Ao longo da evolução, crocodilos podem ter mudado mais do que se pensava

Publicado em 15.12.2010

Há anos os cientistas acreditam que os membros da família de crocodilos mudaram muito pouco desde os tempos pré-históricos. Agora, novas descobertas mostram que os crocodilos não podem mais ser chamados de “fósseis vivos”.

Novas análises de fósseis sugerem que os crocodilianos modernos evoluíram de um grupo muito diversificado. Pesquisadores descobriram antepassados que incluem espécimes parecidas com pequenos gatos, “supercrocs” (crocodilos gigantes) e uma espécie vegetariana de nariz arrebitado.

Dessa forma, ao contrário da crença popular, os cientistas agora sugerem que a estrutura básica do corpo de crocodilos, jacarés e gaviais evoluiu de um grupo diversificado de répteis pré-históricos com formatos diferentes.

Desde a primeira descoberta do inusitado crocodilo Simosuchus clarki, dez anos atrás, os paleontólogos têm trabalhado para recuperar os seus fósseis em Madagascar. Uma década mais tarde, um esqueleto quase completo foi recuperado, e sua análise reacendeu a discussão sobre a evolução dos crocodilos modernos.

Segundo os pesquisadores, o crânio e a mandíbula inferior, em particular, estavam quase totalmente preservados. Isso, combinado com um escaneamento de alta resolução de um modelo mais requintadamente preservado, permitiu que eles descrevessem a estrutura da cabeça dessa espécie – tanto interna quanto externa – em detalhes excepcionais, incluindo até mesmo os caminhos do mais ínfimo dos nervos e vasos sanguíneos.

Os crocodilianos modernos estão adaptados a ambientes aquáticos, com longos focinhos, caudas fortes e poderosas mandíbulas.

O Simosuchus clarki difere muito de outros crocodilianos com seu focinho pontudo, cauda curta e corpo em forma de tanque. Por causa de sua mandíbula curta e fraca, e dentes em forma de folha, os cientistas sugerem que o réptil teria sido incapaz de capturar uma presa na beira da água, da mesma forma que crocodilos modernos fazem.

Em vez disso, os pesquisadores propõem que os crocodilos antigos viveram na terra, alimentando-se de vegetação do habitat de pastagens semi-áridas. Segundo eles, o S. clarki é o “mais bizarro” de todos os grupos de crocodilianos fossilizados que viveram cerca de 66 milhões de anos atrás.

Este ano, paleontólogos também descobriram, na Tanzânia, fósseis de uma criatura minúscula, parecida com crocodilo, mas com dentes semelhantes aos dos mamíferos, especialmente com dentes de gato, que diferem muito dos dentes cônicos dos crocodilos modernos, usados para arrebentar e rasgar as presas.

Na extremidade maior da escala de diferença entre os antigos e os novos, os restos preservados de um crocodilo gigante de oito toneladas, recuperados em 2001, é o que mais aprofunda o debate acerca da evolução da espécie. [BBC]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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4 Comentários

  1. Que mudaram, não tenho dúvida.
    Aqui em casa existem dezenas de largatixas que cansaram de viver no pântano e passaram competir com as aranhas.

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  2. esses animais são mesmo feios,maus e sem o minimo de consciencia.Sempre existiram e irão continuar a existir,bons ou maus quadrados ou bicudozilioss,serão sempre aquilo que alguma força superior os destinou a ser.Agora sem ofensa,o que são crocodonzilios,ou lá que raio de nome eu li há pouco?

    Thumb up 3

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