5 pessoas que sobreviveram a acidentes “saídos de desenho animado”

Publicado em 21.10.2013

Histórias de sobrevivência geralmente são encantadoras, mas algumas são espetaculares, quase mágicas e lembram muito a física impossível dos desenhos animados.

5. O bebê que caiu do sexto andar, direto nos braços de um médico

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A última coisa que você acreditaria é que um bebê caiu do sétimo andar direto no toldo de um café, e daí para os braços de um sujeito que estava por ali, de braços abertos, e que era médico.

Isso aconteceu de verdade, em Paris, e o nome do estranho que estava no lugar certo e na hora certa era Philippe Bensignor. Para completar a história, o café estava fechado, e o toldo estava aberto só por que o mecanismo que o fechava automaticamente estava quebrado naquele dia.

Segundo o médico, seu filho foi quem viu o bebê na sacada, a tempo de Philippe salvá-lo. A criança não sofreu nada, mas os pais foram presos por negligência, já que haviam deixado a criança sozinha no apartamento com a irmã.

4. O homem que caiu de 3 km e gravou tudo para provar

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Michael Holmes, um paraquedista (não o apresentador) já tinha pelo menos sete anos de experiência e o prestígio de ser o mais jovem instrutor de paraquedismo do Reino Unido, quando sofreu um acidente durante um de seus saltos na Nova Zelândia.

Era seu quarto salto do dia, e tudo corria bem quando ele tentou abrir seu paraquedas, que ficou emaranhado. Para piorar as coisas, o paraquedas de reserva não pode ser aberto. Holmes, que estava filmando o salto, dá tchauzinho para a câmera montada em seu capacete, e comenta “Oh, fuck! I’m dead. Bye” (“Oh, droga! Estou morto. Adeus” em uma tradução menos colorida) enquanto vê o chão chegando cada vez mais perto.

No entanto, Holmes caiu sobre um arbusto de amoras silvestres, deixando um desenho do formato do seu corpo sobre a planta densa que aparou sua queda. No fim do vídeo, podemos ver o amigo de Holmes pousando do lado dele e perguntando se ele estava bem – Holmes responde, mesmo depois de cair cerca de 3.000 metros e atingir um arbusto de amoras a mais de 100km/h.

O aventureiro sofreu apenas um pulmão perfurado, algumas costelas quebradas e um tornozelo quebrado. Duas semanas depois, ele saiu do hospital andando, e desde então já realizou mais de 5.000 saltos.

3. O homem que foi puxado por um buraco do tamanho de uma capa de CD

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12 centímetros é um espaço muito pequeno para qualquer um de nós passar, mas foi o suficiente para Matthew Lowe. Ou pelo menos parte do corpo dele. Em dezembro de 2008, Matthew, então com 25 anos, estava processando barras de aço quando sua roupa ficou presa na correia de transporte. Sem conseguir se soltar e não tendo como evitar o que aconteceria, ele simplesmente parou de lutar e ficou esperando pelo inevitável.

O corpo todo de Lowe, exceto sua cabeça (que já passou por um buraco um pouco maior) atravessou um buraco não maior que a capa de um CD. “A máquina me puxou, fez minha roupa em retalhos, quebrou meus ossos e depois me cuspiu no chão no outro lado”, conta Lowe. Depois de cair do outro lado, Lowe estava triturado e tinha o estômago e os intestinos rompidos, mas estava vivo.

Seus colegas acudiram aos seus gritos, e depois de seis cirurgias, ele está inteiro, ou quase isso, já que tem parafusos em boa parte do corpo. Ele agora estuda para se tornar um supervisor na mesma empresa.

2. Saltadora de paraglider que virou picolé

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Não é uma boa ideia saltar de paraglider (ou paraquedas, ou o que for) perto de uma tempestade, pois correntes ascendentes podem te levar para alturas onde a temperatura é bem abaixo de zero, o oxigênio é escasso, e você tem dificuldades para continuar vivo.

Foi o que descobriu Ewa Wisnerska ao saltar na Austrália. Depois de decolar de um morro, ela foi arrastada por um vento ascendente para a altitude de 9.750 metros em 15 minutos – isso é mais alto que o Everest -, a temperaturas próximas de menos 50°C.

A pressão atmosférica é tão baixa que ela desmaiou, e o frio cobriu seu corpo de gelo. Outra saltadora de paraglider que tinha voado no mesmo dia, He Zhongpin, foi sugada pela mesma tempestade e acabou morrendo, aparentemente por falta de oxigênio e pelo frio. Seu corpo foi encontrado a 80 km do local de decolagem.

Quando Wisnerska acordou, estava a 64 km de onde havia partido, e descendo. Depois do incidente, ela contou ter sido atingida na subida por granizos do tamanho de laranjas. Apesar de ter sobrevivido, ela teve sérias queimaduras de frio e perdeu parte das orelhas.

1. O homem que virou um balão humano

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Steven McCormack, um caminhoneiro, estava fazendo manutenção quando escorregou e caiu sentado sobre uma das válvulas que fornece ar comprimido para o mecanismo de freio do veículo. A ponta do mecanismo atravessou sua nádega esquerda e começou a injetar ar comprimido dentro do corpo do caminhoneiro, a uma pressão de 7 kgf/m² (100 psi).

Em pouco tempo, McCormack já estava com o dobro do tamanho normal. O ar comprimido começou a separar o músculo da gordura e preencher todos os espaços no seu corpo, pressionando pulmões e coração, e inchando até mesmo sua pálpebra. A dor era terrível, McCormack não conseguia respirar direito, e seu coração estava com dificuldades de funcionar.

Seus colegas conseguiram cortar o ar comprimido e deitá-lo de lado, mas seu sofrimento estava longe de terminar. Na pequena cidade em que estavam, havia apenas duas ambulâncias, e as duas estavam ocupadas. Quando, depois de uma hora, os paramédicos chegaram, não conseguiram aplicar uma injeção de morfina, porque o ar comprimido no corpo de McCormack empurrava a agulha de volta.

Levou três dias para McCormack voltar ao tamanho normal, expelindo ar pelo traseiro, até receber alta do hospital para recuperar-se em casa. Apesar de ter sido empalado e inflado, McCormack teve sorte (se alguém tiver coragem de chamar isto de sorte) – se alguma artéria tivesse sido atingida, ele teria sangrado até morrer. [Cracked]

Autor: Cesar Grossmann

Formado em Engenharia Elétrica, é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Apesar de se definir como "geek", não tem um smartphone, e usa uma câmera fotográfica com filme (além da digital).

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