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A ciência por trás das turbulências

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Por em 22.07.2010 as 22:38

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A definição de turbulência, ao contrário do que você pode achar, não é aquela hora em que o avião treme e que faz você tremer junto, mas de medo. Turbulência é, na verdade, um estado de flutuação em que o ar não mantém uma velocidade regular – é difícil de prever uma turbulência e, sendo assim, também é difícil evitá-las.

No entanto cientistas descobriram alguns fatores que podem influenciar as turbulências – levando isso em consideração, as empresas podem planejar melhor seus vôos, para que incidentes desagradáveis, como o vôo 967 da United Airlines, que planava sobre Los Angeles quando começou uma turbulência. O tremor foi tão forte que os assentos de alguns passageiros foram ejetados. Como o avião estava fechado, eles só se machucaram. Mas, mesmo assim, foram 30 clientes que saíram muito irritados da viagem.

Estações e geografia:

Segundo cientistas do National Center for Atmospheric Research, dos Estados Unidos, a segurança de uma área de vôo depende da época do ano e também da geografia. Isso porque as condições do tempo, que causam alguns tipos de turbulência, variam de região para região e também dependem da época do ano. Áreas montanhosas, no entanto, apresentam potencial para serem turbulentas durante o ano todo. E, mesmo que algumas causas de turbulência sejam invisíveis, as nuvens devem ser evitadas se o objetivo é um vôo tranqüilo.

A Lua:

Em vôos noturnos, a fase da Lua pode influenciar a habilidade do piloto de evitar turbulências. Se a Lua está cheia, ela serve como fonte de luz e o piloto pode evitar nuvens e tempestades com mais facilidade.

Elevação:

A altura do vôo também é responsável pela quantidade de turbulência encontrada no caminho. Menos altura (vôos abaixo de 3 mil pés) geralmente apresentam mais turbulência do que vôos mais altos. Isso acontece pela maior presença de ventos fortes. No entanto a maior parte dos vôos comerciais atinge de 30 a 40 mil pés acima da terra.

O que você pode fazer:

Para “sobreviver” a uma turbulência, você deve usar seu cinto de segurança pela maior parte do vôo. Segundo especialistas, mesmo que o sinal de uso obrigatório do cinto esteja desligado é aconselhável manter o cinto de segurança preso quando possível. Isso porque há um tipo de turbulência (a turbulência “clear strike”) que pode ocorrer literalmente do nada, então o piloto não tem tempo de avisar os passageiros com antecedência. São os comissários de bordo que mais sofrem em turbulências, por ficarem fora dos lugares pela natureza de seus trabalhos – 4 dos 10 comissários do vôo 967 se machucaram, contra 26 de 255 passageiros. [Life's Little Mysteries]

Luciana Galastri é jornalista. Viciada em livros, lê desde publicações sobre física a romances de menininha do estilo "Crepúsculo". Toca piano desde os oito anos de idade e seu estilo de música preferido é o metal.

5 comentários

  1. Marcos /

    Oá a todos !
    Luiz, obrigado pelo complemento.
    Abraços a todos !

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  2. Luiz /

    Para a Cla:

    Os horários mais calmos da atmosfera são ao amanhecer e ao entardecer: Por isso as competições de tiro ar-terra das forças aéreas ocorrem nestes horários…

    Vôo sobre o litoral, sobre cadeias de montanhas (Andes, Alpes, serras..) tendem a apresentar ar mais turbulento (denomina-se turbulência orográfica.

    Para o Marcos:

    De fato aeronaves geram uma denominada “esteira de turbulência” – espiralando o ar atrás de sí. Mas existem regras e regulamentos que evitam a proximidade das aeronaves.
    Os passageiros que se irritam com os 3 minutos que uma aeronave na cabeceira da pista pronta para decolar espera, após a decolagem da predecessora, deveriam sentir-se aliviados pela sabedoria das regras de tráfego aéreo, zelando pela sua segurança.

    Saudações aeronáuticas.

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  3. Luiz /

    Achei que faltou uma consultoria especializada para a revisão do texto. Podiam ter entrevistado um aviador para isso.
    Para as aeronaves, a turbulência decorre de correntes de ar ascendentes/descendentes, provocadas por diferença de temperatura do ar e pelas microcirculações atmosféricas (núvens e correntes);
    Aviadores não pilotam aviões à noite olhando para fora como você faz com seu carro na estrada: a aeronave está voando no piloto automático e os aviadores estão de olho no radar, informações de navegação e nos parâmetros dos motores e sistemas do avião. Esqueçam o belo luar citado…
    O nome da “turbulência de céu claro” em inglês é “CAT – clear air turbulence” – que é o equivalente no ar de pequenas ondas formadas na superfície de um lago por ventos ou chuva fina – e que não é detectável pela visão e nem pelos instrumentos de bordo. É como trafegar sobre paralelepípedos com um carro a 50 km/h ou um pouco mais – sem amortecedores.
    Abraços esclarecedores.

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  4. Cla /

    Foi por aqui que li que ocorrem mais turbulências da tarde para a noite do que de manhã?

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  5. Marcos /

    Olá a todos.
    Ainda tem uma, igualmente perigosa, que é a turbulência gerada por outro avião, nas decolagens e aterrisagens.
    Uma aeronave que está atrás de outra, principalmente de maior porte, sofrerá turbulência perigosa, capaz até de derrubá-lo.
    Abraços

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