Alimentação de bebês pode impactar sua saúde mais tarde

Publicado em 4.05.2011

Um novo estudo indica que os alimentos que os bebês recebem durante os primeiros dias de vida podem ter um impacto a longo prazo sobre sua saúde.

O leite materno é considerado a melhor fonte de nutrição para bebês, embora seja pobre em vitamina D. Algumas mulheres optam por não amamentar, e algumas não podem, por causa de problemas biológicos, limitações impostas por seus trabalhos, ou outros problemas. Nesses casos, os bebês tomam fórmula, uma alternativa.

O estudo envolveu 234 crianças que foram divididas em três grupos. Um grupo foi exclusivamente amamentado durante os primeiros quatro meses de vida. Os outros dois grupos foram divididos aleatoriamente para receber ou uma fórmula de baixa proteína (que contém 1,8 gramas de proteína por cada 100 calorias), ou uma fórmula rica em proteínas (com 2,7 gramas de proteína por 100 calorias). O teor de proteína em ambas as fórmulas está dentro dos níveis recomendados para crianças dessa idade.

Os resultados da pesquisa mostram que bebês amamentados têm menor pressão arterial aos três anos de idade, em comparação com bebês que recebem fórmula com altas quantidades de proteína. Além disso, os bebês amamentados também têm cabeças ligeiramente maiores do que os alimentados com uma fórmula de baixa proteína.

Todas as crianças foram incluídas no estudo antes de terem uma semana de idade. Quando as crianças tinham 15 dias de idade, aquelas que foram amamentadas tinham níveis mais baixos do hormônio insulina no sangue, em comparação com os bebês que receberam fórmula.

A insulina é necessária para ajudar a tirar o açúcar, ou glicose, do interior das células. Quando o corpo não responde corretamente à insulina, níveis de insulina e glicose podem acumular-se no sangue. Porém, essa diferença desapareceu no momento em que os bebês tinham nove meses.

Quando as crianças tinham 3 anos, não houve diferença no seu comprimento, peso ou composição de gordura. Mas aquelas que foram alimentadas com fórmula de baixa proteína tinham perímetro cefálico em média 0,5 centímetros menor do que aquelas que foram amamentadas.

Bebês amamentados também tinham pressão arterial mais baixa em comparação com aqueles que foram alimentados com fórmula de alta proteína (69,72 mmHg contra 74,05 mmHg).

No entanto, os pesquisadores afirmam que a pressão arterial e a circunferência da cabeça das crianças no estudo estavam dentro da normalidade, independentemente do alimento que comeram.

Eles não sabem dizer quais as consequências a longo prazo dessas diferenças de pressão arterial e do tamanho da cabeça, ou mesmo se elas podem desaparecer com o tempo. Maiores estudos que sigam as crianças durante longos períodos de tempo são necessários para isso.

Ainda assim, os cientistas acreditam que a alimentação com fórmula induz diferenças de perfis hormonais, bem como padrões de crescimento em comparação com a amamentação, e pode ser que tais mudanças ainda não bem compreendidas desempenhem um papel na saúde mais tarde.

Os pesquisadores também sugerem que a quantidade de proteína na dieta dos bebês é fundamental para incentivar essas diferenças. Se os bebês não podem ser amamentados, devem tomar fórmulas que produzam crescimento hormonal padrão semelhante ao de crianças amamentadas.

[LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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