5 propriedades medicinais da maconha

Publicado em 31.05.2012

O fato da maconha não ser legalizada no Brasil traz um grande debate acerca de seu uso para fins medicinais – já que nem para isso ela é liberada por aqui. Várias pesquisas já provaram que a maconha pode beneficiar pacientes de câncer, Aids, glaucoma e esclerose múltipla. Mas como é que os médicos poderiam receitar a erva, se ela é proibida? Será que as pessoas usariam maconha para se tratar, já que normalmente só conhecem o lado negativo da droga? Esses são alguns dos debates que ainda parecem sem solução.

7 drogas ilegais que podem ser usadas em tratamentos médicos

Os benefícios medicinais que a planta traz já são conhecidos há pelo menos seis mil anos, quando chineses já relatavam sugestões de uso da maconha para tratar a asma, cólicas menstruais e inflamações de pele. Até 1937, empresas dos Estados Unidos comercializavam chás feitos com substâncias da maconha para combater asma, dor e estresse. O negócio fechou as portas quando a erva foi proibida no país.

Mas é importante deixar claro que a erva não faz só bem ao corpo, como alguns defensores da legalização defendem. Quando não é usada adequadamente ou com acompanhamento médico, a substância pode ser prejudicial à saúde em vários aspectos, como na perda de memória, no agravamento de sintomas da esquizofrenia, além de disfunção erétil, esclerose múltipla e até mesmo encolhimento do cérebro.

Esse artigo não pretende defender ou não a legalização da maconha ou fazer apologia ao uso da planta, apenas mostrar as propriedades medicinais que já foram descobertas. Abaixo, confira algumas das doenças que a maconha pode ajudar a combater:

1 – Câncer

A canabis não cura o câncer, mas alivia o sofrimento causado pela quimioterapia, diminuindo as crises de náusea e vômitos. Isso pode ser essencial no tratamento, já que muitos pacientes desistem dele por não aguentar as reações causadas no organismo. Em uma pesquisa feita em 1991 pela Universidade Harvard (EUA), 70% dos médicos que tratam câncer afirmaram que recomendariam o uso de maconha se ela fosse legalizada nos EUA. Nesse mesmo ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a maconha como medicamento.

Medicamentos baseados em cannabis podem aliviar a dor sem efeitos psicóticos

2 – Aids

A cura definitiva para a Aids ainda não foi encontrada. Mas os portadores da doença podem conseguir um efeito importante no corpo usando a erva natural: o aumento de apetite. Sim, isso que popularmente conhecemos como “larica”. Pacientes com Aids podem perder até quatro quilos por mês e morrer por desnutrição. Mas a maconha não é indispensável, já que existem outros medicamentos que produzem o mesmo efeito.

3 – Dor crônica

No início dos anos 90, foi descoberta uma substância na canabis que é muito eficiente no combate à dor. A erva natural é tão eficaz nisso que esse efeito já aparece em relatos chineses de mais de quatro mil anos. Um americano chamado Burton Aldrich, tetraplégico, afirmou que a maconha foi a única solução para o fim das dores insuportáveis que ele sentia. “Depois de cinco minutos fumando maconha, os espasmos foram embora e a dor neuropática desapareceu”, afirmou ele.

4 – Glaucoma

O glaucoma faz com que a pressão no olho aumente, o que torna a doença a maior causa de cegueira no Brasil. A maconha diminui essa pressão na órbita ocular, pois o THC – substância química que compõe a planta – controla a ação dos líquidos que correm na córnea e na íris.

5 – Ansiedade

Chocolate, cigarro, chicletes… muitas pessoas tentam combater a ansiedade com essas substâncias. A maconha é proibida, mas também pode ser usada para tentar diminuir a agitação. Algumas pessoas, principalmente as que não estão habituadas à erva, podem ter o efeito oposto, entretanto. A maconha é usada também para o tratamento da depressão e insônia – que podem surgir em decorrência da ansiedade em excesso. [Enrironmental Graffiti/Super/HSW]

Autor: Stephanie D’Ornelas

É estudante de jornalismo, adora um café e um bom livro. Curte ciência, arte, culturas e escrever, mesmo que sejam poesias para guardar na gaveta.

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47 Comentários

  1. A erva é remédio, o homem maulsis que mata! A resina tem propriedades psicoativas bem documentadas podendo actuar como analgésico, anódino, antiemético, antiespasmódico, calmante do sistema nervoso, embriagador, estomático, narcótico, sedativo, tônico…

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  2. Marcos Paulo

    “Você não acha que o cigarro e a cerveja também não seria uma porta de entrada para as outras drogas?”
    Não acho… Tenho certeza. Já é provado através de estatísticas.

    ” Por que só a maconha? Por que não reconhecer os seus benefícios medicinais?”
    A maconha é muito mais alucinogena que o cigarro e alcool.
    Os benefícios medicinais estão em substancias da planta e não na erva refinada e estes benefícios nao sao transferidos ao corpo fumando.

    “Engraçado ver que, até hoje, a maconha não é uma droga legalizada porque não interessa as grandes empresas farmacêuticas.”
    Ela não é legalizada porque é alucinogena. Simples assim. Como o LSD, Anticolinérgicos e ecstasy e diversa outras plantas e substâncias de laboratório.

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  3. Eu tenho uma raiva quando falam ‘isso é coisa de maconheiro’ culpando usuários de maconha por assaltos, baderna, brigas. A maconha pegou uma reputação tão ruim, que hoje paga pela fama de todas as drogas ilícitas que existem na sociedade.

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    • Joana,

      Não precisa ter raiva, pois a maconha é droga assim como cocaína, heroína, tabaco, alcool e muitos remédios.

      A maconha não pegou reputação ruim. Ela é SIM a porta para muitas outras drogas. Eu sei! Convivi com muitas pessoas que partiram para as drogas a patrir do alcool, cigarro e maconha. Algumas , infelizmente, morreram (overdose, assassinados), foram presos, têm uma sub-vida hoje em dia vivendo de “bicos” e algumas até conseguiram sair e ter uma vida normal.

      Tenho amigos/colegas que se usam de maconha e até cocaína e são pessoas corretas e sociaveis, mas existe uma boa parcela de pessoas que usam estas mesmas drogas e não têm muita “sorte”.

      Eu nunca vi um assaltante, assassino ou estuprador que fosse “limpo” e não usasse algum tipo de droga com execessão, talvez, dos psicopatas.

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    • Everton, esta sempre será a desculpa de quem acha que a Maconha não deve ser proibida. Você não acha que o cigarro e a cerveja também não seria uma porta de entrada para as outras drogas? Por que só a maconha? Por que não reconhecer os seus benefícios medicinais?

      Engraçado ver que, até hoje, a maconha não é uma droga legalizada porque não interessa as grandes empresas farmacêuticas.

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    • *Desculpa de a maconha deve ser proibida (corrigindo o erro inicial).

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    • “Tenho amigos/colegas que se usam de maconha e até cocaína e são pessoas corretas e sociáveis.” (Concordo)

      Everton, como a maconha é ilegal, quem fuma um baseado acaba tendo contato com outras drogas quando vai compra-la em uma “biqueira” e lá sim, você vê de tudo, cocaína, pasta base, crack.. E quem tem a mente mais manipulável entra mesmo. Mais você se engana em achar que a maioria dos maconheiros estão no crime, ou se envolveram com outras drogas, a maioria são “dboa” e você deve conhecer muitos que você não tem a miníma ideia que fuma rsrs.

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  4. Embora os malefícios causados pela macaonha sejam mais do que os benefícios, que planta mais linda é a maconha! Uma graça suas folhas! lindinha, de longe, ok?

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  5. Enquanto houver evangélicos fundamentalistas, não conseguiremos nem debater o assunto de modo inteligente. Maconha, como toda droga (da aspirina até a metaformina) tem seu lado bom e seu lado ruim cabe as pessoas de bom senso saberem usa-la de maneira inteligente afim de evitar abusos. Mas o mal maior da maconha não esta no consumo, mas no tráfico que deixa marca em todo tecido social e é ai que a legalização da droga terá seu maior benefício, pois nenhum usuário vai subir um morro para comprar se pode comprar na farmácia da esquina. Então acaba com o tráfico e com todos os seus efeitos, como a insegurança, corrupção, lavagem de dinheiro, etc..

    é preciso um debate sério e responsável sobre o assunto a fim de que chegamos a um consenso sobre a liberalização da maconha.

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  6. libere para médicos receitarem; todos os tipos de drogas, mas sem fazer mídia, não à publicidade de qualquer tipo de droga. Postos de saúdes, clinicas poderiam vende, sem fazer propaganda.

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  7. Um mundo supercurioso de uma planta:

    • Aparentemente a planta é originária do Afeganistão, chegou na China, depois foi para a Índia e de lá para o mundo.

    • A palavra maconha significa “erva sagrada” num dialeto africano.

    • O primeiro papel, feito pelos chineses, foi obtido pelas fibras dessa.

    • O cânhamo (tecido) é feito de maconha.

    • A frota de Colombo tinha 80 toneladas trazidas do velho continente – muito provavelmente para a confecção de cordas e velames –.

    • O toldo das carroças dos pioneiros do velho oeste norteamericano tinham essa mesma matéria prima.

    • A primeira calça do Mr. Levi também era feita com ela, por conta da resistência das fibras. A calça jeans só veio a ficar azul depois.

    • A proibição dessa é exclusivamente por conta de interesses comerciais, foi o que alavancou as vendas do Nylon e salvou o emprego de alguns espertalhões, com o fim da Lei Seca nos EUA.

    • Nos fundos do Palácio da Quinta da Boa Vista – residência de D. Pedro I –, no tempo do Império, havia uma grande plantação da erva, provavelmente cultivada pelos escravos.

    • Na década de 30 foi feita uma grande pesquisa no Brasil, com dois cientistas renomados da época, para saber os malefícios da planta: não encontraram nenhum. Um dos cientistas chegou a afirmar o contrário, que recomendaria o seu uso. A pesquisa foi arquivada e só veio a público muito recentemente, com a internet.

    • Em Portugal e na Argentina – países que são tão próximos ao Brasil – não há a proibição, como vista aqui.

    • Louis Armstrong foi um grande usuário. Coincidentemente, sua música mais conhecida “Que mundo maravilhoso“ (…are beautifull world) parece mesmo ter sido escrita por um usuário “na onda”.

    • Steve Jobs, antes da Apple, havia largado tudo para viver uma vida canábica na Índia. Fumou tanto que enjoou, voltou para a América e criou o computador pessoal.

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  8. Como o amigo aí de cima disse., acho que o Brasil ainda não está preparado para a legalizaçao, é so observar o modo com o qual alguns paises europeus permitem o uso. No estrangeiro tudo é bom censo, inclusive, a Itália, eu acho libera cocaína para os usuarios em doses terapeuticas, estranho falar isso, sim, porém evita a marginalização dos usuarios e impõe um controle maior do Estado sobre esses usuários.
    Dessa forma, e com tal infraestrutura, o Brasil até que poderia legalizar. Mas como todos nós sabemos que infelizmente o Brasil é um tanto quanto atrasado, é de vital importância reconhecer nossa realidade. =)

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  9. O problema é a falta do conhecimento, que acaba trazendo a ignorância e a outros problemas mal resolvidos como no caso da saúde, pelo fato de pacientes não se beneficiar disso.

    Nesse documentário do canal Futura voce fica sabendo como a planta chegou no Brasil e como era usada antes da lei que proibiu o uso.

    http://www.youtube.com/watch?v=vL3gFVTZFf0

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    • Diz o brocardo que “A diferença entre o veneno e o remédio é a doze”

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  10. olha bem! as bebidas alcoolicas mata,e são liberadas,ja que
    a maconha tem uso medicinal porque não liberar?

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  11. seria uma locura liberar o uso de TODO TIPO DE DROGA ILÍCITA…

    a liberação da maconha é plausível por inúmeros motivos que não “SE-TEM-DROGA-QUE-FAZ-MUITO-MAIS-MAU-E-É-LIBERADO”

    drogas como remédios, cocaína, crack, LSD, lança-perfume e etc são processados químicos e causam depêndencia, danos cerebráis diretos e alterações de conciência que vão da euforia, psicose e alucinação à depressão e afins… Mesmo o cigarro tem um processo químico específico para criar dependência e que prejudica diretamente a saúde, só que não tem a alteração de conciência… já o alcool não é tem um processo químico tão agrassivo, mas por outro lado provém a alteração de conciência (que dependendo da quantidade pode ser drástica)… A ÚNICAS DIFERÊNÇAS DAS DROGAS LÍCITAS PARA AS ILÍCITAS É QUE AS LÍCITAS SÃO SOCIALMENTE ACEITAS E GERAM IMPOSTOS PARA O GOVERNO.

    a maconha não é um produto criado, sintético; não prejudica a saude como dizem – a perca de memória efetivamente não foi comprovada – (só o fato de você estar passando fumaça pelo seu pulmão…) e não causa depêndencia, no máximo psicológica (e aí já é até outro assunto porquê até chocolate pode criar vício psicológico).

    os efeitos das drogas pesadas com cocaína prejudicam não apenas o usuário, mas também a sociedade ao redor… Alguém ja viu alguem ficar violento sob efeito de maconha? já de alcool, cocaína e crack…

    Fora que do ponto de vista do combate governamental, você compromete o contigênte humano e administrativo da polícia com essa política falha de combate ao tráfico praticada, dispersando a atenção para um tipo de droga que não é para ser o foco.

    Outra questão é o acesso. Comprando o seu cigarro de maconha em um café, o cidadão não precisaria ir à uma boca, sendo exposto ao universo criminoso que nisso emplica, sendo exposto ao assédio dos traficante para vender outros tipo de droga para amarrar o cliente, sendo exposto ao sistema de violência que envolve o tráfico. Iria?

    Por ultimo, só tentando expor meu ponto de vista acerca do argumento “o Brasil não está preparado para isso…”. Acredito vêementemente que o Brasil estar preparado é questão de bom senso, bom senso se tem com educação, a mesma educação que diz que é errado jogar lixo na rua, que é errado fumar em ambientes fechado (com não fumantes), que diz que é errado escutar música no alto falante em ônibus… e aí? sendo assim o Brasil não está preparado para nada!

    E outra, não se pode criar ou deixar de criar um lei por que as pessoas não se adequam a ela. “as pessoas se adequam às leis, não o contrário” (claro, sem arbitráriedades). Se algo não for feito porquê não se está preparado ainda, nunca se vai fazer.

    A única verdade: DO JEITO QUE ESTÁ SENDO FEITO NÃO ESTÁ DANDO CERTO.

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  12. Concordo com muitos aqui a respeito de não se legalizar mais uma droga para entorpecer a mente deste povo.

    De fato, o povo brasileiro não tem maturidade para ter outra droga à sua disposição. Nem nunca terá… Aliás, urge perguntar: quem está amadurecido o suficiente para se dispor de mais outra droga? Como se diz “amadurecido” aquele que gosta de se drogar, de se inebriar?

    Enfim. Não sou a favor da legalização de drogas e, para mim, o certo era proibirem-se todas. Quem usa droga é aquele que vê a vida como uma “diversão sem fim”. Final de semana? Vá se divertir. Problemas no trabalho ou com a mulher? Vá se divertir. Os que encaram a vida dessa forma não veem problema algum e em se drogarem, em fugirem da realidade, indo acovardar-se sob os efeitos de uma droga que lhe dará alguns momentos de prazer. Esse tipo de vida hedonista é própria de mente doentes ou, no mínimo, enfraquecidas, cuja vontade de lutar encontra-se diminuída ou mesmo ausente.

    Já há o álcool, o cigarro… e a maconha? Que se ganha com isso? Mais diversão? Mais prazer? O Brasil não precisa mais de pão e circo, nem de maconha. Precisa de lutar, de ser corajoso.

    É engraçado ver os neo-marxistas (ou “moderninhos”) e a grande Mídia Burguesa e reacionária bradando em favor da legalização dessa droga, ou do aborto, ou dos gays etc.

    Não percebem vocês que estão do mesmo lado e que querem nos tornar cada vez mais doentes?

    No que toca aos efeitos farmacoterápicos do uso da Cannabis Sativa, deve-se lembrar que, para todos os problemas citados que podem ser amenizados ou sanados pelo seu uso, há uma gama de outros medicamentos, ou “drogas”, capazes de chegarem aos mesmos efeitos. Contudo, alfim, se o uso da maconha restringir-se exclusivamente ao tratamento de doentes – e não para fins recreativos -, então que seja. Porém, deixem isso a cargo da Medicina, e não de viciados ou de gente mal intencionada travestida de “conscientes”.

    Some-se a tudo o que eu disse o fato de a Maconha, se consumida em excesso ou por um longo período, traz ao indivíduo efeitos nefastos, como problemas de ordem psicológica (psicose, depressão, ansiedade, delírios etc.) e também física, como o câncer – pois é mais cancerosa que o próprio cigarro.

    Legalizar? Só se a Medicina o permitir, e para uso estritamente farmacoterápico.

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    • teu argumento tava até bonito… só o que ferrou tudo foi a passagem:

      “É engraçado ver os neo-marxistas (ou “moderninhos”) e a grande Mídia Burguesa e reacionária bradando em favor da legalização dessa droga, ou do aborto, ou dos gays etc.”

      tsc tsc

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    • E não é verdade?

      Quem hoje levanta a bandeira da legalização da maconha, dos gays, do aborto?

      A esquerda.

      Quem divulga, está sempre falando sobre esses assuntos, não demonstra opiniões em contrário?

      A Mídia Gorda.

      Uma apoiando o outra: as faces da mesma moeda.

      Curioso é ver que a maioria das postagens aqui se refere à legalização como algo bom, pois “já há outras drogas que são liberadas, logo por que não liberar a maconha?”, ou “maconha não mata”… Quer dizer então que, por haver outras drogas, o certo é haver mais drogas? Ou, então se esquecem que a maconha, a longo prazo, causa câncer, dependência e problemas de ordem psicológica – assim como as outras drogas? Quer um exemplo? O álcool: é ótimo para o coração, não há melhor remédio no que respeita a doenças cardíacas. Mas seu uso indiscriminado causa… eu nem preciso falar, não é?

      É realmente muito difícil e, até, nojento ver que o discurso em face à legalização de mais um droga norteia-se simploriamente por objetivos políticos, quando, em verdade, deveria caber à Medicina tratar do assunto, e não permitir que uma eventual arma (a maconha) contra problemas de saúde (e, portanto, favorável a todos nós) fosse usada por gente doente ou vadios mal intencionados, senão para fins terapêuticos.
      Há, de fato, um peso histórico-político enorme sobre a maconha, o que obsta a uma boa discussão sobre o assunto (assim como o há sobre as raças humanas, sobre o Holocausto etc.), sempre estando o debate se limitando entre os “mauzinhos” e os “bonzinhos”. Isso acontece porque não se trata, ou não se quer tratar, esse assunto de uma forma madura, mas sim com segundas intenções.
      A maconha pode fazer, sim, bem à saúde – e comprova-o a Ciência. Porém, querê-la para fins recreativos só nos conduzirá para mais uma forma de entorpecer e, portanto, tornar ainda mais doente uma sociedade já tão decadente e necessitada.

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  13. Lembrando também que, nem sempre, o uso do tetrahidrocannabinol, para fins medicinais, contidos na planta não é na forma do famigerado baseado rs
    E sim em forma de colírios e drágeas. Se não me engano, apenas no caso da AIDS, a recomendação seria em forma de cigarros.

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    • Antes de postar alguma coisa tenha os teus fatos certos. O uso de maconha EM TODDOS
      ESSES CASOS APRESENTADOS é via “baseado”. O ideal seria com vaporizador, que não carboniza a substancia, ou seja, ela é aquecida à uma certa temperatura sem produzir fumaça, o que protege os pulmões.

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    • Não é somente via carbonização. Estou sem tempo de procurar as fontes agora, havia lido sobre isso em alguns artigos publicados no Scielo.

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    • Você também não pode “overdose” de maconha.

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  14. Sou a favor da liberação de todas as drogas ilícitas.
    A proibição só contribui para mais corrpupção e violência.
    Quem quer usar, que use, cada um seja responsável por si.
    A proibição não passa de uma hipocrisia, afinal quantos dependentes químicos de psicotrópicos, remédios para emagrecer, sem contar o tabaco e o álcool, e tantas outras drogas lícitas não temos por aí, com efeitos tão similares e/ou devastador pro organismo quantos as proibidas.
    O uso de drogas deveria ser tratado como uma questão de saúde e não de polícia.
    O que existe de políticos envolvidos em cartel de drogas e tráfico não tá no script…

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  15. Acho que o brasileiro não tem maturidade para encarar a legalização da maconha, aqui ainda falta muito bom senso pra chegar a esse nivel. Quantas pessoas morrem por ano por dirigirem embreagadas, ou mais do que isso quantas ela acabam matando? Quantos incidentes desnecessarios ocorrem por conta do uso irresponsavel da bebida? Porque alguem acha que seria diferente com a maconha? E o cigarro? Quem nao é fumante e ja se deparou com pessoas sem bom senso, que fumam em onibus, estabelecimentos, etc. Seria diferente com a maconha?

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  16. [Hironic mode=ON]
    Passei a ser favorável a liberação de todas as drogas depois do exemplo da Amy Winehouse… Vai ser uma espécie de higienização no planeta…
    [Hironic mode=OFF]

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  17. Não sou usuário de drogas, mas defendo o uso especificamente da maconha!

    Além de todos os efeitos já mencionados, podemos citar alguns aspectos sobre esta droga!

    1 – Trata-se de um produto consumido in natura. Diferente das bebidas alcoólicas, que passam por um processo químico chamado destilação. O cigarro dispensa comentários, pois é sabido que ele passa por um processo de adição de produtos químicos extremamente tóxicos e prejudiciais a saúde.

    2 – Diferente do que se pensa, usuários de maconha migram para outras drogas não porque usam a maconha em si, mas sim pelo estilo de vida do usuário, ou seja, migrar para outra droga não esta associado a usar determinado tipo de droga. Se isto fosse verdade, todos que usam bebidas alcoólicas necessariamente fariam uso de alguma outra droga, já que este também é uma porta para o vício e consequentemente para outras substâncias.

    3 – Seria muito mais coerente controlar a produção e a venda da maconha, do que marginalizar o usuário recreativo expondo-o a boca de fumos e ao tráfico. Quem lucra com o modelo atual são os traficantes, que faturam alto com o tráfico da maconha entre outras drogas!

    4 – Não existe evidências que usuários de maconha roubem para sustentar o vício. O uso da maconha também não torna o usuário violento, pelo contrário, eles tendem a se tornar passivos diante a vida. Em contraste com isso, veja a bebida alcoólica, responsável pela violência domésticas, acidentes de trânsito e assassinatos.

    Portanto, o uso de tal substância deveria ser facultado a decisão da pessoa e não imposta pelo Estado.

    Abraço!

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    • 1 – “Trata-se de um produto consumido in natura”
      Não! Não é…

      2 – Concordo!

      3 – Tenho minhas dúvidas…

      4 – Existemm sim!

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    • Nem tudo “in natura” é saudável. Fumaça é prejudicial à saúde. Substancias psicoativas sempre causam efeitos imprevisíveis individualmente, porque estimulam interações neuropsíquicas que variam de pessoa para pessoa. Um sujeito pode usar e não acontecer nada, outro como conheço pessoalmente, fumou um baseado, e nunca mais voltou ao normal. É um caso raro, mas acontece. E conheço outro 2 casos que pularam pela janela do apartamento depois de fumar um baseadinho. Claro que estas pessoas já tinham uma predisposição à psicose, mas se não tivessem fumado, talvez, não manifestariam a psicopatologia.

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  18. Esta velha argumentação pseudo-científica é fruto de um grupelho de viciados que procuram justificar sua necessidade através da exploração de pessoas que sofrem com doenças serias, alegando que maconha vai melhorar a vida destas pessoas. Heroina também alivia dores e náuseas. E daí? Deveria ser usada? É inadmissível um paciente oncológico fumar. A náusea da quimioterapia é um efeito colateral do medicamento que faz diminuir as hemácias e consequentemente o carreamento de glicose, causando hipoglicemia. A náusea desaparece se o paceinte tomar um Shake de maltodextrina, a cada 2 horas, que além de alimentar corretamente, evita a perda de peso no tratamento. O mesmo deve ser feito com os pacientes de Aids. Quanto à depressão, a maconha pode aliviar, mas seu efeito é curto, cerca de uma hora, depois a depressão vem mais forte e pior, porque se soma à abstinencia. Além disso o uso de maconha por tempo prolongado, diariamente, por mais de um ano, causa psicose paranóide nas pessoas com leve tendência. Outro efeito prejudicial, é que a “larica” da maconha acontece porque a substancia irrita a mucosa estomacal, e quebra a glicogênio do sangue. Por isso os usuários sentem vontade de comer doces. Sem contar que fumar, qualquer coisa, causa câncer de pulmão, de garganta e cabeça, efizema pulmonar, hipertensao arterial e problemas cardíacos. Se fosse um extrato em cápsulas poderia-se evitar este efeito colateral, mas ainda assim causaria psicose, que teria de ser combatida com anti-psicóticos. Maconha é droga perigosa. É uma armadilha: quem fuma acha que está legal, mas vai se dar mal.

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  19. Há um grupo de estudos da USP de Ribeirão Preto fazendo análises em pessoas com a substancia canabidiol, um dos compostos da maconha, para combater a fobia social. E o resultado está sendo positivo.

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    • E quando passa o efeito, a fobia social aumenta. É sabido que o alcool tem o mesmo efeito de desinibir o comportamento, porque é um depressor do sistema nervoso central. Qualquer droga que inibir a censura (superego) vai permitir um comportamento desinibido. E se a pessoa for um sociopata latente, vai passar a sociopata atuante. Fobia social é um trantorno psico-emocional. Nenhuma droga licita ou ilicita cura problemas de autoestima. O fato é que poucas pessoas estão dispostas a tratar a causa com psicoterapia. Querem sempre uma “pilula mágica” que resolva tudo, sem esforço. Não existe “pilula mágica” para nada. Tudo, sempre será nossa responsabilidade. a vida pode nao ser aquilo que desejamos, mas a vida é maravilhosa. E, a vida não existe para nos servir, somos nós que devemos servir para viver.

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  20. Um dos problemas sérios de “liberar” a maconha é que ela pode ser porta aberta para vícios em substâncias mais fortes.

    Então, o viciado sem grana vai para a rua roubar e chegamos nessa insegurança que temos no país (e grandes cidades em particular).

    O assunto é maior do que o simples uso medicinal. É um problema sério de controle que, no Brasil, sabemos não ter nenhuma seriedade.

    Quanto à idéia do plebiscito, mencionada antes, somente ser for apenas entre médicos especializados no tema. A nossa “população geral” não sabe nem eleger políticos (haja vista Sarney no poder há 60 anos), que dirá opinar sobre isso.

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    • Se consultar um plebiscito sobre o tema somente com especialistas… não seria um plebiscito!
      Seria uma consulta técnica.

      E esse papo de porta de entrada é lenda.
      Só porque é ilegal. Tipo alcool nos EUA, nos anos 30.

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    • na boa, essa história q a maconha é porta de entrada para outros vicios mais fortes é muito ridicula. falando sério com vc, o alcool faz isso com perfeição e é totalmente legal.

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    • maconha não é porta aberta para outros vucios cara, o alcool e o cigarro já estão ai pra isso, a maioria dos usuarios de maconha provavelmente começou cm cigarro e alcool.

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    • Concordo. Deveria ser proibido também o cigarro e o alcool.

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    • Olá amigo parabéns pela sua corragem em opinar em um assunto muito polêmico. os políticos antes não tinha opião formada, por medo ou pior, por ignorância. Mas agora, com as descobertas científicas e experiências trágicas de nossa sociedade
      ” burra” (sem informação cientíca)levada apenas a saber pelos fatos ocorridos mostrados pela nossa telefivão nojenta.
      Uma pessoa pode robar por sentir fome amiga, sem precisar de ter usado drogas. muitas vezes ela é usado com fuga da realidade.sendo assim voçe com fome também pode sentir-se de uma forma que, sem ter usado drogas, voçe pode cometer o mesmo delito. acho que o fato é : como nosso sistema político pensa ou não sobre esse fato.

      por favor assistam o filme CORTINA DE FUMAÇA—- VOÇES SERAM LIBERTADOS DESSA CONCORDÂNCIA ATUAL SOBRE TODA POLÍTICA MUNDIAL SOBRE DROGAS……..

      conheceries a VERDADE e ELA vos libertará

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  21. Garanto que um colírio a base de THC dá um resultado bem melhor que os atuais indicados para glaucoma, mas não indicaria para as outras situações, por produzir mais dependências do que benefícios…

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    • porque temos coisas muuuito mais importantes a tratar sem ser por plebiscito (que é muito caro).

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    • Talvez vc deva ler mais sobre opiniões médicas sérias sobre o tema e não dar ouvidos para “marcha da maconha”.

      Boa sorte.

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