Conheça os incríveis fone de ouvido que ajustam o volume do ambiente ao seu redor

Pequenos dispositivos, parecidos com balas Altoids, são o mais recente protótipo construído pelo Doppler Labs, uma startup de tecnologia “vestível” cofundada e presidida por Noah Kraft. Com um aplicativo de celular e os pequenos fones de ouvido sem fio, é possível manipular os sons do ambiente ao seu redor.

Com este combo, é possível acrescentar ecos à voz de uma pessoa, levantar e abaixar os graves, agudos e médios. Alguém pode estar a metros de distância de outra pessoa e, cochichando, ser ouvida em alto e bom som.

Já existem muitas empresas vendendo dispositivos para serem usados no ouvido como aparelhos auditivos e fones Bluetooth, mas os produtos da Doppler não são nada parecido. Ela é uma das poucas empresas que trabalham com dispositivos portáteis que visam aumentar a audição média das pessoas: você seria capaz de ajustar os graves e agudos em um concerto com a ajuda de um aplicativo ou bloquear ruídos específicos, como um bebê chorando ou o zumbido de um motor de avião.

Nicho de mercado

O mercado de dispositivos “vestíveis” (em inglês “wearables”) está crescendo a um ritmo veloz: a pesquisadora de mercado IDC diz que as encomendas triplicaram durante os primeiros três meses de 2015. Embora a maioria seja usado no pulso, Doppler e outras startups com foco na melhoria de som, como a Nuheara e a Soundhawk, acreditam que os consumidores estão ficando confortáveis o suficiente com a tecnologia para colocá-la em seus ouvidos.

“A realidade não é tão ruim”, diz Kraft em entrevista ao blog MIT Technology Review. “Se nós podemos melhorá-la e otimizá-la um pouco, poderia ser uma coisa muito legal”.

O empresário sabe que não será fácil convencer o consumidor médio, no entanto. Por essa razão, o primeiro produto da Doppler, um par de fones de ouvido custando US$ 199 chamado Here, será dirigido aos audiófilos, e as vendas serão limitadas. A empresa está fazendo 12 mil pares dos fones e já vendeu cerca de 3300 através de uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter que levantou US$ 635 mil (mais de duas vezes a meta de US$ 250 mil). Agora, quem quiser comprá-los pode se inscrever na lista de espera.

Magia dos algoritmos

Os fones da Doppler funcionam usando algoritmos para cancelar sons que você não quer ouvir à medida que eles entram sua orelha, e deixar passar os sons que você quer. Tudo é controlado com um aplicativo de smartphone e a empresa planeja incluir configurações para situações como música ao vivo e viagens.

A Nuheara, entretanto, está tentando fazer algo semelhante à Doppler, mas também planeja permitir que usuários de seus próximos fones de ouvido sem fio possam se conectar com áudio digital – música, telefonemas, e, no iPhone, com a Siri. David Cannington, chefe de vendas e marketing e cofundador da Nuheara, diz que um aplicativo para iPhone permitirá aos usuários fazer coisas como ajustar o ruído de fundo para melhorar a música que estão ouvindo ou aumentar a sua capacidade de audição em um restaurante barulhento. Cannington afirma que a empresa espera ter um protótipo funcional até o final do ano e começar a vender os fones de ouvido no final de 2016 por “menos de US$ 300”.

Como todos os tipos de wearables chegando ao mercado, porém, estas e outras marcas estão enfrentando enormes desafios com tecnologia e conforto. Uma vez que elas tendem a usar Bluetooth para a comunicação entre o dispositivo intra-auricular e um aplicativo de smartphone, é necessário que a tecnologia sem fio funcione bem – e como qualquer um que usou um fone de ouvido Bluetooth sabe, a qualidade do som pode ser irregular, mesmo em distâncias muito curtas. É preciso consertar isso para que os gadgets não virem um incômodo, ao invés de um facilitador. [Mashable]

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