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Sérgio Souza em 14.09.2008 as 14:57 e atualizado em 17.09.2008 as 17:37

saindo do corpo

Muitas das pessoas que passam por experiências próximas da morte relatam coisas similares: uma luz branca acolhedora e o “filme” de memórias de coisas que viveu. Mas agora cientistas querem estudar o que realmente acontece ao cérebro e à consciência quando alguém está à beira da morte.

Em um novo estudo chamado AWARE – AWAreness during REsuscitation (Consciência durante a ressuscitação, em tradução livre), médicos irão examinar os pacientes em hospitais na Europa e América do Norte, que chegaram ao estado conhecido como parada cardíaca.

“Ao contrário da percepção popular a morte não é um momento específico”, disse o Dr. Sam Parnia, o coordenador do estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido. “É o processo que começa quando o coração pára de bater, os pulmões param de trabalhar e o cérebro cessa seu funcionamento – uma condição médica chamada parada cardíaca, que do ponto de vista biológico é sinônimo de morte clínica.”

“Durante a parada cardíaca todos os três critérios da morte estão presentes”, disse Sam. “Então segue um período de tempo, que pode durar entre poucos segundos até uma hora ou mais, no qual esforços médicos emergenciais podem ter sucesso em reiniciar o coração e reverter o processo da morte. O que as pessoas experimentam durante este período da parada cardíaca fornece uma janela única para entender o que nós todos tendemos a experimentar durante o processo da morte.”

Estudos anteriores sugerem que 10 a 20% das pessoas que sobrevivem a uma parada cardíaca reportam processos lúcidos, bem estruturados, com presença do raciocínio, memórias e algumas vezes a recordação de eventos durante seu encontro com a morte.

Um estudo descobriu que as pessoas que reportavam sentimentos tranqüilos, luz forte e experiências fora do corpo, durante seu flerte com a morte, têm mais chance de haver mostrado dificuldade para separar o sono com a vigília em seu cotidiano. Tanto antes quanto depois das suas experiências de quase morte estas pessoas freqüentemente têm sintomas de movimentos rápidos dos olhos, REM (um evento que ocorre em todos nós em uma fase do sono), enquanto estão acordadas.

Os pesquisadores do estudo AWARE querem descobrir o que acontece ao cérebro quando o corpo começa a desligar, se é possível para as pessoas verem e ouvirem durante a parada cardíaca e o que ocorre durante as experiências fora do corpo.

Um estudo anterior sobre as pessoas que reportaram assistir suas próprias reanimações no hospital, em um estado de experiência fora do corpo, perguntou para os pacientes se durante a experiência eles conseguiram ver uma placa com números que ficava sobre um armário. Quando perguntado qual número havia escrito nela, ninguém acertou.

O lançamento da pesquisa AWARE foi anunciado no simpósio internacional das Nações Unidas em 11 de setembro. [LiveScience, ScienceDaily]


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13 Comentários »

  1. Tá escrito aconcete no título! Arruma aí.

    Um livro sobre EQM: http://ibrahimcesar.com/eqm/

  2. Corrigido! Obrigado.

  3. Prefiro não ter certeza se o que dizem é ou não verdade. Um dia todos nós vamos saber mesmo, então pra que ter pressa?

  4. Ninguém precisa se preocupar com a morte. Simlpesmente porque não existe o estado de morte. Por acaso você conhece alguém que esteja morto? Enquanto você viver, a morte não lhe tocará e quando ela vier, você não ficará sabendo.

  5. Hiperatividade temporária do cérebro

    O Efeito G acontece quando o cérebro de alguém: foi afetado pela força centrífuga; teve falta de oxigênio; passou por algum distúrbio neurológico; ingeriu determinados alucinógeno; sofreu uma narcose pelo nitrogênio (a chamada embriagues das profundidades); levou alguma pancada ou que quase morreu, volta de uma forma específica ao seu estado normal.

    Como o Efeito G age sobre as áreas do cérebro que controla o Eu e as sensações.
    É comum que o indivíduo afetado pelo Efeito G tenha alucinações, onde ele julga que saiu e voltou para o seu corpo físico.
    Veja luzes ou cores de uma forma fora do comum ou super luminosa.
    Ou tenha a sensação de que se encontra num túnel, onde as lembranças gravadas em seu cérebro aparecem de forma incomum.

    Para mostrar que as experiências de uma vida forra do corpo físico não passam de alucinações.
    Lembramos que os relatos dos que se recuperam de alguma descompressão, de alguma hiperatividade temporária do cérebro, de algum “curto circuito neurológico”, de alguma falta momentânea de oxigênio ou de algum envenenamento, são todos acontecimentos normais e não paranormais.

    A explicação é que; quando o sistema límbico de algum paciente é envenenado, danificado ou super estimulado, é possível que o individuo passe por alguma experiência de uma suposta “vida fora do seu corpo”.

    Todavia, já que a morte cerebral é um acontecimento definitivo e irreversível, é evidente que os que passaram pelo Efeito G não teriam sofrido uma morte cerebral.
    E sim, algum tipo específico de falta de oxigênio, de intoxicação, de curto circuito cerebral, de agressão cerebral ou de sobrecarga cerebral.
    Até porque, o cérebro só morre de verdade uma única vez.

    Apesar do cérebro humano ainda está em evolução.
    Pesar de 1/20 a 1/50 do peso total do corpo adulto (cerca de 1,5 quilo), e poder no futuro se tornar ainda mais sofisticado.
    A voracidade desse esfomeado é tão grande, que ele chega a consumir 1/2 de todo o oxigênio e nutrientes que ingerimos.

  6. Bom… chegamos à conclusão de que quando uma pessoa está morrendo, ela não presta atenção à plaquinha que está em cima do armário… =)

  7. Uma vez fui atropelado por um taxista que deu marcha ré. Com o impacto fui lançado no meio da avenida. Sofri apenas um arranhão decorrente do asfalto, mas a experiência que tive foi show!! Vi realmente o tão falado filmezinho!! incrível!! Em questão de segundos vi toda minha vida passar por mim, parecia que o mundo ao redor ficara em câmera lenta, mas minha conciência continuava ali em tempo real!!! normal!! e de dentro dessa conciência passou o tal filme. O filme passou em forma de flashes, começou desde o momento da batida até minha infância, vi coisas que nem me lembrava mais, então quando chegou a parte que eu era nenem tudo voltou ao normal. Tudo isso em questão de segundos, porque eu mal cai no chão.
    Inclusive eu tava com um violão na mão, o violão espatifou-se, só sobrou o braço que ficou na minha mão. hahaha!! quase taquei no motorista do taxi!!

  8. Muito interessante a informação qual quebra paradigmas anunciados pela religião .

  9. Em 1987 sofri um atentado contra minha vida. Fui espacando e deixado como morto por um bando de marginais. Após 28 horas inconsciente no hospital é que voltei à consciencia. Nenhuma experiência pude observar durante todo este período, porém, no hospital respondia todo o questionamento que enfermeiros e médicos me fiziam. Respondí que tinha um filho de dois anos, tinha esposa e estávamos numa festa de aniversário quando fui socorrer uma mulher que estava sendo agredida por um bando. Que tinha sido atacado recebendo uma paulada que acertou minha cabeça. Eu, ouví este relato dos que me atenderam no hospital, porém não me lembro de ter dito nada. Por duas semanas fiquei sem a visão e pelas fraturas fiquei um mês internado passando por várias cirurgias. Um fato após tudo isto passou à acontecer comigo: não posso direcionar nenhum pensamento mau para uma pessoa desafeta, pois, na maioria esses pensamentos tornam-se realidades. Usei desse privilégio que não é nada bom e, identificando os 14 desafetos que me atacaram, soube pela a imprensa da morte e desaparecimentos da maiorias deles. Vivo que eu saiba tem um numa cadeira de rodas.

  10. A experiências de EQM vem só corroborar as outras pesquisas com a mediunidade e a terapia de vidas passadas no campo dos estudos psíquicos,comprovando que o princípio inteligente que há em nós sobrevive a aniquilação do corpo.

  11. Wanderson,

    Não. Você está enganado.

  12. é incrível q brasileiros nao acreditem na vida alem da vida, mas não importa, como diz Douglas Miranda: chegado o momento vai a saber. Tudo tem um tempo certo.

  13. Saiu na Superinteressante de 2005: “Eles voltaram da morte”.
    “A ciência finalmente começa a desvendar as experiências de quase morte…”
    Relatos impressionantes do iatista Lars Grael e da radialista Cida Cavalcante. Independente de religião, eu acredito que as EQMs existem para que o homem possa se convencer de que a morte, como acreditamos, não existe. Passamos, isso sim, de uma dimensão para outra. Pena que, teimosos como somos, andamos cegos pela vida. A maioria dos homens andam muito ocupados para pensar nessas coisas… maravilhosas, por sinal.

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