Fotos incríveis do cometa Hartley II

Publicado em 18.11.2010

Depois de uma enorme jornada de 4,6 bilhões de quilômetros, a missão Epoxi, da Nasa, sobreviveu ao perigoso encontro com o cometa Hartley II e transmitiu as imagens da “reunião”.

A montagem de cinco fotos acima mostra o núcleo do Hartley enquanto a nave estava voando ao encontro de seu “corpo” gelado. A primeira imagem obtida é a mais alta do lado esquerdo, e a progressão de imagens segue o sentido horário.

Como você pode ver, até mesmo os cientistas ficaram surpresos com a forma inusitada do Hartley. Além disso, eles descobriram que o cometa tem, aproximadamente, uma dúzia de “jatos” que cospem gás e poeira espacial.

As texturas da superfície do núcleo também chamam a atenção – as pontas mais largas são têm muitos relevos, enquanto o meio do “amendoim” é completamente liso. Os cientistas acham que a atividade de jatos nas extremidades do Hartley é que causa essas “cristas” de relevo. No centro do cometa, como não há nenhuma atividade do tipo, sua superfície permanece lisa.

A Epoxi passou a enviar imagens do encontro para a Terra logo depois de 20 minutos após o encontro. Ela passou a apenas 700 quilômetros de distância da superfície do cometa. A foto acima mostra a atividade de alguns jatos na ponta do Hartley. Os cientistas acreditam que seja dióxido de carbono que sai de dentro do cometa, mas ainda não se sabe, exatamente, como o gás escapa.

A foto acima mostra o Hartley sobre o deserto do Arizona. Sua “cauda” é a poeira que sai do cometa. Se um cometa se aproxima do Sol, parte do seu gelo se derrete e ele acaba liberando poeira, gelo e pedaços de pedra no espaço. Se algum desses resíduos entra na atmosfera da Terra, ele acaba queimando e dando um “show”. Nesse mês os astrônomos receberam várias “denúncias” de bolas de fogo nos céus, nas áreas em que o Hartley passou, mostrando que ele realmente deixou um rastro para trás.

Nas semanas antes do encontro da Epoxi com o Hartley, uma nuvem do tamanho de Júpiter se formou ao redor do núcleo de dois quilômetros de comprimento do cometa. Acredita-se que ela tenha sido produzida por cianido, que teria sido aquecido quando o cometa se aproximou do Sol. Na foto acima, feita por um telescópio amador na Flórida, ele aparece como um ponto esverdeado.

Na foto acima, uma família da Suécia observa o Hartley, indicado pela seta. O cometa foi descoberto em 1986, pelo astrônomo Malcom Hartley. Ele completa uma volta ao redor do Sol a cada 6,5 anos, mas só no último outubro que ele fez a maior aproximação da Terra.

A Epoxi, que você vê acima, que cumpriu sua missão, irá, provavelmente, se tornar um observatório astronômico que irá buscar e monitorar planetas extrasolares. As milhares de imagens que ela fez do Harley II logo serão divulgadas e ficarão disponíveis para estudos. [National Geographic]

Luciana Galastri

é jornalista. Viciada em livros, lê desde publicações sobre física a romances de menininha do estilo "Crepúsculo". Toca piano desde os oito anos de idade e seu estilo de música preferido é o metal.

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8 Comentários

  1. Muito show!!! Adoro Astronomia… ”Irado”..
    é impressioante como a gravidade realmente reage… O comeetya Hartley II em 1943 Semprte foi lemnbrado após o Cometa Harlley 2 como de previsto.
    Ass: Astronoma Amadora

  2. As fotos realmente conseguem mostrar a beleza desse cometa, sem ao menos conhecê-lo. Conseguem nos dizer exatamente o que está sendo tratado sem lermos !
    Boa utilização de fotografias…
    ”Uma imagem ,vale mais que mil palavras ! ”

  3. Desde Ninrode, o primeiro líder político e conquistador nacionalista, o homem sempre intensificou sua cultura em torno de sobrepujar outros para ampliação territorial e fomento da força. Agora que na terra já não há muito o que conquistar o objetivo é o cosmos e, não se fala mais em corrida à Lua, o objetivo fixo é marte. Nossa geração e principamente as futuras, com base em nossa história passada, serão expectadoras de coisas inimagináveis oriundas da sede de ganância e poder por parte dos incríveis seres humanos! Até este ponto cabe-nos discenir entre o que é e o que não é verdade, pois, ao invés de “estar lá fora” a grande e final verdade pode estar entre nós.

  4. concordo com marcus vinícius, os interesses bélicos é que tem financiados a maioria das pesquisas tecnólogicas e muitas vezes as pesquisas importantes relacionadas ao cosmos e a biodiversidade tem ficado com recursos limitados. Os investidores só se interessam pelo rentável, mas nem tudo deve girar em torno do dinheiro.

  5. O Homem deveria investir muito mais em pesquisa ao investir em guerras, mas para isso teríamos que nos equilibrar emocionalmente e mundialmente para que povos tenham noção das descobertas que poderemos adquirir. Basta de guerra temos que focar nosso pensamento em descobertas aqui no planeta fora dele.

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