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Estudo encontra uma nova fraqueza no câncer

Utilizando um novo método de escanear genes, pesquisadores descobriram uma forma que pode ajudar a combater o câncer ao silenciar os genes que o tumor precisa para sobreviver. Eles encontraram um gene, antes desconhecido, que impede que as células de tumor se matem, mas não parece ser necessário para células saudáveis. Uma segunda equipe achou outro processo genético que parece ser único em tumores.

Ambas as descobertas se relacionam com uma mutação genética envolvida em 30% dos cânceres, os pesquisadores reportaram um alvo atrativo para uma droga potencialmente útil e lucrativa algum dia. Os estudos também apontam para um novo modo rápido e efeitvo de se olhar sobre os métodos de combater o câncer, usando a interferência do RNA na área afetada através da biotecnologia.

As duas equipes mantiveram seu foco sobre um gene causador do câncer chamado KRAS. As mutações nesse gene estão envolvida em 30% dos casos da doença incluindo leucemia, câncer de pâncreas e de pulmão. Mas as drogas para o câncer não funcionam contra estes tumores. Gary Gilliland da Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos EUA, disse ser frustrante poder reconhecer a mutação e não poder fazer nada a respeito.

Outro campo importante da terapia do câncer é a inibição da agiogênese – impedir que os tumores construam vasos de sangue para se alimentarem. A equipe de Gilliand e outro grupo conduzido por Stephen Elledge, também de Harvard e do Instituto Médico Howard Hughes procuraram outras coisas que as células do tumor precisam.

Elledge afirmou que as células cancerígenas são doentes. Eles aplicaram RNA para reduzir a atividade dos genes. Essa estratégia permite que eles descubram quais são os melhores alvos sem noções preconcebidas. Analisando todo o genoma humano, a equipe de Elledge descobriu alguns genes KRAS que os cânceres dependem para sobreviver.

A equipe de Gilliland manteve o foco num gene conhecido como kinase, já identificado por remédios contra o câncer. Eles encontraram um chamado STK33 que parece impedir as células de câncer de se auto-destruirem.

O trabalho ainda é puramente experimental e vai levar anos até ser traduzido em pesquisa humana. Mas Gilliland disse que estão procurando os genes que eles acreditam serem facilmente atacados com as drogas. [Reuters]

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