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Eduardo Martins em 14.10.2009 as 23:10 e atualizado em 19.10.2009 as 1:09

homem moderno
A evolução do homem

Muito aborígenes australianos pré-históricos conseguiriam vencer facilmente o atual campeão de velocidade do mundo atualmente, o jamaicano Usain Bolt. Muitos homens da etnia Tutsi, em Ruanda, conseguiriam superar o atual recorde de salto em altura, de 2,45 metros, durante seus rituais de iniciação.

Qualquer mulher neandertal conseguiria vencer o fisiculturista e ator Arnold Schwarzenegger em uma queda de braço. Além disso, romanos da antiguidade completavam aproximadamente uma maratona e meia diariamente, carregando mais do que metade do seu peso corporal.

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Precisa de mais algo para convencer que os homens modernos são fracotes? Essas e outras afirmações impressionantes são analisadas pelo antropólogo australiano Peter McAllister, que acredita que o homem moderno é muito inferior a seus predecessores.

A força do passado

A sua conclusão sobre a velocidade dos aborígenes australianos de 20 mil anos atrás é baseada em um grupo de pegadas de seis homens perseguindo uma presa, fossilizadas e perfeitamente preservadas até hoje.

A análise das pegadas de um dos homens, chamado de T8, mostra que, em uma superfície enlameada, ele chegava a atingir 59,2 quilômetros por hora. Usain Bolt, por sua vez, atingiu a velocidade máxima de 67 quilômetros por hora nas olimpíadas de Pequim, em 2008.

“Presumimos que, ao perseguir um animal, eles correm ao máximo da sua velocidade”, afirma McAllister. “Mas se eles conseguiam esta velocidade em um terreno macio, suspeito que haja uma chance que eles superariam Bolt facilmente, levando em conta as vantagens que ele tem”, completa o antropólogo.

Além da velocidade impressionante de T8, o especialista também chama a atenção para o fato de que os outros aborígenes desta época também deviam chegar a velocidades semelhantes. “Essas fossilizações são muito raras”, afirma McAllister. “Quais são as chances de que o corredor mais veloz da Austrália tivesse a sua pegada fossilizada naquele momento?”, questiona.

Quanto aos pulos, o pesquisador afirma que fotografias tiradas por um antropólogo alemão no início do século mostram jovens pulando em alturas de até 2,52 metros. De acordo com McAllister, a tarefa era realizada pelos jovens tutsis como um ritual de iniciação, para mostrar o progresso à idade adulta. “Eles desenvolviam habilidades fenomenais para os pulos, e pulavam para provar a sua capacidade”, diz.

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Outra curiosidade é que uma mulher neandertal comum tinha 10% mais massa muscular que um homem europeu moderno. Treinada ao máximo, elas poderiam chegar a 90% da massa de Arnold Schwarzenegger na década de 70, quando ele atingiu o seu máximo fisicamente.

O porquê do declínio físico

De acordo com McAllister, a inatividade física adquirida desde a revolução industrial causou essa grande diminuição da força e capacidade física. “O corpo humano responde muito ao stress”, explica o pesquisador. “Perdemos 40% da massa dos maiores ossos do corpo porque temos menos massa muscular sobre eles atualmente”, afirma.

“Simplesmente não somos expostos aos mesmos desafios que as pessoas do passado, por isso nossos corpos não se desenvolvem”, diz o antropólogo, que completa: “Mesmo com o nível de treinamento que atletas de elite têm atualmente, não chegamos nem perto do que havia antes”. [Reuters]


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12 Comentários »

  1. Acho que Usain Bolt só conseguiu os 67 quilômetros por hora porque o homem moderno desenvolveu a tecnologia do tênis que ele estava usando na ocasião ^^

    É claro que não podemos afirmar completamente que o homem desenvolveu a inteligência em detrimento da estrutura física, pois, se o homem fosse mesmo inteligente nessa proporção, não comeria as porcarias que come hoje e não dependeria do petróleo ;-)

  2. Amigo Leandro, concordo 100% com o primeiro parágrafo. Sobre o segundo, não é falta de inteligência e sim excesso de ganância. A industria do fast food e do petroleo já estão obsoletas, por mais que pareça estranho afirmar sobre o fast food.
    Todos sabemos que hoje, se não fosse a máquina por trás de toda porcaria, teriamos mc donalds de soja tão deliciosos quanto esses de hoje e carros elétricos. Bom, você já deve saber disso.. Fique com Deus.

    E para finalizar, tirando o conhecimento cientifico avançado – que é menos de 1% da população que possui – o ser humano moderno é literalmente fraco e burro.

    Abraços a todos.
    Admin, obrigado pelo espaço.

  3. Desculpa, mas bolt não atingiu 67 km/h, e sim 44,72 km/h nas últimas olimpíadas.

  4. Lamento informar, mas a medição está errada.
    De acordo com:http://www.agora.uol.com.br/vencer/ult10110u611134.shtml e vários outros autores.
    ” O relâmpago jamaicano Usain Bolt alcançou uma velocidade máxima de 44,72 km/h, na final dos 100 m do Mundial de Atletismo, teve uma velocidade média de 37,58 km/h.”

    Agora convenhamos também para os seguintes fatos:
    Se Bolt chegasse a fazer 67Km/h, ainda que no pico, nós seres comuns, poderíamos tranquilamente fazer um quarto desta velocidade, o que daria mais de 16km/h. sabendo que a média de velocidade dos carros em SP capital é de 21km/h, poderíamos perfeitamente abandonar mais de 50% da atual frota de veículos…
    O que eu sugiro é andarmos cada vez mais de bicicleta, o que seria ótimo, com muito mais rendimento e sem traumas, pois atualmente estamos aprendendo a dominar a nanotecnologia, o que não seria possível no passado!

  5. Noooosssaaaa! Como minha vida mudou depois de saber tudo isso….

  6. É.A modernidade e a facilidade tem seus prejuízos.

    Na verdade vivemos na era da preguiça.O desejo de fazer menos esforço está no homem desde que o primeiro hominídeo usou de um graveto para alcançar e puxar a fruta que estava fora de seu alcance.
    Todos os nossos inventos foram feitos pra nos dar menos trabalho,menos esforço,em contrapartida,segundo alguns filósofos,o ócio do homem faz com ele fique mais criativo e construa coisas mais práticas de acordo com que lhe é mais coveniente.
    No entanto,essa conveniência pode ser tanto vantajosa como prejudicial.É o preço da evolução.

    O que seria do homem sem a preguiça?Ou vcs acham que o T8 corria atrás do veado por que gostava?Ele corria assim por que não tinha alternativas para matar a fome.

  7. ….interessante…

  8. No passado, quase toda energia gerada pelo aparelho digestivo dos humanos, era gasta com os músculos… Todavia ao se tornar mais intelectual, menos atleta e mais tecnológico, o esfomeado cérebro do moderno homem pode ficar com uma proporção maior da energia retirada dos nossos nutrientes.

  9. essa ‘involução’ nos quesitos força e reisistência é visível em se comparar uma geração com as seguintes…

    uma mulher de 60 anos é mais forte e resistente do que uma de 40, pelo simpes fato de a primeira ter subido em árvores, corrido no campo, nadado no rio, puxado água do poço e carregado de balde pra dentro de casa, e a de 40, mesmo praticando natação e outras atividades fisicas, não dá conta dos afazeres e nem tem a saúde tão boa, mesmo sendo muito bem criada pela de 60 anos…

  10. Não precisamos pular essas alturas ou correr a esta velocidade, temos tecnologia.

  11. Só um comentário, o livro “Manthropology” (de McAllister) tem uma reputacao bastante controversa no mundo da antropologia. Muitos afirmam falta de dados e conclusoes erroneas.
    Quem le o livro percebe rapidamente que o discurso é muito mais amistoso e interessante que os livros da area. Nao tenho opiniao sobre McAllister, mas sem dúvida muito do sucesso do livro está na qualidade da escrita e nao na ciencia defendida…

  12. Este artigo é uma ofensa à mente do leitor por conter incoerência infantil entre os fatos expostos dentro do texto.

    Lamentável tamanha preguiça e incompetência de seu autor…

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