Chefes rígidos podem fazer com que funcionários sejam mais criativos

Publicado em 2.09.2010

Um estudo holandês mostrou que chefes mais durões podem ser, na verdade, uma vantagem (pelo menos para a empresa): algumas pessoas desempenham tarefas melhor quando recebem broncas. Já para outras, ser tratada com raiva pode sufocar a criatividade.

O que leva a essas respostas diferentes é o grau de “motivação epistêmica” da pessoa. A motivação epistêmica é uma característica ligada à personalidade do trabalhador e ao ambiente de trabalho, e mostra o grau de engajamento do funcionário e o seu desejo de entender uma situação.

Os com alta motivação epistêmica acabam “aproveitando” as broncas, mais do quando recebem uma resposta neutra do chefe a uma tarefa. Eles geram mais ideias, se mostram mais originais e abrangentes, e tornam-se mais empenhados se recebem respostas irritadas do chefe.

Já os com baixa motivação epistêmica interpretam a raiva do chefe como um sinal de que ele é um funcionário que está abaixo dos seus colegas de trabalho.

Ainda assim, o ambiente de trabalho pode alterar o grau de motivação epistêmica do trabalhador. A raiva só será um motivador eficaz para algumas pessoas e em condições adequadas, segundo os investigadores.

É improvável que a raiva funcione quando há muito estresse, pressão, ou barulho ao fundo. Mas pode dar resultado quando as pessoas estão em um ambiente descontraído, porque a mensagem é de que simplesmente precisam se esforçar mais, fazer melhor.

Os pesquisadores realizaram vários tipos de testes e chegaram a conclusão que as equipes com alta motivação epistêmica desempenham-se melhor quando seguem um líder bravo, rígido, enquanto as equipes com motivação epistêmica baixa desempenham-se melhor no comando de líder mais alegre, e neutro. [LiveScience]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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4 Comentários

  1. Eu também tenho muito interesse em conhecer sobre a motivação epistêmica? onde posso encontar?

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  2. Muito boa a pesquisa, mas!! Nem tudo é absoluto linear assim, percebam:
    Conceitos patológicos geram pessoas , organizações de mesmo grau , gênero , numero e forma. Terrorismo no trabalho, ausência de metanóia corporativo e empresarial, assédios morais… São características de empresas com lideranças(chefes!) e colaboradores, empreendedores do século passado!!!

    Hoje estamos numa epigênese mundial. Uma transição.
    Desnecessário todo e, qualquer tipo de empolgação em aplicar na prática, somente sabermos como processa a nossa motivação epistêmica ou da ausência do mesmo.

    Somos e temos:
    3 tipos de representação mental;
    4 tipos de temperamentos;
    3 tipos de relacionamentos;
    12 personalidades;
    9 tipos comportamentos pessoais;
    12 tipos de inteligências humanas;(múltiplas)
    12 tipos de personalidades;
    03 cérebros com interdependências entre si
    E muito mais…

    Agora, cruzes as informações, coloque cada um em seu devido lugar, observe resultados, desperte potenciais naturalmente, de oportunidade , ofereça o melhor no ponto de vista de cada, coerente com a organização e, os índices serão mais, muito mais positivos. Demissões, gritos!! lideres e pessoas com tecnologia do passado. Delay businces corporation no sec. XXI

    A vida é simples, Acreditem e Creditem! Nesta tendência mundial
    Well, Sejam bem vindos ao século quântico XXI. “Virtude e, o mais importante nas pessoas.”
    Edilson Lima.

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  3. Ok, e como se pode medir a motivação epistêmica? Algum teste, onde se pode fazer? Porque isso pode ser uma grande vantagem para as empresas realmente, saber quem reage melhor a pressão ou com motivação positiva.

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  4. Seria porque eles falam assim!?

    “Vá TRABALHAR ou vai perder o seu EMPREGO”, ai dar um passo e vira para trás e fala, “Ah! E é bom fazer direito senão já sabe né ?!

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