Normalmente, robôs são programados com movimentos específicos, enquanto outros utilizam softwares chamados de Algoritmos Genéticos, que mostram qual é o melhor movimento para resolver um certo problema. Entretanto, as duas técnicas não têm muita eficiência em terrenos acidentados ou superfícies com texturas, e os Algoritmos gastam muita energia. Para resolver este problema, Silke Steingrube e sua equipe resolveram utilizar um computador simples, chamado de rede neural, que usa experiências anteriores para fazer decisões futuras.
» “Nana robô… que a cuca vem pegar!”
O robô criado na Alemanha tem seis extremidades articuladas com múltiplos sensores, que captam informações para a rede neural, que determina qual é a abordagem e a “marcha” mais apropriada para cada local em que o robô se encontra. O robô tem 18 motores e uma grande quantidade de sensores, que detectam informações como a pressão das patas com o chão, luz, sons, calor e até mesmo a inclinação do robô.
Os pesquisadores programaram o robô para gastar o mínimo de energia, assegurando que ele trocaria de marcha sempre que os sensores de inclinação indicam mudança de terreno. “Esta técnica deve funcionar bem em robôs com quatro ou seis pernas ou até mesmo aqueles com rodas”, explica Steingrube. Além desta vantagem, o novo robô inteligente tem outra vantagem: ele tem reflexos rápidos para a fuga. Quando se encontra em situações que podem demonstrar perigo, como calor extremo, ele conecta uma marcha comum caminhar mais rápido, apropriado para fugir de ameaças.
Neste vídeo de demonstração (em inglês) também é possível observar que o robô tem um sistema de fuga de buracos, por exemplo. Quando uma das suas extremidades fica presa, ela lança um sinal de perigo, que induz movimentos aleatórios pela rede neural, que escolhe uma das 11 marchas do robô, que tenta todas as opções até se soltar. O especialista em robôs Chris Macleod afirma que o mecanismo é eficiente: “Esta é uma idéia interessante, e deve ser mais explorada, porque muitas redes neurais, como o sistema nervoso autônomo, são conhecidos por ter comportamentos caóticos ou semi-caóticos”, diz. [New Scientist]
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Muito bacana mesmo! adorei a matéria! Tomara que não usem este robô para o mal, pq só olhando ele se locomover dá medo! hehehe
Miniatura do AT-TE de Star Wars. Na outra matéria tinha a prévia do LigthSaber. Eu to vendo muito Clone Wars ou os cientistas estão seguindo essa linha??