Gatos navegaram com os Vikings para conquistar o mundo

Um dos trabalhos mais inusitados apresentados na última semana no Simpósio Internacional de Arqueologia Biomecular, que aconteceu em Oxford (Inglaterra), envolveu gatos. Gatos vikings, mais especificamente.

Ao analisar o DNA dos felinos domésticos, os pesquisadores descobriram que os vikings levavam gatos em seus navios nas viagens de conquista do mundo . “Nem sabia que haviam gatos vikings”, disse Pontus Skoglund, geneticista populacional da Universidade de Harvard (EUA), que não estava envolvido no estudo.

“Não sabemos a história dos gatos antigos. Não sabemos sua origem, não sabemos como sua dispersão aconteceu”, explica uma das pesquisadoras envolvidas no trabalho, Eva-Maria Geigl, geneticista evolucionária do Instituto Jacques Monod (França).

Ao analisar o DNA de 209 gatos encontrados em tumbas egípcias, pontos de sepultamento no Chipre e em uma antiga colônia viking na Alemanha, a equipe descobriu que os gatos passaram por duas ondas de dispersão no início de sua história.

Na primeira onda, gatos se espalharam do Oriente Médio para o leste mediterrâneo, acompanhando fazendeiros. Já a segunda onda de expansão começou no Egito e se voltou para a Eurásia e África.

Esta segunda onda de expansão foi atribuída aos desbravadores dos mares – como fazendeiros, marinheiros e vikings – porque os gatos provavelmente eram incentivados a ficar nos barcos para controlar o problema com roedores.

O estudo tenta mapear a história dos gatos, que em comparação com a dos cães, está muito atrasada. Segundo Geigl, isso acontece por falta de financiamento para este tipo de pesquisa. [Science Alert, Live Science]

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