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Bebidas isotônicas podem não ser saudáveis aos adolescentes

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Por em 27.09.2010 as 20:59

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Segundo um novo estudo, os adolescentes mais ativos nos esportes e outras atividades físicas são mais propensos a saciar sua sede com bebidas feitas especialmente para esportistas, enquanto os adolescentes que passam muito tempo assistindo TV ou jogando videogames tendem a beber mais refrigerante.

Os pesquisadores analisaram dados de uma pesquisa de mais de 15.000 estudantes de ensino médio dos EUA. A maioria dos adolescentes relatou consumir bebidas doces: mais de 60% dos meninos e 50% das meninas bebem pelo menos um refrigerante, bebida isotônica ou outra bebida açucarada por dia. O estudo colocou bebida esportiva, ponche de frutas, chás gelados e outras bebidas que não eram parecidas com refrigerante na mesma categoria.

Os jovens que consumiam bebidas esportivas e outras bebidas não carbonatadas também comiam mais frutas e vegetais, especialmente entre as meninas. Por outro lado, frutas e verduras tendem a diminuir conforme o consumo de refrigerante aumenta.

Os resultados não são surpreendentes. Porém, segundo os pesquisadores, isso pode significar que as crianças estão “se enganando”: as bebidas esportivas doces e coloridas têm desenvolvido uma reputação duvidosa como uma alternativa saudável ao refrigerante. Aqueles que querem seguir um estilo de vida saudável acreditam que estas bebidas são de certa forma boas para eles.

Um único refrigerante pode fornecer uma dose diária de açúcar maior do que os especialistas recomendam. Homens e mulheres adultos devem consumir no máximo 37 g e 25 g de açúcar por dia, respectivamente, enquanto as crianças devem limitar seu consumo a 12 g. Uma lata de Coca-Cola tem 140 calorias e 39 g de açúcar.

Embora as bebidas esportivas contenham carboidratos e eletrólitos como sódio e potássio, que ajudam na hidratação, elas também reúnem uma grande quantidade de açúcar. Uma garrafa de Gatorade, do menor tamanho encontrado no mercado, contém 125 calorias e 35 g de açúcar. Elas não são tão ruins quanto os refrigerantes, no entanto, a última coisa que as crianças precisam é de mais açúcar.

Pesquisas sugerem uma forte ligação entre o consumo de açúcar em excesso, ganho de peso e obesidade, e nos EUA, as bebidas são a maior fonte de açúcar na dieta das pessoas. Entretanto, bebidas esportivas não necessariamente levam ao ganho de peso, e podem ser apropriadas para alguns alunos-atletas e pessoas ativas.

Para as crianças que participam de atividades físicas intensas em um dia quente e úmido, a Academia Americana de Pediatria (AAP) aprova pequenas quantidades de bebidas não-carbonatadas desportivas. Em clima mais ameno, as crianças não precisam de bebidas esportivas, a menos que estejam ativas há mais de três horas.

Adolescentes mais velhos e adultos podem consumir bebidas esportivas depois de atividades físicas de intensidade moderada a alta, que durem mais de uma hora. A desidratação é um perigo comum para atletas jovens, e estudos sugerem que o sabor das bebidas esportivas pode incentivar as crianças a permanecerem hidratadas.

No Canadá, pesquisadores descobriram que crianças que pedalaram por 90 a 180 minutos beberam quase 50% mais água quando era com sabor uva. Se lhes fosse oferecida uma bebida esportiva, eles bebiam 90% mais do que se fosse oferecido apenas água.

O grande problema, porém, é que muitos adolescentes que estão consumindo estas bebidas não estão se exercitando o suficiente para precisar delas para se hidratar.

Os especialistas tem se preocupado muito com o refrigerante. Sua venda é proibida nas escolas em alguns estados dos EUA, como Massachusetts, Pensilvânia, Illinois e Califórnia. Agora, os cientistas estão voltando sua atenção para as bebidas esportivas e outras bebidas açucaradas. A legislatura da Califórnia, por exemplo, está considerando uma proibição de todas as bebidas esportivas açucaradas nas escolas. [CNN]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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