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Gripe Suína: Como os especialistas preparam suas famílias

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Por em 13.08.2009 as 23:16

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Com o crescimento da pandemia de gripe suína – também conhecida como gripe A – no mundo todo, a New Scientist perguntou como especialistas no assunto (agendes de saúde, epidemiologistas e pesquisadores da gripe) lidam com a crise. De sessenta especialistas perguntados sobre o que acreditam que irá acontecer nos próximos meses, metade afirmou estar preocupada com a possibilidade de um surto maior da doença, chegando até a fazer estoques do medicamento Tamiflu (o único disponível para tratar a doença) para suas famílias.

Desde o seu surgimento, há cinco meses, nos Estados Unidos e México, a nova gripe, batizada de H1N1, já afetou 168 países, e mais de 160 mil infecções pelo vírus foram confirmados – e esse número pode ser até dez vezes maior, pois sempre há a possibilidade de falta de notificação e identificação da doença.

Cinco dicas para sobreviver à gripe suína

Na crise de gripe de 1918, conhecida como a gripe espanhola, o vírus sofreu uma mutação e se tornou mais letal – e muitos acreditam que a mesma coisa tenha acontecido com a H1N1, embora testes genéticos mostrem que isso não ocorreu. Na América do Sul, as mortes com a nova gripe estão crescendo, porém, isso se deve às condições climáticas do inverno na região.

“A gripe se espalha com muita facilidade”, afirma Angela McLean, co-diretora do Instituto de Infecções da Universidade de Oxford, na Inglaterra. Apesar dos dados sobre a gripe parecerem alarmantes, McLean afirma que a nova gripe tem uma taxa de fatalidades razoavelmente baixa.

A maior parte dos especialistas acredita que é pouco provável que uma nova versão do vírus, mais letal, possa surgir. Entretanto, eles acreditam que se isso acontecer, os hospitais e o resto da infra-estrutura de saúde de seus países não conseguirão lidar com a doença.

Embora seja impossível prever como a gripe irá evoluir, especialistas têm suas crenças, como todo mundo. Vinte dos especialistas entrevistados não descartam a possibilidade do vírus sofrer uma mutação e se tornar mais letal, mas apenas poucos afirmaram que isso é provável. Laurence Tiley, virologista da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, afirma que há poucas pandemias para comparar a gripe e fazer suposições concretas.

Quais os Sintomas da Gripe Suína

John Oxford, professor de virologia do Instituto de Biologia Molecular de Londres, na Inglaterra, afirma que as pessoas tendem a pensar que em 1918, houve um aumento na letalidade do vírus. “Mas é diferente agora: em 1918, foi como um míssil em uma comunidade desprotegida, e todos ficaram suscetíveis”, afirma Oxford. Ele também afirma que muitas pessoas pegaram gripes comuns nesta época, o que pode ajudar a protegê-las contra o H1N1

Entretanto, Walter Fiers, biólogo da Universidade de Ghent, na Bélgica, acredita que não há como saber se o vírus vai sofrer mutações ou não – fazendo que as vacinas sendo desenvolvidas de tornem inúteis.

A maior preocupação seria a criação de um vírus híbrido, combinando a H1N1 com a grande mortalidade da H5N1, a gripe aviária, que tem 30% de taxa de mortalidade. “O pesadelo seria se alguém com a H5N1 pegue a gripe suína”, afirma John Edmunds, epidemiologista da Escola de Higiene de Londres. Mais de 50% dos especialistas questionados afirmaram estar muito preocupados com a capacidade do sistema de saúde para lidar com uma nova onda de gripe suína, mais letal e perigosa.

Metade dos entrevistados afirmam estar tomando algumas precauções para o caso da situação piorar: alguns dizem estar estocando comida e água, outros dizem estar guardando o anti-viral Tamiflu e antibióticos para lutar contra a pneumonia, conseqüência comum da nova gripe. Eles afirmam fazer isso por medo que os estoques dos medicamentos possam acabar – mas a maioria dos que tomam essa precaução são de países mais ricos, que têm medidas governamentais mais efetivas para lutar contra a doença.

Cuidado: Gripe suína é utilizada para aplicar golpes na internet

Marie-Paule Kieny, diretora da Organização Mundial para Pesquisas de Vacinas, afirmou que os resultados do questionário com especialistas mostra uma imagem balanceada da pandemia. “Eles parecem entender bem os desafios: reconhecem os riscos, mas também a incerteza desses riscos”, afirma Kieny. [New Scientist]

4 comentários

  1. Rosania Rinolfi /

    Tem pessoas muito radicais, mas devemos é ter muito cuidado, embora na minha opinião esse vírus foi desenvolvido em laborário. Dizem alguns que com a ajuda dos EUA, foi desenvolvido no Japão. Eu acredito nesta possibilidade, porque nunca sabemos o que se passa na cabeça do ser humano. Por isso acredito que procuraram achar um culpado e desta vez, foram os coitados dos porcos. Posso estar dizendo asneiras, mas é minha opinião.

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  2. elizeu /

    Na minha escola o pessoal esta sendo obrigado a passar alcool gel nas maos antes de entrar nas salas.Pergunto que indicios ha de que alcool mata virus?quem comprovou esta ideia?gostaria de uma explicação.

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  3. Embora o porco seja um animal domestico e da Ordem dos ARTIODÁCTILOS, que inclui a ovelha, a cabra, o boi e o camelo.
    A carne do porco também é um alimento REIMOSO;
    Tem uma sobrecarga de proteína e de gordura; costuma provocar inflamações na pele humana; ou entrar em guerra com o sangue dos que ingere esse “veneno” disfarçado de alimento…
    Como os porcos eram os “lixeiros” da comunidade e viviam no meio de excrementos…
    Tanto as fezes como a urina do porco favorecia o crescimento da Pfiesteria.
    Sendo que caso a carne do porco fosse preparada sem higiene ou pouco cozida; alguns vírus do porco trocavam genes com os vírus de outros animais…
    E os novos rearranjos genéticos, assim como, a combinação de segmentos de RNA dos porcos, poderiam produzir linhagens novas de vírus virulentos.

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  4. MARIA JOSÉ GARCIA /

    PARABÉNS PELAS INFORMAÇÕES QUE FORNECEM! ! !
    GOSTARIA DE CONTINUAR RECEBENDO TODAS AS INFORMAÇÕES.
    OBRIGADA!
    MARIA JOSÉ

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