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Dispositivo pode ajudar pessoas em coma a “falar”

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Por em 23.09.2010 as 21:25

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Um pesquisador realizou um trabalho muito nobre – deu voz aqueles que não podem falar. No passado, o estudioso obteve bons resultados utilizando uma máquina de ressonância magnética funcional para decodificar os pensamentos de um homem de 29 anos que estava em um estado vegetativo persistente após um acidente de carro em 2003.

Seu trabalho mais recente é baseado nesse caso. Se o dispositivo que ele pretende criar – e que pode ficar pronto dentro de 10 anos – realmente funcionar, através de respostas como “sim” e “não”, pacientes em estado vegetativo poderão comunicar a sua vontade de morrer ou deixar seus entes queridos saberem se devem desligar as máquinas de suporte de vida.

Na pesquisa mais recente, o médico Adrian Owen, da Universidade de Cambridge, usou uma máquina de eletroencefalografia (EEG) para mostrar que os pacientes que não apresentam sinais exteriores de consciência são capazes de compreender o que os outros estão dizendo, bem como responder a perguntas simples.

No caso do homem de 29 anos, a equipe de Adrian fez com que ele pensasse em jogar tênis (que significa gerar regiões espaciais do cérebro) para o “sim” e pensar em se mover (que significa acionar as áreas de movimento do cérebro) para “não”.

Isso foi feito com a máquina de ressonância magnética. Agora, a equipe mostrou que um EEG semelhante também poderia decodificar respostas “sim” e “não”. A máquina de EEG registra atividade elétrica produzida pelo disparo de neurônios dentro do cérebro. E é mais barata do que outras máquinas que poderiam ser usadas para o mesmo fim, dando a chance a mais pessoas de terem esse poder comunicativo.

Não é a primeira vez que médicos se surpreendem com indivíduos em estado de coma. Em 2009, um estudo sugeriu que pessoas em estado vegetativo podem “aprender”, e essa capacidade pode ajudar os médicos a prever o seu nível de recuperação. Outro estudo de 2007 mostrou que quando um paciente ouviu falar seu nome, isso afetou sua atividade cerebral, e sua habilidade de transição para um estado de consciência melhorada. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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8 comentários

  1. Rodrigo /

    Muito util, não só pra comunicação com os parentes, mas pra tomadas de decisões como desligar a maquina,

    Assim como é direito de todos viver, deveria ser direito de todos ter uma morte digna, invés de passar o resto dos dias com dor e sofrimento intermináveis

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  2. Às vezes o homem de bom senso cria coisas maravilhosas e uteis para a humanidade. Pelo menos 20% dos homens pensassem assim, criar coisas boas para o bem da humanidade, o mundo seria uma beleza. Não acham?

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  3. Luciene /

    Se houver uma certeza de que o estado da pessoa é irreversível, ela tem todo o direito de decidir se quer ou não continuar vivendo. Se fosse comigo, preferia morrer, viver p quê, se não servimos p mais nada? Seria ótimo se as pessoas em estado vegetativo permanente pudessem decidir sobre suas vidas.

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  4. apartir desse processo poderia mos descobrir meios de fazer familiares se comunicar com seus enfermos nesse estado por isso se deve investir nesse processo.melhor de que praticar a eutanasia em casos em vegetatividade extrema…

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  5. Farofa /

    Stephy, isso é chamado de eutanásia, e é contra a lei em alguns lugares… No Brasil é

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  6. Mas então se o indivíduo está “consciente”, se ele é capaz de responder “sim” e “não”, não será contra a lei desligar a máquina?

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  7. André Mendes /

    Olá, gostaria de fazer uma correção no texto:
    na frase “A máquina de EEG registra atividade elétrica produzida pela queima de neurônios dentro do cérebro.”
    O correto seria “A máquina de EEG registra atividade elétrica produzida pelo disparo dos neurônios dentro do cérebro.”

    Os neurõnios não são queimados dentro do cérebro!

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  8. Elizabeth /

    Tomara que consigam algo nesse sentido. Eu já despertei de uma anestesia e embora consciente de tudo o que acontecia à minha volta, não podia me mexer, nem enxergar e muito menos falar. Se é assim no estado de coma, a sensação é muito ruim e a vontade de poder se comunicar é enorme.

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