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Ar condicionado pode ficar mais eficiente usando fontes de calor

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Por em 5.04.2011 as 4:25

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Por mais paradoxal que pareça, construções futuras poderão usar calor para se refrescar com maior eficiência. Novos materias que possibilitarão esse processo estão sendo desenvolvidos no Laboratório Nacional do Pacífico-Noroeste, nos Estados Unidos. Os materiais permitem a criação de resfriadores de adsorção (não confundir com “absorção”) compactos para serem usados dentro de casas ou edifícios de escritórios.

Resfriadores de adsorção são um tipo de condicionador de ar que funciona com calor, exigindo pouca eletricidade. Por enquanto, porém, eles ainda são grandes e caros, o que tem limitado sua utilização a lugares muito grandes e quentes, como usinas de energia ou indústrias.

O laboratório estadunidense recebeu uma bolsa de 2,54 milhões de dólares no ano passado de uma agência de pesquisas avançadas para construir resfriadores pequenos. A tecnologia empregada é a de nanoestruturas transportadoras de calor metal-orgânico. O material é mais poroso do que os materiais de adsorção existentes, o que o torna mais eficiente.

A adsorção é a união das moléculas ou partículas a uma superfície. Em um resfriador de adsorção, é a água quente que conduz o processo de resfriamento, em vez da eletricidade. Um líquido evaporado (água, no caso) se liga à superfície de sílica gel – um material especificamente utilizado para absorver humidade. O gel atua como uma esponja e, quando o gel é aquecido, as moléculas de água são liberadas, condensando em gotículas à medida que a pressão aumenta.

As nanoestruturas são esponjas ainda melhores, elas retêm de três a quatro vezes mais água, o que pode reduzir o tamanho do sistema. As estruturas também são mais eficientes na liberação de moléculas de água, reduzindo ainda mais o tamanho do resfriador.

Os pesquisadores apontam uma variedade de fontes de calor que pode ser usadas para aquecer as nanoestruturas e liberar o vapor d’água, tais como a queima de gás natural ou de outros combustíveis e o aquecimento por energia solar térmica.

Bruno Calzavara é estudante do 4o ano de Jornalismo na Universidade Federal do Parana, mas não vai se formar neste ano. Está fazendo intercâmbio na Universidade de Pisa, na Itália. Volta em agosto. Já trabalhou em vários campos jornalísticos e agora lida com o mundo fascinante dos textos científicos de HypeScience. É dono de um blog de viagem.

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One comment

  1. José Calasans /

    Cada dia que passa,as pesquisas no campo da nanotecnologia tem propiciado o surgimento de novas tecnologias e o melhoramento de tecnologia em uso.Aqui no Brasil infelizmente,não existe hábito,vontade e coragem,para investimentos tanto por parte do poder público,como dos que tém dinheiro,em pesquisas científicas,isso sem falar na falta de interesse do povo pelo assunto.

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