Grupo de galáxias é tão grande que ‘entorta’ a luz que passa por ele

Publicado em 28.06.2012

Pense na nossa galáxia. Grande, sem dúvida. Agora pense em um conjunto de centenas de milhares de galáxias. Absurdamente monstruoso, certo? Mais impressionante ainda é a distância entre a Terra e o recém-descoberto conjunto (chamado IDCS J1426.5+3508): 10 bilhões de anos-luz. Em outras palavras, ele surgiu quando o universo tinha apenas 1/4 de sua idade atual.

Curiosamente, mesmo uma estrutura gigantesca como essa não é fácil de ser encontrada na imensidão do espaço. Sua descoberta foi um golpe de sorte, possível graças a um alinhamento entre a Terra, o conjunto e uma galáxia que está atrás dele.

O alinhamento causou um fenômeno chamado “lente gravitacional”, que ocorre quando um corpo (seja um buraco negro ou um conjunto de galáxias) tem uma força gravitacional tão grande que é capaz de distorcer a luz emitida por um objeto localizado atrás.

Foi algo inesperado, já que os astrônomos estavam observando uma área relativamente pequena do céu. “Encontrar um conjunto massivo, a essa distância e, ainda por cima, capaz de causar ‘lente gravitacional’ é algo muito improvável, mesmo que você observe todo o céu”, ressalta o astrônomo Anthony Gonzalez, líder da equipe responsável pela descoberta.[Live Science]

Autor: Guilherme de Souza

É jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Curte ciência, cultura japonesa, literatura, seriados, jogos de videogame e outras nerdices. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento.

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23 Comentários

  1. Eu acredito que não seja a gravidade responsável pelo desvio da luz e sim a densidade. Pode até acontecer da gravidade influenciar na densidade. Quanto maior a gravidade, maior será a quantidade de poeira cósmica e gases na periferia de um corpo e a densidade desvia o fóton (isto já foi provado).

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  2. MÁRIO MIRANDA / 6.07.2012
    Já foi publicado um artigo deste tipo: foi visto por astrônomos um brilho intermitente no céu. Brilhou durante poucos dias e depois desapareceu. Eu comentei, na época que deve ter sido um corpo celeste apagado que recebeu uma rajada de raios gama em um dos lados. Como ele girava e a parte afetada ficou em brasa, apareceu piscando. Ao se esfriar tudo voltou ao normal. Será?

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  3. Ets; não existem! O q é preciso a gente le mais a respeito;nos sites de confiança;q nos possa passar a verdade.Pode crer; ets não existe e o q há ppr é um monte mentiras.

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  4. … ” Jonathan, Mário Miranda e os demais usuários dessa rede mim desculpem mão fazer comentários de conhecimento.Eu sou alucinado por toda essa grandeza que envolve Ufologia, astronomia,enfim;estdudos dos acontecimentos no Universo.Claro que acredito em vidas [não iguais a nós],mas,vidas compatíveis com a arquitetura do Criador disso tudo.Em 1969 eu com 12 anos no interior de Pernambuco vi algo parecido com o que o Mário viu,resultado: corri com medo kkk. Daí pra cá nunca mais vi nada. Daria tudo pra ver algo, mas,acho que ou não estou no lugar certo, ou estraguei minha sorte em ter corrido. Absss.. à todos.

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  5. Todos nós temos umas teorias meio malucas,.
    Eu por exemplo, acredito que estamos no mesmo lugar que um átomo está pra nós..

    Acredito que a nossa universo seja o espaço entre um átomo e outro, da vida de outros seres gigantescos que não podemos tocar e nem enxergar..
    ninguém poderá provar esta teoria por enquanto
    mas quem prova o contrário???

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  6. Senhores, ontem 05.06.2012, fui ao mercado fazer compra e cheguei em casa as 21:30 horas,
    descarreguei a compra, guardei-a quando me deparei com o vaso de lixo cheio..
    Fui la fora para jogá-lo, e ao voltar como sempre olhei para o céu para ver as estrelas e vi algo muito estranho: Uma luz vermelha do tamanho de Vênus visto da terra, que acendia e apagava na sequencia de 1 segundo mais ou menos, a luz era fixa,, corri para o fundo , na garagem a céu aberto, e verifiquei que poderia ser uma explosão estrelar, era uma luz vermelha da cor do sol poente, porém, piscou no máximo umas 6 vezes… e depois sumiu…
    Eu vi que quando ela se apagava, havia uma luz bem fraquinha do tamanho de uma estrela ao fundo..e dali ela acendia a luz vermelha..
    Fiquei todo contente por ter visto aquilo . realmente é muito estranho..
    Hoje na internet não encontrei nada falando a respeito de explosão estrelar, ou de algum satélite pegando fogoo.. poderia ser também algum meteorito, porém, era uma luz fixa..
    Muito estranho..minha namorada viu.. só tenho ela de prova.

    Olhemos mais para o céu, acredito que muitos eventos como este devam acontecer a todo momento, porém, como não temos este costume, acabamos não vendo.

    Mário Miranda

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    • Não seria uma experiência isolada. Muitas supernovas, asteroides e até exoplanetas foram descobertos por astrônomos amadores, e sem eles teríamos perdido muitas coisas interessantes que acontecem sem aviso no espaço. Uma pena não teres fotografado ou filmado o fenômeno…

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    • Realmente… a atenção a luz me fez esquecer de fotografá-la, de qualquer forma durou apenas alguns segundos, caso fosse correr para pegar a filmadora e até que a ligasse, teria perdido o fenômeno.
      Mas realmente, foi uma pena.

      Ja vi vários fenômenos como este. Relatei este no site arquivoufo.com.br

      Uma vez, há alguns anos, era uma tarde de domingo do inverno a aproximadamente 18:00, estava eu em casa, assistindo televisão, quando de repente, um bater de palmas me leva até o portão, era meu amigo Magno que havia acabado de chegar. E ficamos ali na frente vários minutos conversando a respeito de trabalho, e etc.

      Minha casa é simples, cuja frente fica voltada para o pôr do sol, e não havia árvores na frente da casa, por isso a vista do céu noturno era incrível. E já estava ficando tarde, o sol havia se posto e estava escurecendo rápido, quando no meio da conversa, resolvi olhar para o oeste por onde o sol acabara de se pôr.

      Nesta hora avistei uma pequena luz, vindo em direção a leste rumo a escuridão da noite.

      No primeiro momento, quanto conversava com o Magno, segui de vista a pequena luz no céu se movimentando muito rápido e em linha reta. Imaginei que era um vaga-lume, mas não poderia ser, pois não era época. Posteriormente imaginei ser um avião, mas estava muito rápido para ser um, não havia barulho.

      Naquela altura do campeonato, já havia mostrado a tal luz para o Magno e seguia de vista no céu. De repente, o Magno me diz: “mas que porcaria é essa”. Entre o momento que a vi no horizonte e o momento depois, ela já estava no meio no céu, tinha se passado por volta de 20 segundos.

      Era muito rápido porém, estava a uma altura incalculável para nós. Não poderia ser um avião.

      E continuávamos a acompanhar a pequena luz ali mesmo do portão de casa, quando de súbito me veio o seguinte pensamento: “já sei, é algum satélite, ou então, a ISS”, ficamos aliviados.

      E quando não estávamos mais olhando para a luz, algo arrepiante aconteceu. A tal luz, que a essa altura já estava bem além do meio do céu, parou subitamente, e numa fração de segundos, voou em direção a esquerda, voltou para o ponto onde havia parado e sumiu, acredito que em direção ao espaço.

      Não acreditamos, estávamos olhando para a cada do outro abismados com o que tínhamos acabado de presenciar e ficamos em silencio por alguns segundos. Até que resolvemos ir a um lanche perto dali a uns 500 metros. Fomos a pé. No meio do caminho ele me disse: “Acredito que o melhor é não dizermos nada a ninguém”.

      Porém, ao chegar no lanche, já fui logo falando com os colegas que ali estavam, na intenção de saber se alguém mais havia testemunhado o evento.

      Resultado: “eram gargalhadas e mais gargalhadas”. A partir daí, não comentei mais com ninguém, acredito que nem o Magno. De vez enquanto, ao nos encontrarmos para ouvir ou tocar um bom e velho rock n’ roll, relembramos a experiência vivida. Damos risadas, da cara um do outro.

      Porém, sabemos muito bem a verdade sobre os fatos que aquela luz não se tratava de qualquer simples luz no céu.

      E posso afirmar com quase certeza, levando em consideração a altitude, a velocidade, a perfeita linha reta traçada ano céu, o súbito desvio para a esquerda, o retorno para a direita do ponto onde havia parado e a velocidade com que sumiu céu acima, posso afirmar que se tratava de uma nave não construída pelas mãos humanas.

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  7. Quem me conhece, sabe que me oponho ao big bang e a acertas interpretações cosmológicas. Por exemplo: eu não acho que as lentes gravitacionais sejam gravitacionais e sim devido a densidade dos gases dos corpos aos quais luz passa. O fóton não tem massa e não deveria sofrer influencia da gravidade e sim da densidade que também depende da gravidade. Já foi provado que a densidade desvia a luz. Outra coisa que também discordo é a disposição das galáxias, dos aglomerados, etc. Ver blog.

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  8. 10 bilhões de anos-luz. Como somos pequenos. Só não somos menores do que o nosso conhecimento, temos muito que aprender ainda. E vivemos numa era maravilhosa, onde a humanidade tem como examinar com seus engenhos todos os prodígios que acontecem.

    A vida é bela, a Terra é generosa, o universo grandioso.
    Nós, abençoados por sermos testemunhas de tudo isso.

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  9. É um Grupo Galáctico compacto, isto é, a distância entre as galáxias componentes é relativamente pequena. Sinal de que estão juntas desde sua origem.

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    • Jonatas, por favor, de onde você tira informações complementares como essas?

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    • Google Acadêmico, uma ótima fonte de artigos e publicações científicas. Mas tem que ser bem específico na procura. :)

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    • O quanto essa formação é mais antiga que a nossa via láctea?

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    • Hoje, em nosso tempo corrente exato, a idade pode ser até a mesma da nossa galáxia. O que acontece é que a luz das galáxias distantes leva essa eternidade de 10 bilhões de anos para chegar até aqui, então, tudo o que vemos é como ela era a 10 bilhões de anos atrás, logo, o que vemos é um objeto muito antigo, em sua juventude. Se ETs moram lá hoje, e com seus telescópios olharem em nossa direção, verão a Via Láctea como ela era a 10 bilhões de anos atrás, na sua juventude, e não como ela é hoje! Quem sabe digam: Olha lá, uma galáxia recém formada!!! ou: Olhem lá, um Quasar!!!

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    • Na verdade, Jonatas, não estamos vendo a luz que tais aglomerados emitiram há 10 bilhões de anos?
      Sendo assim, talvez, naquela época (primórdios do universo), essas galáxias estavam mais próximas, e, como o universo está em constante expansão desde seu início, supõe-se que agora, passado todo esse tempo, provavelmente não estarão mais juntas, certo?

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    • Depende de algo que dita as regras no cosmos: Gravidade. Em aglomerados de estrelas, por exemplo, temos dois tipos principais: Abertos e Globulares. Nos abertos, a velocidade das estrelas é maior que a gravidade que as unem, então mesmo sendo irmãs nascidas na mesma nebulosa elas vão se separar um dia. Não temos como saber ao certo, mas o Sol um dia pode ter feito parte de um desses. Já os globulares são aglomerados fechados, a gravidade das estrelas é muito forte e a densidade aumenta na direção do centro do grupo, com as estrelas cada vez mais próximas uma da outra. Se o Sol vivesse num desses nosso céu teria centenas de sóis ardente e a vida seria inexistente. Curiosamente, os globulares revelaram buracos negros enormes em seu interior!
      Na questão das galáxias é parecido, as vezes a gravidade é tão forte que ao envés de se separarem não só se mantém unidas pra sempre como podem até ir se aproximando, e vivemos isso aqui: Via Láctea e Andrômeda se aproximam a grande velocidade e um dia num distante futuro vão colidir.

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    • Jonatas, acredito que a sua afirmação a respeito da inexistencia de vida nuam situação de aglomerados globulares, seja um pouco equívoca.
      Como você deve saber, conhecemos a vida, somente da maneira que ela existe aqui na terra, porém, até o momento não devemos descartar as hipóteses de outras formas de vida. Hoje ja sabemos que existem bactérias que podem suportar temperaturas extremamente baixas, e outras, temperaturas extremamentes altas. Nada prova que não possam existir vidas fora da forma orgânica.
      Quem sabe, nós ainda vivos, possamos receber a notícia de descobertas de vidas inteligentes, não-orgânicas.

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    • Sempre que falo me refiro a vida apenas do jeito que conhecemos. Considerando os mais ousados e inesperados formatos em que ela possa se manifestar, como você citou, pode haver seres viventes tanto em aglomerados globulares quanto na superfície do Sol.
      Só defendo que o espaço tem regiões muito violentas e instáveis, nenhum extremófilo conhecido, por exemplo, suportaria a temperatura na superfície de Vênus, muito mais extrema que qualquer lugar da face da Terra onde eles vivem. E num enxame de estrelas globular, planetas teriam temperaturas muito mais altas que as de Vênus, um rochoso como a Terra ferveria e sua rocha jamais formaria superfície sólida. A menos que haja seres capazes de viver em Magma, a milhares de graus, ainda considero a vida nos enxames insustentável. Talvez nas bordas as chances sejam maiores, onde a densidade de sóis diminui mas mesmo assim a radiação ainda é intensa.
      Nossa forma de vida é fundamentalmente sistemas de reações químicas, e tanto em altíssimas quanto em baixíssimas temperaturas as reações orgânicas ficam comprometidas ou totalmente inexecutáveis. E não falo só de química orgânica. Defendo a vida orgânica não por conservadorismo, mas pelas propriedades que só o Carbono tem, e pelo fato dele ser muito comum no espaço, a vida inda pode ser muito comum mesmo se possível apenas organicamente.
      Se for possível inorgânica, será uma descoberta a ser feita ainda nesse século, nos mundos do Sistema Solar, onde não falta lugares de reatividade química. Dê uma olhada nas luas Io(de Júpiter), Titã (de Saturno) e Tritão (de Netuno), lugares plausíveis com temperaturas extremas e riqueza de processos químicos. Aos pesquisadores da vida inorgânica, não saberia dizer lugares melhores pra ela se desenvolver. :)

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  10. Todos os dias vejo publicações que acharam galáxias por ai…
    O que me intriga é o fato de não pudermos sair nem em nosso quintal “Lua”.

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