Exército americano inventa sanduíche que dura dois anos

Publicado em 11.12.2011

O Exército americano fez uma inovação muito necessária: agora, suas “refeições prontas pra comer” (MRE, na sigla em inglês), ou aqueles pacotes selados cheios de alimentos desidratados ou congelados, agora serão os sanduíches mais inovadores do mundo, que podem ser servidos frescos mesmo depois de se sentar na prateleira por dois anos.

Quando o alimento apodrece, é um resultado de vários processos químicos e biológicos. Alguns destes são inerentes a certos ingredientes, outros são causados por bactérias.

Mas, quase que universalmente, esses processos necessitam de água e/ou oxigênio para acontecer. Assim, o Exército não precisou reinventar o sanduíche ou seus ingredientes para criar itens de longa duração. O que era preciso era descobrir como fazer um sanduíche que eliminasse água e oxigênio da equação.

Para fazer isso, os cientistas pensaram em ingredientes como o açúcar (em compotas ou geleias, por exemplo), sal e mel, que contêm umidade, mas também a retêm, mantendo esses alimentos longe do contato com outros ingredientes.

Pense em um tomate fresco; sobre um sanduíche, ele rapidamente faz com que o pão fique “encharcado”, já que a água do tomate embebe o pão. Mas a geleia ou mel na torrada, embora úmidos, não passam a sua umidade para o pão. Utilizar ingredientes que bloqueiam sua umidade no interior foi fundamental para o processo.

A parte mais difícil foi manter o oxigênio longe do sanduíche. Para isso, cada um deles foi embalado em um pacote selado com um “limpador de oxigênio” – um pequeno pacote de limalha de ferro que puxa o oxigênio do ar ambiente e o trava em uma camada de ferrugem. Isso mantém o oxigênio longe de coisas como o pão, onde poderia alimentar uma reação resultando em mofo.

Desprovido de oxigênio e água, um sanduíche pode durar um longo tempo – dois anos, neste caso. Mesmo sabendo disso, você comeria um sanduíche que fez aniversário duas vezes? [POPSCI]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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15 Comentários

  1. Assim que lí o artigo, pensei que o sanduiche estaria TÃO DURO, que o cara iria gastar DOIS ANOS para mastigá-lo!

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  2. Os caras só pensam em como fazer guerra !! Soldados bem alimentados é um dos fatores fundamentais para o êxito das atrocidades !!

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    • Kayane,

      Esta idéia dos americanos não me parece ter sido uma das melhores. Lembra a idéia “daquele” que diz ter inventado água em comprimido efervecente. Modo de preparo: dissolver um comprimido num como d’água para matar a sede. Rsrsrsrs.

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    • O pão… está mais que dormido! Isso é coma profundo! Não avisaram a essa turma que McDonalds está presente em toda parte e tem serviço de entrega.

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  3. O estado de morte aparente dos alimentos, ressuscita na presença da água -humidade- e oxigénio.
    Logo, tratando-se de um processo lógico os alimentos assumem a característica original. Eu não só comia como também saboreava.

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  4. Pô, sem desmerecer a seriedade do artigo, qualquer sanduíche na casa de um homem morando sozinho corre o risco de durar esse tempo !!! :D :D :D

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    • Aliás, aqui em casa, costumo dizer ( quando estou sozinho ) que a minha geladeira é uma câmara criogênica que conserva as coisas por milênios, se necessário ! (*rsrsrsrsrs*)

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  5. Interessante, realmente em casos de guerra seria muito bom, é melhor do que passar fome, mas eu particularmente não arriscaria esse sanduiche…

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  6. Essa técnica pode ser usada para diminuir o desperdício, ou ter uma reserva pronta para os momentos difíceis com terremotos, furacões, e etc…

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