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Culpa do homem: demanda por recursos ameaça progresso

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Por em 24.05.2011 as 16:36

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Segundo um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo deve consumir três vezes mais recursos naturais do que as taxas atuais a partir de meados do século.

O crescimento populacional e a prosperidade são os principais culpados. Até 2050, a humanidade provavelmente gastará cerca de 140 bilhões de toneladas de combustíveis fósseis, minerais e minérios anualmente.
Segundo a ONU, o que levaria ao aumento da demanda por recursos é uma realidade nova; hoje, existem mais um bilhão de consumidores de classe média como resultado da rápida industrialização dos países em desenvolvimento.

Se os recursos necessários para gerar esses bens e serviços forem utilizados de forma tão eficiente como atualmente, então enfrentaremos o enorme crescimento de 140 bilhões de toneladas.

O crescimento populacional também desempenhou um papel no aumento. Por exemplo, ao adicionar um indiano para a população global, isso é igual à adição de até quatro toneladas de consumo de recursos por ano. Ao adicionar um canadense médio, se está adicionando mais 25 toneladas. As populações do mundo desenvolvido estão estáveis, e algumas até mesmo caindo, então o desafio real são os países em desenvolvimento.

A projeção é baseada em dados sobre quatro recursos essenciais: minerais, minérios, combustíveis fósseis e biomassa.

A média global anual do consumo per capita em 2000 era de 8 a 10 toneladas, cerca de duas vezes mais do que em 1900.

A combinação de crescimento populacional, persistência de elevados níveis de consumo nos países industrializados, e aumento da demanda por bens materiais – particularmente em países como China, Índia e Brasil – fez com que o uso total de recursos crescesse oito vezes no século 20.

Segundo a ONU, a dissociação do crescimento econômico e consumo de recursos é importante. E, apesar de ela estar ocorrendo, não está ocorrendo rápido o suficiente.

Os autores do relatório descrevem a China como um caso de teste, porque quer continuar seu rápido crescimento econômico, mas usar os recursos de forma mais sustentável. As medidas que a China apresentou para conciliar esses objetivos serão de importância crucial para todos os outros países em desenvolvimento com intenções políticas semelhantes.

Que o meio ambiente vai sofrer com as ações humanas, já é fato bem conhecido; no entanto, a ONU lembra as pessoas de que elas não podem continuar a agir como se isso fosse inevitável.

Desde 2000, os preços dos recursos já começaram a subir e há um consenso entre os economistas que não é uma anormalidade, mas provavelmente o início de uma tendência de longo prazo. Porém, o aumento dos preços dos recursos é tão novo que ainda não se configurou na mentalidade das pessoas, quando se trata de economia.

O relatório sugere que os responsáveis políticos garantam que as nações em desenvolvimento reconsiderem suas estratégias de desenvolvimento, especialmente infraestrutura para energia, transporte, água e saneamento. Como projetar e construir infraestruturas terá um grande impacto sobre o fluxo de recursos.

A ONU prevê três cenários, sendo que no mais otimista deles o consumo anual per capita de consumo retornaria aos níveis de 2000, com 50 bilhões de toneladas sendo consumidas a cada ano.

Mas os autores reconhecem que as medidas necessárias para esse cenário seriam tão restritivas e pouco atraentes para os políticos que é quase impossível que isso ocorra. Pior: mesmo esse cenário ainda é muito pouco para alguns cientistas, que sentem que ele não iria reduzir o consumo e as emissões associadas a níveis sustentáveis.

No geral, o crescimento global populacional contínuo e o aumento do consumo contínuo é impossível a longo prazo e devastador a curto prazo para o meio ambiente. Os seres humanos têm que melhorar a produtividade dos recursos e mudar para níveis de consumo mais justos.

A contribuição mais fácil e barata para a sustentabilidade é promover a tendência existente de famílias menores; proporcionar acesso universal ao planejamento familiar para que as pessoas limitem o número de filhos que têm.

O melhor uso dos recursos também não é um desafio tão enorme assim. Segundo um relatório recente, só na Inglaterra, as empresas poderiam economizar cerca de 48 bilhões de reais utilizando matérias-primas de forma mais eficiente e gerando menos resíduos.

Tornar-se mais eficiente em recursos é bom para a própria empresa, pois aumenta sua rentabilidade e sua capacidade de crescer. Além de melhorar a competitividade, as empresas poderiam reduzir as emissões de carbono em 29 milhões de toneladas por ano; todo mundo ganha: tanto os negócios quanto o meio ambiente.[BBC]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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8 comentários

  1. Digao /

    Crescimento populacional gigante + aumento do poder de compra das camadas mais baixas, ou seja, aumento do consumo e consequentemente da demanda + nossa dificuldade em mudar os hábitos.

    Bah, não é preciso muita pesquisa pra chegar a conclusão que estamos ferrados. Não que seja o fim do mundo, mas aposto que em 1 século a civilização vai passar por uma crise nunca antes vista.

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  2. Marte /

    “A humanidade é burra”. Fico me perguntando por quanto tempo terei que baixar a cabeça diante dessa citação, não tendo como rebatê-la.

    Controle da população não é solução, é só um parco paliativo.

    O que tem que haver é uma total mudança do comportamento humano. Tiramos onda da nossa suposta inteligência, mas isso é piada. Continuamos a destruir os recursos do planeta, e ele próprio, como se isso não fosse dar em nada, como se não fosse ocorrer uma cobrança disso tudo no futuro.

    Continuamos avançando tecnologicamente, mas não evoluimos no mesmo compasso.

    O século XXI ainda não chegou, continuamos na reprise do século anterior. Infelizmente.

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    • Frank Oddermayer /

      Se o controle da população não é a solução, então a humanidade pode chegar a 100 bilhões de pessoas que estará tudo bem? Matemática não é seu forte.

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  3. fsaas /

    extermínio em massa.

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  4. O fato é que a mundo caminha para um grande colapso politico, social e economico.

    Todavia os politicos e lideres de hoje não ligam para isso, pois eles vão morrer antes q isso aconteça, então é melhor manter as coisas, seu poder e conforto como estão.

    Todavia, nós que provavelmente chegaremos próximo de virar o século. Talvez sejamos a última geração. Pois na hora que acabar os recursos, que esses forem insuficientes. Os que vivem em função da Industria e da Prestações de Serviços, ou em geral, A VIDA URBANA, estará condenada. E aí será uma super guerra social, e um exodo urbano para o rural, claro… insuficiente.

    Teriam que no minimo, matar muita muita gente.

    A menos, que novas tecnologias muito muito muito revolucionárias consigam mudar isso.

    Mas o colapso é iminente. Todavia, nunca se vê politico ou estudos falando sobre isso. Pois não querem transmitir a idéia de perder as esperanças.

    Querem se prevenir? Comece a investir numa fazenda, autosustentavel.

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  5. anderea /

    porque as pessoas n começam agir devia a ver leis que controlem crescimento populacional ou leis mais severas japão é grande exemplo do que crescimento populacional pode fazer. n to falando da tecnologia e sim o pior

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  6. Alter ego: Analista /

    Já cansei de textos e documentários sobre esses problemas ambientais, acho que todos dizem a mesma coisa:
    Estamos condenados! Nunca tomaremos jeito e seremos extintos.
    ou
    poderemos mudar.
    Mas toda espécie que não se adapta ás mudanças vindouras só têm um destino obvio…

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  7. Ze da Feira /

    Já ouvi essa estoria em 1950

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