O universo em um clique

Balão espacial vai garantir que satélites velhos não fiquem em órbita

ACOMPANHE NOSSOS ARTIGOS

Por em 15.08.2010 as 21:44

Share

As pesquisas espaciais, atualmente, não se dedicam apenas a procurar novas formas de explorar o que há além da órbita terrestre, mas a limpar esse espaço. Agora, cientistas dos EUA e do Canadá pensam não em limpeza, mas em como evitar facilmente que mais lixo se acumule, já que as pesquisas espaciais não param. A solução: acoplar o satélite a um gigantesco balão de Hélio.

O lixo espacial é variado, vai desde satélites que pararam de funcionar até fragmentos de foguetes que se desprenderam do original. Esse lixo todo continua em órbita, e equipamentos avançados como o raio-trator estão em desenvolvimento para mover esses rejeitos.

Satélites desativados representam um perigo para naves em órbita, devido às chances de colisão. Em 2009, a órbita terrestre foi palco de um espetacular acidente entre um satélite ativo e outro já inútil, quebrando os dois em milhares de pedaços, o que criou mais algumas toneladas de lixo espacial. Para evitar que os satélites sem uso fiquem vagando pela órbita, deve-se lança-lo com combustível extra, para que possa se auto-impulsionar de volta à atmosfera ao final do período útil, incinerando-se na reentrada. Mas esse procedimento aumenta os custos, já altos, para o lançamento.

Como se trata de reduzir custos, os balões de hélio são uma alternativa barata para resolver o problema. Funciona da seguinte forma: qualquer novo satélite, a partir de agora, poderá ser lançado com um balão “anexado”. Uma vez que o satélite chega ao fim da sua vida útil, o balão é automaticamente inflado com hélio ou outro gás, forçando o satélite naturalmente de volta para a atmosfera.

Um balão de 37 metros de diâmetro, como foi concebido, levaria apenas um ano para arrastar um satélite de 1.200 kg em direção à atmosfera, a partir de uma órbita inicial de 830 quilômetros da entrada. Sem essa técnica, a descida de um equipamento desativado leva séculos. Além disso, o enorme balão pesa apenas 36 kg.

Contudo, há pouco gás disponível no espaço a mais de 36.000 km da Terra, limite para o qual o Balão não poderá inflar. Felizmente, os satélites não costumam subir tão alto assim. A desvantagem do método é que o balão do satélite seria um alvo ainda maior para colisões, devido ao grande tamanho. Mas os cientistas afirmam que não há risco de nenhum grande prejuízo se isso acontecer, o balão apenas estoura e o satélite segue funcionando normalmente.

Segundo os pesquisadores, o risco de colisão é pequeno comparado ao risco de se deixar mais um satélite sem uso em órbita; assim, uma coisa compensa a outra. A questão é que o ambiente espacial funciona exatamente como o planeta Terra: não basta dar um jeito de remover o lixo que já existe, é preciso minimizar a produção de mais lixo. [New Scientist]

Comente

Para evitar que seu comentário seja excluído pela moderação veja aqui as regras na íntegra para comentários antes de escrever (este link abre nova janela). Segue abaixo uma síntese:

  1. Respeito é o principal: aos outros comentaristas, ao site e redator.
  2. Comente sobre o tema do artigo, não fuja do assunto a não ser que esteja replicando outro comentário.
  3. Caso queira replicar um comentário utilize o botão "Responder".
  4. Para mostrar que gostou do artigo, ao invés de comentar apenas "Gostei", "Legal", etc. divulgue o artigo na sua rede social favorita :D
  5. Comentários que serão certamente removidos: Ataques pessoais, linguagem chula, todas as letras em maiúsculas, redação ilegível, cópias de textos de outras fontes e apologias a crime.
  6. O uso de bom-humor é sempre bem-vindo.
  7. Comentários de natureza criacionista que neguem a Teoria da Evolução das Espécies, a real idade da Terra ou do Universo e afins serão sumariamente removidos (juntamente com suas réplicas) por criarem discussões cíclicas inúteis.
  8. Para denunciar abusos nos comentários entre em contato. Não adianta reclamar aqui sobre abusos, pois nem sempre estamos moderando estas mensagens.

Dica: Para colocar sua foto nos seus comentários visite Gravatar.com.