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ALESSANDRA NOGUEIRA em 11.03.2009 as 0:38 e atualizado em 19.03.2009 as 0:48

criança triste

A vida é dura para filhos de pessoas que sofrem de depressão. As crianças tendem a assumir responsabilidades muito grandes para as suas idades, desde cuidar dos pai ou da mãe doente e, até mesmo, de um irmão mais novo. Sendo assim, é importante que os tratamentos para pessoas com a doença incluam assistência não só para a pessoa que sofre do problema, mas para seus familiares.

Essas são as conclusões de uma pesquisa realizada na Suécia.

Os cientistas examinaram o modo com que a vida familiar é afetada, quando um dos pais sofre de depressão. Nove famílias foram analisadas.

Os resultados mostram como o cotidiano familiar muda e se torna mais complicado quando um dos pais sofre de depressão. A incerteza sobre o que está realmente acontecendo toma conta da família inteira. A depressão também faz com que o doente fique desgastado, exausto, o que influi incrivelmente na vida de uma criança.

A depressão muda, também, a comunicação entre o adulto e a criança – há menos conversas do que antes. Brincadeiras diminuem e, como o pai/mãe se isola, os jovens sentem-se abandonados, responsáveis por si mesmos em uma época em que isso é um fardo muito pesado.

“A tarefa mais difícil que uma criança, cujo responsável está em depressão, tem que enfrentar, é garantir que o doente não cometa suicídio. É um nível de responsabilidade além dos limites de uma criança” explica o cientista que conduziu a pesquisa, Britt Hedman Ahlström.

Para a criança, a depressão do responsável significa tanto responsabilidade além de seus limites quanto solidão. Além disso, ela vai se esforçar ao máximo para recuperar seu pai/mãe, tentar de tudo para que as coisas voltem ao normal.

E, mesmo que o doente se recupere, sua família jamais se verá livre de um estado de ansiedade. As pessoas esperam que a doença volte a qualquer momento, ficando preocupadas, sofrendo, associadas à depressão alheia.

De acordo com a pesquisa, envolver a família inteira no processo de recuperação é imprescindível. Alguns psiquiatras ajudam, não só o doente, mas a família inteira a passar pela depressão.

“É vital, para o médico, estar atento às necessidades da família do doente e, principalmente, das crianças” conclui Britt Hedman Ahlström. [Science Daily]


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Um comentário »

  1. Meus pais sofreram de depressão (principalmente meu pai), quando eu ainda era bem novo…

    Logo após a separação, que já é um processo difícil, a minha mãe saiu do local onde eles trabalhavam, na mesma empresa, e ficou vivendo apenas de bicos

    Pouco depois, meu pai também perdeu o emprego durante o governo Collor, e entrou numa depressão profunda… Se isolou dentro de casa, bebendo e fumando sem parar… Nunca conversamos sobre isso, mas sem dúvida ele pensou em suicídio

    Foi bem difícil na época

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