Baixos níveis de vitamina D podem causar problemas na gravidez

Publicado em 19.08.2010

Um novo estudo descobriu que mulheres que possuem níveis altos de pressão sanguínea, problema relacionado com gravidez de alto risco, tendem a ter níveis mais baixos de vitamina D no sangue do que grávidas saudáveis – levantando a possibilidade de que a vitamina pode influenciar complicações na gestação.

Esse problema, em seu estágio precoce, é conhecido como pré-eclâmpsia grave, e surge em cerca de 2 a 3% das gestações, sendo responsável por cerca de 15% dos nascimentos prematuros nos EUA por ano.

A pré-eclâmpsia é uma síndrome marcada por aumento súbito da pressão arterial e acúmulo de proteínas na urina devido à pressão sobre os rins. O início precoce da eclâmpsia é uma forma particularmente grave que surge antes da 34ª semana de gravidez.

No estudo atual, os pesquisadores descobriram que os níveis de vitamina D eram geralmente mais baixos entre as 50 mulheres com pré-eclâmpsia grave em comparação com as 100 gestantes saudáveis. A média do nível de vitamina D no primeiro grupo foi de 18 nanogramas por mililitro (ng/mL), versus 32 ng/mL no segundo grupo.

Há um debate sobre o nível adequado de vitamina D no sangue, mas muitos especialistas dizem que pelo menos 32 ng/mL é necessário para uma boa saúde em geral. Nas mulheres grávidas, o aumento de 10 ng/mL de vitamina D no sangue foi associado a uma redução de 63% na probabilidade de complicação.

A vitamina D atua como um hormônio, e pesquisas de laboratório descobriram que ela pode afetar a regulação e a função de proteínas na placenta. Problemas no desenvolvimento da placenta são considerados as raízes da pré-eclâmpsia.

Existem várias pesquisas que encontraram conexões entre os níveis de vitamina D no sangue, ou da ingestão de vitamina D, e os riscos de uma série de problemas de saúde. Vitamina D baixa é relacionada a maiores riscos de diabetes tipo 1, ataques de asma grave, doenças cardíacsa, certos tipos de câncer e depressão. Mas se a vitamina D é a razão para tais riscos em excesso – e se tomar suplementos pode reduzir esses riscos – ainda não foi provado.

Se a vitamina D estiver envolvida no risco de pré-eclâmpsia, isso pode ajudar a explicar porque as mulheres afro-americanas têm maior risco de complicação que outros grupos raciais – mesmo quando fatores como renda e acesso a cuidados de saúde são levados em conta. A vitamina D é sintetizada naturalmente na pele quando esta é exposta ao sol. Esse processo é menos eficiente em pessoas com pele mais escura, e estudos afirmam que afro-americanos normalmente têm níveis baixos de vitamina D no sangue.

Muitos pesquisadores argumentam que as mulheres grávidas – e todas as outras pessoas – precisam de mais vitamina D do que oficialmente ingerem. No entanto, a investigação nos últimos anos tem desafiado as ideias sobre o que seria suficiente e o que seria demais para ingerir diariamente, e as recomendações estão atualmente em revisão.

A vitamina D pode ser encontrada em alimentos derivados do leite e em ovos[Reuters]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 25 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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1 comentário

  1. Tenho uma filha de 4 anos ,ela nasceu de 8 meses (prematura),ela é perfeita graças a DEUS e eu sobrevevi com muito custo por um milagre de DEUS,tive um inchasso monstruoso e tive convulsão minutos antes d tirarem ela ,tive dois coagulos no cérebro ,após sair do coma ficar uns dias sem enchergar .Mais me salvei e minha filha se salvou e nenhuma d nós ficamos com sequelas.
    Estou grávida novamente de 5 meses de novo .Corro o risco de passar novamente por essas complicações ?

    Thumb up 4

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