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Células-tronco permitiriam “clonagem” com embriões humanos

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Por em 13.10.2011 as 14:23

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A humanidade já conhece bem o princípio básico das células-tronco, que têm a capacidade de se transformar em um novo tipo de célula, conforme a necessidade da genética moderna. Até agora, no entanto, esse conhecimento não foi suficiente para obter a clonagem do ser humano. Uma pesquisa de cientistas americanos começa a entender o motivo.

Depois de 1997, ano em que foi clonada a famosa ovelha Dolly, numerosos grupos de cientistas têm tentado repetir a façanha com o ser humano, sem sucesso. A técnica que se usava para conseguir a “clonagem”, há até pouco tempo, era sempre a mesma: colocar material genético de qualquer pessoa dentro do núcleo de algum óvulo, e esperar para ver se um embrião surgiria dessa junção.

Retiravam o material cromossômico de uma célula da pele, por exemplo, e implantavam no núcleo de um óvulo. O problema é que se costumava remover o núcleo do óvulo de lá, deixando apenas o núcleo da célula externa. Ou seja, era uma substituição. Com esse procedimento, a célula evoluía até o estágio onde há entre 6 e 12 células, ainda longe do que se pode chamar de embrião, e não avançava mais.

O novo mecanismo não substitui, e sim adiciona. Os cromossomos da célula da pele são injetados no núcleo do óvulo, mas o material genético que já estava ali não é retirado. Com isso, o óvulo chegou ao estágio de blastocisto, quando há mais de 100 células e já se pode chamar de “pré-embrião”.

Isso já seria o caminho para a clonagem humana, não fosse por um detalhe: o número de cadeias de cromossomos. Na reprodução entre um homem e uma mulher, a cadeia de cromossomos se combina à do óvulo, formando duas cópias. Nessa técnica, as duas cópias adultas ganham a adição de uma terceira, no caso, a célula externa colocada no núcleo, formando um total de três cadeias.

O número incorreto de cromossomos, que na prática causa problemas como a Síndrome de Down, torna a clonagem inviável por esse método. A solução que os cientistas precisam encontrar é isolar a cadeia de DNA do doador, para que a conta fique correta. Mas os cromossomos combinados no núcleo se mostraram, pelo menos até hoje, impossíveis de se separar.

É por isso que os cientistas estão focados nas células-tronco. Pesquisas recentes mostram que seria possível “reprogramar” uma célula adulta para funcionar como célula tronco. Esse mecanismo, se puder ser colocado em prática, elimina a necessidade de haver embrião e injeção de material genético em um óvulo. O que ainda não se sabe, no entanto, é uma maneira viável de fazer isso acontecer. [BBC]

Stephanie D’Ornelas é estudante de jornalismo, tem 19 anos e adora um café e um bom livro. Também escreve para o Jornal Comunicação da UFPR.

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4 comentários

  1. Clonar um mamute eu concordo mais clonar um ser humano imagine quando esses bebes nascerem ele provavelmente vai passar a vida em um laboratório sendo analisado.

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  2. leandro /

    No passado, na idade média quando nascia a medicina, os poucos que estudavam cadaveres eram perceguidos etc, mas isso passou, o mesmo sera com a célula tronco e outros avanços como a clonagem, o que hoje é repugnante amnha sera uma solução para problemas, o que nos impede de crescer são as crenças.

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  3. Leandro /

    A regulação epigenética é, na minha opinião, a principal barreira para o sucesso da clonagem usando os métodos tradicionais.A clonagem da forma como é feita, é o auge de uma visão simplória centrada no gene e que ignora o fenótipo pre-existente(o ovulo por exemplo).

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  4. Camillo Durval /

    Os renais crônicos aguardam ansiosos alguma terapia celular e/ou medicamento que os aliviem das difíceis hemodiálises e dos riscos dos transplantes. Célula adulta que viesse a funcionar como célula-tronco pode ser o caminho para a criação de rim humano ou a oportunidade de provocar a regeneração de funções básicas da insuficiência renal crônica! Precisamos de modelos novos, pois o que aí está, na área renal crônica, vem se tornando desgastante, custosa e até duvidosa!

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