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Bizarra causa da corrupção é descoberta por cientistas

dilma roussef usando crocs

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Por em 1.04.2011 as 2:50

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Pesquisadores da Universidade de Stanford, da Califórnia (EUA) afirmam ter identificado a possível causa da corrupção dentro da política – e ela é muito mais estranha do que você imagina: dores nos pés.

“As dores nos pés parecem causar, ao longo de anos de sofrimento, um tipo insensibilidade psicológica aos valores éticos e morais pelos quais os políticos juram fidelidade ao assumir seu mandato, possivelmente por causa de uma interação do hormônio cortisol com a grande irritabilidade mental causada pela dor”, afirma a psicóloga Rose Garden, professora da universidade e coordenadora do estudo.

Para a realização da pesquisa foram ouvidos 11.023 ex-legisladores e membros do executivo, condenados por algum crime relacionado à corrupção, em 423 países diferentes. Todos responderam um questionário que perguntava sobre suas condições de saúde.

Um total de 99,85% dos entrevistados afirmaram sofrer fortes dores nos pés durante algum período de seus mandatos. “Ficamos surpresos quando constatamos que, em praticamente todos os casos, o momento em que as dores nos pés estavam no ápice, segundo os registros médicos dos voluntários, coincidia perfeitamente com o período em que delitos dos condenados foram perpetrados”, afirmou a professora em entrevista telefônica. “Isso denota fortemente uma possível relação causal que torna aqueles que sofrem com calçados desconfortáveis e problemas ortopédicos nos membros inferiores mais susceptíveis a usurpar os princípios básicos de confiança depositados neles por seus eleitores”.

A Dra. Garden também afirma que medidas simples como a utilização de calçados mais confortáveis ou apenas meias podem ter um grande impacto no quadro de corrupção mundial: “Se todos [os políticos] pudessem praticar seu ofício vestindo apenas meias nos pés o mundo possivelmente seria um lugar muito diferente”, arrisca.

No Brasil

A presidenta Dilma Roussef, em uma entrevista exclusiva ao HypeScience, afirmou que costuma utilizar sapatos anti-estresse sempre que possível em ocasiões formais e até mesmo que anda pelo Palácio utilizando seus inseparáveis Crocs, os quais usava na entrevista (foto). Mas infelizmente para ela “muitas vezes o conforto deve ser sacrificado pela estética, pois os sapatos ultra-confortáveis são feios para dedéu e não posso apertar a mão do presidente do Barack Obama usando Havaianas”, afirmou com bom humor. “Isto não significa que vou sair por aí embolsando o dinheiro público”, disse “muito pelo contrátio, me recordo nestes momentos da vida dura dos mais pobres que tem que ficar de pé trabalhando na lavoura longas horas ou no ponto do ônibus que nunca chega, e do tamanho do meu trabalho para mudar este cenário”.

Até o momento os resultados de um único estudo científico nunca haviam causado tanto impacto na vida pública. O Deputado Ocricocrides de Albuquerque (PTB-BA), após ter tomado conhecimento dos resultados do estudo, redigiu um projeto de lei que obrigaria todos os servidores públicos inclusive membros do executivo, legislativo e judiciário a utilizarem sandálias Havaianas, Crocs, sapatos anti-estresse ou similares “em quaisquer edificações públicas ou em qualquer localidade, contanto que esteja no cumprimento do dever”, afirma. Outro projeto do Deputado Tiltil Gabani (PRN-ES) prevê a criação IPPC (Imposto Para Pés Confortáveis), de 0,58% sobre todas as transações financeiras bancárias, cujos recursos seriam revertidos para “o conforto de cada passo daqueles que estão sempre com o pé no poder, em beneficio do povo”, afirma o deputado.

Anistia

Alguns políticos já estão falando em absolvição automática para todos os condenados por crimes contra o patrimônio público: “Se a causa está só no pé, então porque a pessoa inteira deve ser responsabilizada?”, afirmou o Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso em entrevista. Ele sugere que, até que sejam tomadas medidas efetivas para aliviar os pés do alto escalão do governo, todos os acusados recebam perdão incondicional e retornem para a vida pública, após um período de licença de 90 dias, com todas as despesas pagas e recebimento ininterrupto do salário, para que possam recuperar a saúde dos pés.

Críticos destas considerações afirmam que isto seria o mesmo que “dar uma carta branca para a desonestidade generalizada em todos os poderes”, como afirmou o empresário Eulâmpio Araújo, presidente da ABAFOFA, ONG que promove a criação de penas mais duras no combate a corrupção dentro do governo.

Absurdo

Caso você tenha lido o presente artigo até aqui, saiba que caiu numa pegadinha (de mau gosto). Nenhum fato, relato, palavra, letra ou pontuação presentes neste artigo é real. Foi uma estupidez de nossa parte. Não entrevistamos ninguém, usamos exclusivamente a nossa sórdida imaginação.

Pedimos desculpas. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Desculpe. Contenha a ira e o impulso arrebatador de arrancar a próprias roupas com os dentes. Use a energia deste ódio profundo que está sentindo por nós neste momento e envie esta obra de ficção a um amigo, inimigo, cunhado ou sogra. Basta recomendar logo abaixo no Twitter, Orkut, Facebook ou por email.