
A mulher tinha anemia falciforme, e precisava de medicamentos para se preparar para um transplante de medula óssea, então médicos removeram e preservaram os tecidos do ovário dela – o que causou uma menopausa induzida durante dois anos. A equipe do médico Pascal Piver transplantou dez pequenos pedaços dos tecidos, e depois de três dias transplantou o resto. A ideia por trás do processo com dois passos é melhorar o crescimento de novos vasos sanguÃneos.
A mulher engravidou sem a necessidade de fertilização artificial, de acordo com um relatório apresentado pela equipe de Piver. Os médico também afirmam que outra paciente, que tinha uma doença nos vasos sanguÃneos e precisou de medicação imunossupressora fez o mesmo procedimento e está grávida.
Congelamento rápido
Outra equipe de pesquisadores afirma ter descoberto que a melhor maneira de congelar os tecidos dos ovários de mulheres com câncer é congelando-os rapidamente – e não lentamente, como é o procedimento mais comum.
A descoberta foi deita depois de um estudo com 15 jovens mulheres com câncer que tiveram os ovários removidos. Algumas das pacientes tiveram os ovários rapidamente congelados e outros ovários foram congelados com o procedimento padrão. Para comparação, os pesquisadores também estudaram nove mulheres que tiveram transplante de tecidos ovarianos frescos de gêmeas idênticas.
O resultado foi que os óvulos congelados imediatamente se mostraram tão viáveis quanto os óvulos dos tecidos frescos, e os dois métodos foram mais eficientes que o método de congelamento lento.
Estes exemplos não são os primeiros transplantes ovarianos conhecidos: em 2004, pesquisadores holandeses conseguiram transplantar o ovário de uma mulher de 29 anos no braço dela, depois que ela recebeu tratamento para câncer cervical. O braço foi utilizado por ser um lugar de fácil acesso, e se ela quisesse engravidar, os óvulos seriam fertilizados por processos artificiais.
Em 2005, uma mulher infértil de 24 anos deu à luz depois de receber um transplanta de tecidos de sua irmã gêmea. A Sociedade Americana do Câncer, localizada nos Estados Unidos, alerta que o modo mais comum e bem-sucedido de preservar a fertilidade em pacientes de câncer é congelar os embriões concebidos através da fertilização in vitro, utilizando óvulos da mulher. O congelamento de tecidos ovarianos ainda é uma opção experimental. [WebMD]
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