Divórcio ou desinteresse dos pais aumenta risco de bebedeira em filhos

Publicado em 31.08.2011

Segundo um novo estudo, o divórcio dos pais pode aumentar o risco dos filhos de cair na bebedeira. No entanto, o estilo dos pais, mesmo juntos, pode importar ainda mais quando se trata desse risco.

A pesquisa britânica revela que crianças cujos pais se divorciam antes dos cinco anos são mais propensas a beber mais tarde na vida. Porém, não é apenas se seus pais estão juntos o que importa.

Os cientistas também estudaram os efeitos de diferentes estilos parentais, e descobriram que crianças de dezesseis anos de idade cujos pais são “desligados” – sem envolvimento com seus filhos, que não estrutura suas atividades nem estabelece padrões para o seu comportamento – são oito vezes mais propensos a beber ainda adolescentes, e duas vezes mais propensos a continuar fazendo isso na casa dos trinta.

A melhor maneira para os pais de evitar o consumo excessivo de álcool por parte dos filhos é usando uma abordagem que os pesquisadores definiram como “duro amor”. Os pais que se inserem nesta categoria tendem a esperar que seus filhos sigam regras da casa e tenham limites, mas estes são definidos e negociados dentro de um contexto que encoraja a autonomia das crianças na tomada de decisão. Esses pais têm padrões elevados, mas sustentam seus filhos calorosamente em aderir a eles, e aplicam regras sem serem agressivos.

Segundo os cientistas, o divórcio não fará com que seu filho seja um bebedor, mas a instabilidade e o estresse em torno de um relacionamento afetam pais e filhos.

Relacionamentos difíceis e altos níveis de estresse para os pais com crianças pequenas as compromete mais tarde, e sua relação com o álcool não é exceção.

Porém, enquanto o divórcio pode ter um efeito sobre as crianças, os pais podem atenuar este efeito, mantendo relações amorosas com seus filhos – mas sendo rigorosos, quando necessário.

Os pais que se tornam “desinteressados” como resultado do estresse do divórcio podem aumentar o risco de seus filhos de beber em excesso. Mas se eles forem capazes de manter uma abordagem de “duro amor”, podem também ser capazes de ajudar seus filhos a desenvolver uma relação saudável com o álcool, independentemente da sua separação.[Jezebel]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 25 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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4 Comentários

  1. Eu tive esse problema como filho..um pai ausente,que só pensa no trabalho, mais tarde vai colher a amargura de ver seu filho caindo na sarjeta do álcool!

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  2. Podemos e devemos dar conselhos e bons exemplos a nossos filhos, mas não podemos querer que eles fiquem iguais a nós. Os seus sonhos não são os nossos sonhos, daí… Khalil Gibran, poeta libanês, diz que “Somos os arqueiros e os filhos são as setas, que depois de lançadas não retornam e nem temos mais poder sobre elas”

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  3. Pais favoráveis ao uso de álcool aumentam em muito a probabilidade de desenvolverem filhos alcoólatras. Pais que não orientam seus filhos, correm o risco de terem filhos desorientados. Pais divorciados correm o risco de terem filhos divorciados. Embora nem sempre os filhos gostem de ser exatamente como seus pais.

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  4. A proximidade, a afetividade (abraços, mãos no ombro, olhar no olhar) são os energéticos da paz e do equilíbrio de cada ser. Se não puder estar próximo, envie uma mensagem (nem que seja só “Oi, como está seu dia?”. Deixe um bilhete no meio de seu caderno ou embaixo do travesseiro, dentro do tênis.
    Se puder pague para um bimotor escrever o nome de seu ente nos céu, ou mande colocar uma placa com o nome de seu filho no cume do Everest, ou mesmo no Mar da Tranquilidade da Lua, por que não?

    Afetividade, carinho e bons exemplos com atitudes éticas e recheadas de valores humanos formam o cimento que formará a base da personalidade de nossos filhos.

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