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Cientistas estudam bactérias que crescem no umbigo

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Por em 4.05.2011 as 20:25

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Um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Carolina do Norte só olha para o próprio umbigo, e isso tem ajudado no desenvolvimento da ciência.

Jiri Hulcr e seus colegas na Faculdade de Raleigh, Carolina do Norte, lançou recentemente o Projeto da Biodiversidade do Umbigo, como uma forma divertida para que as pessoas se interessem por microbiologia e aprendam sobre as bactérias encontradas na pele.

Embora o umbigo seja um lugar incomum para conduzir uma pesquisa, em muitos aspectos, é ideal para encontrar germes.

“O umbigo é protegido, tornando-se um refúgio para os micróbios da pele normal”, explica Hulcr, pesquisador de pós-doutorado que lidera o projeto.

Outra vantagem é que poucas pessoas limpam a área com sabonete. “Isso é ótimo para as bactérias”, conta Hulcr, porque a falta da lavagem adequada torna o lugar atrente para ainda mais seres interessantes. Até agora, eles encontraram muitas Staphylococcus epidermidis, que é a bactéria mais comum encontrada na pele -, mas também colônias
amarelo-brilhante de Micrococcus luteus, e gotas pegajosas de Pseudomonas.

Uma terceira vantagem é que o “umbigo não produz secreções como outras partes do corpo que nem o nariz ou a axila”, explica Hulcr. “Assim, a microflora dentro do umbigo é bastante representativa do resto do corpo.”

Os cientistas cultivam as bactérias coletadas dos umbigos dos voluntários em uma cultura e uma vez que se tornem “grandes e robustas o suficiente”, elas são fotografados. Os participantes recebem um número de acesso para acompanhar suas bactérias online.

“As pessoas sempre se surpreendem com a quantidade de coisa que cresce a partir desta amostra, mesmo superficial”, conta Hulcr. Ele acrescenta que a descoberta moderadamente repugnante de seu projeto fez foi que “muito poucas pessoas passassem a lavar suas umbigo com sabão”, relata.

Antes de encerrar, confira algumas curiosidades aleatórias sobre o umbigo:

- Umbigos “para fora” são raros. Apenas 4% dos participantes do projeto até agora os têm. Eles não apresentam nenhum tipo de micróbio diferente.

- Um químico austríaco sugere que pessoas com pelos na barriga possuem um umbigo com mais “fiapos”.

- Seu umbigo é efetivamente uma armadilha para “fiapos” de fibras do tecido da roupa, bem como de pele morta, suor, gordura e poeira.

- É possível ter um tumor no umbigo. Fique de olho no seu.

- Uma pesquisa sugere que o “umbigo ideal feminino” é pequeno e em forma de T. Os menos atraentes são os umbigos horizontais e os “para fora”. [BodyOddMSN]

Bruno Calzavara é estudante do 4o ano de Jornalismo na Universidade Federal do Parana, mas não vai se formar neste ano. Está fazendo intercâmbio na Universidade de Pisa, na Itália. Volta em agosto. Já trabalhou em vários campos jornalísticos e agora lida com o mundo fascinante dos textos científicos de HypeScience. É dono de um blog de viagem.

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3 comentários

  1. Rui /

    Rogério, pela localizaçao e aspecto, calculo que seja do Apendice, tneho uma igual

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  2. Ezio Jose /

    Se o umbigo é um refúgio de micróbios e bactérias, imaginem com furos para colocar piercings e outros troços que desfiguram a beleza de uma pessoa?
    Meu avô dizia que o umbigo é o c que não configurou. Acho que ele tinha razão!

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  3. Rogerio /

    Belo umbigo. Mas essa cicatriz, o que será?

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