Buraco negro emite um feixe de partículas três vezes maior do que a Via Láctea

Publicado em 9.02.2016

buraco negro supermassivo emissao jato

Uma nova imagem impressionante mostra um feixe gigantesco de radiação atirando para o espaço a partir de um buraco negro supermassivo.

De acordo com astrônomos, o jato de partículas é três vezes maior do que o diâmetro da Via Láctea.

300 mil anos-luz

A imagem foi composta com dados de raios-X (em azul) coletados com o Observatório de Raios-X Chandra da NASA, em combinação com dados de rádio (em vermelho) do Telescope Array Compact, na Austrália.

Nela, vemos a galáxia chamada Pictor A, localizada a cerca de 500 milhões de anos-luz de distância da Terra. Os pesquisadores dizem que o buraco negro no centro de Pictor A libera uma enorme quantidade de energia gravitacional, conforme material é puxado em direção ao seu horizonte de eventos.

Esta energia produz um jato de partículas que flui por uma distância de 300.000 anos-luz.

Dois por um

Os novos dados do Chandra indicam que na verdade existem dois feixes sendo emitidos do buraco negro, embora um deles, chamado de “contrajato”, seja mais difícil de visualizar.

O contrajato se estende para o lado esquerdo da imagem e é comparativamente difícil de ver devido ao seu movimento para fora da linha de visão da Terra.

Os redemoinhos vermelhos, chamados lóbulos de rádio, indicam nuvens de gás circundantes através do qual o jato e o contrajato se estendem. Na extrema direita da imagem, você pode ver um ponto azul brilhante, que os pesquisadores dizem que é causado por ondas de choque, muito parecido com um estrondo sônico de um avião supersônico.

Contrajato, buraco negro, jato, lóbulos de rádio, ponto azul brilhante

Contrajato, buraco negro, jato, lóbulos de rádio, ponto azul brilhante

Causa do jato

De acordo com os cientistas, essa emissão de partículas de raios-X é provavelmente resultado de elétrons espiralando em volta das linhas de um campo magnético, em um processo chamado de emissão sincrotron.

Os pesquisadores não compreendem totalmente como esse processo está ocorrendo aqui, mas acreditam que os elétrons devem estar continuamente reacelerando conforme se movem ao longo do jato. [ScienceAlert]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars

Natasha Romanzoti

é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

Quer copiar nosso texto? Siga estas simples instruções e evite transtornos.
Compartilhe este artigo

1 comentário

Envie um comentário