aristóteles, Platão…e Agostinho e Tomás de Aquino, incluindo os comentários que eles fizeram às obras de Aristóteles que são o melhor que já se fez em todos os tempos sobre interpretação de texto! O escolasticismo não desapareceu nas “defesas de teses” da Universidade! Apenas, querem que o (ingênuo) estudante seja “escolástico” sem nenhuma instrução de como ser isso, na base da “criatividade cega”. É coisa de produzir traumas psicológicos em quem não consegue fazer isso, desse modo.

      Vc pode conseguir uma obra atualizada de Mortimer Jerome Adler na editora É Realizações.

      Visite o site da É Realizações e assista a palestra de lançamento dos seguintes livros:

      >>> COMO LER LIVROS: o guia clássico para a leitura inteligente
      Autores: Mortimer J. Adler e Charles Van Doren
      Editora É Relizações

      >>> O TRIVIUM: as artes liberais da Lógica, Gramática e Retórica
      Autora: Irmã Miriam Joseph (obs.: é a principal discípula de Mortimer Adler)
      Editora: É Realizações
      Obs.: na palestra de apresentação de O TRIVIM, vc entenderá pq. deixar nas penumbras dos especialistas as obras medievais constitui-se num dos muitos crimes que se fazem na educação básica mundial e na educação básica do Brasil em particular.

      É por isso que tanta gente cai nas lábias de líderes religiosos e ateus, por absoluta falta de senso crítico eliminado nas escolas (principalmente na universidade!!!).

      Eu posso falar do que ocorre nas universidades, pois eu estudo numa federal e minha esposa é formada na PUC, com pós-graduação na USP.

      E onde estudo, tenho que “aguentar” 4 professores-carrascos da UNICAMP…

      Tenho nojo de acadêmico, cara! Pior, logo me tornarei um.

    • Parabéns!!!!
      Gostei muito!!!!
      Além de que ter condições para haver, manter ou até facilitar a vida no planeta é uma coisa, surgir vida em um ambiente estéril é outra coisa, ou seja aparecer um aminoácido ou elemento orgânico é até facilmente repetido em laboratório, mas um ser vivo mesmo que na forma mais primária, não mesmo!!!!!!!!!
      Eu cheguei a conclusão que é preciso ter muito mais fé e preguiça de pensar para duvidar de ter havido um criador do que para crer.

    • A raridade, por si só, não é necessariamente evidência de nada.

    • E só para apimentar um pouco mais a discussão, gostaria de colocar outro artigo que encontrei por acaso, pesquisando sobre o assunto do Princípio Antrópico. Logicamente, que ele não é imparcial; pois, quem faz tais afirmações é Robert Spitzer; que, além de físico e filósofo, é também jesuíta. Vejam que interessante:

      “MADRI, 09 Out. 09 / 01:17 am (ACI) Um prestigioso científico jesuíta dedicado atualmente a explicar as conseqüências metafísicas dos últimos descobrimentos astrofísicos, assegurou que estes achados deixam pouco lugar ao ateísmo.

      Conforme informa o jornal La Razón, para o jesuíta, filósofo e físico Robert Spitzer, ex-reitor da Universidade Gonzaga, a astrofísica contemporânea é “a chave científica para provar a existência de Deus, mas infelizmente muito poucos conhecem estes fatos científicos”.

      Durante uma conferência oferecida em Denver, Estados Unidos, Spitzer explicou que “a existência de um Criador se pode explicar através da ciência contemporânea e a filosofia moderna, hoje melhor que nunca, mas é particularmente interessante o que está acontecendo no campo da astrofísica, até o ponto de que não posso compreender por que o agnosticismo e o ateísmo ainda seguem sendo populares”.

      Spitzer assinalou que as provas científicas mais recentes evidenciam que “o Universo não é infinito, a mas finito, que começou em um certo ponto (estimado aproximadamente em treze bilhões de anos), e está em constante expansão.

      “A complexidade do Universo se apóia em um equilíbrio incrivelmente delicado de 17 constantes cosmológicas. Se qualquer uma delas se modificasse uma décima a tetragésima potência, estaríamos mortos e o Universo não seria o que é”, adicionou.

      Do mesmo modo, assinalou que “cada modelo do Big Bang mostra o que os cientistas chamam uma singularidade, e a existência de cada singularidade exige que exista um elemento externo ao Universo”.

      Neste sentido, recordou que Roger Penrose, o famoso matemático e físico inglês, corrigiu alguma das teorias de seu amigo e colega Stephen Hawking, concluindo que todas as teorias do Big Bang, inclusive a chamada “teoria quântica”, confirmam a existência destas singularidades.

      Todas as explicações nos levam “a uma força que é prévia e independente ao Universo. Pode soar a argumento teológico, mas é realmente uma conclusão científica”, assegurou conforme informa La Razón.

      O perito indicou que “não se pode não aceitar a existência desta singularidade. Esta teoria é tão sólida que 50 por cento dos astrofísicos estão ‘saindo do armário’ para aceitar uma conclusão metafísica: a necessidade de um Criador, fora do espaço e do tempo”.

      “.

      FONTE: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=17187

      E também outro, menos parcial e bem instrutivo da SBF – Sociedade Brasileira de Física (que é muito grande para colocar aqui):

      http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/331504.pdf

      Em tempo, será que alguém aqui poderia nos informar se o fato da Lua ter praticamente o mesmo tamanho do Sol, quando vista a partir da Terra, tem alguma necessidade vital ou utilidade prática? Ou isso é apenas uma grande coincidência (ou, quem sabe, só um “enfeite de Natal”) mesmo, sem maiores conseqüências?

    • @D.R.

      Uma coisa que você mencionou no seu primeiro comentário foi que “(…) que a única alternativa para dispensar um criador seria a existência do multiverso com infinitos universos” – Inicialmente eu não dei a devida atenção a essas palavras, porem agora lembrei que a “Teoria dos Universos Bebes” também oferece uma explicação valida para essas aparentes “obras” do acaso.

      Certos fatores para a existência de vida no universo (distancia do sol em relação ao planeta, a influencia da lua, campo magnético e etc…) podem perfeitamente ser explicados como “felizes coincidências do destino” em um universo tão vasto como nosso, como foi mencionado pelo @Jonatas entre outros.

      Também concordo que ainda é cedo para dizer que as leis da física podem ser diferentes em determinadas partes do universo, mas matéria serve para mostrar que o universo pode não ser é tão ordenado quando se pensa: Será que existem outras variações alem dessa?

      Porem, como comentou, se houvesse um único desequilíbrio das forças que compõem o universo a vida seria impossível. Mas se a teoria dos universos bebes estiver correta, o universos que vivemos seria nada mais que parte de um processo de “evolução” do cosmos para o surgimento de vida.

      http://super.abril.com.br/tecnologia/universo-esta-vivo-445535.shtml

      “Quanto ao multiverso, ainda é só uma hipótese metafísica e deve ser bem difícil uma verificação prática.”

      Se por “verificação prática” você fala em provar de forma empírica: Verdade, ainda não dispomos dos métodos necessários para fazer isso. Mas imagino que a existência de um arquiteto por de trás de tudo seria ainda mais complicada (se não impossível) de se afirmar, se seguir o mesmo critério de avaliação.

    • A Lua é uma “contraparte” do sistema planetário duplo Terra-Lua. Não é um satélite, portanto!

      Sua função (digamos assim) é dar estabilidade giroscópica necessária e suficiente à Terra para que pudesse existir e se desenvolver vida aqui.

      Mas há uma “coincidência” que explica (????) isso.

      A “coincidência” se deu a cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, quando um corpo planetário chamado “Téia” (vide wikipédia “THEIA” http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&ved=0CFUQFjAA&url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FTheia&ei=YdgOUJDQNojL6wGKi4HADg&usg=AFQjCNGV-s6hIMfpfUg8RFK_RZS_iBHHag e também o verbete “HIPÓTESE DO GRANDE IMPACTO http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=2&ved=0CFcQFjAB&url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FHip%25C3%25B3tese_do_grande_impacto&ei=YdgOUJDQNojL6wGKi4HADg&usg=AFQjCNGCaqRuvzciUBp542KF93bNTDozBQ )com tamanho comparável ao planeta Marte, se chocou e se fundiu com a Terra, aumentando-lhe em 10% a massa e como o choque foi também um “resvalo”, certa quantidade de material fundido foi para o espaço para constituir a Lua e esse fenômeno ‘secundariamente’ iniciou um giro do núcleo metálico de Terra + Theia, da qual surgiu um campo geomagnético “protetor da Vida”!

      Cara, são coincidências que não acabam mais!!!!!!!!!!!!

    • Aguiarubra,

      gostei da excelente resposta e dos teus demais comentários; realmente, são coincidências demais! Parece que temos mais um novo “Jonatas” aqui no site.

      Será que se o tamanho ou a distância média da Lua em relação ao Sol fossem muito diferente do que é, isso teria interferido de forma significativa na formação da vida aqui na Terra?

    • Tente dar um descontinho “fisicalista” nele.

      Afinal, os novos paradigmas só serão validados quando os defensores dos velhos paradigmas irem para o outro lado do Campo de Higgs…rsrsrs…

    • D.R.

      Há algo que abarca e expande a ideia de
      caos e aleatoriedade cega gerando ordem que não tratei ainda, por falta de melhor domínio do assunto. Pesquise sobre:

      SINCRONICIDADE em C. G. Jung e Wolfgang Pauli (Nobel de Física em 1945).

      Ambos se influenciaram um ao outro e Pauli, além de físico quântico, ainda aprendeu psiquiatria com Jung o suficiente para criticar a epistemologia do método junguiano (vide na wikipédia o verbete Wolfganf Pauli).

      Do relacionamento entre eles surgiu o postulado da SINCRONICIDADE, da qual a Teoria do Caos é só uma ainda pequena amostra do que a sincronicidade poderá vir a ser algum dia.

      Esse fenômeno tem o “condão” de satisfazer as exigências de acadêmicos religiosos e ateus, ao mesmo tempo, por superar-lhes as asserções sobre como ocorrem os acontecimentos no Universo.

      É algo também capaz de oferecer modelos científicos sobre como se dão os fenômenos da Vida, ok?

    • A colisão de Theia é apenas uma hipótese, a mais aceita, mas como toda a teoria, sempre há controvérsias. E mesmo que fosse FATO, ainda sim a questão não é coincidência, e nem sorte, só aconteceu, e em parte foi importante, não há deuses arremessando planetas como tacadas numa mesa de bilhar.
      A Lua nem sempre esteve onde está, mas pelo mesmo modelo já esteve muito mais próxima, questão de 30.000 km de distância. No processo de bilhões de anos, ela freou a rotação da Terra (que era alucinante) até as 24 horas de hoje? será mesmo? Marte tem um rotação de 25 horas e nenhuma lua planetária (grande como a nossa) existe a sua volta. Pudera, Vênus não tem lua e sua rotação não só e oposto, mas drasticamente lenta…
      Mas em fim, os efeitos de maré fizeram com que gradativamente a Lua se afastasse da Terra, e ainda se afasta. A cada ano, 4 cm mais distante. Isso não é projeto e nem acaso, é só consequência.

    • P.: “…A colisão de Theia é apenas uma hipótese, a mais aceita, mas como toda a teoria, sempre há controvérsias…”

      Comentário: ok! Já que há controvérsias (considerando que o pessoal da NASA devia estar sob os efeitos do peyote de Carlos Castañeda – década de 1970 – quando inventaram essa hipótese mirabolante, observando as pedras da Lua da missão Apolo), Vc tem a opção de aceitar a hipótese concorrente de que a Lua é “…só um “enfeite de Natal”) mesmo, sem maiores conseqüências?…”!!!

      P.: “…E mesmo que fosse FATO, ainda sim a questão não é coincidência, e nem sorte, só aconteceu,…”

      Comentário: “só aconteceu” não pertence ao campo semântico em que “coincidência” e “sorte” convivem?

      Hummmm…vivendo e aprendendo, né? “coincidencia” é diferente de “só aconteceu”.

      “…e em parte foi importante,…”

      Comentários: humm…Em parte, não foi nada importante!!! Mais uma que aprendi.

      P.: “…não há deuses arremessando planetas como tacadas numa mesa de bilhar…”.

      Comentário: há controvérsias!

      Quem garante que Don Juan Matus (aquele indio yaqui, de Sonora, mestre de Carlos Castañeda) não esteve lá para manejar o taco cósmico, pelos poderes da mescalina?

    • aguiarubra, usou um monte de ironias e “hummms” sem necessidade, só argumentos são suficientes para entender e deixam o comentário mais legível, e curto. Concordo da confusão entre casualidade e sorte, mas temos que diversas vezes uma “sorte” pode ser “azar”, e um “azar” pode ser “sorte”. Disso vem aquele princípio do dito popular “há males que vem pra bem” e outros mais. Não sei onde continuar agora, parece que estamos até concordando. A verdade é uma só: Não se pode ter certeza, a única é essa: A Lua está se afastando da Terra, uma observação telescópica. 🙂

    • JONATAS

      P.: “…aguiarubra, usou um monte de ironias e “hummms” sem necessidade,…”

      Comentário: desculpe, camarada, dou-lhe a mão à palmatória. Vc não merece essa falta de respeito que demonstrei. Normalmente eu não sou assim. Acho que eu estava em má hora quando escrevi isso; mas vc não merece, repito, tal tratamento. Perdoe-me, se for possível.

      P.: “…só argumentos são suficientes para entender e deixam o comentário mais legível, e curto…”

      Comentário: ok, vc tem inteira razão. Vou seguir esses conselhos daqui por diante.

    • Aí entra o fanatismo neo-ateu prá estragar.

      Parece que não se pode viver sem fanatismos!!!

    • O “nada” de Hawking acaba de ganhar o “status” de CAMPO DE HIGGS na mídia.

      Para os físicos, essa constatação é bem mais antiga. Vide o seguinte:

      Teoricamente:

      >>> Vácuo Quântico http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=o%20v%C3%A1cuo%20quantico&source=web&cd=1&ved=0CFgQFjAA&url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FV%25C3%25A1cuo_qu%25C3%25A2ntico&ei=dFsPUNlQkKXoAenVgdAN&usg=AFQjCNHLvh-ebwb4MHq8eds-wTLEx6-4hA

      Experimentalmente:

      >>> [1948] Efeito Casimir http://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Casimir

      >>> [2008-Site Inovação Tecnológica]
      Confirmado: a matéria é resultado de flutuações do vácuo quântico (ou seja, toda matéria do Universo é virtual)
      http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=o%20v%C3%A1cuo%20quantico&source=web&cd=2&ved=0CFoQFjAB&url=http%3A%2F%2Fwww.inovacaotecnologica.com.br%2Fnoticias%2Fnoticia.php%3Fartigo%3Dconfirmado–a-materia-e-resultado-de-flutuacoes-do-vacuo-quantico%26id%3D010130081125&ei=dFsPUNlQkKXoAenVgdAN&usg=AFQjCNGpXW1izMhhdqcong-94pz1ffOhtQ

      [????]04/julho/2012 – LHC e o CAMPO DE HIGGS

    • P.: “…E, também, se Stephen Hawking é tão bem conceituado no meio acadêmico, como é na mídia…”

      Comentário: seus livros tem se tornado best-sellers, o que é surpreendente para assuntos científicos! Eu tenho um explêndido DVD dele: “O UNIVERSO DE STEPHEN HAWKING”.

      Ele não tem medo de alertar o público dos perigos que a civilização terrestre corre estando indefesa e a mercê de civilizações beligerantes tão ou mais avançadas como a nossa.

      Os “fisicalistas” são análogos á toupeiras, escarafunchando o subsolo sensualista-empírico do “kato-no-toroço, logo existe” : Hawking se aventura a imaginar E.T’.s como os do filme INDEPENDENCE DAY, sem temer as críticas de seus pares!!!

      É um de meus heróis!

      P.: “…e entre a população em geral?…”

      Comentário: no “em geral”, acredito que o povão reconheça Hawking pela esclerose lateral amiotrófica que ele sofre. E talvez saibam mais sobre fofocas sobre ele do que por suas brilhantes realizações teóricas.

      P.: “…E, ainda, como a Teoria-M e a Teoria das Cordas é vista no mundo acadêmico?…”

      Comentário: no DVD UNIVERSO ELEGANTE os propositores da Teoria M dizem que ela é uma TEORIA MAD…

      Por aí, dá prá se ter uma ideia de como ela é encarada no meio acadêmico. Algumas vozes já condenam essa teoria por causa da possível descoberta do Bóson de Higgs.

      Mas Michio Kaku tem a seguinte opinião sobre a Teoria M e o Bóson de Higgs: http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=o%20b%C3%B3son%20de%20higgs%20e%20a%20teoria%20das%20cordas%20michio%20kaku&source=web&cd=1&ved=0CE8QtwIwAA&url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DRzwrGbyZiDk&ei=gIQQUILqMu-26QGYn4HQBA&usg=AFQjCNHVUVluPw9MOrX51bmFgKRD7lxTzQ

  30. Sobre o tópico “9 – CAMPO MAGNÉTICO”, se o campo magnético nos protege da mortal radiação do espaço, concentrando tda essa radiação nos pólos, pq os pólos então não são o lugar mais perigoso da Terra??

  31. Não é de se surpreender que questões tão profundas como estas despertem as opiniões daqueles que parecem ter uma janela para o passado. Um filme onde eles rodam e contemplam a maravilha do surgimento da vida. Obra do acaso? Como podes afirmar categoricamente isso? Um jogo de loteria? Necessidade? Só para começar, se a vida fosse apenas obra de um acaso, um acidente, não teríamos que dar tanto valor a ela, pois poderia apenas ser considerada como propriedades da matéria, mas ela nos intriga, nos comove, nos chama para os mais longínquos pensamentos, nos atrai, nos perturba, nos incomoda a ponto de criarmos teorias enigmáticas para tentarmos explicá-la. Não dá para exergar apenas como um jogo de loteria, mas não dá mesmo. Há mistérios muito maiores por detrás desse grandioso espetáculo. Se você encontrar uma vasilha embaixo de uma torneira que esteja gotejando, você pode medir a quantidade de uma gota e, baseado na quantidade de áqua na vasilha, estimar o tempo de gotejamento, mas se quando você não via, alguém abriu um pouco a torneira, as suas conclusões estão erradas. Não dá para dar opiniões vazias sobre a maravilha da vida apenas utilizando argumentos puramente materiais. É muita arrogância e displicência. Tenhamos paciência e tudo se esclarecerá e cada um conhecerá os pilares de seus pensamentos. Não dá para descartar um Deus, da forma tão fria como fizestes. Sejamos razoáveis e justos. Olhai para os lírios dos campos… Não apenas para colisores de hádrons… Não se monta em um cavalo e se galopa em uma campina com pensamentos em quarks, não se come uma fruta pensando que são forças físicas interagindo… Não dá para ser tão materialista… Há coisas muito Superiores por detrás do Grande Palco da Vida…

    • Vou citar apenas “a ponta de um iceberg”: Os órgãos internos do nosso corpo por exemplo, têm sua função, cumprem cada cada qual os seus objetivos de imensuráveis complexidades, então, quando eu olho para um coração, para um fígado, etc, não é o meu cérebro que está dando sentido a eles, os tais existem de fato, mesmo que meu cérebro não os interpretasse. Há os que acreditam que toda essa maravilha, que nenhuma tecnologia humana se compara, seja obra de acidentes, do acaso, e há os que acreditam numa Mente Poderosa (resumindo em Deus) e que projetou nos macros e mínimos detalhes toda essa maravilhosa máquina e, que além disso, deu um sentido muito mais amplo e muito mais profundo e eu me encaixo nestes últimos.

    • EDSON_HYPE

      EXPLÊNDIDO!
      Além do mais, não é possível existir “…uma máquina programada para extrair sentido do mundo…” onde “…A maioria dos acontecimentos é fruto do acaso…”.

      Onde predomina o aleatório, não há base para aparecer ‘determinismos’, pois qualquer coisa organizada exige que um princípio ordenador esteja presente.

      Essa afronta à lógica formal está sendo corrigida pela Teoria do Caos, mas a mídia que divulga Ciência tem propalado esse tipo de contradição, fazendo com que os incautos sejam levados a atribuir desordem e designificado às coisas, mesmo onde tudo é racional.

  32. Andei analisando também quanto a composição molecular:
    – Não tivesse a combinação correta haveria vida, mas humanamente improvável.
    – A vida biologicamente ativa como está disposta é que possibilitou a grande diversidade de seres na Terra
    – A presença de rotação planetária é fundamental, da mesma forma que o sentido da rotação, o que possibilitou a prevalência de amino-ácidos levógiros, viáveis para o estabelecimento de grandes combinações moleculares como o DNA.

  33. São de fato 13 pontos fundamentais, e o tópico dois é muito bem lembrado, mas ainda há outros pontos a salientar no espaço à nossa volta:
    1 – O amigo de peso: Ás vezes, um planeta tem tudo pra que a vida evolua e uma catástrofe cósmica, como um sequência de quedas de asteróides e cometas, estraga com tudo. Para nossa Sorte, temos um aliado de peso: Júpiter. A colossal gravidade do planetão segura a maior parte dos asteróides numa região muito bem definida entre ele e o domínio dos Planetas Terrestres. Além disso, ele engole cometas aventureiros que poderiam eventualmente nos dar algum problema caso cruzassem para o Sistema Solar interior.
    2 – Um Sol tranquilo: Não acharíamos o Sol um lugar calmo se víssemos os horrores de suas explosões na fotosfera turbulenta e suas tempestades inimagináveis. Mas em relação à outras estrelas, o Sol não só é um astro tranquilo, como também de grande longevidade: aquecendo-nos por tempo suficiente para que a vida prosperasse. E por sorte ele é sob medida: porque se fosse um anão vermelho, teríamos que estar muito mais perto pra não congelarmos, e estando mais perto, a rotação da Terra seria síncrona com a translação: teríamos uma face eternamente dia e outra eternamente noite, sem a sorte citada no item 11 da reportagem.
    3 – A companheira: Além da importância das marés, a Lua teve outra grande contribuição para com nossos interesses: sua gravidade – que não é desprezível – ajudou a contrabalançar e equilibrar a órbita e a rotação da Terra.
    4 – Os gigantes distantes: Não é possível ter certeza, mas especula-se que a migração de Urano e Netuno para os confins do Sistema Solar agitou as coisas por lá. E alguns habitantes, planetas anões e asteróides de gelo, podem ter sido arremessados para o Sistema Solar interior, talvez trazendo a água para a Terra.

    • Jonatas, um astrônomo questionou esta noção de que Júpiter seja nosso ‘amigo’. Em simulações, Júpiter arremessou vários asteroides e cometas que não passariam da sua órbita diretamente na direção do Sistema Solar interior. Ou seja, ele é um ‘amigo da onça’…

  34. Penso que a vida não surgiu devido a esses fatores, ela surgiu como É hoje por esses fatores, mas se algo fosse modificado, poderia surgir outro tipo qualquer de vida. É o ambiante que faz a seleção natural, não o contrário.

  35. Em estatística eventos altamente improváveis são chamados outlyers ou seja, observações que estão nos extremos da curva de Gauss. Um outlyer é bastante raro em uma amostragem e quase sempre é desconsiderado. Imagine agora 13 eventos altamente improváveis ocorrendo na mesma amostragem…

    • Olá Dr Jailson
      Em minha modesta opinião, e falando em termos estatisticos, se tomarmos nosso sistema solar como amostragem e inferir sobre as variáveis em questão (ou golpes de sorte como queira),nosso planeta já seria um ponto fora da curva. Mas se aumentarmos nossa amostragem para níveis galáticos, nosso planeta seria considerado um “erro no sistema de medição” e seria descartado da amostragem.
      Seguindo este raciocínio, é fácil perceber, mesmo sem títulos acadêmicos, a fragilidade do conhecimento científico baseado apenas em confirmações empíricas. Basta uma única observação de um evento altamente improvável para invalidar milhões outras observações de eventos “normais”.
      Nassim Nicholas Taleb em “A Lógica do Cisne Negro”, faz uma interessante abordagem sobre o impacto do altamente improvável bem como sobre a arrogância epistêmica de “especialistas” para prever e explicar o desconhecido em diversas áreas do conhecimento. Vale a pena a leitura.

    • Gostaria de saber o quanto se complicaria a “amostragem” se forem somadas às “coincidências cósmicas” da emergência da Vida em nossa Terra, as “coincidências” que deram ao Homo Sapiens a inteligência (!?) que somos dotados.

      Acredito que nosso planeta (como Homo “Sapiens”) estaria para além do erro, de tanta improbabilidade junta acumulada.

      E, como disse Bodivino, o problema são os especialistas.

  36. Serio a maioria deles não foi golpe de sorte…

    gravidade, eletricidade, zonas temperadas, acredito eu com 99% de certeza que todos planetas tem

    duvido muito que sem a lua não teriamos vida terrestre

    associar surgimento de animais com a clorofila não tem sentido algum, pois mesmo que não tivessem clorofila as plantas poderiam muito bem servir de alimento

    Acho que o titulo não está adequado

  37. Discordo com o campo magnético , zonas temperadas , gravidade , rotação e zonas temperadas e principalmente distância “exata” do Sol.Marte possivelmente já teve vida , pois já possuiu um campo magnético e temperaturas adequadas , mas ( provavelmente ) foi atingido por um asteroide e perdeu seu campo magnético , o que descarta a distância exata e campo magnético ( já que é natural ).Zonas temperadas existem por que a terra é redonda , é apenas uma questão de ângulo.Gravidade depende da massa do objeto , a massa dos planetas não varia a não ser que um asteroide acerte eles ( obviamente ) o que mantém a gravidade sempre constante , enquanto a Rotação eu acredito ser , assim como o campo magnético , natural ( acontece na grande maioria dos planetas ).

  38. Ótima matéria! Só acho que as aspas em “acaso” deixam margem a uma possível interpretação de que todos esses fenômenos poderiam ter sido previamente planejados por algum tipo de força superior… e não fruto de uma enorme coincidência de fatores totalmente aleatórios 🙂

    • As aspas servem justamente pra isso ^^
      Na verdade, todos temos nossas próprias convicções e experiências/estudos próprios, então, quem quiser acreditar que foi acaso, as aspas não terão importância, se achar que foi Deus quem criou tudo, então as aspas foram muito bem colocadas ^^

    • Exata no sentido que estamos na distância certa para garantir água líquida e temperatura amena, que propiciem vida como a conhecemos. Essa faixa de distâncias propícia à vida chamam de zona habitável de um sistema solar.

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