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Como escolher o sexo do bebê?

Por em 23.04.2012 as 16:00

Um anúncio em um jornal canadense de uma clínica de fertilidade que oferece seleção sexual (escolher o sexo do seu bebê antes de tê-lo) causou polêmica e reacendeu a discussão sobre o “pré-conceito de gênero”.

A clínica afirma realizar biópsias de embriões antes da fertilização in vitro, usando DNA para determinar o sexo e, em seguida, implantando somente embriões do sexo masculino no útero da mãe.

Essa capacidade de testar embriões para saber o sexo foi originalmente desenvolvida para detectar doenças genéticas. Mas, das pessoas que se aproximaram da clínica que desenvolveu o processo anos atrás, mais da metade eram pais que tiveram uma filha e queriam um filho.

“Muitas vezes, as meninas têm que lutar por suas vidas antes mesmo de nascer”, disse Sabrina Atwal, diretora de projetos da Associação de Mulheres Indos-Canadenses.

Uma pesquisa do grupo Gallup no ano passado revelou que os americanos preferem meninos. No Brasil, enquetes informais com quase 2 mil votos mostram que as pessoas também preferem filhos homens a mulheres (embora a diferença seja pequena, de 37% contra 32% dos votos).

Dos 1.020 entrevistados da Gallup, 40% disseram que, se pudessem escolher, iam querer um menino, contra 28% que escolheriam uma menina. O resto não tem uma preferência.

Antes dessa técnica das clínicas de fertilidade, somente a ultrassonografia iria indicar se você tem um menino ou uma menina no ventre, mas isso só ocorreria cerca de 18 semanas depois da gravidez.

Além do ultrassom, um kit caseiro de teste de gênero de uma empresa da Nova Zelândia criou uma super controvérsia em 2009, já que algumas pessoas afirmaram que os pais saberem o sexo de um feto logo no início da gravidez poderia estimulá-los a procurar um aborto.

O aborto em si já é muito polêmico e divide opiniões em tópicos como assassinato e direito de escolha. A seleção de sexo aumenta a discussão com o preconceito de gênero e gera reflexões como: o que será do mundo se todos começarem a querer apenas meninos? As mulheres voltariam a ser (ou continuaram a ser) inferiorizadas? O desequilíbrio vai afetar a reprodução humana? Existem consequências físicas ou psicológicas?

Por enquanto, nos resta apenas bater: escolher o sexo do bebê é uma coisa normal ou antiética?[LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 23 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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5 comentários

  1. A imagem do homem em todo o mundo é mais forte, logo, a maioria das pessoas preferem ter filhos de sexo masculino.

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  2. J.P. /

    Isso! Isso! Isso! Tenham machos, por favor! *-*
    Assim, nós – as fêmeas – teremos um leque de opções muito maior. ó/
    Já pensou? Nasce uma fêmea e tem feeeeeesta na “comunidade”!
    Quando os machos quiserem copular vai ter festival de exibição de qualidades afetivas – ou competição de flexão de pinto (Vide filme “Tenacious D”). Vão dar valor as fêmeas! Vão se empenhar em ser homens melhores, ou matar uns aos outros mas, isso só na pior das hipóteses. auihauhauihauihauihauihuiahuiahiuahiuhaiuhaihaiuahia

    [ESTE COMENTÁRIO NÃO REFLETE A REAL OPINIÃO DA AUTORA - É APENAS UMA "PIADA"]

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  3. Acho isso maravilhoso na minha opinião não estará comprometido não, ao contrario de alguns países como o japão que quase não tem mulheres, os outros países saberão equilibrar, muitas pessoas querem filhas, e a ideia de você escolher é maravilhosa para algumas mães, outras nem se importaram com isso, e o desejo de mãe será ainda maior e mais feliz, mas daqui alguns anos a taxa de natalidade diminuirá, isso é evidente algumas mulheres não querem filhos por causa da educação economia e etc… que hoje está indo de mau a pior, mas ainda muitas pessoas não conseguem controlar que é a classe baixa mesmo com informação pirolas e etc… elas não conseguem se dar ao luxo de comprar, mas é um outro quadro que está mudando, qualquer mudança é bem vindo para um futuro melhor como o ser humano é resistente a mudança creio que terá as pessoas contras, mas isso fará sim bem para muitas pessoas!

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  4. Hilana Sousa /

    Eu acho isso um grande absurdo! Sou totalmente contra!

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  5. Emerson Costa /

    Acho que, EM ALGUNS CASOS, não seria interessante haver a escolha do sexo do bebê.

    Um exemplo: nos países da região do oriente médio ter uma criança do sexo feminino é algo quase inaceitável (isso é o que escuto falar)… Nesses países, a taxa de natalidade de meninas iria cair absurdamente, o que poderia causar o desequilíbrio nos números entre homem e mulher e dentro de algumas décadas haver problemas com a reprodução humana na região.

    Há casos em que é bem interessante ter acesso à essa tecnologia, por exemplo, para algumas famílias, que já têm uma criança de um determinado sexo, será muito bom poder escolher o sexo da outra criança, e se desejarem ter um casal, realizarão seu desejo.

    Sem dúvidas há muitos prós e muitos contras esse tipo de manipulação da vida humana.

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