O universo em um clique

Cientistas encontram mil novas espécies no deserto australiano

Por em 20.12.2011 as 18:30

Recentemente, uma equipe de pesquisadores encontrou mais de 1.000 novas espécies na Austrália. E mais: eles estimam que haja outras 3.500 espécies desconhecidas abaixo do solo árido e seco do interior do país.

“Quando fizemos essa descoberta, quase não acreditamos”, disse o líder da equipe, Andy Austin.
Os cientistas encontraram criaturas minúsculas, incluindo pequenos crustáceos, aranhas, besouros e minhocas em quase todos os buracos do deserto que eles olharam.

Anos atrás, os pesquisadores acreditavam que a estigofauna – pequenos animais que vivem dentro de sistemas de água subterrâneos – eram típicos de países europeus, que são mais úmidos e temperados.

A Austrália já foi mais úmida no passado, um ambiente quase como uma floresta tropical, antes de começar a secar, em torno de 15 milhões de anos atrás.

Alguns dos pequenos invertebrados que estavam em ambientes aquáticos refugiaram-se em ambientes subterrâneos, enquanto que hoje encontra-se na superfície uma variedade de vertebrados de origem mais recente.

Outro membro da equipe, Bill Humphries, especulou anos atrás que, talvez, a estigofauna estivesse escondida não só na Europa, mas no deserto australiano também. A descoberta dessas criaturas abaixo do deserto australiano cerca de 15 anos atrás foi o catalisador do projeto em curso hoje.

Anos atrás, os biólogos usariam traços físicos, como tamanho, forma e cor, para tentar identificar espécies em campo.
Hoje, com os avanços no sequenciamento de DNA, é muito mais barato e fácil analisar o material genético para categorizar espécies – e descobrir 1.000 novas.

O propósito de descobrir novas espécies é compreender melhor a biodiversidade do deserto e talvez entender as suas origens, além de protegê-la.

A Austrália tem uma indústria de mineração muito ativa e, na Austrália Ocidental, as empresas de mineração podem causar a extinção de espécies. Muitas empresas trabalham com cientistas para estudar o ambiente que estão perfurando.

O deserto australiano ainda tem milhares de invertebrados a serem descobertos. Os pesquisadores dizem que outros continentes também, como África e América do Sul, provavelmente têm milhares de estigofaunas desconhecidas.

“Se você começar a multiplicar isso em uma base global”, disse Austin, “há probabilidade de haver enorme diversidade que será descoberta nas próximas décadas”.[LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

Site

Curta nossa página no Facebook:

4 comentários

  1. Emerson Brito /

    Isso mostra que não conhecemos nem o nosso planeta direito.

    Não tem como não acreditar em vida em outro planeta do universo…

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 7
  2. igor /

    Cara eu acho q o tal ”diluvio” deve ter sido uma enchente q deu na região do noé, ai ele pegou as cabras e vacas, e abrigou num barquinho, e depois aumentou a historia, ”um bocadinho” na hora de contar a seus filhos ou netos, xD

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 7
  3. João /

    Esta enorme quantidade de espécies desconhecidas pela ciência só aumenta o mérito dos esforços conservacionistas.

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 9
  4. Imagine isso tudo em um Barco ….. >D

    Gostei deste comentário ou não: Thumb up 5

Reponder

Leia o post anterior:
111202-landers-quake-ozone gas-hmed-1008a.grid-6x2
Gás ozônio pode prever um terremoto?

Há muito tempo cientistas tentam encontrar uma maneira de prever desastres naturais. Essa questão levou um grupo de físicos a estudar rochas e gases em experimentos de laboratório que imitam um terremoto, descobrindo que as rochas quebradas produzem gás ozônio em um nível 100 vezes maior do que o normal

Fechar