
Para o Dr. Marcus Cooke, da Universidade de Leicester, coordenador da pesquisa, o estudo desse fato é extremamente importante, pois as mães precisam saber qual é a melhor dieta para seus filhos. “Apesar de não termos evidências claras sobre o elo entre a ingestão de cafeína e o câncer, sabemos que a substância causa enfraquecimento do DNA, e o enfraquecimento do DNA é comum em pacientes que sofrem de leucemia. A idéia parece plausível” afirma Cooke.
Também não há causa provada para esse tipo de câncer em crianças, mas há duas possibilidades mais prováveis: exposição à radiação produzida pelo homem ou uma espécie de resposta do organismo para uma infecção.
Dr.Cooke estará realizando uma bateria de estudos durante os próximos três anos para tentar esclarecer a situação. As pesquisas contarão com a ajuda de 1340 mulheres grávidas que estarão sendo analisadas por seus hábitos de consumo de cafeína. Depois, exames serão feitos nos bebês recém-nascidos. Se os médicos encontrarem um padrão, haverá uma base para afirmar o elo entre a leucemia infantil e a ingestão de cafeína pelas mães.
A pesquisa também pretende analisar a dieta, de forma geral, das grávidas, e identificar outros agentes que podem interferir na deterioração do DNA.
Desde já, a Food Standards Agency aconselha mulheres grávidas a não consumirem mais do que 200 miligramas de cafeína por dia. Estudos mais antigos já provaram que o consumo excessivo pode causar problemas de crescimento no feto. [Science Daily, Telegraph]
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