A crítica como oportunidade de melhoria (vídeo)

Publicado em 12.08.2013

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Como criticar

Dando continuidade ao tema abordado em nossos artigos anteriores, sempre no escopo do “Desenvolvimento Pessoal e Interpessoal” apresento nesse vídeo algumas técnicas da comunicação assertiva aplicadas ao criticar.

Como vimos anteriormente o termo “crítica” deriva etimologicamente do grego Kritikè e significa “discernir” e em seu conceito político-filosófico, se busca na critica o discernimento do valor das coisas, dos eventos, dos feitos e das pessoas ou na visão Kantiana, uma avaliação ou um julgamento de mérito que pode ser:

• Estético, se contempla uma obra de arte;
• Lógico, se contempla um raciocínio;
• Intelectual, se contempla um conceito, uma teoria ou um experimento e
• Moral, quando contempla uma conduta.

Ao julgar, busca-se a equanimidade e a justiça.

O julgamento para ser equânime, deve ser isento da intencionalidade de provocar dano e pleno de recursos da razão, fundamentado evidentemente no conhecimento e no anseio pelo bem.

Na crítica, busca-se apontar não só os defeitos, mas também as qualidades e valores e com isso avaliar a extensão dessa mesma qualidade seja da obra de arte, do trabalho científico, do conceito, do argumento ou da conduta objetivando o seu reconhecimento, aprimoramento e/ou superação;

A crítica propriamente dita nunca é dirigida à pessoa. Sempre à suas ideias, obras, argumentos ou comportamentos.

Mas como fazer isso? Vamos então ao vídeo.

Como criticar – Podcast de Mustafá Ali Kanso

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[Imagem: Dardos]

[Leia os outros artigos de Mustafá Ali Kanso]

 

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Navegando entre a literatura fantástica e a ficção especulativa Mustafá Ali Kanso, nesse seu novo livro “A Cor da Tempestade” premia o leitor com contos vigorosos onde o elemento de suspense e os finais surpreendentes concorrem com a linguagem poética repleta de lirismo que, ao mesmo tempo que encanta, comove.

Seus contos “Herdeiros dos Ventos” e “Uma carta para Guinevere” foram, em 2010, tópicos de abordagem literária do tema “Love and its Disorders” no “4th International Congress of Fundamental Psychopathology.”

Foi premiado com o primeiro lugar no Concurso Nacional de Contos da Scarium Megazine (Rio de Janeiro, 2004) pelo conto Propriedade Intelectual e com o sexto lugar pelo conto Singularis Verita.

Autor: Mustafá Ali Kanso

é escritor, professor, engenheiro químico, empresário da mídia educacional e divulgador científico em programas culturais da TV. Leia outros artigos dele.

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2 Comentários

  1. O problema é a crítica destrutiva: aquela que visa apenas satisfazer o ego de quem critica sem contribuir em nada para o aperfeiçoamento de uma ideia e muitas vezes ofendendo o autor da ideia. A critica deveira completar uma ideia e não castrá-la. Outra coisa interessante: quando alguém tenta uma inovação e não se tem uma formação científica para determinado assunto, normalmente combate-se o autor da ideia e não a ideia em si.

    Thumb up 0
  2. Muito bom Mustafá, parabéns, aprendi a criticar melhor agora (risos) *sendo que geralmente critico bastante porque já entrei num meio de constante debate, onde com toda certeza a construtividade é melhor que a destruição dos argumentos opostos.
    Agora ao debater com criacionistas, uma tarefa nada fácil, ser construtivo e fazer uma crítica com excelência ficou mais claro, é através de conhecimento a apresentar, e não necessariamente de apontar o desconhecimento do outro.

    Deixo a sugestão de um debate de bom nível intelectual e respeito mútuo entre um criacionista geólogo e um evolucionista biólogo, que achei ontem no youtube.
    http://www.youtube.com/watch?v=53JrgU1-W78

    Abraços

    Thumb up 2

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