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Bactérias modificadas podem consertar rachaduras de concreto

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Por em 17.11.2010 as 20:14

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Cientistas projetaram uma bactéria que pode produzir uma cola especial que “remenda” rachaduras em estruturas de concreto. A bactéria alterada pelos pesquisadores se chama Bacillus subtilis e é comumente encontrada no solo. A equipe a apelidou de “BacillaFilla”.

O micróbio geneticamente modificado foi programado para “nadar” entre as rachaduras finas de concreto e, uma vez no fundo, ela produz uma mistura de carbonato de cálcio e cola bacteriana. Esta cola se combina com células de bactérias filamentosas, que endurece na mesma resistência do concreto em volta e “junta” as paredes do edifício novamente.

O processo é bem simples. Uma vez que as células da bactéria germinem no concreto, elas enchem as rachaduras, e são capazes de sentir quando chegam ao fundo, por causa da aglomeração das bactérias. Essa aglomeração ativa o processo de reparação do concreto, e as células se diferenciam em três tipos: as que produzem cristais de carbonato de cálcio, as que se tornam filamentosas (atuando como reforço de fibras) e as que produzem uma cola que atua como um agente de ligação e preenche a lacuna.

O objetivo dos pesquisadores, ao desenvolver essa bactéria, era prolongar a vida útil das estruturas e edifícios, que são ambientalmente muito caros. Segundo eles, cerca de 5% de todas as emissões de dióxido de carbono são provenientes da produção de concreto, o que se torna uma contribuição significativa para o aquecimento global. Encontrar uma forma de prolongar a vida útil das estruturas existentes significa que o impacto ambiental pode ser reduzido com uma solução mais sustentável.

Os pesquisadores ainda afirmam que a bactéria pode ser particularmente útil em zonas de terremoto, já não há atualmente nenhuma maneira fácil de consertar as rachaduras e torná-las estruturalmente sólidas.

Os pesquisadores também consideraram os potenciais riscos da bactéria para o ambiente. Os esporos da “BacillaFilla” só começam a germinar quando fazem contato com o concreto, desencadeados pelo pH muito específico do material. Assim, elas têm um gene que impede que se proliferem longe do concreto. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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9 comentários

  1. iran fernandes carneiro /

    gostei.,tem gente que nao., e continua pescando com ARCO E FREXA.esses tem que ficar no sub mundo,dos dinossauro.que bom ter jovem assim disposto a descobrir,AGIR INTERAR-SE,SOLUCIONAR.parabens.

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  2. Geison /

    São paulo vai encomendar uma tonelada dessas bactérias(precisa de muito mais )

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  3. Cristóvão /

    O que garante que essas bactérias não continuem se proliferando na superfície do concreto, já que ainda estariam em contato com ele, mesmo depois de fechada a fenda na estrutura? Imaginem uma ponte toda “revestida” de bactérias!

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  4. squish /

    Fico imaginando se uma bactéria dessas não pode sofrer uma mutação e virar uma doença. Uma infecção pulmonar que enche os pulmões de cimento não parece coisa boa.

    No mais, genial a invenção.

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  5. Elizabeth /

    Resta saber se estas bactérias vivas dentro do concreto vão continuar “grudando” as rachaduras infinitamente. Afinal elas não se suicidam ao produzir a tal “cola”…

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  6. Hugo /

    Lendo o original os “cientistas” são ‘estudantes de Newcastle’?,ja a pretendida causa ambiental me fez desconfiar.
    Isto e apenas uma teoria descabida e nem se sabe as consequências maléficas que estas bactérias modificadas poderiam gerar.
    Imagina se entrarem na fenda errada…

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  7. Eu poderia ficar mil anos pensando em uma solução e ainda sim não chegaria nem perto do que esses caras conseguiram, PERFECT

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  8. Gray /

    Essa é uma descoberta genial e muito útil!

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  9. Marcos /

    Olá a todos !
    A engenharia Civil agradece :-)
    Abraços

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