Não é mais um sonho: o carro voador do Vale do Silício decolou

O carro voador não é mais apenas um sonho: o vídeo abaixo mostra um engenheiro aeroespacial de uma pequena empresa do Vale do Silício, chamada Kitty Hawk, pilotando exatamente um desses acima de um lago cênico na Califórnia.

O carro voador do Kitty Hawk pesa 100 kg, comporta uma pessoa e é alimentado por oito hélices a pilhas que uivam tão alto quanto uma lancha.

A empresa é apoiada por ninguém menos que o fundador do Google, Larry Page, e está tentando ser uma das primeiras a realizar a façanha de comercializar tal veículo.

O teste

A companhia chamou a atenção por conta do envolvimento de Page e de seu executivo principal, Sebastian Thrun, tecnólogo influente e diretor do laboratório X, do Google.

Durante o último voo de teste, Cameron Robertson, o engenheiro aeroespacial pilotando o carro, usou dois controles para balançar o veículo acima de Clear Lake, deslizando no ar a cerca de 4,5 metros de distância da água. Depois de uma volta de aproximadamente cinco minutos, Robertson terminou o voo em uma plataforma de pouso flutuante no final de uma doca.

A empresa espera criar um público de entusiastas capazes de pagar US$ 100 para se inscrever para um desconto de US$ 2.000 no preço de varejo do carro, a fim de “obter acesso exclusivo a experiências e demonstrações”.

Essa é certamente uma oferta incomum, já que a empresa ainda não estabeleceu um preço para o veículo.

Regulação

Thrun afirmou que a empresa está em contato com as agências de regulação aérea dos EUA, concordando que as preocupações sobre veículos sobrevoando nossas cabeças são legítimas.

“Eu acredito que todos nós temos que trabalhar juntos para entender como as novas tecnologias vão moldar o futuro da sociedade”, disse.

Por enquanto, o Kitty Hawk voa sob uma categoria especial para aeronaves ultraleves que não requerem licença, destinadas a serem pilotadas em áreas de lazer descongestionadas. Para adicionar uma margem extra de segurança, os engenheiros estão aderindo a voar sobre água aberta.
A empresa disse que o produto comercial final seria diferente e muito mais silencioso do que o modelo de teste.

Concorrência

A Kitty Hawk pode enfrentar uma forte concorrência, não apenas de cerca de meia dúzia de empresas iniciantes, mas de gigantes como a Airbus. A empresa anunciou dois conceitos verticais de decolagem e aterragem e, no Salão Internacional de Automóveis de Genebra no mês passado, propôs um veículo autônomo chamado Pop.Up que operaria tanto no solo quanto no ar.

Também recentemente, o governo de Dubai, em parceria com a empresa chinesa EHang, disse que planeja começar a operar um “táxi voador” até julho deste ano.

Outra empresa com planos claros nesse setor é a Uber, que deve detalhar sua visão para o futuro da mobilidade aérea urbana em uma conferência em Dallas em breve.

Dificuldades

Para estes veículos aéreos pessoais se tornarem uma realidade, os países vão precisar de um novo sistema de controle de tráfego aéreo.

Há dois anos, a Administração Nacional de Aeronáutica dos EUA começou a desenvolver um controle aéreo destinado a gerenciar todos os tipos de veículos voadores, incluindo drones. Os pesquisadores esperam que os testes desse sistema se iniciem em 2019.

Além dessa dificuldade, outros problemas terão que ser resolvidos, como a praticidade e segurança das baterias dos carros voadores. Embora motores elétricos pareçam promissores, a tecnologia atual de bateria não pode suportar voos de uma distância razoável, e possuem risco de incêndio. [NYTimes]

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