As melhores fotos de ciência deste ano são tão boas que são basicamente arte

Os finalistas da competição Wellcome Image Awards deste ano foram anunciados, apresentando as melhores imagens relacionadas à ciência feitas em 2016. Elas são tão boas que parecem até arte.

Os vencedores serão divulgados no dia 15 de março no Wellcome Trust, em Londres. Os juízes vão avaliar as imagens em quesitos como qualidade técnica, impacto visual e capacidade de comunicar e envolver o público.

Confira algumas das mais interessantes:

Vasos do olho de um porco


Crédito: Peter M Maloca, OCTlab na Universidade de Basel e Moorfields Eye Hospital, Londres; Christian Schwaller; Ruslan Hlushchuk, Universidade de Berna; Sébastien Barré

Usando tomografia computadorizada e impressão 3D, pesquisadores da Suíça criaram esta imagem única de vasos sanguíneos dentro de um olho de porco. Esses vasos trazem energia e alimento para os músculos que cercam a íris, que por sua vez controla a quantidade de luz que entra no olho. A pupila está localizada na extrema direita.

Caminhos da linguagem no cérebro


Crédito: Stephanie J Forkel e Ahmad Beyh, Natbrainlab, King’s College London; Alfonso de Lara Rubio, King’s College London

Uma reconstrução 3D do caminho da matéria branca conectando áreas da fala e linguagem. Este modelo foi criado com uma técnica chamada tractografia, que usa um scanner para controlar o movimento de moléculas de água dentro do cérebro.

Superfície da retina de um rato

Crédito: Gabriel Luna, Instituto de Pesquisas Neurociências, Universidade da Califórnia, Santa Bárbara

Mais de 400 imagens microscópicas foram unidas para criar essa visão da retina de um rato. As linhas em azul são vasos sanguíneos. Os astrócitos (células especializadas do sistema nervoso) são mostrados em vermelho e verde. Ao pesquisar a função dos astrócitos durante a degeneração da retina, os cientistas esperam desenvolver novos tratamentos para a perda da visão.

Arco-íris de placenta


Crédito: Suchita Nadkarni, Instituto de Pesquisa William Harvey, Universidade Queen Mary de Londres

Essas placentas são de camundongos geneticamente modificados, cada um com seu próprio sistema imunológico. O resultante “arco-íris” destaca as diferenças no desenvolvimento placentário que podem resultar da manipulação do sistema imunológico da mãe, permitindo aos pesquisadores melhor entender e tratar as complicações que surgem durante a gravidez humana.

DNA desmembrado em uma célula de pulmão humano


Crédito: Ezequiel Miron, Universidade de Oxford

O núcleo de uma nova célula pulmonar humana, repleto de DNA. A forma deformada é resultado de uma tensão prolongada, causada por “cordas” de DNA sendo puxadas entre as duas células.

Desenvolvimento da medula espinhal


Crédito: Gabriel Galea, Universidade College London

Medulas espinhais são formadas a partir de uma estrutura chamada tubo neural, que se desenvolve durante o primeiro mês de gravidez. Estas três imagens mostram a extremidade aberta do tubo neural de um rato, sendo que cada uma destaca (em azul) um dos três principais tipos de tecido embrionário. O primeiro à esquerda irá desenvolver o cérebro, espinha e nervos, o do meio formará os órgãos, e o da direita formará a pele, dentes e cabelo.

Olho de peixe-zebra


Crédito: Ingrid Lekk e Steve Wilson, Universidade College London

Este é o olho de um embrião de peixe-zebra de quatro dias de idade. Usando o sistema de edição de genes CRISPR-Cas9, além de alguns cruzamentos estratégicos, pesquisadores da Universidade College de Londres criaram um animal com partes específicas de seu corpo brilhando em vermelho fluorescente. Aqui, os cientistas estão estudando a lente do olho (o grande ponto vermelho) e as células chamadas neuromatas (os pequenos pontos vermelhos). Elas ajudam peixes respondem a movimentos na água, como um predador. O sistema nervoso do peixe pode ser visto em azul esverdeado.

Pele de gato

Crédito: David Linstead

Essa é uma micrografia com luz polarizada – um tipo de microscopia que permite que a luz viaje em uma orientação específica – da pele de um gato, mostrando pelos (amarelo), bigodes (também amarelo) e fornecimento de sangue (preto).

Clipe de íris


Crédito: Mark Bartley, Cambridge University Hospitais NHS Foundation Trust

Esta imagem mostra como um “clipe de íris”, também conhecido como lente intraocular artificial (LIO), é ajustado no olho. O dispositivo é fixado à íris através de uma pequena incisão cirúrgica, e é usado para tratar miopia e cataratas.

Conexões do #cancerdemama no Twitter


Crédito: Eric Clarke, Richard Arnett e Jane Burns, Royal College of Surgeons, Irlanda

Uma visualização gráfica dos dados coletados em tweets contendo a hashtag #breastcancer (“câncer de mama”). Os usuários do Twitter são representados por pontos e as linhas que conectam esses pontos representam as relações entre eles. Os pontos são dimensionados de forma diferente de acordo com o número e a importância dos outros com os quais estão conectados. A espessura de cada linha é determinada pelo número de vezes que dois usuários interagem ou se mencionam. A estrutura de “gema dupla” no topo da imagem (o grande círculo amarelo contendo dois pontos vermelhos) indica menções comuns de duas contas.

Terapia de câncer com microRNA


Crédito: João Conde, Nuria Oliva e Natalie Artzi, Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Esta rede sintética pode revestir um tumor e entregar sequências genéticas curtas, chamadas microRNAs, a células cancerosas. Em testes com camundongos, esta forma de terapia de câncer encolheu tumores em até 90%, em apenas duas semanas.

Lula havaiana


Crédito: Mark R Smith, Macroscopic Solutions

Nativa do Oceano Pacífico, a lula Euprymna scolopes é um predador noturno que permanece enterrado sob a areia durante o dia e sai para caçar camarão perto de recifes de coral à noite. Estes animais aquáticos possuem um órgão que abriga uma colônia de bactérias brilhantes, chamadas Vibrio fischeri. As lulas fornecem alimento e abrigo para essas bactérias, em troca de suas qualidades bioluminescentes.

Termorregulação de um pombo


Crédito: Scott Echols, Scarlet Imaging e Grey Parrot Anatomy Project

Usando tomografias e imagens digitais, os pesquisadores foram capazes de ver toda a rede de vasos sanguíneos de um pombo, até o nível capilar. A intrincada rede no pescoço do animal pode ser vista na parte inferior da imagem. Esta fonte de sangue extensa logo abaixo da pele ajuda o pombo a controlar sua temperatura corporal através de um processo conhecido como termorregulação.

Cérebro em uma microplaqueta


Crédito: Collin Edington e Iris Lee, Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Essa imagem é de uma célula-tronco neural crescendo em um gel sintético. Embora fora do corpo, as células-tronco, mostradas em magenta, foram capazes de gerar fibras nervosas, mostradas em verde. Os pesquisadores estão atualmente investigando maneiras de cultivar “mini órgãos” em laboratório que podem eventualmente se tornar interconectados. Estes sistemas, por sua vez, podem ser usados para prever a eficácia e toxicidade de medicamentos e vacinas, eliminando a necessidade de testes com animais.

Vasos sanguíneos de um papagaio-cinzento africano


Crédito: Scott Birch e Scott Echols

Essa é uma reconstrução 3D de um papagaio-cinzento africano. O modelo detalha o sistema altamente intrincado de vasos sanguíneos na cabeça e pescoço do pássaro, e foi possível através do uso de um novo agente de contraste chamado BriteVu. Este agente permite aos pesquisadores estudar o sistema vascular de um indivíduo em detalhes incríveis, até o nível capilar. [Gizmodo]

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