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ANDRÉ MARQUES em 16.10.2009 as 11:17 e atualizado em 20.10.2009 as 11:30

celular cancer

Em mais um capítulo da busca por uma das respostas mais cobiçadas da história recente, um novo estudo sugere que pode muito bem haver uma relação entre o uso de celulares e tumores cerebrais.

Publicada no Journal of Clinical Oncology, no dia 13 de outubro, a pesquisa não estabelece uma ligação clara e total, mas reconhece que pode haver um vínculo, ainda que pequeno.

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Até agora, houve um certo burburinho sobre esse assunto no mundo acadêmico. O tópico ficou mais evidente em meados de 2008 quando Ronald Herberman, diretor do Instituto do Câncer da Universidade de Pittsburgh, avisou à faculdade e aos funcionários que celulares podem representar um risco de desenvolver a doença. No entanto, na ocasião, admitiu que não há evidências claras de que a radiação do celular possa mesmo causar câncer.

Na revisão anunciada recentemente, alguns dos estudos mais renomados mostram sim que há um risco. “Claramente, há um risco”, afirmou Joel Moskowitz, líder dos autores dessa revisão. “Eu não permitiria que crianças usassem um celular, ou pelo menos pediria que usassem com um fone de ouvido”, completou.

Como esperado, a indústria de celulares vê as coisas de um modo um pouco diferente. Como publicado no Los Angeles Times, tudo isso é relativo: “A resposta a essa questão sobre se o celular aumenta o risco de tumores no cérebro, na cabeça e no pescoço depende realmente de a quem você pergunta”.

Então, como em muitas buscas científicas, mais pesquisa é necessária. E se um dia chegarem à conclusão de que de fato há um risco, pode-se supor (baseado na dificuldade de encontrar essa resposta) que o risco seria relativamente baixo. Se esse for o caso, o que vamos fazer com a informação?

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Até agora, a coisa mais arriscada que fazemos todos os dias é dirigir, e esse fato está bem documentado. E continuamos dirigindo. Não há como imaginar, então, que possamos parar de falar ao celular por causa disso. [Live Science]


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