Cientistas podem ter encontrado evidência de que universos paralelos existem

A chamada Mancha Fria (do original “Cold Spot”) é uma área de 1,8 bilhões de anos-luz de diâmetro no espaço, com 13 bilhões de anos, que é 0,00015 graus Celsius mais fria do que o seu entorno.

Agora, astrônomos da Universidade de Durham, na Inglaterra, estão sugerindo que essa região insondável pode ser a primeira evidência de um multiverso.

Os pesquisadores não foram capazes de explicar a causa deste enorme espaço frio, e o novo estudo afirma que não deveria existir.

“Não podemos excluir inteiramente que a Mancha Fria seja causada por uma flutuação improvável explicada pelo modelo padrão da física de partículas. Mas se essa não é a resposta, então há explicações mais exóticas. Talvez a mais emocionante é que a Mancha Fria foi causada por uma colisão entre nosso universo e outro universo-bolha. Se análises mais detalhadas provarem que este é o caso, então a Mancha Fria pode ser tomada como a primeira evidência do multiverso”, explicou um dos coautores do estudo, Tom Shanks.

2% aleatório, 98% multiverso

O novo estudo sugere que as galáxias na Mancha Fria se agrupam em torno de pequenos vazios que se espalham pela região como bolhas, e que há apenas uma chance de 2% da região ter se formado aleatoriamente.

Se as asserções de Shanks forem verdadeiras, a Mancha Fria indica que nosso cosmos contém um número infinito de universos paralelos que, por sua vez, contêm um número infinito de realidades.

Esta teoria parece ter saído das páginas de ficção científica, mas é na verdade um assunto sério debatido por especialistas como o astrônomo Stuart Clarke. Suas possibilidades são um tanto assustadoras.

“Esses reinos incontáveis se situam lado a lado em dimensões superiores que nossos sentidos são incapazes de perceber diretamente. Cada universo alternativo carrega sua própria versão diferente da realidade”, Clarke escreveu no portal The Guardian.

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