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Até mesmo micróbios comuns sobrevivem à radiação

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Por em 9.02.2011 as 23:36

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Quanto se trata de micróbios, alguns tem uma capacidade de sobrevivência muito maior do que os seres humanos. Por exemplo, o P. cryohalolentis, um micróbio encontrado tanto no permafrost quanto no gelo marinho da Antártida, que sobrevive à radiação mesmo em condições parecidas com ambientes inóspitos da Terra e de Marte.

O micróbio pode ficar metabolicamente ativo em temperaturas abaixo de zero, e, eventualmente, replicar seu DNA. Ele usa essas condições geladas para reparar o dano ao DNA causado pela decomposição natural de átomos radioativos ou raios cósmicos.

Os pesquisadores escolheram testar os limites desse micróbio porque ele não tem nenhuma habilidade extraordinária de reparo de DNA ou de proteção contra radiação. Mas, se ele pudesse reparar 10 pares de base de DNA por ano, poderia compensar o efeito que seria causado unicamente pela radiação ionizante.

No laboratório, o P. cryohalolentis sintetizou uma média de 90 pares de bases do DNA por dia ao ser posto em uma mistura congelada (-15 graus Celsius) ao longo de 400 dias. Uma temperatura comparável com algumas das condições de gelo mais quentes de Marte, bem como da Terra.

Os pesquisadores mostraram os benefícios do reparo de DNA através da estimativa de vida para os micróbios P. cryohalolentis, E. coli, e D. Radiodurans, sendo que o último é um conhecido resistente à radiação. Quando P. cryohalolentis manteve atividade de reparação, mesmo em condições semelhantes à da superfície de Marte, facilmente superou até mesmo o dormente D. radiodurans.

Naturalmente, as estimativas de vida não incluem muitos outros fatores que podem ameaçar a vida de um micróbio encalhado em alguns dos ambientes mais inóspitos da Terra ou em Marte, como a falta de alimentos ou de água.

É por isso que os pesquisadores advertem fortemente contra o uso das estimativas do quanto os micróbios podem durar em ambientes extraterrestres. Porém, eles estão confiantes que a radiação ionizante não é um fator limitante para a sobrevivência do micróbio.

Ainda assim, algumas dúvidas ficam, como saber se o micróbio só repara danos no DNA, ou se também replica seu DNA lentamente ao longo do tempo, para continuar a crescer a população. Os pesquisadores não acham isso provável, nem impossível. Uma resposta poderia vir com novas experiências planejadas que tentam responder à questão de reparação ou de replicação. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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3 comentários

  1. EltonPaes /

    Já pensou num dia, com tantas missões a marte, um desses micróbios sobrevivam numa viaja até lá…
    vai dar m3rda…

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  2. Gilberto /

    Deviam ser proibidas pesquisas com micróbios, pois eles também sentem dor.

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  3. Fetiche /

    É mais fácil reparar o DNA de uma única célula do que reparar o DNA de milhões de células.

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