A maioria dos remédios para emagrecer não funciona

Publicado em 8.03.2012

Uma pesquisadora da Universidade do Oregon revisou estudos sobre os suplementos de emagrecimento, e trouxe más notícias para os que esperam um remédio mágico para perder peso: isso não existe.

Melinda Manore revisitou as evidências de centenas de suplementos para perda de peso, uma indústria que só nos Estados Unidos movimenta U$ 2,4 bilhões (R$ 4,21 bi). De acordo com ela, não existe nenhuma comprovação de eles ajudam aperder peso significativamente, e muitos ainda trazem problemas de saúde.

Alguns produtos, como o chá verde, fibras e suplementos com pouca gordura, podem ter benefícios modestos na perda de peso (cerca de dois quilogramas), mas é importante saber que a maior parte dos remédios foram testados como parte de uma dieta de redução de calorias.

“Para a maioria das pessoas, a não ser que elas alterem a alimentação e comecem a se exercitar diariamente, nenhum suplemento vai ter um impacto grande”, comenta Manore.

Manore analisou remédios que entram em quatro categorias: produtos que bloqueiam a absorção de gordura ou carboidratos, estimulantes como a cafeína e a efedrina que aumentam o metabolismo, produtos que contém ácido linoleico conjugado, que modificam a composição do corpo diminuindo as gorduras, e supressores de apetite, como as fibras solúveis.

Ela descobriu que muitos produtos não passaram por bons testes clínicos, que examinassem a efetividade do remédio, e a maior parte das pesquisas não incluiu exercício físico. A maioria dos produtos mostrou menos de um quilo de redução do peso, quando comparado aos grupos com placebo.

“Eu não sei como você elimina o exercício da equação”, comenta Manore. “O exercício é crucial não só para perder peso e manter a massa muscular, mas também para manter o peso”.

Em geral, o que as pessoas querem é perder peso e manter ou aumentar a massa magra. Não há evidência de que algum suplemento faça isso. E alguns têm efeitos colaterais, desde simples, como gases, até muitos sérios, como derrames e problemas de coração.

Manore comenta que a chave para perder peso é comer alimentos integrais, frutas, vegetais e carnes magras, reduzir o número de calorias ingeridas, e se manter em movimento. Dependendo do indivíduo, aumentar a quantidade de proteínas pode ser bom (especialmente aqueles que não querem perder a massa magra), mas o único modo de perder peso é modificar o estilo de vida.

“Adicionar fibras, cálcio, proteína e tomar chá verde pode ajudar”, afirma. “Mas nenhum desses vai ter muito efeito a não ser que você se exercite, coma frutas e vegetais”.

As linhas gerais de Manore, sobre estilo de vida, incluem:

  • Não saia de casa pela manhã sem ter um plano para a janta. Comer espontaneamente geralmente dá margem para opções mais pobres.
  • Comece a refeição com muita salada, molhos de baixa caloria ou uma sopa com base de legumes. Você vai se sentir muito mais cheio e não vai comer tanto depois. Melhor ainda: peça apenas um aperitivo como extra à salada.
  • Ache formas de se manter em movimento, principalmente se o seu trabalho é sedentário. Manore afirma que ela usa telefones sem fio para poder andar enquanto conversa. Durante reuniões longas, peça para ficar em pé ou caminhe por pequenos períodos, assim você não fica sentado o tempo todo.
  • Coloque vegetais em toda refeição possível. Coloque no molho da massa, junto às carnes, ou apenas coma frutas e vegetais sempre que der fome.
  • Aumente as fibras. A maioria das pessoas não come fibras suficientes.
  • Tente comer as frutas e vegetais ao invés de bebê-los. Comer uma maçã é melhor do que um suco de maçã. Também é melhor comer alimentos que ocupam mais espaço, como frutas maiores.
  • Elimine os alimentos processados. Manore comenta que algumas pesquisas mostram que esse tipo de comida é pior para a digestão. [ScienceDaily]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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8 Comentários

  1. Eu nunca vi tanta inverdade escrita junta. A começar pelo título.
    O texto fala de remédios e no caso são suplementos. Fitoterápicos não contam. O resto do estudo se for esse mesmo esta mais desatualizado do que telefone de 6 dígitos.
    Muito tendencioso o suposto estudo.

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  2. Na minha opinião, tudo o que pode matar, pode também tratar, claro que devemos optar por aquilo que seja o mais natural e o menos agressivo possível.
    Depende então, da dose e principalmente da resposta individual para cada um e em cada momento. Isto eu analiso através da biorressonância e com ótimos resultados.

    Portanto, não há receita de bolo igual a todos e nem o mesmo medicamento deve ser tomado por mais de 2 meses para cada um, pois o organismo se adapta, daí a necessidade de uma nova avaliação.

    Assim, a cada mudança existe uma evolução do organismo na direção da cura verdadeira, ou ponto de equilíbrio, que não necessariamente tenha de produzir o tão desejado corpo esbelto, pois aí sim depende de outros fatores como atividade física, mas até o estado emocional e a força de vontade podem melhorar!

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  3. Tudo o que pode matar, pode também tratar, claro que devemos optar por aquilo que seja o mais natural e o menos agressivo possível.

    Depende então da dose e principalmente da resposta individual para cada um e em cada momento.Isto eu analiso através da biorressonância.

    Portanto, não há receita de bolo igual a todos e nem o mesmo medicamento deve ser tomado por mais de 2 meses para cada um, pois o organismo se adapta, daí a necessidade de uma nova avaliação, assim a cada mudança existe uma evolução do organismo na direção da cura verdadeira, ou ponto de equilíbrio, que não necessariamente tenha de produzir o tão desejado corpo esbelto, pois aí sim depende de outros fatores como atividade física, mas até o estado emocional e aforça de vontade podem melhorar.

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  4. O mal da obesidade é a super oferta de alimentos industrializados, as pessoas comem além do q precisa se tem dinheiro p\ compra-laTem preguisa d prepararem suas comidas. No Haiti ,parte de Cuba ,Colombia, Africa,Sudão, Etiopia e outros países onde a comida é escassa ñ há problema c\ remédios p\ emagrecer, isso é problema de paises ricos e paises q copiam esses habitos alimentares errados são paises emergentes e ignorantes como nós brasileiros , se queremos copiar então q copiemos as coisas boas!

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  5. A maioria dos remédios não funciona em nenhum caso, principalmente se a expectativa é de cura. Remédios são para remediar e mesmo assim paliativamente.

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    • O Avastin custa milhoes por dose, e atrasa em alguns pacientes o cancer em semanas….nao curou nenhum paciente nem prolongou a vida em mais de 6 meses…..

      Tambem nao funciona!

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