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Cientistas podem prever suas atitudes olhando para seu cérebro

Por em 28.06.2010 as 14:54

Neurocientistas da Universidade da Califórnia usaram tomografias para prever se os participantes do estudo usariam, ou não, filtro solar. Suas previsões foram mais certeiras do que aquelas feitas pelos próprios “donos dos cérebros”.

Segundo os pesquisadores, as pessoas muitas vezes estão decididas a tomar uma atitude mas, por um motivo ou outro, acabam deixando essa atitude de lado. O estudo pode ajudar publicitários a entenderem melhor o comportamento dos consumidores e porque eles adotam, ou não, uma medida de prevenção contra a Gripe A proposta pelo governo, por exemplo.

Os cientistas fizeram tomografias em 20 participantes enquanto eles assistiam uma propaganda que falava do benefício do uso do filtro solar (que provavelmente não era aquele vídeo com a narração do Pedro Bial). Depois da propaganda os voluntários deveriam responder a um questionário que perguntava se eles iriam, ou não, adotar as medidas sugeridas pela propaganda e usar o filtro solar.

Depois os participantes foram acompanhados durante alguns dias, para que os cientistas pudessem ver se eles realmente estavam usando o filtro solar.

Na análise dos cérebros, os pesquisadores observaram o córtex pré-frontal, que fica localizado na frente do cérebro, atrás de nossas sobrancelhas. Essa região é maior nos humanos do que nos outros primatas e é conhecida por controlar a imagem que fazemos de nós mesmos. É nessa região que “ficam” os nossos valores e preferências, por exemplo.

Mais atividade nessa região significava que a pessoa iria usar mais filtro solar na semana seguinte ao estudo, mesmo que acreditasse no contrário. Menos atividade indicava que o voluntário não ia usar tanto filtro solar quanto era indicado pela propaganda, e, muitas vezes, usava menos do que esperava.

Sendo assim, os cientistas puderam prever o comportamento dos voluntários.

Esse tipo de experimento pode ser usado na publicidade para que seja analisado quais mensagens são mais eficientes a partir da atividade do córtex pré-frontal, que indicaria se o sujeito está, ou não, disposto a seguir as atitudes sugeridas. [LiveScience]

Luciana Galastri é jornalista. Viciada em livros, lê desde publicações sobre física a romances de menininha do estilo "Crepúsculo". Toca piano desde os oito anos de idade e seu estilo de música preferido é o metal.

5 comentários

  1. Ao invés de usar as invenções para evoluir estão usando para regredir.

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  2. Rosângela /

    Luan excelente observação.

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  3. Dênio /

    Olá!
    Gentileza informar-me se minha incrição está mesmo sendo cancelada, pois ao abrir a página do hypescience.com apareceu um aviso, muito suspeito, pedindo-me que o clicasse para eu atualizar meu cadastro.
    Att.
    Dênio Mattoso;

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  4. Luan /

    Eu acho essa pesquisa falha pois pode ocorre pessoas em que a já grande atividade no córtex pré-frontal e que porventura leve essa pesquisa de forma momentânea, tornando ela falha.

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  5. Eduardo Garcia /

    Minority Report? (ou quase?)
    Só falta os hologramas sensiveis ao toque

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