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Mães trabalhadoras perpetuam o mito do “homem inútil” para se sentirem mais femininas

Por em 24.11.2009 as 13:04

homem inútil

Um novo estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, detalhou os sentimentos e ideias das mulheres que trabalham fora quanto a seus companheiros do sexo masculino. As descobertas da pesquisa, realizada com 15 mil mulheres, mostram que as mulheres tendem a considerar os homens preguiçosos como uma forma de superar a culpa que sentem por ter uma carreira em vez de terem os papéis tradicionais de mãe e esposa.

A pesquisadora Rebecca Meisenbach, que realizou o estudo, acredita que esta teoria é reforçada pelo fato que as únicas mulheres que não se sentiam responsáveis por cuidar da casa são aquelas que não têm filhos com idade menor que 18 anos. “O trabalho em casa representa uma interessante sobreposição de controle”, afirma a pesquisadora.

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“De um lado, as mulheres descreviam a tomada do controle do trabalho em casa, falando sobre como os parceiros contribuem com as tarefas domésticas, mas quase sempre como uma reposta a um pedido da esposa”, diz Meisenbach. “Todas elas classificam o comportamento do parceiro como uma coisa de gênero, mas ao fazer isso, elas também estavam se classificando como mulheres e mães, e não como ganha-pão da casa”, nota a pesquisadora.

De acordo com ela, as mulheres que trabalham fora e que ganham grande parte da renda familiar continuam a se considerar como as pessoas que enxergam a bagunça na casa, e precisam de um modo de recriar elementos de uma identidade feminina tradicional.

Meisenbach afirma ter descoberto que muitas mulheres gostam do status que têm quando têm a maior renda na casa. “Mais de 60% delas dizem que gostam do controle que sentem, mostrando explicitamente que são diferentes do modelo tradicional de mulher ou até mesmo de amigas que seguem as normas mais tradicionais”, diz.

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“Ao apontar que os homens têm que receber ordens ou pedidos para realizar certas tarefas domésticas, estas mulheres estão se certificando que elas ainda têm o papel de gênero como esposa e como alguém que gerencia a casa e os filhos”, explica a pesquisadora. “Direcionando o trabalho feito pelos parceiros, elas mantêm um senso de controle sobre a esfera feminina do lar”, completa. [Telegraph]

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10 comentários

  1. Vitor /

    Estamos entrando na era da “héterofobia”,ou seja,medo do sexo oposto.
    As mulheres pedindo direitos iguais( concordo!! ), não imaginavam a ponta do iceberg ,do que é ser homem na sociedade. A necessidade de baixar a cabeça,de se humilhar para manter o emprego,de prover o lar, de cuidar das necessidades da esposa dentre outros fatores.
    Pois bem, agora elas conseguiram descer ao nosso patamar,para subir de cargo,aumento de salário,disputa entre mulheres e homens para manter emprego….e aos poucos vão se esquecendo do Lar ( célula mater). Chegam 20:00 e saem cedo. Pagam uma empregada para ter a consciência limpa, e pronto!!
    Qual o papel do marido,olhando estupefado para esse estado de coisas? O meu é de profundo desprezo,pelo que o sistema criou na cabeça feminina. Mulheres-Homens. Me perdôem,mas mulher -macho não é comigo não!

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  2. felipe /

    tanto o machismo quanto o feminismo são idiotices, os dois diminuem o sexo oposto usando as falhas mais “tipicas” e as generalizando e se é necessario generalizar e diminuir o outro para se achar certo suas razão estou com problemas bem graves.

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  3. Edu /

    Marcos está certo, mas a Leila também…ocorre que o machismo levou as mulheres a querer “liberdade” o que fez com que procurassem disputar com o homem no mercado de trabalho para assim ter “poder” sobre os homens. Maior oferta de mão de obra, óbvio, causou queda no “valor” do trabalho, ou seja, o sálário depreciou, despencou, e hoje os homens não conseguem sozinhos manter uma família de forma decente. Precisam das mulheres para complementar a renda. Só que as mulheres estão se saindo muito bem devido à sua dedicação. Hoje são a maioria das pessoas que frequentam as Universidades e estão cada vez mais preenchendo os cargos de chefia nas grandes corporações.
    Muitas querem dar o troco nos homens e, quando casam, tornam-se tiranas e usam o feminismo citado pelo Marcos como forma de opressão para com o pobre marido que ganha menos que ela. Isso está fazendo com que os homens criem pânico em relação a casamento e estas mesmas mulheres depois ficam reclamando que os homens não querem mais “compromisso”. Só querem “ficar”, essas coisas…
    Ou seja, as mulheres mudaram, mas os homens não. Continuam querendo ser os velhos “chefes de família”, provedores do lar, com sua auto-estima em alta e pais protetores, aqueles que pagam a conta nos restaurantes e abrem a porta dos carros para elas…mas isto não é mais possível.

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  4. Leila /

    Bom… vocês falam que a mulher perdeu de mais e etc, eu concordo, e adoraria ficar em casa cuidando de tudo sem me preocupar com mais nada. Mas aguém de vocês tem condições de manter uma família sozinho, sem a companheira trabalhando?
    Se a resposta for ‘SIM’ parabéns.
    Além do que um pouco de bom senso cai bem às vezes, né? Cuidar de casa, filho, marido E trabalhar não é mole, admiro os homens que ajudam suas companheiras, e acho ridículo essas síndromes de inferioridade que alguns tem. Querem se sentir protetores? Protejam de FATO.

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  5. igor /

    Falou tudo Marcos

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  6. Marcos disse tudo, nada mais a comentar.

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  7. julio /

    Como eu sempre digo: – Depois que inventaram o feminismo, acabou o cavalheirismo!

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  8. Marcos /

    Hoje em dia, as mulheres são mais dominadoras que os homens.
    Tratam os homens todos como se fossem cafagestes.
    Se um homem trabalha em casa, está “ajudando” a mulher e não dividindo tarefas.
    Acusam de os homens de serem mulherengos, mas suas mini-saias e decotes são apenas pelo calor.
    Consideram ter prioridade sobre os filhos, como se o pai fosse acidente de percurso.
    Muitas acham que devemos pagar a conta do restaurante, e ser desforo ter que dividir a conta.
    Isso e muito mais.
    O feminismo, agora, não passa de uma forma de dominação feminina, ou seja, todo homem é machista, e machismo é uma droga, e toda mulher é vítima de homens e o feminismo é uma maravilha.

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  9. Claudia /

    O “negócio” é ter um emprego bem remunerado, daí sobra tempo e disposição pra continuar cuidando da vida interna, dos sentimentos.

    Porque sem renda própria não dá mais pra viver, é muito difícil de depender financeiramente do companheiro, pois você tem que ficar pedindo “favore$” e todos os teus plano$ dependem da aprovação dele. O ideal é os dois trabalharem e se ajudem.

    A tarefa de cuidar do aconchego e da união da família deve ser dos dois. Não dá mais pra esperar que só um busque o bem estar emocional da família.

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  10. Acho interessante até pelo desenho deste artigo, como tem a ver com a época.
    Pois foi, justamente após a segunda grande guerra, que as pessoas passaram a ter um grande medo das privações de modo geral, principalmente de ordem material.

    Ocorre que com esta atitude, as famílias vão se comportando cada vez mais como estados ou bancos e cada vez menos como famílias. Quanto ao papel maior da mulher, definitivamente já era, pois as mulheres cada vez mais estão empenhadas em conquistas externas, do que no resgate maior que é interno.

    Assim sendo, completando o quadro de mudanças de valores, haveriam disposições internas que ao invés de evoluir, estão em franca decadência como:
    -Sentimentos
    -Intuição
    -Instintos
    Valores estes que eram mais presentes na mulher…

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