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ALESSANDRA NOGUEIRA em 24.06.2009 as 22:32 e atualizado em 28.06.2009 as 23:04

cirurgia estomago

Um estudo mostrou que cirurgias de emagrecimento podem diminuir as chances de mulheres obesas terem câncer. Os pesquisadores divulgaram que mulheres que passaram pela cirurgia têm 42% menos chances de desenvolver câncer, de acordo com o estudo, feito durante dez anos e publicado na revista científica Lancet Oncology, da Suécia.

Os pesquisadores acompanharam 2010 pacientes que sofreram a cirurgia de redução do estômago e 2037 pacientes obesos que emagreceram fazendo dieta e exercícios tradicionais.

Os homens estudados não mostraram o mesmo benefício. Os pesquisadores afirmam que isso pode ter acontecido porque muitas formas de câncer são causadas por hormônios femininos, como o estrogênio, ou porque menos homens fazem a cirurgia – ou porque havia menos homens no estudo. A obesidade é conhecida como um fator que aumenta as chances do câncer, e as evidências continuam a aparecer. Um estudo divulgado recentemente descobriu que pessoas que eram obesas na infância têm duas vezes mais chance de desenvolver câncer de pâncreas.

Resultados práticos

A cirurgia reduziu as taxas de câncer no grupo em até um terço. Entre as mulheres que participaram do estudo, 79 das que fizeram a cirurgia tiveram a doença, e 130 das que fizeram o tratamento tradicional desenvolveram câncer. Estudos já mostraram que a cirurgia bariátrica pode reverter a diabetes e reduzir os riscos de morte por problemas cardíacos.

Ainda assim, os resultados mostrados em mulheres e não em homens preocupa médicos. Andrew Renehan, da Universidade de Manchester, na Inglaterra, afirma que os efeitos da cirurgia sobre os riscos do câncer podem demorar mais para aparecer em homens porque eles têm maiores chances de ter cânceres retais, do cólon e do fígado – que demoram mais para se desenvolverem.

Leena Khaitan, cirurgiã bariátrica, afirma que o fato dos homens não terem sido beneficiados pela cirurgia apenas mostra quem faz a intervenção: “Sabemos que 80% dos pacientes que fazem a cirurgia são mulheres. Suspeito que se tivéssemos um número maior de homens, veríamos a diferença”, afirma.

Khaitan afirma que este estudo e outros sugerem que a cirurgia de redução do estômago pode ser um meio de prevenir doenças crônicas e caras, como o câncer. “É um forte argumento para a medicina preventiva”, completa. [Reuters]


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